quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Leia: A solução dos santos para nossos problemas - Joseph M. Esper



Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
A Palavra de Deus vai nos dizer em Levítico 19,2: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Este é o chamado que Deus nos faz: a santidade. Muitas vezes nos questionamos qual é a vontade de Deus para nós, no entanto, São Paulo responde com exatidão: “Esta é a vontade de Deus:  a vossa santificação” (1Tessalonicenses 4,3).
Deus quer que sejamos santos. Mas, ao invés de nos animar, não poucas vezes nos frustramos diante deste chamado que Deus nos faz. Afinal, sempre nos esquivamos da santidade, usando da desculpa de que somos pecadores, miseráveis, fadados ao fracasso. Isso tem um fundo de verdade, mas só para aqueles que param em suas próprias misérias e não confiam em Deus. No livro do Levítico, onde Deus nos pede a santidade, Ele também diz: “Eu sou o Senhor que vos santifica” (Levítico 22,32). Portanto, não somos nós por nós mesmos que seremos santos, mas é o próprio Deus que nos santificará por Seu Espírito porque é Misericórdia. Por isso Jesus nos disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15,5).
Deus nos chama à santidade e nos dá essa graça, se deixarmos a Sua Misericórdia agir em nossa miséria. Mas, muitas vezes ainda temos a miséria de justificar nossa vida tíbia argumentando que somos cheios de defeitos e problemas. Ora, os santos não foram pessoas isentas de defeitos e problemas, nem mesmo de pecados, mas eles foram homens e mulheres que deixaram a graça de Deus transformar suas vidas e impulsionar suas almas para o Céu. São João Paulo II dizia que santo não é aquele que não cai, mas o que se levanta após cair.
Justamente para quebrar esta falsa premissa de que não podemos ser santos porque passamos por uma série de problemas, que indico a leitura do livro A solução dos santos para nossos problemas do Padre americano Joseph M. Esper. Além de contar as virtudes dos santos, obviamente, o autor vai além e mostra os diversos defeitos e dificuldades que os santos enfrentaram, deixando claro a humanidade que estes homens e mulheres possuíram. Nós temos a tentação de que os santos foram pessoas predestinadas, que viveram como viveram porque Deus escolheu de maneira especial. Não mesmo, caríssimos, pois eles foram santos por um chamado de Deus, é verdade, mas um chamado idêntico ao que tu e eu temos; a diferença é que mesmo passando por dificuldades, eles disseram sim à Deus.
Quantos são os que dizem que não podem ser santos, não podem seguir Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho, porque estão velhos, cansados, doentes, depressivos, ou porque acham que nunca fizeram nada certo na vida, ou porque já cometeram crimes grandiosos, etc. Em A solução dos santos para nossos problemas encontraremos exemplos de santos que lutaram contra diversos defeitos de caráter, mas conseguiram ser santos; outros que lutaram contra terríveis tentações, mas venceram; outros que até mesmo caíram nas tentações em algum momento da vida, mas tiveram a coragem de levantar e seguir à Cristo; outros santos com depressão, já outros com ansiedade; temos exemplos de santos, como Santa Melânia, a jovem, que tinha familiares também canonizados pela Igreja, como Santa Melânia, a velha, mas nem por isso foi livre de problemas familiares, mas mesmo assim viveram a santidade vencendo suas personalidades pela graça de Deus.
Em A solução dos santos para nossos problemas encontramos CENTENAS de santos canonizados que passaram pelos mesmos problemas que nós enfrentamos: sejam santos religiosos, ou mesmo leigos – afinal, muitos acham que a santidade é só para padre e freira, enquanto, na verdade, existem vários santos leigos que viveram as virtudes heroicamente e que são grandes exemplos para nós.
Para melhor compreender como os santos passaram pelas mesmas dificuldades que nós, transcreverei o sumário do livro contendo o título de cada capítulo, que mostra a dificuldade que cada santo enfrentou (em ato e/ou tentação): ansiedade; amizades desfeitas; dificuldades nos negócios; dificuldades na concepção e na gravidez; preocupação com os entes queridos que já partiram; depressão; desonestidade; falta de confiança em Deus; inveja; falsas acusações; dificuldades financeiras; vontade de desistir; fofocas; ganância; luto; culpa; doenças; filhos sem fé; solidão; luxúria; problemas conjugais; orgulho; preguiça; aridez espiritual; tentações; dificuldades em perdoar; impopularidade.
É difícil imaginar um santo com depressão? E com problemas de luxúria? Enfim, os santos foram humanos como nós, e deixaram a misericórdia agir. Para exemplificar, Santo Agostinho é um exemplo para os dois casos: teve depressão e enfrentou dificuldades por causa da luxúria. A mãe de Santo Agostinho faleceu pouco tempo depois da conversão dele. As perdas não pararam por aí, o filho de Santo Agostinho faleceu pouco tempo depois. “Durante os mais de quarenta anos que se seguiram, sua personalidade poderosa – santificada, porém não apagada pela graça divina – manifestou-se com frequência em uma tendência a intensas cóleras e a severas depressões. Santo Agostinho rompeu tais grilhões por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. De fato, suas responsabilidades como Bispo e seus escritos em defesa da Igreja mantiveram-no muito ocupado.” (Esper Joseph M. A solução dos santos para nossos problemas. Pag. 50). Quanto à luxúria, Agostinho viveu anos uma vida sexual desregrada, e mesmo em alguns escritos, o santo conta como foi difícil para ele aceitar a castidade. Ele foi um homem que foi muito tentado na área da sexualidade, mas mesmo tendo vivido uma vida totalmente impura antes de conhecer a Cristo, pela Misericórdia do Senhor foi santificado, pois não parou em si mesmo, mas descobriu a verdadeira felicidade que vem de Cristo que disse “Eis que renovo todas as coisas” (Apocalipse 21,5).
Espero que a leitura espiritual deste livro faça um bem a tua alma, como fez à minha. Lembre-se sempre que não há miséria humana que não possa ser transformada pela misericórdia de Cristo. Neste livro encontrarás, por exemplo, a história de um santo que cometeu homicídios, mas que, tocado pela misericórdia, totalmente arrependido, fez penitência dos pecados durante o resto de sua vida, e viu a Misericórdia triunfar sobre a miséria humana.
Portanto, não há desculpa para não sermos santos. Há santos intelectuais, como São Tomás de Aquino, e há santos com dificuldade de aprendizado, como São José de Copertino; há santos que são conhecidos por nunca terem cometidos um pecado mortal, como Santa Teresinha do Menino Jesus, mas também há santas que foram prostitutas antes de conhecer a Cristo, como Santa Taís. Portanto, para ser santo não importa o passado, mas o presente por Cristo, com Cristo e em Cristo. Como bem diria Santa Faustina, caríssimos, sejamos santos, porque só assim seremos úteis à Igreja.

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Viva Cristo Rei do Universo!

Informações do livro sugerido:
Nome: A solução dos santos para nossos problemas
Autor: Joseph M. Esper
Editora: Petra
Ed. 1 Ano: 2016

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