terça-feira, 24 de janeiro de 2017

'Evangélicos', por que vocês desprezam Maria?


Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Não há dúvida de que os católicos dão uma importância maior para a figura da Virgem Maria, enquanto os protestantes tendem a diminuir o papel – fundamental - d’Ela na obra de salvação do gênero humano, chegando à um desprezo sórdido. Essa rejeição à Virgem Maria é tão incoerente, evangelicamente falando, que fico me perguntando por que os protestantes a desprezam tanto. Não me refiro aos ataques contra as sagradas imagens (embora seja uma grande ofensa), nem dos ataques verbais a quem reza o terço; embora ser chamado de idólatra por um ignorante por vezes nos tire a paciência, não me refiro a estes atos típicos de neopentecostais. Me refiro ao desprezo à própria pessoa da Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.
Alguns podem querer se defender dizendo que não desprezam Ela, que Ela foi uma serva do Senhor, e só; e que, na verdade, o que estão desprezando são as “idolatrias” católicas. Porém, caríssimos, o desprezo não se dá quando você ataca diretamente uma pessoa (e há sim vários protestantes que atacam à própria pessoa – Maria – chamando-a de várias coisas que não quero mencionar aqui), mas sim quando você a coloca no canto, na sala do esquecimento. Há várias pessoas no mundo que dizem “falem bem, ou falem mal, mas falem de mim”. Sabemos que mesmo quando recebemos críticas não estamos sendo necessariamente desprezados, pois estão se lembrando de nós. Porém, o que vemos no mundo pseudo evangélico brasileiro é o real desprezo à Virgem Maria, pois nada se fala da sua real importância na obra de salvação que Nosso Senhor Jesus Cristo realizou. Mesmo que eles não rezem o Terço, o desprezo se dá pelo fato de o nome Maria só ser tocado nas seitas protestantes em duas ocasiões específicas: 1. Caso a pastora, pregadora, missionária, ou qualquer pessoa lá se chame Maria; 2. Quando se prega contra a devoção católica à Virgem Maria. Fora isso, caríssimos protestantes, onde se prega em vosso meio sobre o exemplo de serva do Senhor que é a Virgem Maria?
Normalmente quando ando pelas ruas, ao passar em frente à uma igreja protestante, escuto gritos e mais gritos; e quando consigo entender os berros, não escuto “sigamos o exemplo de Maria”, “imite Maria, essa grande serva do Senhor”, “Maria era cheia do Espírito. Aleluia!” ou algo semelhante. Escuto, no entanto: Moisés, Moisés, Moisés... Abraão, Isaac, Jacó... Daniel, cova, leões, unção, aleluia. – Os neopentecostais tendem a dar uma grande importância para os profetas do antigo testamento, enquanto as pessoas que estavam junto com Deus encarnado (Jesus) são colocadas num segundo plano. Não que seja errado pregar sobre os patriarcas, sobre Moisés, Daniel, Isaías, etc., porém, é aí que podemos constatar o desprezo dos protestantes para com a Virgem Maria: pregam tanto sobre as maravilhas de Moisés ter atravessado o mar vermelho a pé enxuto, e acabam não percebendo a magnitude de um Deus que se fez carne no ventre de Maria. O segundo milagre é maior, mas o nome de bem-aventurado nos templos protestantes são Moisés e demais profetas.
Muitos protestantes são completamente ignorantes acerca do que a Igreja prega sobre a Virgem Maria, sobre sua devoção, sobre o amor e veneração que devemos à Ela. Muitos a atacam, mas, sinceramente, quantos protestantes foram estudar os documentos da Igreja de vários séculos para entender o porquê ter sido declarado dogma de fé a virgindade perpétua de Maria, assim como Sua Imaculada Conceição, Assunção e Maternidade Divina? Certa vez dois protestantes vieram aqui em casa, e após uma conversa que virou um debate, um dos protestantes começou a dizer que a Igreja Católica não seguia a Bíblia e que os católicos eram adúlteros. Sim, ele queria dizer que os pecados que muitos cometem era ensinado pela Igreja, como se a Igreja Católica pregasse a porta estreita. Ora, o fato é que peguei meu Catecismo e pedi que ele me dissesse onde a Igreja ensinava aquilo; depois ainda disse que daria meu Catecismo para ele caso ele jurasse que leria. Ele disse que não ia ler. Saiu sem conhecer o que a Igreja ensina, julgando-a segundo o que acha ou o que disseram para ele. Da mesma forma, caríssimos, muitos protestantes, em relação à Nossa Senhora, são ignorantes porque não querem estudar, não querem sequer meditar sobre a criatura que recebeu a maior missão da história: ser a Mãe do Filho de Deus.
Por isso, caros protestantes, recomendo que você leia com humildade e devoção os trechos bíblicos onde aparece a figura de Maria Santíssima, lembrando que trata-se da Mãe de Deus encarnado. Além do mais, se você acha a devoção católica abusada ou não, recomendo que você busque a fonte, ou seja, busque os ensinamentos da própria Igreja. Não saia proferindo ataques e julgamento de coisas que você nem conhece. Leia o Catecismo da Igreja Católica (só para começar), pois nele você encontrará um resumo da fé católica; lá encontrarás apontamentos importantes sobre a figura e importância da Virgem Maria. Recomendo ainda que leia os livros Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort, e Glórias de Maria, escrito por Santo Afonso Maria de Ligório. São livros que fazem explicações aprofundadas, com citações bíblicas; e o segundo, inclusive, com citações de santos mostrando a doutrina cristã de séculos atrás – bem antes de Lutero ver a luz do sol (antes de Lutero já havia 1500 anos de cristianismo; e o próprio Lutero escrevia coisas belas sobre a Virgem Maria).
Espero então que você, protestante que me lê, possa buscar estudar sobre Nossa Senhora. Nem que seja só para você ter um conhecimento sobre o assunto, afinal, muitos protestantes não tem sabem diferenciar dulia de latria.
O grande problema para os protestantes estudarem sobre a Virgem Maria, principalmente se tratando de neopentecostais, é que só creem no que está escrito na Bíblia; acrescido ainda da grande armadilha do demônio: a livre interpretação. Cada um interpreta o mesmo texto bíblico da maneira que bem entender. Este é um dos motivos que faz tantas pessoas interpretarem de maneira completamente distorcida trechos sobre a Virgem Maria, como o herege do Edir Macedo que disse que o milagre nas bodas de Caná não serviu para nada, que não tinha necessidade de Jesus realizar aquele milagre; sendo que São João diz que, ao realizar este milagre, Jesus “manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (Cf. João 2,11).
Mas sabendo que os protestantes têm apreço pela Bíblia, que leem várias horas por dia, que fazem estudos e mais estudos, só faz aumentar minha incompreensão pelo desprezo à Virgem Maria. Se eles dizem que amam, adoram e seguem Jesus Cristo, como podem ter tão pouco apreço à Virgem Maria? Se são teólogos, estudiosos, como até agora não se impactaram com a pessoa da Virgem de Nazaré? Como podem se encantar e fazer pregações acaloradas sobre Moisés atravessando o mar vermelho, José do Egito salvando a família da fome, Daniel sendo livre das covas dos leões, Abraão e a aliança, mas, ao mesmo tempo, não tocar no nome daquela que teve em si a realização de um milagre que jamais poderá se realizar novamente: a encarnação de Deus em seu ventre?
Muitos pregam sobre Moisés, e mostram como ele era agradável a Deus. Afinal, a Palavra de Deus diz que “O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo.” (Êxodo 33,11). Quando Moisés estava no Monte Sinai recebendo de Deus as tábuas da lei, o rosto de Moisés começava a brilhar; tanto que após descer, o povo pode contemplar tal fato, e Moisés pôs um véu sobre o seu rosto (cf. Êxodo 34,29-35). De fato, temos que pregar sobre isso, afinal, que homem extraordinários! Ao conversar  com Deus, o rosto resplandecia em glória. Realmente, não me parece pouco. Mas muito mais graça teve a Santíssima Virgem Maria. Se Moisés refletia glória em seu rosto, Maria Santíssima refletia santidade, pois graça muito maior ela teve. Enquanto Moisés conversava com Deus e recebeu a lei, ela foi a MÃE DE DEUS, Ela recebeu Deus em seu ventre. Moisés passou com o povo a pé enxuto no mar vermelho; mas Maria Santíssima, ah, Maria Santíssima recebeu graça maior: “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus conosco’” (Isaías 7,15). Não te parece uma graça maior? O mar abriu e o povo passou, mas graça maior é gerar um filho no ventre e dar a luz, sem romper a virgindade. Não crer nisso, é não crer que para Deus nada é impossível (cf. Lucas 1,37). Abraão e Sara geraram na velhice, assim como Isabel, são graças de Deus, mas usaram meios naturais para ter filhos; mas no ventre da Virgem Maria ocorreu o maior milagre da história da humanidade: uma Virgem concebeu... Mas essa Virgem não concebeu um homem qualquer, mas concebeu o Filho de Deus, o próprio Deus conosco, o Verbo que se fez carne. Como calar este milagre nos púlpitos?
Não entendo como alguns protestantes são capazes de mandar fabricar Arcas semelhantes a Arca da antiga aliança. Não entendo. Minha incompreensão não é porque nos chamam de idólatras por termos imagens, mas sim pelo fato de estarem presos no Antigo Testamento querendo venerar uma Arca que representa uma lei que já passou. Embora Deus manifestasse sua glória através da Arca da antiga aliança, se nós seguimos a Jesus, devemos sim ter imagens de uma Arca, mas não a Arca da Antiga, mas sim da Nova Aliança. E esta Arca, caríssimos, é a Santíssima Virgem Maria. Se os protestantes acreditam em Jesus, adoram Jesus, e creem que Ele veio fazer uma Nova e Eterna aliança com a humanidade, deviam ser os primeiros a ter imagens de Nossa Senhora em seus templos. Mas não, eles rejeitam as imagens da Mãe de Deus, mas tem uma imagem que representa uma aliança que não vale mais.
Nós sabemos que na Antiga Arca da Aliança Deus mandou fazer dois querubins de ouro, tendo as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas (cf. Êxodo 37,7-9). Já na Arca da  Nova e Eterna Aliança, a Virgem Maria, também é apresentada a nós com a presença angélica, mas com dignidade maior, pois não era apenas uma imagem, mas um anjo real; não era apenas um querubim, mas um dos Arcanjos que assistem diante de Deus. O Anjo apresenta-se a ela com grande reverência “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lucas 1,28). A antiga Arca era apenas um símbolo da presença do Senhor, e ela estava sob a proteção de imagens de anjos; já a Arca da Nova Aliança, Maria, é real, e também está sob a proteção dos exércitos celestes. Quem ousaria afrontá-la? Quem ousaria ver malícia naquele que está sendo contemplada pelos anjos de Deus?
Não podemos desprezar esta Arca bendita e imaculada para nos recordar daquela que representa uma leia que não vale mais. No livro dos Hebreus vai nos ser dito sobre a Antiga Arca: “[...]a arca da aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança” (Hebreus 9,4). Talvez por ter toda esta simbologia, tantos protestantes deem importância a esta Arca. Bom, mas eu prefiro a Santíssima Virgem Maria, e tenho imagens suas. Ah, eu amo Maria porque ela é infinitamente mais que a Arca da Antiga Aliança. Na Arca da Nova Aliança não tem mais o maná, nem a vara de Aarão, nem tampouco as tábuas da lei. Mas em Maria Santíssima esteve não o maná, mas sim JESUS CRISTO que é o pão vivo descido do Céu (cf. João 6,41). O maná era apenas símbolo, o verdadeiro pão da vida é Jesus Cristo, que entregou Sua Carne como alimento, sem ao qual ninguém pode ser salvo sem comer e beber Seu Corpo e Seu Sangue (cf. João 6,53-57). O verdadeiro maná, ou seja, o verdadeiro pão descido do Céu, é a Carne de Jesus Cristo que é verdadeiro Deus. Mas Deus é puro espírito... E aí entra a grandeza da Virgem Maria, que mesmo sendo uma criatura, pequenina, Deus que é poderoso fez grandes coisas nEla (cf. Lucas 1,49). No Evangelho de São João lemos que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de  Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1,1-2,14). Ora, Jesus Cristo é Deus – portanto, era puro espírito; mas se fez carne em Maria, ou seja, o Espírito Santo fez da carne de Maria a carne de Jesus, do sangue de Maria o sangue redentor de Cristo que foi derramado na cruz. Que extraordinário! Por que calas isso nos púlpitos? Que magnífico! Eis a verdadeira Arca da Aliança, Nossa Senhora, Aquela que teve em seu ventre o verdadeiro pão descido do Céu, e que não tem mais as tábuas da lei, mas sim o autor da própria lei; afinal, João ainda afirma sobre o Verbo (Jesus) que “era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu” (João 1,9). Que espetáculo! Na Antiga Arca tinha as tábuas da lei, uma mera representação de Deus; mas nesta Arca gloriosa que é Maria Santíssima, há o próprio Deus que se encarnou em seu ventre. Qual dos antigos profetas iriam deixar passar este extraordinário milagre passar despercebido em seus escritos e pregações? Moisés recebeu as tábuas da lei, Maria recebeu o próprio Deus em seu ventre. Só Maria pode passar a mão na barriga e dizer ao nascituro “Eu te adoro meu Senhor e meu Deus”; só Ela amamentou um Deus; só ela ouviu um Deus chama-la de mamãe. Mas na antiga Arca também havia a vara de Aarão que simboliza o pastoreio de Deus, e em Maria está Jesus Cristo que é o Bom Pastor que conhece e ama suas ovelhas (cf. João 10,1ss).
Nossa Senhora falou no seu famoso canto Magnificat: “Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lucas 1,49). Se reconhecemos essas maravilhas, devemos cumprir o que Ela declara no versículo anterior: “Desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lucas 1,48). E com tantas e tantas maravilhas, por que ainda calas o nome de Maria nos púlpitos?
Deus fez tanto em Maria Santíssima que seria impossível eu escrever neste blog. Vários santos já escreveram livros e mais livros, fizeram sermões e mais sermões, mas tudo o que se fizer ainda é insuficiente. Santo Agostinho dizia que mesmo que só tivéssemos língua no corpo, ainda seria insuficiente para louvar Maria. Você pode louvar os antigos profetas por causa dos prodígios que Deus operou através deles, mas nenhum destes chega aos pés de Maria que teve o maio prodígio realizado no oculto do seu ventre: a encarnação do Homem-Deus, Jesus Cristo. A humildade de Maria, e a singeleza deste milagre foi tão grande, que ocultado do resto do mundo, ao vê-la com o Menino Deus em seus braços, podemos perguntar: quem é esta que é a Mãe de um Deus? Eis que o Cântico dos Cânticos já poetiza a dúvida daqueles que olham para Maria e não compreendem tamanha graça dada a uma criatura: “Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Cânticos 6,10). Bem fez isso Santa Isabel, pois logo que ouviu a saudação de Maria, ficou cheia do ESPÍRITO SANTO e disse “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lucas 1,43). Quem é essa que avança como a aurora? Quem é essa que visita Isabel e a batiza no Espírito Santo? Quem é essa que tem um Deus no ventre? É Maria, a Mãe do Senhor, é Maria a Mãe do meu Salvador!
Citar esse trecho da visita de Maria à Santa Isabel me lembra de outra graça extraordinária de Maria: Ela é a esposa do Espírito Santo, ou seja, Ela é repleta do Espírito Santo como jamais ninguém será. Há homens e mulheres que pregam avivamento por aí, fazem jejuns orações, clamam a ação do Espírito Santo. Mas Maria... Ah, Maria, caríssimos, só um Shalom batizou Isabel e João Batista que estava no ventre. Quem é esta que apenas visita uma casa, fala uma palavra, e faz todos ficarem cheios do Espírito? É Maria! Santo Afonso dizia que quando Maria visitou Santa Isabel, era, na verdade, um fogo levando outro fogo. E uma outra comparação que nos leva a contemplar Maria como Arca da Nova Aliança, é ver que em 2Samuel 6 vemos Davi dançar diante da Arca, e aqui vemos o profeta São João Batista dançar diante da Arca, ainda no ventre de Isabel, ao ouvir a saudação de Maria.
Eu sei que no Antigo testamento há várias narrativas da manifestação da glória de Deus em seus santos servos. Mas como ocultar Maria, aquela para quem o Anjo disse “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso, o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lucas 1,35). A fumaça de fogo seguia o povo hebreu, mas em Maria a sombra do Altíssimo a envolveu com Sua glória. Como não honrá-la mais do que qualquer outro profeta? Quando Deus se manifestou à Moisés no episódio da sarça ardente, Deus disse-lhe “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa” (Êxodo 3,6). Ora, se aquela terra era santa por causa da manifestação de Deus, quanto mais SANTA é a Virgem Maria, por ter gerado o Filho de Deus. Sim, ela é mais que a sarça ardente: nEla o Espírito Santo desceu com toda a plenitude do Amor, a força de Deus Pai a envolveu com Sua sombra, gerando a carne de Jesus Cristo, o Verbo, da carne de Maria. Que espetacular! Como não acreditar na santidade de Maria? Como ocultar essas maravilhas nos púlpitos?
No mais, busquem ler sobre Ela, sobre suas manifestações, sobre quem é. Ah, leiam, leiam, leiam glórias de Maria. Ah, se deliciem vendo as glórias que Deus realizou em uma criatura.
Não posso me ocultar diante do desprezo que manifestam à Ela. Afinal, ou cristão, e como seguidor de Jesus Cristo, devo obedecer as suas palavras. Nas últimas palavras que Ele dirigiu a humanidade, segundo o Evangelho de São João, lemos:Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho!’ E depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe!’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (João 19,26-27). Essas foram as últimas palavras que Jesus disse à humanidade antes de morrer. Ele sabia que ressuscitaria, e sabia quando seria sua morte, então Ele falou isso neste momento porque tinha um motivo: Maria é a mãe da humanidade. Ela é a nova Eva. Enquanto Eva trouxe a morte, Maria trouxe a vida que é Jesus; enquanto uma disse não para Deus, Maria, por sua vez, disse sim, colocando-se na condição de escrava do Senhor (cf. Lucas 1,38). Aliás, não dá para entender alguém que estude a Bíblia e não entenda o porquê Jesus chamou Maria de Mulher. Neste momento crucial da salvação da humanidade Nosso Senhor Jesus Cristo chamou Maria de Mulher para fazer referência à passagem: Porei ódio entre ti (serpente) e a MULHER, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3,15). Jesus chamava Maria de “Mulher” para designar que Ela não era e nem é uma mulher qualquer, mas sim que é A MULHER de Gênesis 3,15 que ESMAGA A CABEÇA DA SERPENTE.
No Apocalipse 12 isso é confirmado com a visão de São João. E esta Mulher apresentada no Apocalipse só pode ser a Virgem Maria, ainda mais quando compreendemos que Ela é a Arca da Nova Aliança; pois já no final do capítulo 11 é nos apresentado a visão: “Abriu-se o Templo Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva” (Apocalipse 11,19). Passada esta visão da Arca do Testamento, aparece um outro sinal, uma outra Arca, que é a Virgem Maria: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma MULHER revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apocalipse 12,1). Quem é esta Rainha? Só pode ser Maria Santíssima, A MULHER de Gênesis 3,15 e João 19,26. E isso é provado no versículo 5 que diz que essa MULHER deu a luz um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Ora, quem é que deve reinar sobre todas as nações? Jesus. Quem é a Mãe de Jesus? Maria. Portanto, a Mulher é Maria. Tanto mais nos prova ao ler o versículo 14 que diz que a Mulher foi levada para o deserto “fora do alcance da cabeça da serpente”, mostrando a relação que há entre as passagens de Gênesis 3,15; João 19,26 e o próprio Apocalipse 12.
O versículo 17 é que me deixa sem compreender os protestantes mesmo, afinal, a Sagrada Escritura diz que o dragão “se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.”  Ora, se os filhos dessa Mulher, portanto, da Virgem Maria, são os que têm o testemunho de Jesus Cristo e guardam os mandamentos de Deus, por que, então, os protestantes desprezam Maria Santíssima não falando sobre Ela e recusando aceita-la como Mãe? Das duas uma: ou você é um tremendo de um ignorante, caro protestante, ou então você faz parte da descendência do dragão, também conhecido como diabo e satanás. Ou você usa a tua boca para louvar Maria e proclamá-la bem-aventurada (cf. Lucas 1,48), ou você é um filho do demônio que a exemplo da serpente “vomitou contra  a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir” (Apocalipse 12,15). Tantos ataques e blasfêmias contra a Virgem Maria, tantas doutrinas falsas que tentam nos tirar o amor à Mãe de Deus, são tudo ações do demônio tentando submergir a importância e devoção à Virgem Maria.
Só que realmente não dá para entender quem diz ler tanto a Bíblia e meditar, nunca ter compreendido a importância de Maria.
Caro protestante, além do desafio do estudo que já fiz, faço um outro. Reze o Terço. Bom, se não quiser rezar o Terço, leia uma vez por dia ou repita algumas vezes o que está escrito em Lucas 1,27 e em Lucas 1,32. Não seja covarde, não venha com história de não rezar oração repetida, pois você reza o Pai Nosso e os Salmos. Você estará apenas lendo versículos da Bíblia, certo? Aliás, a própria Bíblia diz que Jesus rezava repetindo as mesmas palavras (cf. Mateus 26,44). Enfim, todos os dias diga nem que seja “Maria, tu és bendita pois em ti o Verbo se fez Carne”. E ore ao Espírito Santo para que você conheça a plenitude da Verdade. Ninguém que é cheio do Espírito Santo despreza Maria, pois a atitude de quem é cheio do Espírito Santo é dizer: BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES, BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE! (Lucas 1,42).
Quem é cheio do Espírito Santo não despreza Maria Santíssima, Sua fiel Esposa, mas, pelo contrário, A exalta. Por isso, caríssimos, se quiserem desprezar a mim, não fazem nada além do que mereço pois sou um nada. Sou, no máximo, semelhante a vocês: nada. Mas, Maria, comparada a qualquer criatura, é mais que todos. ELA É MÃE DE DEUS. Desprezem a mim, mas não desprezem à Senhora do mundo, a Rainha do Céu e da Terra, a Mãe de Deus, a Corredentora e Mãe da humanidade, a Santíssima Virgem Maria; também conhecida como MÃE DE JESUS CRISTO, SENHOR NOSSO. O que Ele pensa de quem despreza Sua digníssima Mãe?

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

Viva Cristo Rei do Universo!


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