quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A triste educação dos adolescentes hoje


Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Educar as crianças e jovens neste século é uma tarefa muito complicada. Ao pensar em adolescentes, então, que sofrimento! Sim, sofre-se só de pensar. Afinal, como muitos dizem, os jovens de hoje são diferentes. Só que se formos ser racionais, os jovens não mudaram, mas sim a educação dada pelos pais e responsáveis – essa sim mudou, tornando-se mais permissiva, desestimuladora, construtora de trogloditas.
Muitos pais dizem “no meu tempo, se você fizesse isso, moleque/moleca, você sabe o que aconteceria?”, mas não percebem que acontecia algo não porque antes não houvesse revolta juvenil, mas porque os pais educavam com mais firmeza. Esses adolescentes rebeldes, entregue aos vícios, atoas, preguiçosos, não “nasceram” assim, mas são apenas reflexo da educação dada pelos pais e/ou pelo Estado e Mídia, esta pela televisão e internet, e aquela pelas escolas.
Hoje em dia os jovens são cheios de “não me toque”, não ajudam os pais, são preguiçosos, e as pessoas até se emocionam ao olhar tal fruto. A cada geração vemos jovens que são mais ridículos. E é necessário tomar as rédias da educação, senão a coisa será pior a cada 10 anos.
Já tivemos a onda emo, onde jovens se vestiam de preto, ouviam música triste, e vez ou outra ouvia relatos de suicídio. Nem passou uma década da grande onda emo, vem o jogo suicida que levou fim a vários jovens. Isso sem contar a quantidade de adolescentes cada vez mais cedo virando a noite nas baladas, enchendo a cara de álcool, fumando maconha, cheirando cocaína, e usando outras coisas... Tudo isso é apenas um reflexo da educação permissiva dos pais. Todos estes casos mostram os equívocos cometidos pelos mesmos, ao não darem responsabilidades aos filhos, ao não os educarem para a vida, mas para sentir prazer. Muitos pais se comportam como se a sua obrigação enquanto pai ou mãe fosse financiar o prazer desordenado do filho.
Toda essa educação tem deformado a personalidade dos jovens, ainda em construção, tornando-os adultos problemáticos. Quem muito nos ensinava sobre isso era Maria Montessori, que sempre lembrava em seus livros que o a criança de hoje é o adulto de amanhã, que os traumas causados hoje numa criança, poderá resultar em sérios problemas na vida adulta. Montessori sempre prezou pelo desenvolvimento sadio da personalidade da criança. E nós vemos que essa “criançolatria” ou “adolescentolatria” tem destruído a personalidade das pessoas. Como os pais somente querem garantir o prazer aos filhos, esquecem de os formar para a vida. Montessori ensinava que nunca devemos ajudar uma criança em uma tarefa em que ela se sente capaz. Se ela se acha capaz de carregar uma cadeira para te ajudar, papai, deixe. Se ela falhar, ela aprenderá com as falhas. Mas os pais sempre dizem não... E cada vez mais as crianças vão tornando-se dependentes dos pais.
Usei o caso de emos e de jovens mimados por ser algo mais nítido. Mas essa má educação pode estar presente até mesmo na casa do casal mais conservador. Experimente sugerir a um rapaz de 18 anos que vá morar sozinho. Ele vai tremer na base, pois nunca se quer fez um currículo na vida; muito menos trabalhar. (Obviamente há muitas exceções, tenham a sabedoria de entender que é apenas um exemplo).
A educação que a maioria dos pais fazem hoje, é uma educação que prende o filho em casa. Cada vez mais os filhos são como mortos vivos, dependentes dos pais, sem autonomia. O resultado disso é o crescente número de adultos que moram com os pais, sem trabalhar, sem buscar construir sua própria família, pois se acostumaram a ficar nessa situação. É necessário agir!
A Bíblia tem uma passagem muito interessante sobre adolescentes. Trata-se da ressurreição da filha de Jairo. As pessoas estava chorando porque a menina tinha morrido. Jesus entra na casa, diz que ela não morreu mas dorme... Jesus vai ressuscitá-la! Jesus ressuscitou essa menina. Mas ao realizar o milagre, Jesus disse “Menina, ordeno-te, levanta-te!” E na sequência, o evangelista diz “E imediatamente a menina se levantou e se pôs a caminhar (pois contava doze anos)” (Marcos 5,42). Ora, a menina se pôs a caminhar pois contava doze anos, ou seja, já era grande o suficiente para ficar sendo carregada pelos pais, mas pode dar seus próprios passos.
Obviamente não estou dizendo que adolescentes não devem obedecer os pais. É claro que deve obedecer. Porém, os pais não podem querer carregar adolescentes nos braços, caminhar por eles, POIS ELES JÁ CONTAM BEM MAIS DE DOZE ANOS! Hoje em dia os jovens não sabem o que querem ser... Serão talvez o que os pais querem “eternos bebezinhos mimados que tem tuuuudo o que um dia não pude ter”.
Bom, não é de admirar que haja tantos jovens com depressão, sofrendo com crises de ansiedade, bebendo, usando drogas, e pondo fim a própria vida.
Muitos jovens não vivem a sua vida (falo enquanto essência, e não enquanto rebeldia), mas a dos pais. Não podem fazer a faculdade que querem, mas a que os pais querem; não podem estudar a língua que querem, mas a que os pais querem; não podem arrumar um emprego que conseguiram; mas só o que os pais deixam; não podem fazer algo lícito, aliás, muitos pais não querem nem mesmo ouvir as ideias dos filhos.
E para essa solução, serve um versículo que poucas pessoas pregam hoje em dia: Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados. (Colossenses 3,21)
E como tem jovem desanimado! E a culpa muitas vezes é dos pais. Seja porque são ausentes, ou porque são rudes... Ou porque terceirizam a educação através da TV e dos presentes que visa suprir a falta de pai e mãe. Quantos filhos recebem uma super bicicleta, mas queriam ter o papai pra andar com eles...Mas papai está ocupado demais... Sabe? Quantos filhos hoje estão tristes porque tinham uma super ideia, um projeto a colocar em prática, mas os pais ao ver sua tristeza, não deu um abraço e nem quiseram ouvir a ideia, mas simplesmente ofereceram dinheiro para a balada – como se a felicidade do filho fosse movida a dinheiro.
Enfim, diante dessa geração complicada, não julguemos apenas os jovens. Talvez eles não tiveram uma boa educação.
Quando iniciei o curso de Coaching, eu imaginava usar os conhecimentos para trabalhar com adolescentes em questão de achar sentido de vida, trabalho, etc., pois complementaria meus conhecimentos da faculdade de Pedagogia que é mais voltada para criança. Mas, a cada dia que passa, eu vejo que não é necessário apenas educar as crianças e adolescentes, mas é necessário fazer um trabalho de conscientização dos pais, pois o trabalho que é feito na escola por um professor junto as crianças e adolescentes, pode ser estragado pelos pais com uma rapidez tremenda!

Portanto, não diga apenas “esses jovens de hoje”, mas pergunte-se sempre: eu sou um bom pai diante das necessidades de hoje? Sou uma boa mãe para as necessidades de hoje?

Nenhum comentário:

Postar um comentário