terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Em que Maria Montessori pode contribuir na Educação brasileira de hoje?

Maria Montessori foi uma importantíssima educadora do século XX que, com toda certeza, deu o melhor de si para a educação das crianças. Tendo sido a primeira mulher a se formar em medicina na Itália, Montessori usou seu conhecimento científico no campo da educação.
Como uma médica se tornou uma das figuras mais ilustres da educação? Na realidade, ela começou a trabalhar com crianças com problemas mentais; e após criar um ambiente saudável para essas crianças especiais, notou-se uma melhora em seu comportamento e desenvolvimento. As crianças deficientes mentais educadas/estudadas por Montessori participaram de uma espécie de concurso junto com crianças normais, porém sem que ninguém soubesse que eram crianças com deficiência mental; e, para espanto da própria Montessori, as suas crianças deficientes se saíram melhores que as crianças normais. Obviamente ficou feliz pelo desenvolvimento de suas crianças, mas, por outro lado, ela ficou a se questionar o motivo de crianças normais terem rendimento menor do que crianças deficientes. Aquilo atormentou a doutora, que então passou a trabalhar com crianças normais.
Em suma, o que Montessori fez com aquelas crianças deficientes foi preparar um ambiente sadio e, a partir disso, educa-las a partir das suas necessidades próprias. Quando foi trabalhar com crianças normais, ela pôde perceber com mais clareza que as crianças normais não eram educadas de acordo com suas necessidades, mas sim num ambiente de repressão e dor, que acabava por inibir o seu desenvolvimento pleno (moral, da personalidade, e não apenas intelectual).
Preciso confessar que tenho um questionamento semelhante ao de Montessori: por que crianças normais estão tendo desempenho tão ruins no Brasil? Por que o índice de analfabetismo funcional aumenta? Por que mesmo tendo mais escolas do que havia há cinquenta anos atrás, o Brasil ainda aparenta estar tão atrasado? Talvez a educação de 20 ou 30 anos atrás era de nível elevadíssimo em comparação com o nível atual. O que podemos fazer? Afinal, a maioria das nossas crianças e jovens são absolutamente normais. O que está acontecendo no processo educacional brasileiro?
Bom, acredito que nós podemos responder há alguns destes questionamentos se estudarmos o próprio método Montessori, assim como também as novas pesquisas de neurociência que vem nos ajudar a entender o funcionamento do cérebro e a forma que aprendemos. Mas de maneira especial, acredito que Maria Montessori, mesmo tendo falecido na metade do século XX, tem muito a nos ensinar no século XXI. Obviamente, boa parte dos seus escritos se referem a educação infantil, ou seja, pré escola (ou, especificamente, de crianças de 0 à 6 anos de idade).
Se focarmos na questão CRIANÇA PEQUENA, o método em questão é fascinante! Quando li no livro A formação do homem Montessori afirmando que havia crianças de 4 anos de idade sendo alfabetizada, fiquei extremamente encantado e desejoso de conhecer o método. Quem quiser compreender o método Montessori de maneira ampla, e os exercícios sensoriais para auxiliar a criança na alfabetização espontânea, pode ler o livro Pedagogia Científica. Com certeza este livro auxiliará bastante quem deseja realmente fazer uma mudança positiva na educação brasileira. O construtivismo distorcido e mal aplicado aqui no Brasil faz com que professores protelem o tempo de alfabetização das crianças, afirmando que “quando ela se sentir pronta, ela aprende”, e, não poucas vezes, a criança chega no Fundamental II com uma enorme deficiência na leitura e escrita. E com a idade de 9-10 anos é bem mais maçante para a criança aprender. Mas, já com 4-6 anos de idade, segundo Montessori, a criança está no tempo da Mente absorvente, ou seja, ela tem uma energia interior que a faz aprender com grande facilidade e espontaneidade. Portanto, os professores estão perdendo o tempo certo da alfabetização, deixando para depois, que, pelo funcionamento do cérebro da criança, será mais difícil fixar na mente.
Mas mesmo para o Ensino Fundamental II e Médio os ensinamentos de Montessori são úteis. Obviamente, por ter se dedicado quase que exclusivamente as crianças, a contribuição do método dela para crianças e adolescentes devem ser uma adaptação do método. Falo isso justamente para evitar confusões; afinal, alguém poderia dizer que o aluno vai aprender só sem o auxílio dos professores, enquanto, na verdade, Montessori fala coisas semelhantes para crianças nos exercícios sensoriais, e não para adolescentes em aula de química.
Existem três princípios do Método Montessori que, adaptados de maneira correta nas demais etapas da educação, poderá contribuir significativamente para uma melhora na educação brasileira. No livro A Criança ela, usando a figura de um embrião vertebrado, faz a seguinte comparação:
[...] poder-se-ia distinguir um todo dividido em três partes: cabeça, região torácica e região abdominal. E, depois, muitos pontos especiais que se vão definindo ordenadamente, pouco a pouco, terminando por solidificar-se: as vértebras. Assim, no primeiro esboço de um método educativo existe um todo, uma linha básica, onde se destacam três fatores principais: o ambiente, o professor e o material; além disso, muitas particularidades que se vão definindo, justamente com as vértebras. (Montessori, M. A Criança. 1936. Grifo meu)
Esta é, portanto, a vértebra do Método Montessori: o ambiente, o professor e o material. Se queremos transformar a educação no Brasil, devemos, a exemplo de Montessori, trabalhar nestes três pontos. O ambiente escolar, o professor e o material devem ser a vértebra do sistema educacional brasileiro.
No decorrer de A Criança ela explica muito bem como se faz isso na educação infantil, porém, estes princípios podem ser adaptados para os outros níveis. Façamos uma breve análise de como podemos construir essa vértebra educacional no Brasil.
Ambiente
Qual o ambiente escolar hoje? Bom, podemos encontrar de tudo nas escolas brasileiras. Tudo mesmo: cadernos, lápis, bola, pino de cocaína, maconha...
Mas o problema não fica somente na questão da criminalidade; o ambiente “normal” que as escolas têm não promove o aprendizado dos alunos.
Na educação infantil, Montessori criou um espaço preparado de acordo com as necessidades que a criança tem naturalmente. Falando de crianças maiores, 10 anos, ou mesmo adolescentes no ensino médio, como o ambiente pode influenciar no aprendizado? Nós não temos na maioria das escolas um ambiente que leve o estudante a... estudar! Em suma, nós não temos muitos locais apropriados para a leitura, nem mesmo um real incentivo a leitura. Se um aluno não conseguir estudar em casa por x motivos, ele poderá estudar na escola após a aula? Dificilmente, nossas escolas são tão barulhentas quanto as ruas. Talvez você diga que é natural de crianças e jovens serem barulhentos. Então, caríssimo, aí é que eu recomendo que você conheça o Método Montessori e descubra como ela colocava turmas lotadas de crianças fazerem silencia de maneira espontânea. A criança gosta de silêncio – e os jovens também; o problema é que nós não os exercitamos no silencio nem lhes preparamos um ambiente propício.
Muito se fala da polêmica da quase retirada da Educação Física das disciplinas obrigatórias do Ensino Médio. Mas, cara para nós: o ambiente para as atividades físicas não é o adequado na maioria das escolas – principalmente para quem estuda a tarde em regiões quentes. Quadras descobertas, falta de material adequado, etc. Além do mais, a Ed. Física resume-se em duas ou três aulas por semana, onde uma parte é em sala, outra na quadra; muito pouco para fazer alguém ficar em forma. Ela torna-se, na verdade, uma espécie de confraternização dos jovens. Resultado: saem da Ed. Física cansados, suados, agitados, e não conseguem prestar atenção na aula de Química, Física, Matemática ou qualquer outra disciplina. Afinal, estão agitados...Portanto, nosso “ambiente escolar” é todo bagunçado e não propicia um aprendizado eficaz nos jovens.

Professor
Várias pesquisas mostram que a quantidade de professores sem nível superior é enorme. É bem verdade que nem sempre um diploma resolve as coisas, afinal, ter nível superior não é o mesmo que ter didática. Há muitos mestres e doutores que  não conseguem transmitir com eficácia 10% do que ensinam. Porém, é preciso reconhecer que o professor é muito mal formado no Brasil. Eu sou estudante de Pedagogia, e posso constatar isso. É incrível como nos direcionam para sermos construtivistas, embora citando algumas outras abordagens, porém, sempre somos bombardeados com os pensamentos de Paulo Freire. Porém, se formos analisar os ensinamentos do próprio Piaget (um dos principais teóricos do construtivismo), podemos contatar que o Construtivismo piagetiano original é bem diferente do que nos ensinam na faculdade. O resultado disso é que formamos milhares de professores todos os anos despreparados, doutrinados sob uma verdadeira ideologia, que tem afetado negativamente várias crianças.
Outro dia mesmo encontrei um colega que cursava Letras, e fiquei surpreso ao saber que ele havia trancado. Um dos motivos relatados por ele, é que não levava jeito para essa coisa de professor, afinal, o que ele aprendia na faculdade, quando ia dar aula nos estágios, não funcionava nada. Eis o problema: a formação do professor é ruim, porque se reza a cartilha de Paulo Freire, enquanto educadores sérios – e a própria neurociência é deixada de lado.
Mas Maria Montessori fala algo importantíssimo sobre o professor em sua obra que fiquei impactado. Segundo a educação montessoriana, o professor não deve buscar corrigir a criança, mas sim os seus próprios defeitos. Afinal, a criança age por imitação. Qual é o adulto que ela está imitando? Na própria escola – falando em educação infantil -, quando se vai alfabetizar a criança, ela irá escrever como escuta. Se eu não corrijo a maneira que eu falo, a criança vai falar e escrever errado. Eu preciso me corrigir.
Este princípio de corrigir os próprios defeitos, de buscar a própria perfeição, de buscar ser o melhor que pode – não para se exaltar, mas para ser o melhor para os outros, deve estar marcado com fogo no coração do professor. O professor é mal remunerado, mal reconhecido, mas é movido pelo amor. E porque amamos as crianças e jovens, porque amamos esta VOCAÇÃO que DEUS nos deu, nós, mesmo sem os recursos que queríamos ter, devemos buscar ser os melhores professores que nossos alunos podem ter. Não é questão de remuneração, mas sim de que se nós não nos qualificarmos para contribuir na educação plena das crianças e jovens, teremos um futuro danificado pela ignorância.
O professor precisa entender essa sua vocação singular na sociedade atual. É preciso buscar a sadia perfeição por amor as crianças e jovens.
Mas, se queremos mudar o sistema, devemos clamar a Deus que realize o milagre de o Estado se importar com a educação. Aliás, não só no Estado, mas também nas próprias universidades que só sugam as mensalidades, mas nem sempre devolvem um ensino de qualidade. É preciso que se dê formações sólidas, principalmente na área da neurociência (isso é importante, até porque Maria Montessori dizia que sua educação era científica, ou seja, usando que a ciência lhe dava na época. Hoje a ciência tem muito mais a contribuir, mas, no entanto, passamos mais tempo estudando Paulo Freire do que pesquisas da psicologia infantil, neurociência, etc). É de suma importância que o Estado e a iniciativa privada invista em pesquisa científica, afinal, a universidade é um local de pesquisas (ou deveria ser).
Por fim, caríssimos, entendamos que o professor é uma peça fundamental para vencermos o jogo da educação no Brasil. Sem professores de qualidade, estaremos destruídos. Afinal, quem ensinará a verdade as crianças?
Um meio para salvar as crianças é o homeschooling, também conhecido como educação familiar. Mas os próprios pais precisam lutar contra seus próprios defeitos, e buscar dar duro para ensinar com eficácia aos filhos e/ou aprender junto com eles.

Material
Você já leu os livros didáticos dos teus filhos? Pois é, muitas vezes nós temos um material escolar que imbeciliza o aluno (principalmente em história, filosofia e sociologia). Além do bombardeamento da ideologia de gênero, muitas vezes o material em si traz o problemas de ser fraco mesmo.
Porém, fazendo uma adaptação do método montessoriano para crianças maiores e adolescentes, poderemos ganhar bastante. Montessori usava o sentido das crianças para ensiná-las (ou deixa-las aprender “sozinhas”). Só para servir de exemplo, a alfabetização se dava assim (de maneira bem resumida): a criança está na época de formar enriquecer a linguagem, tudo fixa muito rápido. Como as línguas latinas são vocais, ou seja, cada letra representa um som, Montessori usava letras soltas onde as crianças podiam tocá-las, sentir o formato, as curvas, enquanto a metra dizia o som da letra, e uma palavra que começava com aquela letra. Enfim, este alfabeto solto era um material sensorial, que, para esta idade, facilitava o aprendizado espontâneo da criança. Falando em ensino fundamental II e ensino médio, que materiais podemos utilizar?
O que precisamos entender é que passado o período da mente absorvente (por volta dos 6 anos), a criança precisará de um maior esforço para aprender as coisas. Portanto, ela precisará ouvir explicações e ter seu próprio esforço pessoal para fixar determinado conteúdo na mente. Como bem explicava o Professor Pier, após a aula, o estudante precisa escrever no seu caderno, pois, lendo e escrevendo os pontos principais da aula, usará uma parte maior do seu cérebro e aprenderá com maior eficácia. Portanto, embora a tecnologia tenha avançado bastante, livro, caderno e lápis ou caneta continuam sendo materiais essenciais para o estudante.
Quando se fala de materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem, as pessoas logo vem com a ideia de tablets, computadores, aplicativos, etc. Mas isso não quer dizer eficácia no aprendizado. Tablets não podem substituir caderno e lápis nas escolas – e o professor Pier explica muito bem o porquê (usando a neurociência) (Clique aqui e assista a palestra).
Quando eu penso em materiais para auxiliar no ensino-aprendizagem do Fundamental II e Ensino Médio, me vem à mente, por exemplo, laboratórios de ciências. Qual escola pública tem laboratórios? Raríssimas! Os únicos laboratórios em que os alunos têm algum acesso é o de informática. Além de não ter eficácia comprovada, parece que os computadores servem apenas para prender os alunos naquela sala com ar condicionado. Não, não gastemos dinheiro à toa. Precisamos gastar conscientemente. Precisamos equipar nas escolas verdadeiros laboratórios, onde o aluno não fique na teoria, mas, auxiliados pelo professor, possam ver na prática.
Isso sem contar a necessidade de se ter boas bibliotecas. Mas infelizmente onde se tem, pouco é usada. É necessário trabalhar inteligentemente nisso para fazer o aluno se interessar pela leitura.

Conclusão
No mais, caríssimos, a principal contribuição que Montessori nos dá é o exemplo de dedicação para educar as crianças. Ela deu o melhor de si em prol das crianças. Ela sabia perfeitamente que das crianças depende o futuro da humanidade. Se as crianças eram educadas em ambientes que deformavam sua personalidade, teríamos (como temos) adultos cheios de transtornos, neuroses, doentes. Se queres salvar o mundo, salve as crianças. E se seu método educativo buscava a verdade e elevar todos à verdade, busquemos também isso.

Montessori foi inspiradíssima por Deus ao pegar os ensinamentos da medicina e aplicar a educação. Obteve grande êxito. Nós estamos na segunda década do século XXI, temos uma gama de pesquisas científicas nos mostrando como as crianças e jovens aprendem melhor e mais eficazmente. Que tal fazermos da nossa educação também uma Educação científica. Garanto que obteremos resultados positivos e pararemos de passar vergonha no PISA e demais avaliações internacionais.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

'Evangélicos', por que vocês desprezam Maria?


Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Não há dúvida de que os católicos dão uma importância maior para a figura da Virgem Maria, enquanto os protestantes tendem a diminuir o papel – fundamental - d’Ela na obra de salvação do gênero humano, chegando à um desprezo sórdido. Essa rejeição à Virgem Maria é tão incoerente, evangelicamente falando, que fico me perguntando por que os protestantes a desprezam tanto. Não me refiro aos ataques contra as sagradas imagens (embora seja uma grande ofensa), nem dos ataques verbais a quem reza o terço; embora ser chamado de idólatra por um ignorante por vezes nos tire a paciência, não me refiro a estes atos típicos de neopentecostais. Me refiro ao desprezo à própria pessoa da Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.
Alguns podem querer se defender dizendo que não desprezam Ela, que Ela foi uma serva do Senhor, e só; e que, na verdade, o que estão desprezando são as “idolatrias” católicas. Porém, caríssimos, o desprezo não se dá quando você ataca diretamente uma pessoa (e há sim vários protestantes que atacam à própria pessoa – Maria – chamando-a de várias coisas que não quero mencionar aqui), mas sim quando você a coloca no canto, na sala do esquecimento. Há várias pessoas no mundo que dizem “falem bem, ou falem mal, mas falem de mim”. Sabemos que mesmo quando recebemos críticas não estamos sendo necessariamente desprezados, pois estão se lembrando de nós. Porém, o que vemos no mundo pseudo evangélico brasileiro é o real desprezo à Virgem Maria, pois nada se fala da sua real importância na obra de salvação que Nosso Senhor Jesus Cristo realizou. Mesmo que eles não rezem o Terço, o desprezo se dá pelo fato de o nome Maria só ser tocado nas seitas protestantes em duas ocasiões específicas: 1. Caso a pastora, pregadora, missionária, ou qualquer pessoa lá se chame Maria; 2. Quando se prega contra a devoção católica à Virgem Maria. Fora isso, caríssimos protestantes, onde se prega em vosso meio sobre o exemplo de serva do Senhor que é a Virgem Maria?
Normalmente quando ando pelas ruas, ao passar em frente à uma igreja protestante, escuto gritos e mais gritos; e quando consigo entender os berros, não escuto “sigamos o exemplo de Maria”, “imite Maria, essa grande serva do Senhor”, “Maria era cheia do Espírito. Aleluia!” ou algo semelhante. Escuto, no entanto: Moisés, Moisés, Moisés... Abraão, Isaac, Jacó... Daniel, cova, leões, unção, aleluia. – Os neopentecostais tendem a dar uma grande importância para os profetas do antigo testamento, enquanto as pessoas que estavam junto com Deus encarnado (Jesus) são colocadas num segundo plano. Não que seja errado pregar sobre os patriarcas, sobre Moisés, Daniel, Isaías, etc., porém, é aí que podemos constatar o desprezo dos protestantes para com a Virgem Maria: pregam tanto sobre as maravilhas de Moisés ter atravessado o mar vermelho a pé enxuto, e acabam não percebendo a magnitude de um Deus que se fez carne no ventre de Maria. O segundo milagre é maior, mas o nome de bem-aventurado nos templos protestantes são Moisés e demais profetas.
Muitos protestantes são completamente ignorantes acerca do que a Igreja prega sobre a Virgem Maria, sobre sua devoção, sobre o amor e veneração que devemos à Ela. Muitos a atacam, mas, sinceramente, quantos protestantes foram estudar os documentos da Igreja de vários séculos para entender o porquê ter sido declarado dogma de fé a virgindade perpétua de Maria, assim como Sua Imaculada Conceição, Assunção e Maternidade Divina? Certa vez dois protestantes vieram aqui em casa, e após uma conversa que virou um debate, um dos protestantes começou a dizer que a Igreja Católica não seguia a Bíblia e que os católicos eram adúlteros. Sim, ele queria dizer que os pecados que muitos cometem era ensinado pela Igreja, como se a Igreja Católica pregasse a porta estreita. Ora, o fato é que peguei meu Catecismo e pedi que ele me dissesse onde a Igreja ensinava aquilo; depois ainda disse que daria meu Catecismo para ele caso ele jurasse que leria. Ele disse que não ia ler. Saiu sem conhecer o que a Igreja ensina, julgando-a segundo o que acha ou o que disseram para ele. Da mesma forma, caríssimos, muitos protestantes, em relação à Nossa Senhora, são ignorantes porque não querem estudar, não querem sequer meditar sobre a criatura que recebeu a maior missão da história: ser a Mãe do Filho de Deus.
Por isso, caros protestantes, recomendo que você leia com humildade e devoção os trechos bíblicos onde aparece a figura de Maria Santíssima, lembrando que trata-se da Mãe de Deus encarnado. Além do mais, se você acha a devoção católica abusada ou não, recomendo que você busque a fonte, ou seja, busque os ensinamentos da própria Igreja. Não saia proferindo ataques e julgamento de coisas que você nem conhece. Leia o Catecismo da Igreja Católica (só para começar), pois nele você encontrará um resumo da fé católica; lá encontrarás apontamentos importantes sobre a figura e importância da Virgem Maria. Recomendo ainda que leia os livros Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, escrito por São Luís Maria Grignion de Montfort, e Glórias de Maria, escrito por Santo Afonso Maria de Ligório. São livros que fazem explicações aprofundadas, com citações bíblicas; e o segundo, inclusive, com citações de santos mostrando a doutrina cristã de séculos atrás – bem antes de Lutero ver a luz do sol (antes de Lutero já havia 1500 anos de cristianismo; e o próprio Lutero escrevia coisas belas sobre a Virgem Maria).
Espero então que você, protestante que me lê, possa buscar estudar sobre Nossa Senhora. Nem que seja só para você ter um conhecimento sobre o assunto, afinal, muitos protestantes não tem sabem diferenciar dulia de latria.
O grande problema para os protestantes estudarem sobre a Virgem Maria, principalmente se tratando de neopentecostais, é que só creem no que está escrito na Bíblia; acrescido ainda da grande armadilha do demônio: a livre interpretação. Cada um interpreta o mesmo texto bíblico da maneira que bem entender. Este é um dos motivos que faz tantas pessoas interpretarem de maneira completamente distorcida trechos sobre a Virgem Maria, como o herege do Edir Macedo que disse que o milagre nas bodas de Caná não serviu para nada, que não tinha necessidade de Jesus realizar aquele milagre; sendo que São João diz que, ao realizar este milagre, Jesus “manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (Cf. João 2,11).
Mas sabendo que os protestantes têm apreço pela Bíblia, que leem várias horas por dia, que fazem estudos e mais estudos, só faz aumentar minha incompreensão pelo desprezo à Virgem Maria. Se eles dizem que amam, adoram e seguem Jesus Cristo, como podem ter tão pouco apreço à Virgem Maria? Se são teólogos, estudiosos, como até agora não se impactaram com a pessoa da Virgem de Nazaré? Como podem se encantar e fazer pregações acaloradas sobre Moisés atravessando o mar vermelho, José do Egito salvando a família da fome, Daniel sendo livre das covas dos leões, Abraão e a aliança, mas, ao mesmo tempo, não tocar no nome daquela que teve em si a realização de um milagre que jamais poderá se realizar novamente: a encarnação de Deus em seu ventre?
Muitos pregam sobre Moisés, e mostram como ele era agradável a Deus. Afinal, a Palavra de Deus diz que “O Senhor se entretinha com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo.” (Êxodo 33,11). Quando Moisés estava no Monte Sinai recebendo de Deus as tábuas da lei, o rosto de Moisés começava a brilhar; tanto que após descer, o povo pode contemplar tal fato, e Moisés pôs um véu sobre o seu rosto (cf. Êxodo 34,29-35). De fato, temos que pregar sobre isso, afinal, que homem extraordinários! Ao conversar  com Deus, o rosto resplandecia em glória. Realmente, não me parece pouco. Mas muito mais graça teve a Santíssima Virgem Maria. Se Moisés refletia glória em seu rosto, Maria Santíssima refletia santidade, pois graça muito maior ela teve. Enquanto Moisés conversava com Deus e recebeu a lei, ela foi a MÃE DE DEUS, Ela recebeu Deus em seu ventre. Moisés passou com o povo a pé enxuto no mar vermelho; mas Maria Santíssima, ah, Maria Santíssima recebeu graça maior: “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus conosco’” (Isaías 7,15). Não te parece uma graça maior? O mar abriu e o povo passou, mas graça maior é gerar um filho no ventre e dar a luz, sem romper a virgindade. Não crer nisso, é não crer que para Deus nada é impossível (cf. Lucas 1,37). Abraão e Sara geraram na velhice, assim como Isabel, são graças de Deus, mas usaram meios naturais para ter filhos; mas no ventre da Virgem Maria ocorreu o maior milagre da história da humanidade: uma Virgem concebeu... Mas essa Virgem não concebeu um homem qualquer, mas concebeu o Filho de Deus, o próprio Deus conosco, o Verbo que se fez carne. Como calar este milagre nos púlpitos?
Não entendo como alguns protestantes são capazes de mandar fabricar Arcas semelhantes a Arca da antiga aliança. Não entendo. Minha incompreensão não é porque nos chamam de idólatras por termos imagens, mas sim pelo fato de estarem presos no Antigo Testamento querendo venerar uma Arca que representa uma lei que já passou. Embora Deus manifestasse sua glória através da Arca da antiga aliança, se nós seguimos a Jesus, devemos sim ter imagens de uma Arca, mas não a Arca da Antiga, mas sim da Nova Aliança. E esta Arca, caríssimos, é a Santíssima Virgem Maria. Se os protestantes acreditam em Jesus, adoram Jesus, e creem que Ele veio fazer uma Nova e Eterna aliança com a humanidade, deviam ser os primeiros a ter imagens de Nossa Senhora em seus templos. Mas não, eles rejeitam as imagens da Mãe de Deus, mas tem uma imagem que representa uma aliança que não vale mais.
Nós sabemos que na Antiga Arca da Aliança Deus mandou fazer dois querubins de ouro, tendo as asas estendidas para o alto, e protegiam com elas a tampa para a qual tinham as faces inclinadas (cf. Êxodo 37,7-9). Já na Arca da  Nova e Eterna Aliança, a Virgem Maria, também é apresentada a nós com a presença angélica, mas com dignidade maior, pois não era apenas uma imagem, mas um anjo real; não era apenas um querubim, mas um dos Arcanjos que assistem diante de Deus. O Anjo apresenta-se a ela com grande reverência “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo” (Lucas 1,28). A antiga Arca era apenas um símbolo da presença do Senhor, e ela estava sob a proteção de imagens de anjos; já a Arca da Nova Aliança, Maria, é real, e também está sob a proteção dos exércitos celestes. Quem ousaria afrontá-la? Quem ousaria ver malícia naquele que está sendo contemplada pelos anjos de Deus?
Não podemos desprezar esta Arca bendita e imaculada para nos recordar daquela que representa uma leia que não vale mais. No livro dos Hebreus vai nos ser dito sobre a Antiga Arca: “[...]a arca da aliança coberta de ouro por todos os lados; dentro dela, a urna de ouro contendo o maná, a vara de Aarão que floresceu e as tábuas da aliança” (Hebreus 9,4). Talvez por ter toda esta simbologia, tantos protestantes deem importância a esta Arca. Bom, mas eu prefiro a Santíssima Virgem Maria, e tenho imagens suas. Ah, eu amo Maria porque ela é infinitamente mais que a Arca da Antiga Aliança. Na Arca da Nova Aliança não tem mais o maná, nem a vara de Aarão, nem tampouco as tábuas da lei. Mas em Maria Santíssima esteve não o maná, mas sim JESUS CRISTO que é o pão vivo descido do Céu (cf. João 6,41). O maná era apenas símbolo, o verdadeiro pão da vida é Jesus Cristo, que entregou Sua Carne como alimento, sem ao qual ninguém pode ser salvo sem comer e beber Seu Corpo e Seu Sangue (cf. João 6,53-57). O verdadeiro maná, ou seja, o verdadeiro pão descido do Céu, é a Carne de Jesus Cristo que é verdadeiro Deus. Mas Deus é puro espírito... E aí entra a grandeza da Virgem Maria, que mesmo sendo uma criatura, pequenina, Deus que é poderoso fez grandes coisas nEla (cf. Lucas 1,49). No Evangelho de São João lemos que “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de  Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1,1-2,14). Ora, Jesus Cristo é Deus – portanto, era puro espírito; mas se fez carne em Maria, ou seja, o Espírito Santo fez da carne de Maria a carne de Jesus, do sangue de Maria o sangue redentor de Cristo que foi derramado na cruz. Que extraordinário! Por que calas isso nos púlpitos? Que magnífico! Eis a verdadeira Arca da Aliança, Nossa Senhora, Aquela que teve em seu ventre o verdadeiro pão descido do Céu, e que não tem mais as tábuas da lei, mas sim o autor da própria lei; afinal, João ainda afirma sobre o Verbo (Jesus) que “era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu” (João 1,9). Que espetáculo! Na Antiga Arca tinha as tábuas da lei, uma mera representação de Deus; mas nesta Arca gloriosa que é Maria Santíssima, há o próprio Deus que se encarnou em seu ventre. Qual dos antigos profetas iriam deixar passar este extraordinário milagre passar despercebido em seus escritos e pregações? Moisés recebeu as tábuas da lei, Maria recebeu o próprio Deus em seu ventre. Só Maria pode passar a mão na barriga e dizer ao nascituro “Eu te adoro meu Senhor e meu Deus”; só Ela amamentou um Deus; só ela ouviu um Deus chama-la de mamãe. Mas na antiga Arca também havia a vara de Aarão que simboliza o pastoreio de Deus, e em Maria está Jesus Cristo que é o Bom Pastor que conhece e ama suas ovelhas (cf. João 10,1ss).
Nossa Senhora falou no seu famoso canto Magnificat: “Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo” (Lucas 1,49). Se reconhecemos essas maravilhas, devemos cumprir o que Ela declara no versículo anterior: “Desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lucas 1,48). E com tantas e tantas maravilhas, por que ainda calas o nome de Maria nos púlpitos?
Deus fez tanto em Maria Santíssima que seria impossível eu escrever neste blog. Vários santos já escreveram livros e mais livros, fizeram sermões e mais sermões, mas tudo o que se fizer ainda é insuficiente. Santo Agostinho dizia que mesmo que só tivéssemos língua no corpo, ainda seria insuficiente para louvar Maria. Você pode louvar os antigos profetas por causa dos prodígios que Deus operou através deles, mas nenhum destes chega aos pés de Maria que teve o maio prodígio realizado no oculto do seu ventre: a encarnação do Homem-Deus, Jesus Cristo. A humildade de Maria, e a singeleza deste milagre foi tão grande, que ocultado do resto do mundo, ao vê-la com o Menino Deus em seus braços, podemos perguntar: quem é esta que é a Mãe de um Deus? Eis que o Cântico dos Cânticos já poetiza a dúvida daqueles que olham para Maria e não compreendem tamanha graça dada a uma criatura: “Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?” (Cânticos 6,10). Bem fez isso Santa Isabel, pois logo que ouviu a saudação de Maria, ficou cheia do ESPÍRITO SANTO e disse “Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?” (Lucas 1,43). Quem é essa que avança como a aurora? Quem é essa que visita Isabel e a batiza no Espírito Santo? Quem é essa que tem um Deus no ventre? É Maria, a Mãe do Senhor, é Maria a Mãe do meu Salvador!
Citar esse trecho da visita de Maria à Santa Isabel me lembra de outra graça extraordinária de Maria: Ela é a esposa do Espírito Santo, ou seja, Ela é repleta do Espírito Santo como jamais ninguém será. Há homens e mulheres que pregam avivamento por aí, fazem jejuns orações, clamam a ação do Espírito Santo. Mas Maria... Ah, Maria, caríssimos, só um Shalom batizou Isabel e João Batista que estava no ventre. Quem é esta que apenas visita uma casa, fala uma palavra, e faz todos ficarem cheios do Espírito? É Maria! Santo Afonso dizia que quando Maria visitou Santa Isabel, era, na verdade, um fogo levando outro fogo. E uma outra comparação que nos leva a contemplar Maria como Arca da Nova Aliança, é ver que em 2Samuel 6 vemos Davi dançar diante da Arca, e aqui vemos o profeta São João Batista dançar diante da Arca, ainda no ventre de Isabel, ao ouvir a saudação de Maria.
Eu sei que no Antigo testamento há várias narrativas da manifestação da glória de Deus em seus santos servos. Mas como ocultar Maria, aquela para quem o Anjo disse “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso, o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Lucas 1,35). A fumaça de fogo seguia o povo hebreu, mas em Maria a sombra do Altíssimo a envolveu com Sua glória. Como não honrá-la mais do que qualquer outro profeta? Quando Deus se manifestou à Moisés no episódio da sarça ardente, Deus disse-lhe “Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa” (Êxodo 3,6). Ora, se aquela terra era santa por causa da manifestação de Deus, quanto mais SANTA é a Virgem Maria, por ter gerado o Filho de Deus. Sim, ela é mais que a sarça ardente: nEla o Espírito Santo desceu com toda a plenitude do Amor, a força de Deus Pai a envolveu com Sua sombra, gerando a carne de Jesus Cristo, o Verbo, da carne de Maria. Que espetacular! Como não acreditar na santidade de Maria? Como ocultar essas maravilhas nos púlpitos?
No mais, busquem ler sobre Ela, sobre suas manifestações, sobre quem é. Ah, leiam, leiam, leiam glórias de Maria. Ah, se deliciem vendo as glórias que Deus realizou em uma criatura.
Não posso me ocultar diante do desprezo que manifestam à Ela. Afinal, ou cristão, e como seguidor de Jesus Cristo, devo obedecer as suas palavras. Nas últimas palavras que Ele dirigiu a humanidade, segundo o Evangelho de São João, lemos:Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho!’ E depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe!’ E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa” (João 19,26-27). Essas foram as últimas palavras que Jesus disse à humanidade antes de morrer. Ele sabia que ressuscitaria, e sabia quando seria sua morte, então Ele falou isso neste momento porque tinha um motivo: Maria é a mãe da humanidade. Ela é a nova Eva. Enquanto Eva trouxe a morte, Maria trouxe a vida que é Jesus; enquanto uma disse não para Deus, Maria, por sua vez, disse sim, colocando-se na condição de escrava do Senhor (cf. Lucas 1,38). Aliás, não dá para entender alguém que estude a Bíblia e não entenda o porquê Jesus chamou Maria de Mulher. Neste momento crucial da salvação da humanidade Nosso Senhor Jesus Cristo chamou Maria de Mulher para fazer referência à passagem: Porei ódio entre ti (serpente) e a MULHER, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3,15). Jesus chamava Maria de “Mulher” para designar que Ela não era e nem é uma mulher qualquer, mas sim que é A MULHER de Gênesis 3,15 que ESMAGA A CABEÇA DA SERPENTE.
No Apocalipse 12 isso é confirmado com a visão de São João. E esta Mulher apresentada no Apocalipse só pode ser a Virgem Maria, ainda mais quando compreendemos que Ela é a Arca da Nova Aliança; pois já no final do capítulo 11 é nos apresentado a visão: “Abriu-se o Templo Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva” (Apocalipse 11,19). Passada esta visão da Arca do Testamento, aparece um outro sinal, uma outra Arca, que é a Virgem Maria: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma MULHER revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas” (Apocalipse 12,1). Quem é esta Rainha? Só pode ser Maria Santíssima, A MULHER de Gênesis 3,15 e João 19,26. E isso é provado no versículo 5 que diz que essa MULHER deu a luz um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Ora, quem é que deve reinar sobre todas as nações? Jesus. Quem é a Mãe de Jesus? Maria. Portanto, a Mulher é Maria. Tanto mais nos prova ao ler o versículo 14 que diz que a Mulher foi levada para o deserto “fora do alcance da cabeça da serpente”, mostrando a relação que há entre as passagens de Gênesis 3,15; João 19,26 e o próprio Apocalipse 12.
O versículo 17 é que me deixa sem compreender os protestantes mesmo, afinal, a Sagrada Escritura diz que o dragão “se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.”  Ora, se os filhos dessa Mulher, portanto, da Virgem Maria, são os que têm o testemunho de Jesus Cristo e guardam os mandamentos de Deus, por que, então, os protestantes desprezam Maria Santíssima não falando sobre Ela e recusando aceita-la como Mãe? Das duas uma: ou você é um tremendo de um ignorante, caro protestante, ou então você faz parte da descendência do dragão, também conhecido como diabo e satanás. Ou você usa a tua boca para louvar Maria e proclamá-la bem-aventurada (cf. Lucas 1,48), ou você é um filho do demônio que a exemplo da serpente “vomitou contra  a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir” (Apocalipse 12,15). Tantos ataques e blasfêmias contra a Virgem Maria, tantas doutrinas falsas que tentam nos tirar o amor à Mãe de Deus, são tudo ações do demônio tentando submergir a importância e devoção à Virgem Maria.
Só que realmente não dá para entender quem diz ler tanto a Bíblia e meditar, nunca ter compreendido a importância de Maria.
Caro protestante, além do desafio do estudo que já fiz, faço um outro. Reze o Terço. Bom, se não quiser rezar o Terço, leia uma vez por dia ou repita algumas vezes o que está escrito em Lucas 1,27 e em Lucas 1,32. Não seja covarde, não venha com história de não rezar oração repetida, pois você reza o Pai Nosso e os Salmos. Você estará apenas lendo versículos da Bíblia, certo? Aliás, a própria Bíblia diz que Jesus rezava repetindo as mesmas palavras (cf. Mateus 26,44). Enfim, todos os dias diga nem que seja “Maria, tu és bendita pois em ti o Verbo se fez Carne”. E ore ao Espírito Santo para que você conheça a plenitude da Verdade. Ninguém que é cheio do Espírito Santo despreza Maria, pois a atitude de quem é cheio do Espírito Santo é dizer: BENDITA ÉS TU ENTRE AS MULHERES, BENDITO É O FRUTO DO TEU VENTRE! (Lucas 1,42).
Quem é cheio do Espírito Santo não despreza Maria Santíssima, Sua fiel Esposa, mas, pelo contrário, A exalta. Por isso, caríssimos, se quiserem desprezar a mim, não fazem nada além do que mereço pois sou um nada. Sou, no máximo, semelhante a vocês: nada. Mas, Maria, comparada a qualquer criatura, é mais que todos. ELA É MÃE DE DEUS. Desprezem a mim, mas não desprezem à Senhora do mundo, a Rainha do Céu e da Terra, a Mãe de Deus, a Corredentora e Mãe da humanidade, a Santíssima Virgem Maria; também conhecida como MÃE DE JESUS CRISTO, SENHOR NOSSO. O que Ele pensa de quem despreza Sua digníssima Mãe?

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

Viva Cristo Rei do Universo!


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Consagra-te Ribeirão Preto-SP - Pregações Completas











Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Nos videos acima estão os audios das pregações realizadas no Consagra-te de Ribeirão Preto-SP em outubro de 2016. Foram quatro temas abordados:
1) Reinado de Maria x principado de satanás
2) Famílias consagradas à Jesus por Maria
3) Pureza e Modéstia
4) Mudar o mundo com o Rosário e a Eucaristia

Para você que deseja se aprofundar no estudo do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, no meu canal do youtube há uma playlist com formações sobre todos os capítulos do Tratado. Clique aqui e assista.
Para saber mais sobre o que fazer para se consagrar, clique aqui e leia o passo a passo.

Caso você seja da região de Ribeirão Preto, entre em contato com a Missão Maria Auxílio dos Cristãos, que organizou o evento. (Clique aqui)

No mais, para agendar formações sobre o Tratado e/ou pregações diversas, basta entrar em contato através do e-mail: catolicoargrade@hotmail.com
Lembrando que moro em Brasília.

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Brinque com teus filhos e lhes dê atenção!!!



(Assista o vídeo para saber mais)

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Não importa se os filhos foram planejados ou se foi uma surpresa quando se descobriu a gravidez, o que parece ser algo comum nos pais modernos é o desespero frente à comportamentos dos filhos. Não sei se é o teu caso, caro leitor, mas há pais que não sabem mais o que fazer com o filho que lhe importuna a todo instante: ao ver um jogo de futebol, ao ler um livro, ao fazer algum trabalho extra em casa, enfim, em todo o momento em que você quer fazer alguma atividade ou simplesmente descansar, surge aquela criança gritando, berrando, torrando a paciência. Há alguns casos em que a criança manifesta seu “ódio” ao trabalhos doa pais, dizendo que não quer que eles trabalhem ou estudem. Os pais ainda tentam explicar para os filhos que o trabalho e o estudo são coisas importantes, mas nem sempre isso consola os pequenos.
O grande problema é: você já parou para pensar que o problema pode ser você, papai, ou você, mamãe? Muitos pais modernos acabam passando muito tempo fora de casa. Não poucos pais saem de casa quando os filhos estão dormindo, e retornam quando os mesmos já estão indo dormir – ou já adormeceram. Não obstante, os pais acham que podem compensar esta ausência enchendo a criança de bens materiais. Este fenômeno é visível aos nossos olhos: crianças com tablets, celulares, carros eletrônicos, tênis com luzes, etc. O problema é justamente que nenhuma criança nasce com necessidade de eletrônicos, mas sim da presença dos pais para auxiliar no seu desenvolvimento. Quando vemos crianças de seis, sete anos em diante apegados aos bens materiais, podemos constatar facilmente que a probabilidade dela ter tido “coisas” no lugar da presença efetiva dos pais é grande.
Minha intenção não é dizer que os pais devem parar de trabalhar. É óbvio que não. Quero justamente fazer um apontamento para que o trabalho e o estudo não lhe roube os seu(s) filho(s) – ou pelo menos o desenvolvimento saudável dele(s). Maria Montessori, uma das maiores pedagogas da história, vai dizer em seu livro A Criança que “[...]o adulto que ama as crianças, mas que as despreza inconscientemente, nelas provoca um sofrimento secreto que é um espelho de nossos erros e uma advertência quanto à nossa conduta”. Isso quer dizer que, por mais que você ame seu filho, você pode, na verdade, estar o desprezando se não suprir as suas necessidades. E nenhum bebê nasce com necessidade de tablet’s ou brinquedos de mil reais.
Sendo assim, a birra que muitas crianças fazem em casa, principalmente manifestando descontentamento pelo trabalho dos pais (quando as crianças já falam, obviamente), é uma reação à atitude dos pais – embora os pais não façam com consciência. No psíquico da criança, ela está sendo deixada de lado, e as “atividades dos pais” são mais importantes do que ele. E não tendo a presença necessária dos pais, as crianças são entregues aos eletrônicos, passando a ser o ponto de “reciprocidade” da criança, o apoio que ela tem. Isso quando os filhos não passam boa parte do tempo com babás e creches, e, caso supra a necessidade afetiva da criança, podemos constatar coisas outrora inimagináveis: crianças chorando para ficar na creche (ou com a babá) e não voltar para casa. Eu já presenciei isso, e não foi legal.
Agora vem a solução para o problema: você BRINCA com os teus filhos? Ninguém está falando que você tem que parar de trabalhar, mas, que no tempo que você tem livre, você precisa dedicar aos filhos. A criança não está fazendo guerra ao teu trabalho ou à tua faculdade, mas sim ao tempo que você não dedica a ela. Você trabalha o dia todo, mas a noite você mal dá um abraço (quando dá) e se joga no sofá para assistir noticiários e novelas – e ainda manda a criança calar a boca quando ela faz um barulho (talvez até tentando te mostrar um desenho que ela fez... Pra você!). É cientificamente comprado que o Q.I. de crianças que os pais liam histórias infantis tende a ser maior. Ou seja, ler histórias para os filhos é uma grande ferramenta pedagógica para os teus filhos. Então, que tal tirar meia hora dos teus programas para ler histórias para os teus filhos?
Além disso, brincar é uma importante ferramenta pedagógica. A noite mesmo, quando possível, faça alguma atividade lúdica com eles. Mas brinque com o coração. Porém, caso tua rotina te impeça de fazer isso, não se preocupe, afinal os domingos e feriados existem também para isso. Os católicos têm o domingo como o dia para ir à Santa Missa adorar a Deus. Mas o domingo também é o dia do descanso, e o dia de dedicar à família. Talvez a tua rotina te impeça de brincar todos os dias com teus filhos, porém, ao menos nos domingos, brinque com eles. Se desligue um pouco das coisas do trabalho, notícias ruins, etc., e se conecte nos teus filhos, nos teus frutos! Qual foi a última vez que você jogou bola com eles? Há tantas coisas para se fazer com crianças: jogar bola, andar de bicicleta, correr, “esconde-esconde” – ela só quer tua atenção. O problema atual é que nós temos milhões de crianças que crescem largadas, afinal, não tem nenhum dia em que os próprios pais se dedicam à elas. Por isso o comportamento agressivo de algumas crianças é uma linguagem, um pedido de socorro das mesmas, dizendo que elas não querem cosias, mas sim o amor efetivo dos pais. Muitas crianças têm coisas, poucas amor. A(s) sua(s) tem o quê?
Dê o mínimo de atenção necessária para teus filhos, e verás que o comportamento dos mesmos mudará.

Faço ainda uma pequena observação: brinquem com os filhos, mas brinquem de coração. Muitos pais até brincam, mas doidos para que a brincadeira acabe logo. Isso quando não estão embriagados. Não, teu filho não quer que você finja que brinque com ele... Esteja de coração. Isso é ser pai! Isso é ser mãe! Ser papai e mamãe também tem esta responsabilidade, não é só dar comida – é dar amor! Efetivo amor!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A quem irei, Jesus Eucaristia? | #Poema




















A quem irei Jesus, se tu és o meu Senhor.
A Ti toda honra e todo o louvor
Toda adoração ao Rei dos reis
Sei o que por mim o Senhor fez
E continua fazendo sem hesitar
Meu Senhor, ensina-me a amar
Sei que meu coração é duro, petrificado
Sou um pobre servo que ando por aí confuso e angustiado
Com medo do que me pode acontecer
Do que me espera e do que fazer
Mas fico imaginando o quanto eu fico de babaquice
E se a mim mesmo o Senhor já disse:
“Confia em mim”
Perdoe-me Senhor por eu ser assim
Ah como eu queria ser mais confiante
Ah como eu queria nunca parar na barreira adiante
Mas Jesus eu te peço a graça
De carregar a minha cruz e aprender no amor e não na espada
Que eu não venha a ser um contratestemunho na Igreja
Que as pessoas olhem para mim e a Ti vejam
Que eu não venha a ser um Judas traidor
Eu só quero ser o Teu fiel seguidor
Sei que sou Tomé muitas vezes por duvidar
Mas reencontro a fé em ti quando vou comungar
Presente em mim na Eucaristia
Se um dia eu não cri é porque minha mente era vazia
Eu tenho sede de Ti todos os dias
E sei que o Senhor agora deve me perguntar:
“Isso vos escandaliza?”
Não, Jesus, pois tu és o Senhor e o Deus da minha vida!

“Isto é o meu Corpo, que é dado por vós;
Fazei isto em memória de mim.
Isto é o meu sangue que é derramado por vós...
Nova e Eterna Aliança...”

Tuas palavras Senhor, são de vida eterna
Me dê a graça, Senhor, de fazer parte dela
Se quem come a Tua Carne e bebe o Teu sangue será salvo
O Teu Coração será sempre o meu alvo
Tudo será em vão se não vier de Ti
Tu és o alfa, o ômega – o principio e o fim
E está aqui, presente em todo Sacrário
Para nos dar a vida; para que a morte não seja mais o salário
Mas que pena, Senhor, que nem todos conseguem Te reconhecer
E em si mesmos não encontram a razão de viver
Ali na Hóstia Santa, no Vinho no Cálice consagrado
Ali esta o Cordeiro imolado
Ali está Jesus vivo, real e ressuscitado
Que escolheu renovar o Seu sacrifício para as futuras gerações
A morada de Cristo é em nossos corações.
Mas por que de tanta descrença? Não consigo entender...
Bíblia debaixo do braço, mas não conseguem compreender
Geração Tomé que não quer crer
E você acredita no que Jesus Sacramentou?
“Eu sou o Pão da vida que me entrego por amor”.

“Isto é o meu Corpo, que é dado por vós;
Fazei isto em memória de mim.
Isto é o meu sangue que é derramado por vós...
Nova e Eterna Aliança...”

No ostensório está meu Jesus exposto
Corpo, Sangue, alma e divindade: resplandecendo seu brilho em meu rosto
Que todo joelho se dobre em adoração
Não é mais vinho, não é mais pão
É o próprio Cristo presente, Ele te estende a mão
Ele nos ama, não nos quer na desolação
Ele não foi para a Cruz para que continues na perdição
Ele se fez Eucaristia para a tua redenção 
Mas, Senhor, se eu for Pedro e vier a Te negar?
Que eu seja o Pedro santo que se deixou amar
E assumiu a sua missão
Pescador de homens, a barca da efusão
E diante de Ti Jesus, no Santíssimo Sacramento do Altar
Aonde até o inferno tem que se prostrar
Eu só quero te adorar
O Teu Senhorio na minha vida eu declaro eternamente
Tua Carne na minha, Teu sangue no meu
Amar... Amar este Deus presente
Meu Jesus Eucaristia, alimento dos viventes
Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
Obrigado Senhor, por Teu amor tão profundo

“Isto é o meu Corpo, que é dado por vós;
Fazei isto em memória de mim.
Isto é o meu sangue que é derramado por vós...
Nova e Eterna Aliança...”

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Leia: A solução dos santos para nossos problemas - Joseph M. Esper



Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
A Palavra de Deus vai nos dizer em Levítico 19,2: “Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo”. Este é o chamado que Deus nos faz: a santidade. Muitas vezes nos questionamos qual é a vontade de Deus para nós, no entanto, São Paulo responde com exatidão: “Esta é a vontade de Deus:  a vossa santificação” (1Tessalonicenses 4,3).
Deus quer que sejamos santos. Mas, ao invés de nos animar, não poucas vezes nos frustramos diante deste chamado que Deus nos faz. Afinal, sempre nos esquivamos da santidade, usando da desculpa de que somos pecadores, miseráveis, fadados ao fracasso. Isso tem um fundo de verdade, mas só para aqueles que param em suas próprias misérias e não confiam em Deus. No livro do Levítico, onde Deus nos pede a santidade, Ele também diz: “Eu sou o Senhor que vos santifica” (Levítico 22,32). Portanto, não somos nós por nós mesmos que seremos santos, mas é o próprio Deus que nos santificará por Seu Espírito porque é Misericórdia. Por isso Jesus nos disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15,5).
Deus nos chama à santidade e nos dá essa graça, se deixarmos a Sua Misericórdia agir em nossa miséria. Mas, muitas vezes ainda temos a miséria de justificar nossa vida tíbia argumentando que somos cheios de defeitos e problemas. Ora, os santos não foram pessoas isentas de defeitos e problemas, nem mesmo de pecados, mas eles foram homens e mulheres que deixaram a graça de Deus transformar suas vidas e impulsionar suas almas para o Céu. São João Paulo II dizia que santo não é aquele que não cai, mas o que se levanta após cair.
Justamente para quebrar esta falsa premissa de que não podemos ser santos porque passamos por uma série de problemas, que indico a leitura do livro A solução dos santos para nossos problemas do Padre americano Joseph M. Esper. Além de contar as virtudes dos santos, obviamente, o autor vai além e mostra os diversos defeitos e dificuldades que os santos enfrentaram, deixando claro a humanidade que estes homens e mulheres possuíram. Nós temos a tentação de que os santos foram pessoas predestinadas, que viveram como viveram porque Deus escolheu de maneira especial. Não mesmo, caríssimos, pois eles foram santos por um chamado de Deus, é verdade, mas um chamado idêntico ao que tu e eu temos; a diferença é que mesmo passando por dificuldades, eles disseram sim à Deus.
Quantos são os que dizem que não podem ser santos, não podem seguir Jesus Cristo na radicalidade do Evangelho, porque estão velhos, cansados, doentes, depressivos, ou porque acham que nunca fizeram nada certo na vida, ou porque já cometeram crimes grandiosos, etc. Em A solução dos santos para nossos problemas encontraremos exemplos de santos que lutaram contra diversos defeitos de caráter, mas conseguiram ser santos; outros que lutaram contra terríveis tentações, mas venceram; outros que até mesmo caíram nas tentações em algum momento da vida, mas tiveram a coragem de levantar e seguir à Cristo; outros santos com depressão, já outros com ansiedade; temos exemplos de santos, como Santa Melânia, a jovem, que tinha familiares também canonizados pela Igreja, como Santa Melânia, a velha, mas nem por isso foi livre de problemas familiares, mas mesmo assim viveram a santidade vencendo suas personalidades pela graça de Deus.
Em A solução dos santos para nossos problemas encontramos CENTENAS de santos canonizados que passaram pelos mesmos problemas que nós enfrentamos: sejam santos religiosos, ou mesmo leigos – afinal, muitos acham que a santidade é só para padre e freira, enquanto, na verdade, existem vários santos leigos que viveram as virtudes heroicamente e que são grandes exemplos para nós.
Para melhor compreender como os santos passaram pelas mesmas dificuldades que nós, transcreverei o sumário do livro contendo o título de cada capítulo, que mostra a dificuldade que cada santo enfrentou (em ato e/ou tentação): ansiedade; amizades desfeitas; dificuldades nos negócios; dificuldades na concepção e na gravidez; preocupação com os entes queridos que já partiram; depressão; desonestidade; falta de confiança em Deus; inveja; falsas acusações; dificuldades financeiras; vontade de desistir; fofocas; ganância; luto; culpa; doenças; filhos sem fé; solidão; luxúria; problemas conjugais; orgulho; preguiça; aridez espiritual; tentações; dificuldades em perdoar; impopularidade.
É difícil imaginar um santo com depressão? E com problemas de luxúria? Enfim, os santos foram humanos como nós, e deixaram a misericórdia agir. Para exemplificar, Santo Agostinho é um exemplo para os dois casos: teve depressão e enfrentou dificuldades por causa da luxúria. A mãe de Santo Agostinho faleceu pouco tempo depois da conversão dele. As perdas não pararam por aí, o filho de Santo Agostinho faleceu pouco tempo depois. “Durante os mais de quarenta anos que se seguiram, sua personalidade poderosa – santificada, porém não apagada pela graça divina – manifestou-se com frequência em uma tendência a intensas cóleras e a severas depressões. Santo Agostinho rompeu tais grilhões por meio da oração, do sacrifício e do trabalho. De fato, suas responsabilidades como Bispo e seus escritos em defesa da Igreja mantiveram-no muito ocupado.” (Esper Joseph M. A solução dos santos para nossos problemas. Pag. 50). Quanto à luxúria, Agostinho viveu anos uma vida sexual desregrada, e mesmo em alguns escritos, o santo conta como foi difícil para ele aceitar a castidade. Ele foi um homem que foi muito tentado na área da sexualidade, mas mesmo tendo vivido uma vida totalmente impura antes de conhecer a Cristo, pela Misericórdia do Senhor foi santificado, pois não parou em si mesmo, mas descobriu a verdadeira felicidade que vem de Cristo que disse “Eis que renovo todas as coisas” (Apocalipse 21,5).
Espero que a leitura espiritual deste livro faça um bem a tua alma, como fez à minha. Lembre-se sempre que não há miséria humana que não possa ser transformada pela misericórdia de Cristo. Neste livro encontrarás, por exemplo, a história de um santo que cometeu homicídios, mas que, tocado pela misericórdia, totalmente arrependido, fez penitência dos pecados durante o resto de sua vida, e viu a Misericórdia triunfar sobre a miséria humana.
Portanto, não há desculpa para não sermos santos. Há santos intelectuais, como São Tomás de Aquino, e há santos com dificuldade de aprendizado, como São José de Copertino; há santos que são conhecidos por nunca terem cometidos um pecado mortal, como Santa Teresinha do Menino Jesus, mas também há santas que foram prostitutas antes de conhecer a Cristo, como Santa Taís. Portanto, para ser santo não importa o passado, mas o presente por Cristo, com Cristo e em Cristo. Como bem diria Santa Faustina, caríssimos, sejamos santos, porque só assim seremos úteis à Igreja.

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Viva Cristo Rei do Universo!

Informações do livro sugerido:
Nome: A solução dos santos para nossos problemas
Autor: Joseph M. Esper
Editora: Petra
Ed. 1 Ano: 2016