sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Leia: Curar-se para ser feliz



Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Muitas vezes vemos as pessoas cometerem os mesmos erros, não conseguindo mudar de vida. Até mesmo as pessoas que têm uma vida de caminhada na Igreja não parecem estar imunes a isso: encontros e mais encontros, e volta-se ao pecado; formações e mais formações, e parece que não há jeito. Tanto é assim que quando uma pessoa entra para um grupo, ou faz uma consagração à Nossa Senhora, por exemplo, e após o fervor inicial volta a vida velha, não muitas vezes as pessoas tendem a criticar tal pessoa dizendo que a mesma só fez as coisas por “modinha”, na brincadeira, não leva a sério, etc., mas a verdade é que nem sempre este é o problema.
Um dos graves erros que cometemos é o fato de acharmos que simplesmente a pregação da doutrina fará com que as pessoas se convertam; enquanto, na verdade, a maioria das pessoas que acompanhamos nos seus primeiros passos na Igreja, mas que caem depois, não caíram por desconhecimento, mas por uma força que a puxava à velha rotina de pecado, de tristeza.
É urgente nós entendermos que nem todo mundo volta à vida velha por uma escolha clara, mas sim pela obscura escolha de seguir por aquilo que sua história de vida lhe condiciona. Todos nós temos uma história de vida, com alegrias, porém com tristezas, traumas, feridas na alma, que, se não forem tratadas, pode nos fazer bastante infelizes. Muitas pessoas que não poucos apontam o dedo e julgam “voltou a fazer tal coisa” tem uma história marcada pelo pecado, por situações terríveis em sua história, que acabam condicionando-a a agir daquela maneira. Obviamente, como bem ensina Viktor Frankl com a logoterapia, todos somos livres e podemos agir diferente diante dos problemas, das dores, dos traumas, do sofrimento em geral, e escolher agir de maneira diferente daquela que agiria. Mas a verdade é que uma parte considerável das pessoas não cuidam do seu emocional, dos seus afetos, e acabam agindo de maneira impulsiva, de acordo com o sentimento do momento.
É por isso que julgo importante lidarmos com a causa emocional. Nós precisamos curar nossos afetos. Por isso, caríssimos, indico o livro do Padre Adriano Zandoná “Curar-se para ser feliz”, uma vez que a obra vai ajudar neste caminho de cura dos afetos e das emoções. O Padre escreveu um livro bastante rico em conteúdo, fugindo do sentimentalismo que algumas pessoas podem achar que tenha, e se baseando na própria psicologia.
Precisamos nos aprofundar nestes temas, afinal, falando de pecado, por exemplo, podemos perceber que muitas pessoas voltam a tais realidades por problemas psicológicos. Por isso, o livro é indicado para sacerdotes que atendem em confissão, pois será de grande ajuda para além do direcionamento espiritual, dar uma ajuda no psicológico da pessoa; além de pessoas em geral que fazem atendimentos a pessoas, ou são conselheiras. Além, é claro, para todos aqueles que estão passando por momentos de infelicidade, que estão com essa dor na alma, cheio de feridas, e que o livro poderá fazer um bem muito grande.
Nós precisamos compreender que, embora o nosso passado tenha nos deixado marcas profundas, não estamos condicionados a viver da mesma maneira. Nós precisamos nos reconciliar com nosso passado, deixar que a Misericórdia de Cristo nos cure de todos os traumas – seja familiares, ou de relacionamentos que não deram certo, ou profissionais etc. Se continuarmos querendo viver sem buscar a cura dos afetos, continuaremos dando murro em ponta de faca: só nos feriremos mais a cada queda.
Creio que só caminha bem para frente aquele que consegue bem resolver o que ficou para trás. E isso, de uma maneira singular, em seu interior. Este é um princípio básico: Nada vai para a frente se está amarrado a realidades que o puxam para trás, e ninguém poderá crescer para a frente (e, consequentemente, para o Alto) se viver constantemente refém de pessoas, sentimentos, decepções e feridas que o aprisionam ao passado

Quem não buscar curar seus afetos e emoções poderá se tornar alguém perenemente infeliz e incompleto na vida (ainda que alcance muitos de seus ideais). Isso porque suas inúmeras feridas o tornarão míope para enxergar a existência e suas verdadeiras belezas, impedindo-o de lutar contra os verdadeiros inimigos: as feridas e as marcas, não as pessoas. (Padre Adriano Zandoná. Curar-se para ser feliz)

Portanto, caríssimos, possamos deixar que Deus cura nossas feridas. Paremos de olhar para nós mesmos como vítimas, como pobres coitados, e deixemos que Cristo restaure em nós a dignidade de filhos de Deus – pois somos verdadeiramente filhos de Deus. Mesmo que tenhamos caído, pecado e desfigurado na condição humana, a Misericórdia de Deus pode tudo fazer, e quer nos curar e transformar. Mas é necessário se desprender dos traumas do passado, permitindo que Cristo nos abra novos horizontes para a verdadeira felicidade que nos leva para o Reino de Deus.
Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Viva Cristo Rei!

Para saber mais sobre o livro indicado, acesse o site da Editora Petra.

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