quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A triste educação dos adolescentes hoje


Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Educar as crianças e jovens neste século é uma tarefa muito complicada. Ao pensar em adolescentes, então, que sofrimento! Sim, sofre-se só de pensar. Afinal, como muitos dizem, os jovens de hoje são diferentes. Só que se formos ser racionais, os jovens não mudaram, mas sim a educação dada pelos pais e responsáveis – essa sim mudou, tornando-se mais permissiva, desestimuladora, construtora de trogloditas.
Muitos pais dizem “no meu tempo, se você fizesse isso, moleque/moleca, você sabe o que aconteceria?”, mas não percebem que acontecia algo não porque antes não houvesse revolta juvenil, mas porque os pais educavam com mais firmeza. Esses adolescentes rebeldes, entregue aos vícios, atoas, preguiçosos, não “nasceram” assim, mas são apenas reflexo da educação dada pelos pais e/ou pelo Estado e Mídia, esta pela televisão e internet, e aquela pelas escolas.
Hoje em dia os jovens são cheios de “não me toque”, não ajudam os pais, são preguiçosos, e as pessoas até se emocionam ao olhar tal fruto. A cada geração vemos jovens que são mais ridículos. E é necessário tomar as rédias da educação, senão a coisa será pior a cada 10 anos.
Já tivemos a onda emo, onde jovens se vestiam de preto, ouviam música triste, e vez ou outra ouvia relatos de suicídio. Nem passou uma década da grande onda emo, vem o jogo suicida que levou fim a vários jovens. Isso sem contar a quantidade de adolescentes cada vez mais cedo virando a noite nas baladas, enchendo a cara de álcool, fumando maconha, cheirando cocaína, e usando outras coisas... Tudo isso é apenas um reflexo da educação permissiva dos pais. Todos estes casos mostram os equívocos cometidos pelos mesmos, ao não darem responsabilidades aos filhos, ao não os educarem para a vida, mas para sentir prazer. Muitos pais se comportam como se a sua obrigação enquanto pai ou mãe fosse financiar o prazer desordenado do filho.
Toda essa educação tem deformado a personalidade dos jovens, ainda em construção, tornando-os adultos problemáticos. Quem muito nos ensinava sobre isso era Maria Montessori, que sempre lembrava em seus livros que o a criança de hoje é o adulto de amanhã, que os traumas causados hoje numa criança, poderá resultar em sérios problemas na vida adulta. Montessori sempre prezou pelo desenvolvimento sadio da personalidade da criança. E nós vemos que essa “criançolatria” ou “adolescentolatria” tem destruído a personalidade das pessoas. Como os pais somente querem garantir o prazer aos filhos, esquecem de os formar para a vida. Montessori ensinava que nunca devemos ajudar uma criança em uma tarefa em que ela se sente capaz. Se ela se acha capaz de carregar uma cadeira para te ajudar, papai, deixe. Se ela falhar, ela aprenderá com as falhas. Mas os pais sempre dizem não... E cada vez mais as crianças vão tornando-se dependentes dos pais.
Usei o caso de emos e de jovens mimados por ser algo mais nítido. Mas essa má educação pode estar presente até mesmo na casa do casal mais conservador. Experimente sugerir a um rapaz de 18 anos que vá morar sozinho. Ele vai tremer na base, pois nunca se quer fez um currículo na vida; muito menos trabalhar. (Obviamente há muitas exceções, tenham a sabedoria de entender que é apenas um exemplo).
A educação que a maioria dos pais fazem hoje, é uma educação que prende o filho em casa. Cada vez mais os filhos são como mortos vivos, dependentes dos pais, sem autonomia. O resultado disso é o crescente número de adultos que moram com os pais, sem trabalhar, sem buscar construir sua própria família, pois se acostumaram a ficar nessa situação. É necessário agir!
A Bíblia tem uma passagem muito interessante sobre adolescentes. Trata-se da ressurreição da filha de Jairo. As pessoas estava chorando porque a menina tinha morrido. Jesus entra na casa, diz que ela não morreu mas dorme... Jesus vai ressuscitá-la! Jesus ressuscitou essa menina. Mas ao realizar o milagre, Jesus disse “Menina, ordeno-te, levanta-te!” E na sequência, o evangelista diz “E imediatamente a menina se levantou e se pôs a caminhar (pois contava doze anos)” (Marcos 5,42). Ora, a menina se pôs a caminhar pois contava doze anos, ou seja, já era grande o suficiente para ficar sendo carregada pelos pais, mas pode dar seus próprios passos.
Obviamente não estou dizendo que adolescentes não devem obedecer os pais. É claro que deve obedecer. Porém, os pais não podem querer carregar adolescentes nos braços, caminhar por eles, POIS ELES JÁ CONTAM BEM MAIS DE DOZE ANOS! Hoje em dia os jovens não sabem o que querem ser... Serão talvez o que os pais querem “eternos bebezinhos mimados que tem tuuuudo o que um dia não pude ter”.
Bom, não é de admirar que haja tantos jovens com depressão, sofrendo com crises de ansiedade, bebendo, usando drogas, e pondo fim a própria vida.
Muitos jovens não vivem a sua vida (falo enquanto essência, e não enquanto rebeldia), mas a dos pais. Não podem fazer a faculdade que querem, mas a que os pais querem; não podem estudar a língua que querem, mas a que os pais querem; não podem arrumar um emprego que conseguiram; mas só o que os pais deixam; não podem fazer algo lícito, aliás, muitos pais não querem nem mesmo ouvir as ideias dos filhos.
E para essa solução, serve um versículo que poucas pessoas pregam hoje em dia: Pais, deixai de irritar vossos filhos, para que não se tornem desanimados. (Colossenses 3,21)
E como tem jovem desanimado! E a culpa muitas vezes é dos pais. Seja porque são ausentes, ou porque são rudes... Ou porque terceirizam a educação através da TV e dos presentes que visa suprir a falta de pai e mãe. Quantos filhos recebem uma super bicicleta, mas queriam ter o papai pra andar com eles...Mas papai está ocupado demais... Sabe? Quantos filhos hoje estão tristes porque tinham uma super ideia, um projeto a colocar em prática, mas os pais ao ver sua tristeza, não deu um abraço e nem quiseram ouvir a ideia, mas simplesmente ofereceram dinheiro para a balada – como se a felicidade do filho fosse movida a dinheiro.
Enfim, diante dessa geração complicada, não julguemos apenas os jovens. Talvez eles não tiveram uma boa educação.
Quando iniciei o curso de Coaching, eu imaginava usar os conhecimentos para trabalhar com adolescentes em questão de achar sentido de vida, trabalho, etc., pois complementaria meus conhecimentos da faculdade de Pedagogia que é mais voltada para criança. Mas, a cada dia que passa, eu vejo que não é necessário apenas educar as crianças e adolescentes, mas é necessário fazer um trabalho de conscientização dos pais, pois o trabalho que é feito na escola por um professor junto as crianças e adolescentes, pode ser estragado pelos pais com uma rapidez tremenda!

Portanto, não diga apenas “esses jovens de hoje”, mas pergunte-se sempre: eu sou um bom pai diante das necessidades de hoje? Sou uma boa mãe para as necessidades de hoje?

Workshop: Faculdade EaD - Estudando com eficiência


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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Faculdade a distância vale a pena?

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Muitas pessoas ao ingressarem na faculdade no módulo EaD (Educação a Distância) têm o receio de o curso não ter o mesmo valor (reconhecimento) de um Presencial, ou de não obter um aprendizado significativo tanto quanto no Presencial. Em relação reconhecimento, os diplomas dos cursos liberados pelo MEC para serem ministrados EaD, têm o mesmo valor de um curso presencial. O estudante deve apenas verificar se a instituição é credenciada.

Porém, muitos ainda ficam com um pé atrás em relação a fazer uma faculdade a distância; pois acham que não se aprende verdadeiramente nessa modalidade, sendo um ensino fraco, formando profissionais mal capacitados. Mas será que isso é verdade?

Para verificarmos se é possível ter ensino-aprendizagem em uma faculdade Ead, vejamos primeiramente um conceito de aprendizagem:

Aprendizagem pode ser definida como um processo que conduz à aquisição de certa habilidade para responder de forma adequada a uma situação nova ou já conhecida. Também podemos definir aprendizagem como a fixação de dados na memória, de forma que os mesmos podem ser lembrados e reconhecidos. (Lima, 1973. Dicionário de Psicologia Prática. Grifo meu.)

Aprender, portanto, presencialmente ou a distância, é fixar dados na memória, lembrar destes dados, reconhecer. É dominar determinado tema; adquirir conhecimento.

Alguns estudantes dizem que não é possível adquirir aprendizado de qualidade EaD. Muitos relatam as dificuldades que tiveram, afirmam que não aprenderam quase nada. Mas este problema de aprendizado pode não ter nada a ver com a modalidade em si. Nós, seres humanos, temos nossas particularidades, o que é fácil para mim pode ser difícil para você, e vice-versa. Cada um tem uma maneira de aprender. Não há fórmulas mágicas.

Para provar que a modalidade em si (Presencial ou a Distância) não interfere no processo ensino-aprendizado, e que é possível aprender tanto numa como noutra, trago abaixo alguns dados do MEC.

Enade 1

Universidade de Brasília


enade 3

Universidade Federal de São Carlos

O Enade é o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. Ele avalia o aprendizado dos alunos de cursos superiores. Nos dados acima, nós podemos ver que na Faculdade de Pedagogia da Unb, os alunos do módulo Presencial tiraram a mesma nota que os do módulo EaD (4). Já na Universidade Federal de São Carlos (SP), os estudantes de Pedagogia tiraram a nota máxima (5), tanto os do módulo Presencial, como no EaD. Portanto, as notas do Enade citadas aqui mostram que os alunos da EaD podem aprender tanto quanto no módulo presencial.

É válido lembrar que citei dois exemplos de universidades públicas, para que não ache que estou fazendo propaganda de alguma universidade privada. Você pode verificar no portal do Ministério da Educação a nota do seu curso na universidade em que você estuda ou pretende estudar.

Para você se guiar melhor na hora de escolher a instituição. Você precisa saber que, para o MEC, as notas 3,4 e 5 são consideras satisfatórias; já as notas 1 e 2, são consideras não satisfatórias. Portanto, uma recomendação é não se matricular nas instituições com notas 1 e 2, pois a qualidade do ensino é insatisfatória.

mec

Se você foi verificar a avaliação do curso que você faz ou deseja fazer no módulo EaD, deve ter observado que a maioria está com nota 3. Essa nota é satisfatória. Embora as próprias faculdades presenciais também tenham a maioria das suas avaliações na média, é mais fácil encontrar nota máxima nos cursos presenciais. Bom, não há motivo para preocupação, afinal, mesmo nos presenciais, a maioria das notas máximas está nas federais. E isso nos mostra o problema da educação brasileira, não uma falha especificamente na modalidade de ensino.

Na modalidade Ead, como vimos, podemos aprender tanto quanto presencialmente. Porém, é preciso fazer alguns apontamentos. Quais os motivos de termos poucos cursos EaD com nota máxima?
  • Educação básica: a nota do Enade dos cursos presenciais é apresentada por Polo. Por exemplo, no caso da Unb, o curso presencial de Pedagogia do polo aqui de Brasília é 4. Já a nota dos cursos a distância, é feito uma média da nota dos estudantes de todos os polos que a instituição tenha espalhados pelo país. A UnB tem vários Polos fora do Distrito Federal, e a nota 4 do curso de Pedagogia é a média dos alunos desses diversos Polos. Normalmente nas universidades federais, inclusive no módulo EaD, as vagas são muito concorridas, conseguindo fazer a matrícula aqueles estudantes de melhor desempenho, que teve uma educação básica de qualidade. Por isso é mais fácil achar nota máxima no Enade nas universidades federais. Nas universidades privadas, mesmo sendo curso presencial, normalmente vão estudar aquelas pessoas que não conseguiram vaga numa universidade pública, e que tiveram uma educação básica ruim. Isso se estende à EaD. Se a nota do Enade virá da média dos vários polos do país, acontecerá de pegar a nota alta de um Polo de um estado com estudantes que tiveram boa educação básica, e juntar com a de outro Polo que está em uma região que a educação básica foi negligenciada. Para terem uma noção, um pesquisador de Brasília fez uma pesquisa em quatro universidades do Distrito Federal (presencial), e concluiu que 50% dos estudantes são analfabetos funcionais; ou seja, são pessoas que leem, mas não entendem, não conseguindo sequer ler com eficácia os artigos científicos necessários no curso que graduam. Se no DF está assim, imagine em outras unidades da federação em que há menor investimento e uma negligência assombrosa no ensino básico. Então, como muitos desses estudantes acabam optando pelo módulo EaD, encontram a grande dificuldade com a leitura, pois boa parte do material de ensino está nas apostilas. Lê, não entende, e, consequentemente, não há aprendizado de qualidade. Mas, repito, o problema não está na modalidade, mas na educação básica. Se você teve uma educação básica, e até mesmo para ler este ebook apresenta dificuldade, não se desespere. Pois é possível vencer essas dificuldades oriundas da educação básica falha que tivemos, basta que nós nos esforcemos. É necessário fazer um árduo trabalho. É possível aprender, se corrigir, mas é necessário esforçar-se.
  • Aprender x Diploma: Um outro motivo que faz com que a média da EaD seja menor que a Presencial, é o fato de que muitos que ingressam nessa modalidade de ensino não querem aprender de fato, mas somente adquirir um diploma. Se não há interesse do aluno por adquirir o conhecimento, obviamente resultará em notas ruins. Como na EaD não é necessário ir ao Polo todos os dias, o sujeito acha que é mais fácil receber um diploma para dar aquela “alavancada” na carreira. Além de não aprender quase nada, ainda suja a modalidade de ensino.
  • Não se adaptar a modalidade de ensino: como vimos, é possível aprender na modalidade EaD tanto quanto na presencial. Porém, são jeitos diferentes de estudar, e nem todo mundo se adapta. Cada modalidade supre as necessidades de um tipo de aluno diferente. Se você deseja estudar EaD, você precisa saber se o “jeito EaD” é o seu jeito de aprender. Para tentar te ajudar, um capítulo deste ebook tratará especificamente sobre o “jeito EaD”, para tentar te ajudar a identificar se a EaD é para você.
  • Instituição ruim: Uma coisa é a ferramenta da Educação a Distância ser útil ao aprendizado, outra cosia completamente diferente é dizer que todas as instituições têm boas ferramentas. Ao escrever este ebook dizendo que vale sim a pena fazer uma Faculdade a distância, minha intenção não é defender todas as instituições de ensino superior que oferecem cursos EaD; mas sim defender a modalidade. É possível aprender EaD, porém, nem toda Universidade oferece bons cursos, com boa estrutura (física, ou a própria estrutura do curso). Assim como há várias universidades em cursos presenciais que tem professores ruins, na EaD não é diferente. Uma coisa é a pessoa saber, outra é ter didática. Se um professor sem didática em uma aula presencial já é ruim, agora imagina numa aula online! Além disso, nem toda instituição oferece conteúdo com riqueza, dando todo suporte ao aluno, deixando-o largado. É por isso, caríssimo (a), que eu recomendei acima que você pudesse pesquisar a nota do Enade, pois o curso com nota 1 e 2 corre o risco de ser ruim. Para você entender melhor, ingressar numa faculdade, em qualquer modalidade, é como ter licença para dirigir qualquer carro; mas, ao chegar para dirigir o carro, a instituição não te dá uma Ferrari, mas sim um fusquinha. Você pode ter uma faculdade potente, com bom conteúdo, bons professores, ótimo portal, suporte; ou, infelizmente, pode comprar gato por lebre, ou, como é a comparação, ter que tentar dirigir um fusquinha e tentar competir com quem estudar em instituição boa, ou seja, Ferrari. Repito, ao ingressar numa instituição de ensino superior, não observe apenas a questão de proximidade de casa, ou viabilidade financeira, mas também a qualidade de ensino-aprendizado avaliado pelo MEC.
Portanto, se aprender significa fixar dados na memória, de forma que os mesmos possam ser lembrados e reconhecidos, vimos que a Educação a Distância é uma ferramenta que pode sim nos conduzir à uma real aprendizagem. O problema encontrado nas faculdades na modalidade EaD está no aluno, muitas vezes despreparado, sem vontade de estudar, e na instituição, que não poucas vezes quer somente atrair alunos para ganhar dinheiro sem oferecer um ensino de qualidade.

Fazer faculdade EaD vale a pena? Com toda certeza, vale sim muito a pena. Mas então por que muitos encontram dificuldades na hora de estudar? Por que não conseguem aprender? Por que não conseguem boas notas?

Antes de ir para o próximo capítulo, eu gostaria de fazer a você duas perguntas para que possa refletir, e então voltaremos a conversar sobre faculdade a distância. Pode ser? (A pergunta não era essa! Rs)
VOCÊ SABE ESTUDAR?
VOCÊ SABE O QUE É SER UNIVERSITÁRIO?


domingo, 9 de julho de 2017

Profecia de São Francisco sobre o futuro da Ordem Franciscana


Há muitos rapazes que aspiram ser franciscanos, porém têm o receio de os conventos franciscanos não corresponderem as suas expectativas. Muitos têm medo da possível desordem, da falta de piedade e devoção, contrariando o próprio carisma de fundação.
Muitos jovens, inclusive, constatam e apontam erros de alguns Freis franciscanos, e usam como defesa para não entrar para a Ordem.
De fato, há muitos franciscanos e, consequentemente, ordens que não vivem 100% o carisma franciscano. Assim como há leigos, casados, por exemplo, que infelizmente não vivem a vocação do matrimônio na sua integralidade.
Mas falando da Ordem franciscana em si, muitos jovens têm medo de nos conventos não se pregar nem viver a moral católica na íntegra. Em se tratando de Brasil, muitos “vocacionados” temem que os seminários franciscanos estejam abarrotados de heresias, teologia da libertação, etc. Sabemos que, infelizmente, vários seminários – não só os franciscanos – estão contaminados com pensamentos não católicos.
Porém, se você quer ser franciscano, não temas! Estava lendo as Fontes Franciscanas e Clarianas, e acabei lendo uma profecia do próprio São Francisco de Assis em relação a má vida na Ordem, e de como os frades que entrassem na Ordem desejosos de viver o Evangelho seriam cheios do Espírito Santo – em contraste com os maus frades.
Portanto, se você se sente chamado a ser Franciscano (de uma das ramificações da Ordem fundada por São Francisco: Conventuais, Capuchinhos e Observantes), não tenha medo da maneira boa ou má que possam estar vivendo em algum convento, nem tampouco da doutrina ensinada nos Seminários, pois São Francisco profetizou que os que entrassem na Ordem com o coração reto, suportariam a prova com a ação do Espírito Santo. Claro, entre na ordem, mas sempre em oração. Reze o Terço todos os dias em honra a Nossa Senhora, suplicando Seu auxílio para viver a tua vocação; adore o Santíssimo; assista a Missa com devoção e comungue sempre. Se a tua intenção ao entrar na Ordem for santa, o Espírito Santo te auxiliará – conforme a profecia de São Francisco.

Abaixo, podem conferir na íntegra a profecia de São Francisco de Assis sobre o futuro da Ordem. Nas Fontes Franciscanas e Clarianas da Editora Vozes, ano de 2004, na página 1064, na Primeira Parte – Fontes relativas a São Francisco, encontramos:

Capítulo 70 – Serão benditos aqueles que entrarem na Ordem nos futuros tempos de tribulação e os que forem provados serão melhores que seus predecessores
São Francisco dizia: “Virá o tempo (cf. Ez 7,12) em que, devido aos maus exemplos dos maus frades, esta Ordem, tão amada por Deus, será difamada, de tal forma que tenha vergonha de aparecer em público!
Mas aqueles que nesse tempo vierem para receber o hábito da Ordem, serão guiados somente por ação do Espírito Santo, e a carne e o sangue não deixarão neles nenhuma macha (cf. Sir 11,33; Mt 16,17), e serão verdadeiramente abençoados pelo Senhor (cf. Sl 113,15). E porque não tiveram obras meritórias, todavia, pelo esfriamento da caridade  (cf. Mt 24,12), que faz os santos agirem com fervor, serão assaltados por tentações imensas. E aqueles que naquele tempo mostrarem ter sido provados, serão melhores que seus predecessores.

Mas ai daqueles que, aplaudidos apenas pela imagem e aparência de prática religiosa, e que, confiando somente na sua sabedoria e ciência, forem encontrados ociosos, - isto é, não se exercitando nas obras de virtude, no caminho da cruz e da penitência, na pura observância do evangelho que, por profissão, são obrigados a observar pura e simplesmente! – Pois estes não resistirão com vigor às tentações que o Senhor permite para provar os eleitos.  Aqueles, porém,  que forem provados  e aprovados receberão a coroa da vida (cf. Tg 1,12) que, atualmente, a maldade dos réprobos estimula a ganhar”. 

sábado, 1 de julho de 2017

A constante cautela espiritual - Beato Egídio

Se queres enxergar bem, arranca os olhos e sê cego; se queres ouvir bem, sê surdo; se queres andar bem, corta teus pés. se queres agir bem, corta as mãos; se queres amar bem, odeia; se queres viver, mortifica-te. se queres gozar, sacrifica-te; se queres estar seguro, tem sempre medo; se queres ser exaltado, humilha-te; se queres ser honrado, despreza-te e louva quem te despreza; se queres ter o bem, suporta o mal; se queres ter paz, trabalha; se queres ser abençoado, deseja ser amaldiçoado.¹ Ó que sabedoria é saber fazer isso! Mas porque são grandes coisas, não são concedidas a todos.

Se o homem vivesse mil anos e nada tivesse a fazer além de cuidar de si, teria o suficiente a fazer dentro do seu coração. E não chegaria a terminar sua tarefa; tanto haveria a fazer somente no seu coração.²

Quem não se transformar em dois personagens, o juiz e o patrão, não pode salvar-se.

Ninguém deve querer ver ou ouvir alguma coisa ou falar de outra que não seja para a sua utilidade. Jamais deve comportar-se de modo diverso. 

Quem não quer conhecer não será conhecido. Mas ai de nós: os que possuem os dons do Senhor não os conhecem;  e os que não os possuem não os procuram.

O homem faz de Deus a imagem que quer. Mas Deus permanece sempre o mesmo (cf. Mç 3,6; Hb 1,12)
(Fontes Franciscanas e Clarianas. Grifos meu.)

¹ - É míster salientar que essa sequência, dita pelo Beato Egídio, é muito semelhante ao que Nosso Senhor Jesus Cristo diz em Mateus 18,8-9. Portanto, deve ser salientado que não é algo literal, ou seja, não se deve cortar a mão, o pé, os olhos, etc. Mas é no sentido de fugir das ocasiões. Seja cego no sentido de não ficar vendo coisas que são impuras, pecaminosas (nos nossos dias, a pornografia serve como exemplo de coisa a tirar do nosso campo visual); "cortar o pé" tem o sentido de não andar em lugares que nos levam a pecar e, portanto, nos afastar de Deus.

² - Mostra-nos a importância de reconhecer que, antes de querer a santificação das outras pessoas, devemos buscar a nossa própria conversão e santificação. Se há muita coisa imperfeita em nós, porque iremos nos preocupar em demasia com os defeitos alheios? Voltemos o olhar para nosso coração, para nossa mente e, se for necessário, busque ajuda de um diretor espiritual - ou de um profissional, caso seja um defeito, um problema não espiritual (como necessidade de terapia).


Se o Beato Egídio, esse grande franciscano, disse isso há tantos séculos atrás, quão necessárias são para os cristãos católicos do século XXI

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Parábola: Os três jovens na Nação da Glória Eterna

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Gostaria de contar uma parábola. Havia uma nação bela, magnífica, que transmitia aos seus cidadãos a felicidade. Fazia fronteira com esta nação alguns países muito pobres, miseráveis, vivendo em condições sub-humanas. Nesses países havia três jovens – Juninho, Joãozinho e Zequinha – que, conseguiram passar pela grande fortaleza da nação, podendo também eles serem membros dessa grande nação.
Esses três jovens ficaram maravilhados ante a riqueza que tinham nessa nação gloriosa. Aliás, chamemos de Nação da Glória Eterna. Os três jovens admiravam-se de terem comida que sacia o corpo, bebida que mata sua sede, não só corporal, mas de alma. Aqueles jovens, fora da Nação da Glória, passavam fome, viviam em depressão, queriam pôr fim a suas vidas. E agora eram extremamente felizes.
Para quem vivia na solidão, o acolhimento que tinham na cidade A da Nação da Glória Eterna era maravilhoso. Encontraram o sentido de suas vidas. Mas algo aconteceu...
Certo dia, alguns cidadãos da cidade B da Nação chamam os três jovens para conhecer sua cidade. Eles se entusiasmaram, pois achavam que a Nação da Glória Eterna se reduzia apenas à sua cidade A. Mas a Nação era grandiosa, cheia de cidades, um mesmo povo, servindo ao mesmo Rei em plena unidade.
Chegando na cidade B, ficaram encantados com a beleza. Puderam notar como se portavam diferente, como até mesmo falavam com um sotaque diferente. Alguns cidadãos da cidade B começaram a conversar com eles e, para a surpresa de todos, começaram a ter uma crise existencial. Juninho, Joãozinho e Zequinha, a partir da conversa que tiveram, começam a comparar a cidade A com a cidade B. Constataram que a cidade A, embora tenha sido a porta de entrada para eles saírem da sarjeta, da morte, da perdição, tem a aparência de uma favela – embora não percebessem no início; mas agora, comparando com a cidade B, podem ver a diferença. O povo da cidade B fala melhor, serve ao Rei Supremo de maneira mais solene e mais fiel aos decretos do mesmo rei. Os cidadãos da cidade B começa a mostrar documentos que mostram que o prefeito e vários cidadãos da cidade A, além de outras, desviam o tesouro, e que boa parte daquilo que o Rei destina aos súditos é usurpado pela corrupção daquela nação. Diante das normas emitidas pelo Rei, nossos três jovens percebem que boa parte daquela cidade, tão amada por eles a princípio, não seguem nada e que, pelo contrário, até agem contra o Rei Supremo.
A partir desse cenário nós temos alguns desfechos:
Juninho começa a estudar as normas do Rei, mas sempre comparando a cidade A com a cidade B, e então chega a conclusão: tudo o que eles viveram foi uma mentira. A verdade está no que vivem a partir de agora na cidade B. Até mesmo os atos de serviço e de culto ao Rei Supremo foram inválidos, pois ao comparar com a forma que o povo da cidade B servem e cultuam o Rei, verificam ser mais belo e solene que na cidade A. Para ele, tudo o que vem da cidade não passa de conluio da guerrilha vermelha para destruir a Nação por dentro. Passa a achar, então, que a solução para toda a crise que a Nação passa em várias cidades é, na verdade, se transferir todos para a cidade B, onde está a plenitude da verdade, onde se pode amar e servir ao Rei de maneira perfeita, em Paz... E somente na cidade B... Outro lugar, não há. Todas as outras dezenas de cidades são ocultadas (até mesmo desconhece... Juninho ainda é ingênuo).
Zequinha, por sua vez, assume uma radicalidade maior. Ele nutria todos os sentimentos que Juninho, só que para ele a cidade A era uma verdadeira inimiga dos planos do Rei Supremo. Só que o Rei Supremo tinha um Chefe... Sim, chamemos de Chefe do Estado. Na Constituição da Nação da Glória Eterna diz que o Chefe do Estado tem o poder de ligar e desligar o que quiser no palácio real. A constituição também diz que o Rei confia tanto na função confiada ao Chefe de Estado, que este é infalível, e, embora tenha defeitos pessoais, todos os súditos devem respeitá-lo e também trata-lo como um rei, embora não devem prestar-lhe culto como só ao Rei Supremo.
Só que Zequinha começou a achar que o Chefe do Estado estava trabalhando para a guerrilha vermelha que queria tomar conta da Nação da Glória Eterna para destruí-la. Como o Chefe do Estado não quis agir conforme os desejos de Zequinha, este, juntou mais alguns conspiradores semelhantes a ele, e criaram sua própria cidade. Há uma dúvida se a cidade está dentro ou fora da Nação da Glória Eterna, afinal, embora transmitam toda a beleza e glória da cidade B, a verdade é que a constituição diz que não se faz parte da Nação da Glória Eterna se não se submeter ao reinado visível que se dá através do Chefe do Estado. Há alguns anos atrás, um outro homem achou que o então Chefe do Estado estava corrompido, mas não quis se submeter e obedecer licitamente como mandara o Rei, mas decidiu fundar seu próprio Reino achando que poderia servir ao grande Rei Supremo... O que conseguiu foi criar algumas favelas onde se perdem tantas pessoas desorientadas, pois somente na Nação da Glória Eterna se tem as orientações para chegar a Pátria definitiva. Mas passa o tempo e continua tendo gente que acha que pode ser o seu próprio Chefe do Estado, fundando sua cidade, enquanto a humildade manda estar com o Chefe do Estado e sob o Chefe do Estado.
O fato é que parece que todos os nossos jovens criaram uma rejeição terrível da cidade A, e nem sequer aceitam-a como verdadeiramente parte da Nação da Glória Eterna.
Bom, apenas parece. Isto porque Joãozinho lembra de tudo o que passou, da fome que sentiu... Ele percebe que o pão que comeu na cidade A matou sua fome, assim como o pão da cidade B... Mudavam a forma de servir este pão, mas matava a sua fome... Ele entendia que o principal não era a forma que se servia este pão especial, mas o fato de recebe-lo. Ele decide investigar e descobre que aquela forma de servir era aprovada pelo Rei, e que haviam diversas outras formas de se servir o pão que vivifica o corpo e a alma, aprovados pelo Rei. Descobre ainda que as irregularidades que muitos cometem na cerimônia referida, não fazem parte das constituições locais da cidade A, mas as pessoas faziam por conta própria, porque não queriam obedecer o que o Rei, através dos vários Chefes de Estado, definiu que devia ser seguido. Ele percebe que na realidade a cidade A parecia uma favela, não porque o Chefe de Estado queria, nem porque a Reunião que definiu novas diretrizes contrariou as reuniões antigas, mas simplesmente porque alguns funcionários da cidade agiam segundo suas próprias ideias, interesses, etc. Mas nunca segundo as diretrizes do Rei para aquela cidade.
Joãozinho se sentiu solitário. Joãozinho se achava ferido. Afinal, se sentia só na busca pela coerência. Mas parecia que o mundo inteiro vivia na dicotomia: ou é cidade A ou cidade B. Ele se encantava pela riqueza da Nação que tinha a cidade A, B, C... Tudo em unidade servindo ao mesmo Rei sob o mesmo Chefe de Estado. Mas muitos dos seus amigos diziam que se ele estivesse na cidade A ele era um favelado, que a favela pegaria fogo porque desagradava ao Rei, e ele se perderia; do outro lado, havia amigos da cidade B que diziam que a cidade A era coisa do passado, e que agora cada um seguia o que queria... Ambos errados! O Rei certo, sempre!
Joãozinho decidiu fazer diferente. Sempre que podia ia junto à Mãe do Rei pedir conselho. E esta lhe aconselhou a servir a Ela e ao Rei, respeitando o Chefe de Estado, buscando agradar ao Rei Supremo, e não as pessoas. Joãozinho então foi para a cidade A, mesmo com os vários gritos que seus amigos da cidade B davam “Cara, sai dessa! A glória da Nação está aqui na cidade B!”, “Ei, amigo! O Reino será restaurado quando todos vierem morar na cidade B!”. Na cabeça de Joãozinho soava como se a mão dissesse para o pé ser uma mão também, ou que o joelho deveria ser, na verdade, uma orelha. A parte de um corpo que entende sua função, e quer que todo o corpo se resuma aquele membro somente.
Na cidade A, Joãozinho mesmo sendo chamado de radical, retrógrado, estranho, decide viver a vontade do Rei naquela cidade. Ele não vive segundo as diretrizes da cidade B... Não! Ele vive segundo as diretrizes universais do Reino, e também segundo as normas específicas da cidade A. O povo da cidade A vivia tão errado, que muitos atacaram Joãozinho. Mas ele perseverou. E até compreendeu alguns de seus algozes, afinal, muitos deles foram ensinados de maneira errada há vários anos.
Passado algum tempo, Joãozinho com outros cidadãos da cidade A, vivendo corretamente, começaram a transformar vários pontos da cidade. De tal maneira que ela não mais se parecia com uma favela; mas, com o tempo, e pela fidelidade de seus cidadãos, transmitiu toda a sua glória.
Já Juninho e Zequinha... Bom, Juninho se endireitou depois de ouvir o relato de alguns cidadãos da cidade B, que simplesmente vivem segundo as normas próprias da cidade, e que respeitam e estão sob o Chefe de Estado e com ele. Tais cidadãos mostraram que a cidade A é irmã da cidade B, que apenas tem jeitos diferentes, mas fazem parte do mesmo Reino; que quem se identifica com a cidade A, fica lá, e quem se identifica com a cidade B, vai para esta. Juninho descobriu até pessoas que se revezavam: ora estavam na A, ora na B.
Já Zequinha, coitado, depois de muito lutar, acabou percebeu que não há Reino sem o Chefe de Estado, pois esta foi a vontade de Deus. Ele que se achou mais membro do Reino do que os “favelados” da cidade A, acabou tendo que reconhecer, com muita relutância, é verdade, que os cidadãos da cidade A eram mais membros do Reino do que ele, pois estes estavam do lado de dentro do muro, já ele... mais ou menos.
Na verdade, o povo da cidade A vivia como uma favela, de maneira desordeira, não porque a cidade em si fosse desnecessária. Muitos chamavam a cidade de um câncer para o reino. Mas, a verdade é que muitos cidadãos da cidade A agiam de maneira errada, porque não houve quem lhes ensinasse a maneira correta de agir. Muitos até apareciam, mas querendo obriga-los a migrar para a cidade B. Mas Joãozinho, esse sim foi um exemplo, pois ele preferiu trabalhar pela Nação da Glória Eterna anunciando as diretrizes, ensinando a maneira certa de agir, verdadeiramente esclarecendo toda a cidade. Dessa maneira, a cidade pôde ser restaurada.
Se você ainda não entendeu esta parábola, vamos apenas dar o nome real aos personagens:

Rei Supremo: Jesus Cristo
Mãe do Rei: Nossa Senhora
Nação da Glória Eterna: Igreja Católica Apostólica
Guerrilha vermelha: comunistas/socialistas, maçons, e demais inimigos da Santa Igreja
Cidade A: Igrejas que seguem o Rito Ordinário da Missa, Concílio Vaticano II..
Cidade B: Igrejas que seguem o Rito Extraordinário (Missa Tridentina)
Cidades C, D...: Igrejas particulares com plena comunhão com Roma que tem seus ritos específicos (mesmo anteriores ao CVII)
Chefe do Estado: Papa
Juinho: Rad-Trad - Tradicionalistas com repulsa das coisas posteriores ao CVII
Zequinha: Rad-Trad que são metidos a sedevacantistas, que não aceitam os Papas posteriores ao CVII, que acham bacana agir inclusive pregando contra Roma.
Joãozinho: um Católico Apostólico Romano, que diante dos extremos, fica na virtude, fica com a Igreja que é coluna e sustentáculo da verdade (Cf. 1Tim 3,15)

  Você prefere ser quem na história da tua vida? 

domingo, 4 de junho de 2017

Maria, a Mulher Pentecostal!

A Virgem Maria é a Esposa do Espírito Santo! Se nós temos a festa de Pentecostes como o momento em que Deus derramou o Espírito Santo sobre os discípulos reunidos no Cenáculo com Nossa Senhora, podemos dizer que a Virgem Maria viveu um contínuo Pentecostes durante toda a sua vida, pois sempre esteve unida ao Espírito Santo, e onde Ela esteve lá estava o Espírito Santo operando.

Ela é Pentecostal, ou seja, cheia do Espírito Santo, porque:
"O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra." (Lucas 1,35)
O Espírito Santo é inseparável de Maria, e onde Maria está, o Espírito Santo está operando graças. Quem tem contato com Maria Santíssima, tem contato com o Espírito Santo:
"Ora, apenas Isabel ouviu a SAUDAÇÃO DE MARIA, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou CHEIA DO ESPÍRITO SANTO" (Lucas 2,41)
E esse derramamento do Espírito Santo continua sendo feito pela intercessão de Nossa Senhora. Ela é o ímã que atrai o Espírito Santo as almas daqueles que clamam. Ela atrai o Espírito Santo para todos aqueles que se aproximam dela.
"Todos eles (apóstolos e discípulos) perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas MARIA, a mãe de Jesus [...] Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo, que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falsassem" (Atos 1,14;2,1-4)
Como o Padre Moacir Anastácio disse em uma homilia, o Espírito Santo não desceu no Cenáculo, pois isso foi a gente que inventou, Ele desceu, na verdade, em Maria. O Cenáculo, verdadeiramente, caríssimos, é o Imaculado Coração de Maria. O Espírito desceu não sobre as paredes, nem sobre a multidão de judeus que estava a celebrar a festa de Pentecostes, mas desceu sobre todos aqueles que estavam reunidos em oração em volta de Sua Amada Esposa.
O evangelista São João vai dizer em seu evangelho no cap. 7 versículo 39, que o Espírito Santo ainda não havia sido dado "visto que Jesus ainda não tinha sido glorificado."
Porém, nos versículos citados nós vimos que o Espírito Santo já havia sido dado a Maria Santíssima. Por que? Porque Ela foi concebida Imaculada, sem mancha de pecado. Nela o Espírito Santo já habitava e agia de maneira plena. E, como medianeira de todas as graças, pois é cheia de graça (cf. Lucas 1,28), transmite o Espírito Santo a todos por quem roga, para quem dirige a palavra...
É por isso que após a glorificação de Jesus Cristo, O Pai derrama o Espírito não de maneira aleatória, mas no Cenáculo reunido em volta de Maria Santíssima. A Filha amada do Eterno Pai, a Mãe de Deus Filho e a Esposa do Espírito Santo... Simplesmente Maria Santíssima, a toda plena de Deus, que com apenas um suspiro atrai a potência do Espírito; assim como com uma saudação Isabel ficou cheia do Espírito, com uma semana de oração com os discípulos veio a manifestação poderosa do Espírito Santo, em línguas de fogo, e aí nasce a Igreja militante - saindo do medo, e, com a têmpera dos mártires, buscando a maior glória de Deus.
Toda a maravilha da Igreja primitiva, o Pentecostes inicial, se deu unida ao Coração de Maria Santíssima. Maria no Cenáculo é a última citação direta de Nossa Senhora nas sagradas escrituras. Depois ela vai ser citada no Apocalipse 12, mas já numa visão de São João, onde Maria aparece na glória, coroada de estrelas, sendo nossa Rainha, comandando o exército de Cristo contra o dragão infernal. E mesmo nessa visão, São João narra-nos Nossa Senhora "revestida do sol" (Apo 12,1). Jesus é o Sol de Justiça. Porém, o sol sendo fogo que queima e arde, também é figura do Espírito Santo, que queima e arde os nossos corações. Maria é revestida do Espírito Santo. Maria, como diz Santo Afonso Maria de Ligório, quando vai visitar Isabel tendo Jesus no seu ventre, era um fogo levando outro fogo. Maria é uma fornalha viva ardendo de amor por Deus. Vemos Maria nos Atos dos Apóstolos rezando com os discípulos, e como resultado vemos a descida do Espírito Santo como forma de línguas de fogo que se repartiam e repousava, e ardia sobre cada discípulo. E agora no Apocalipse vemos a mesmo Virgem Maria, revestida da esse fogo, ardendo de amor por Seu Deus e nosso Deus.
Eu quero ser cheio do Espírito Santo. Se você quer também, vou te ensinar uma maneira fácil de conseguir isso, se é que você ainda não entendeu: nós podemos clamar o Espírito Santo por nós mesmos... Ele ouve nossas orações. Mas diante dos nossos pecados, ou pela nossa falta de fé, Ele pode agir mais ou menos, dependendo da nossa disponibilidade. Agora se você quer ter a certeza de ser CHEIO do Espírito Santo, plenificado, tomado pela graça de Deus: FIQUE AOS PÉS DE NOSSA SENHORA. Se consagre a Nossa Senhora. Reze pelo menos 1 terço todos os dias. Pois quanto mais uma alma é consagrada à Nossa Senhora, mais estará consagrada ao Espírito Santo; quanto mais uma alma respira Maria, mais estará respirando o Espírito Santo; quanto mais uma alma invoca Maria, mais descerá sobre ela o Espírito Santo. Mil vezes feliz a alma que suspira por Maria! Mil vezes feliz a alma pela qual a própria Virgem Maria reza, pois esta estará cheia da graça de Maria Santíssima, ou seja, do Espírito Santo de Deus.
Se você quer viver um Pentecostes contínuo, permanente, se você quer estar na sala do Cenáculo todos os dias, esteja no Coração de Maria, pois o verdadeiro Cenáculo ocorre aí. É por isso que Santa Faustina teve uma visão de raios de fogo saindo Coração de Nossa Senhora e atingindo a terra; e é por isso que a Virgem Maria chama os Terços que se deve rezar em família de Cenáculos, conforme as mensagens dadas ao Pe Gobbi. Quando rezamos o terço, quando rezamos com Maria, em Maria e por Maria, estamos verdadeiramente em um Cenáculo, e o Espírito Santo manifesta-se e realiza maravilhas de graça em nossa vida.
O Espírito Santo é o santificador das almas. Ele quer levantar um povo que viva em santidade. E esse povo será levantado como a Igreja primitiva: recebendo o Espírito Santo unidos em oração por Maria, com Maria e em Maria.
Aleluia!
Vide Espírito Santo, vide por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, vossa amadíssima Esposa!





sábado, 6 de maio de 2017

Católico: Fuja da Esquerda, mas cuidado com a Direita



Comunista/Socialista é excomungado automaticamente. Motivo: sua doutrina é completamente incompatível com o catolicismo.
Mas isso não quer dizer que para fugir da Esquerda deve-se mergulhar de cabeça na Direita. Para quem é católico, é recomendável que estude a Doutrina Social da Igreja.
Muitos católicos tem mergulhado a fundo na Direita, em movimentos direitistas, etc., e esquecem-se que podem estar incorrendo em excomunhão também. Embora a Direita não seja necessariamente contrária à Doutrina da Igreja, acontece que alguns pontos são, e se o sujeito pega o "pacote direitista" sem excluir os erros, pode estar pecando também. Um exemplo são os vários direitistas que são liberais em relação a moral (novidade!) e que são favoráveis ao aborto. Ora, aborto também leva a excomunhão... E tem gente que em nome da ideologia, acaba aos poucos achando que abortar em determinados casos é legal...
Um exemplo claro é a popularidade que Bolsonaro tem. Ele tem pontos positivos, óbvio. Porém, você já tentou ver outras coisas que está no pacote Jair Bolsonaro? Bom, para quem não sabe, ele tem um Projeto de Lei que quer implantar o chamado Planejamento Familiar. Em outras palavras, esse "Planejamento" diz respeito a facilitar o acesso a vasectomia, laqueadura, etc. Isso também é porta de acesso para uma futura aprovação do aborto. (E se levarmos em consideração que baixar a taxa de natalidade causa problemas na economia, esse Planejamento Familiar trará consequências danosas à nação). Tais atos (laqueadura e vasectomia) são pecados graves, e se você os defende também está pecando. E, infelizmente, muitos que fogem da Esquerda acabam mergulhando na direita... Recebem o pacote completo como se tudo fosse perfeito. É necessário fazer reflexão.
Do ponto de vista moral, é óbvio que a Direita é melhor que a Esquerda... Mas não é por isso que se deve achar que ser de Direita é como ser do Céu. A Direita não é perfeita. E, aliás, no Brasil, muito do que se chama de Direita é, na verdade, apenas antipetismo - porque na prática é tão esquerda quanto (ex. PSDB com FHC).
Se você for se candidatar ou votar num partido que se diz de Direita, cuidado para não estar abraçando coisas contrárias a doutrina da Igreja.
Para ficar claro que não estou defendendo a Esquerda (Longe de mim fazer isso) e nem falando mal do Bolsonaro, para 2018:
Lula x Bolsonaro = Voto no Bolsonaro.
Mas não é porque um candidato é melhor (ou menos danoso) que outro, que este seja perfeito. É necessário debater, refletir, e, no processo político, negociar. E para os católicos, há valores que são inegociáveis. Se em nome da Direita você negocia alguns valores inegociáveis, você vendeu a alma pro capeta tanto quanto um comunista professo. Só pega o pacote completo sem retirar o que não presta aqueles que são loucos.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Educação com autonomia, mas sem liberdade

Como todos sabem, a paternidade/maternidade atrai sobre os pais a responsabilidade da educação da prole. Essa responsabilidade é tão importante, que um ditado popular muito usado dizia que “pai é o que cuida (educa), não o que faz”, elogiando a atitude daqueles homens que, ao casar-se com uma mulher que já havia tido filho de outros relacionamentos, assumiam a responsabilidade de educar tais crianças.
A educação dos filhos é para os pais, mais que um direito, mas uma obrigação inalienável, ou seja: não se deve terceirizar a educação. A responsabilidade da educação é dos pais. São os pais que irão responder diante de Deus pela boa ou má educação dos filhos. E mesmo que você, caro leitor, seja um ateu convicto, você é responsável pela educação dos teus filhos, e mesmo nesta vida terá que responder pela boa ou má educação deles, pois o adulto de amanhã será fruto da criança que plantamos hoje. Obviamente, na fase racional, um filho pode escolher outro caminho, afinal, o ser humano tem o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal.
Dito sobre a responsabilidade dos pais, quero então fazer uma pergunta: como vocês – pai, mãe, colaboradores - estão educando as crianças?
Há várias teorias sobre como educar melhor os filhos. Os livros voltados para a Pedagogia e, principalmente, para a Psicologia Infantil, vai nos superlotar de ideias sobre como melhor proceder na educação. Isso é muito bom; porém, esconde um grande perigo. Nem tudo que reluz é ouro, da mesma forma que nem tudo que se diz “isso é melhor para a educação” de fato é, portanto, é necessário refletir, investigar, pois se poderá estar estragando o futuro dessas crianças com métodos modernos, mas, por outro lado, horríveis.
Para servir de exemplo quero citar a tão comentada liberdade e autonomia. Quem nunca leu na internet ou assistiu uma reportagem de “especialistas” dizendo que as crianças tem que ter liberdade e autonomia? Do século XX para cá esses termos foram deturpados do real sentido pedagógico, tirando, obviamente, sua real eficácia. De fato, as crianças precisam ser educadas para a liberdade do desenvolvimento do seu espírito, da sua personalidade e, como não poderia deixar de ser, para a autonomia, para não ser dependente dos pais e/ou responsáveis em tudo. Porém, o que se pode dizer do que é visto na prática, é que para os pais “modernos” autonomia e liberdade tornaram-se sinônimos de criança livre para fazer o que quer, doa a quem doer. É por isso que podemos dizer, porém com tristeza, que a nova geração tornou-se a geração de criança mal criada – com suas exceções, obviamente.
Os pais precisam aprender o que realmente vem a ser uma criança autônoma, caso contrário, continuaremos a ver crianças desaforadas que não têm limites dos pais, mas crescem tentando acabar com essa hierarquia.
A liberdade que os pais aplicam para as crianças hoje é a maléfica, ou seja, é a “pedagogia” do deixar solto, o não ter limites. Portanto, não há nenhuma relação com a liberdade para o desenvolvimento do espírito infantil, como bem desejava Maria Montessori. Sendo assim, para os pais de hoje, é necessário assumir a responsabilidade de uma educação para a autonomia, e não para a liberdade. Se você cria seus filhos na liberdade, com rédeas frouxas, você precisa mudar a ação para uma educação para a autonomia.
É extremamente necessário compreendermos que autonomia e liberdade não são sinônimos. Uma criança com liberdade é aquela que dorme na hora que quer (2h da manhã, por exemplo), não tem hora para acordar, dá birra e o pai e a mãe chora junto querendo saber qual o desejo do deus-mirim para realizar prontamente. Também é característica de assistir o que quer, mesmo conteúdo impróprio, senão terá birra. Uma criança que vai crescendo sem limites vai se tornando um jovem mimado, materialista, que só pensa no “seu umbigo”. A liberdade sem limites faz da criança, por exemplo, não querer estudar “porque isso não faz parte do gosto dela”; jogar videogame o dia todo sem responsabilidades; desobedecer aos pais; não ajudar nas tarefas de casa conforme for crescendo. Na juventude a coisa piora: não assume as responsabilidades, sai e volta para casa na hora que quer e, muitas vezes, até agride os pais física ou verbalmente por serem “livres” e “irrepreensíveis”.
A autonomia, muito pelo contrário, faz com que a criança aja sem a necessidade de estar “agarrado à barra da saia da mãe”. Uma criança que é autônoma é aquela que, mesmo pequenina, ao aprender a escovar os dentes, vai fazer isso sozinha sem necessidade de o pai ou a mãe fazer por ela. Quer beber água? Ela sabe pegar o copo sozinha e beber a água. Com uma idade maior, a criança autônoma é capaz de agir, ajudar, realizar atividades. Um jovem que teve uma educação autônoma vai exercendo as suas responsabilidades. Um jovem autônomo é diferente de um que foi/é mimado e/ou superprotegido.
Para compreendermos a diferença de uma criação autônoma para a liberdade que se prega hoje, usemos o seguinte exemplo: suponhamos que um casal tenha tido gêmeos; um criado de maneira autônoma, o outro foi “mimadamente” educado de maneira livre. Quando os filhos fizeram seus quinze anos de idade, aconteceu que certo dia os pais, que trabalham fora, pegaram um tremendo engarrafamento na volta para casa, e não chegaram no horário. Por conta do atraso, não teve quem fizesse o jantar. O filho autônomo, ao chegar em casa, morrendo de fome, percebeu que não tinha nada pronto para comer. O que ele fez? Ele mesmo começou a preparar o jantar para a sua família, pois reconhecia os esforço dos pais, e sabia que se esperasse estes chegarem, ficaria muito tarde para o preparo – além do cansaço que os pais deviam estar. Isso é autonomia, não depender do outro. Você deve estar se perguntando onde está o filho criado com liberdade, não é mesmo? Ele está na porta da escola chorando, xingando os pais em áudio no Whatsaap porque os pais cometeram o crime de se atrasar e está deixando ele a espera. Quando os pais pegam este “amável” filho, comentam que ainda terão que fazer o jantar... Ao ouvir isso, o rapaz começa a dar escândalo, dizendo que não aguenta a irresponsabilidade dos pais que, que vai morrer de fome. Exige, aliás, que comprem uma pizza. Em casa dá chilique, e, após se controlar, pede para os pais dinheiro para comprar o ingresso do ídolo Pop dele. Os pais, por causa da crise, disseram não; o filho, por sua vez, dá outro escândalo, bate a porta do quarto, e vai jogar um jogo no seu PS4 após dizer “odeio meus pais” no Twitter.
Essa história parece familiar? Talvez a ação do filho com liberdade seja a mais comum nos dias de hoje, afinal, é o resultado de um estilo de criação – que precisa ser mudado.
Preciso reconhecer que muitos pais não desejaram tornar seus filhos assim. Mas também tenho que dizer que há culpa nos mesmos, pois fazendo do fato de ter filho simplesmente uma consequência de um ato sexual, ou seja, faz sexo, dá a luz, e compra comida e umas coisinhas para distraí-los para não nos perturbar. Infelizmente é assim. Recomendo que leiam um artigo que escrevi chamado O desprezo velado dos pais para com os filhos, onde elucido que os pais desprezaram os filhos ao colocá-las diante da TV, dos videogames, tirando-as do convívio com eles mesmos. Enquanto a criança está jogando videogame, eu faço minhas coisas sem ser interrompido. E os pais nem se dão conta que muitos jogos, programas, filmes, que eles mesmos dispõem para os filhos assistirem, deforma a personalidade das crianças. Esse largar a criança, deixando ela livre para fazer e ver o que quiser, entregue numa cultura consumista, é um dos fatores que tem gerado tantas crianças mal criadas e dependente dos pais (ou do que os pais podem comprar).
Por fim, desejo comparar a minha geração com a geração dos meus avós. Embora fosse uma educação mais rígida, em determinados pontos, os pais davam mais autonomia para os filhos do que os pais de hoje. O casamento em si é o melhor exemplo para confirmar isso. Completei há pouco 25 anos de idade, e se eu fosse me casar hoje, apareceriam pessoas dizendo que ainda sou jovem, que devo primeiro me formar, ficar rico, e quando chegasse nos trinta anos, me casar. Olhemos para cinquenta anos atrás, e veremos, no entanto, homens casando com 18, 19, 20 anos, e mulheres casando com 14, 15 anos de idade. Mas há um detalhe: eles eram autônomos. Com 18 anos de idade, um rapaz era de fato HOMEM e colocava comida dentro de casa, sustentava a família; hoje, um adolescente (antes não se usava muito esse termo) de 18 anos não coloca sequer a comida no próprio prato, depende da mãe para pôr, e, quando vão para algum canto, não tem autonomia para dizer o que quer ou não comer. Com 15 anos uma jovem era de fato mulher, cuidava do lar, dos filhos, trabalhava... Hoje com 15 anos só sabe chorar por causa do “Crush” – termo utilizado para denominar um paquera - cantar música ruim, e ir para o shopping center. Eu não digo que não sabe cozinhar, porque nem sequer comem... Daqui a 20 anos vão viver de fotossíntese.
Antes que me chamem de machista, não é que fosse uma “obrigação” a mulher cozinhar, pois o homem também se virava. O homem e a mulher se complementavam, ambos assumiam responsabilidades. Um homem de 20 anos casado com uma mulher de 16 poderiam viver sem dependência total dos pais. Às vezes o marido e a esposa iam trabalhar na roça, mas construíam sua vida. Hoje, o resultado de uma educação livre, que conduz para o hedonismo, faz com que o rapaz tenha relação sexual com a jovem antes de casar (aliás, nem pensa nisso), e depois que a moça engravida, os avós é que têm que cuidar... Alguns casam, mas são os pais dos recém casados que os mantém. Claro, há casos em que se faz necessário a ajuda, porém, o que é comum é a irresponsabilidade dos jovens que só querem prazer e não fazem nada para assumir suas responsabilidades.
-Engravidou minha filha? Vai ter que trabalhar para sustentar!
-Trabalhar de quê, tio?
-O que você sabe fazer?
-Jogar Play Station.
-Vai entregar um currículo. Você fez até que série?
-Nem lembro... Não ia muito à escola, pois era mais “da hora” ir pro baile funk. Aliás, foi lá que conheci sua filha...

Essa é a nossa geração. É preciso mudar essa triste realidade. Citei este exemplo da gravidez entre os jovens, sabendo que é algo bastante comum. O que a mídia, o governo, e muitas vezes os próprios pais fazem para mudar a realidade? Ao invés de levarem os jovens a terem espírito de responsabilidade, a fazerem sacrifícios por um bem maior, distribuem camisinhas e incentivam o uso. Consequência: continuam agindo no prazer pelo prazer.
Se você leu este texto até aqui, deve ter percebido que comecei falando de educação infantil, dizendo que termos que educar as crianças para serem autônomas, que é diferente da liberdade que é comum vermos hoje em dia. E por fim, falei dos jovens e da banalização da sexualidade. Não é falta de coesão e/ou coerência no texto. É porque o jovem e o adulto de hoje, são consequência da criança de ontem. Se a criança cresceu sem limites, simplesmente buscando seus prazeres temporários, na juventude ela agirá da mesma forma. Se a criança não é autônoma, e não assume responsabilidade nenhuma (não faz tarefas domésticas, por exemplo, condizente com a idade, obviamente), crescerá um jovem que não sabe fazer nada, que não consegue agir sem o amparo dos pais.
Ps: se na minha geração as pessoas casam cada vez mais tarde, não é simplesmente por uma escolha. É porque são irresponsáveis. Foram educadas para a irresponsabilidade. Se os que casam estão divorciando mais, não é porque o casamento é uma instituição falida, mas é porque quando um dos dois que casaram foram criados dessa maneira “livre”, para a irresponsabilidade, normalmente o fracasso é comum. Portanto, não me venham com essa de que essa geração não quer casar... As mulheres reclamam de homens que sejam HOMENS; os homens reclamam mulheres que sejam MULHERES. Entenda, em essência. Homens e mulheres responsáveis no seu ser. O que se tem hoje são homens e mulheres deformados em sua personalidade por uma educação permissiva. Se quisermos salvar as famílias, a sociedade, eduquemos as crianças. A infância é o futuro do mundo.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Três passos para se chegar a perfeição no relacionamento com Deus

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
No capítulo 8 do Evangelho segundo São João podemos ler a longa discussão que Jesus teve com os fariseus. Em um determinado trecho podemos fazer uma meditação, mergulhar mais a fundo nas palavras de Cristo, e descobrirmos os meios para nos unirmos a Deus de verdade.
Os fariseus tinham um pseudo relacionamento com Deus. Tudo estava nas aparências, na lei pela lei; mas o coração, longe estava do verdadeiro sentido que é o próprio Deus. Por isso, caríssimos, leiamos com devoção as palavras de Cristo:
Se me glorifico a mim mesmo, a minha glória não é nada; meu Pai é quem me glorifica, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus e, contido, não o conheceis. Eu, porém, o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria mentiroso como vós. Mas conheço-o e guardo a sua palavra.” (João 8,54-55)
Neste trecho, então, podemos observar três caminhos para ter um relacionamento com Deus verdadeiro – totalmente contrário ao dos fariseus, que era falso.
Para termos essa união com Deus, para chegarmos a perfeição no relacionamento com Nosso Senhor Jesus Cristo, é preciso:
1)Confessar o senhorio de Deus na sua vida – primeiramente é preciso declarar que Jesus Cristo é nosso Senhor e salvador, reconhecer sua divindade. Aliás, professar nossa fé na Santíssima Trindade – não somente com os lábios, mas confessar na vida. É necessário declarar o senhorio de Jesus na nossa vida, ou seja, não ter ídolos, falsas divindades. É por isso que Jesus fala sobre o Pai em termos estranhos aos fariseus, ou seja, diz que o Pai é aquele “que vós dizeis ser o vosso Deus”. Ora, nós dizemos que Jesus é nosso Deus, que cremos na Santíssima Trindade, que o adoramos; mas falamos apenas da boca para fora, ou realmente temos a Deus uno e trino como único Deus da nossa vida? Ou será que temos colocado outras realidades no lugar de Deus? Há pessoas que idolatram o dinheiro, o prazer, o poder, que recorrem a magia, aos horóscopos, ao espiritismo, as chamadas macumbas, candomblé, etc., ao mesmo tempo que se dizem cristãs. Ora, o próprio Jesus disse “ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6,24), e em seguida exemplifica dizendo “não podeis servir a Deus e à riqueza” (idem). Ora, ou somos católicos e temos Deus uno e trino (Pai, Filho e Espírito Santo) como única divindade da nossas vidas, como Senhor, ou somos como os fariseus que só tinham a Deus por Pai de fachada. Isso é grave! Há muitas pessoas que vão à Missa com certa frequência, quiçá dominicalmente, mas também frequentam centros espíritas e/ou de umbanda, ou professam filosofias e ideologias condenadas pela Igreja, afastando-se completamente da fé católica. Se queremos ser verdadeiros adoradores e chegarmos a perfeição do relacionamento com Deus, precisamos urgentemente renunciar todos os ídolos da nossa vida – renunciar toda falsa religião, filosofia, prática contrária aos ensinamentos de Cristo, etc. Afinal, não podemos apenas dizer que Cristo é nosso Senhor, mas mostrar com a nossa vida que Jesus é nosso Deus.
2)Conhecer a Deus (cf. versículo 55) – O primeiro mandamento nos ordena amar a Deus sobre todas as coisas. Mas, como nos ensinam os santos, não se ama aquilo que não se conhece. Nós precisamos conhecer a Deus para amá-Lo. Nós não conseguimos conhecer a Deus sozinhos, mas o próprio Deus se deixa conhecer. Por isso somos cristãos, pois Jesus é a própria revelação de Deus: Jesus é, conforme João 1 em diante, o Verbo de Deus que se fez carne. Jesus é Deus de Deus que se fez carne no ventre da Virgem Maria. É preciso, portanto, conhecer esse Deus que nós dizemos servir. Quem é Jesus? O que Ele nos ensinou? O que a Igreja, Seu Corpo Místico, está a nos ensinar? Mas, o conhecer a Deus aqui como caminho para a união com Deus, não é apenas conhecer intelectualmente, mas conhecer como um amigo conhece o outro: no amor, na partilha, na conversa, na presença. Nós precisamos ter uma vida de oração. É por isso que muitos embora meditem intelectualmente, leiam muitos livros de teologia, ainda não conhecem a Deus; pois, como ensinava S. Padre Pio, nos livros nós procuramos a Deus, mas na oração o encontramos. É necessário o estudo, mas, mais necessário, a oração. Portanto, não basta agir como os mestres da lei e os fariseus que sabiam da lei, mas é necessário conversar com o autor da lei, com o amado Deus, com nosso Senhor. É extremamente necessário ter uma experiência pessoal com Nosso Senhor Jesus Cristo. Experiência pessoal, aliás, que não quer dizer necessariamente uma experiência sensível de alto nível de mística; mas um ato de achar o que se procurava: Cristo Jesus. É necessário buscar a Cristo todos os dias através da oração, ou mesmo ir diante do Sacrário, e buscar conhecer a Cristo, buscar esse encontro, e Cristo, vendo tua insistência em querer conhece-Lo e amá-Lo, se encontrará cada vez mais na tua alma, ou seja, acenderá a luz da fé, iluminará tua mente. Mas que fique claro: é preciso conhecer a Deus... Deus se deixa encontrar... Ele se revela a todo aquele que O busca na oração.
3)Guardar a Palavra -  Jesus diz claramente que ele conhece o Pai e guarda a Sua Palavra (cf. v. 55). É interessante porque Jesus é a própria Palavra do Pai encarnada (cf. João 1,1ss). Mas Jesus que se revela como o Filho de Deus, vem usar da sua pedagogia que é a melhor, ou seja, a pedagogia do exemplo. Ele é Deus de Deus – como rezamos no Credo -, mas mesmo sendo igual a Deus, enquanto homem que se fez, Ele buscou a oração para mostrar que o homem deve estar em contato com seu Criador. Jesus conhece o Pai não somente por que ora à Ele, mas porque veio d’Ele. Jesus não somente conhece o Pai, mas veio dEle; o homem também veio de Deus e, a exemplo de Cristo, também voltará para o Pai (estaremos todos no juízo – uns estarão com Deus para sempre, outros condenar-se-ão). Jesus veio do Pai porque saiu dEle, Eles são um com o Espírito Santo... Um só Deus; o homem veio de Deus porque é sua criatura.  Jesus veio com uma missão que o Pai lhe deu: salvar a humanidade do pecado, pagando um alto preço, o preço do seu próprio sangue, para salvar-nos da perdição eterna. Da mesma maneira, à imitação de Cristo, necessitamos guardar a Palavra de Deus. Ora, o Concílio Vaticano II recorda-nos que o fim último do homem é Deus. A Igreja nos ensina que o homem nasceu para conhecer e amar a Deus. Ora, mas como se ama a Deus? Jesus ensina: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14,15) e também “Se guardardes os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor, como também eu guardei os mandamentos de meu Pai e persisto no seu amor” (João 15,10). Após confessar o senhorio de Jesus em nossa vida, e depois de conhecer a Deus na oração, é necessário guardar os mandamentos de Deus para atingirmos nosso fim que é Deus. Não podemos ser falsos cristãos que acham que fazem o suficiente por ir na Missa aos domingos, rezam de vez em quando, mas não guardam a Palavra de Deus – continuam numa vida de pecado. Há inclusive pessoas que acham que estão na graça de Deus, embora vivendo com consciência situações de vida contrárias ao que a Igreja ensina como correto, somente porque são abençoadas materialmente falando, ou porque receberam uma visão ou algo do tipo. Há pessoas que acham que vão se salvar porque pagam o dízimo. Há pessoas que somente porque tiveram uma experiência sensível, normalmente em oração, através de uma visão ou algo do tipo, acha que não precisa mudar de vida, como se carismas apontasse santidade. Em Mateus lemos “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não pregamos nós em vosso nome, e não foi em vosso nome que expulsamos os demônios e fizemos muitos milagres? E, no entanto, eu lhes direi: Nunca vos conheci. Retirai-vos de mim, operários maus!” (Mateus 7,21) Portanto, não basta ter uma experiência sensível; é necessário colocar em prática a Palavra de Deus. Não basta rezar, mas é necessário buscar aplicar a Palavra de Deus na nossa vida. Como ensina-nos São Tiago: “Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos” (Tiago1,22).
Se nós desejamos a santidade que Deus nos chama, possamos dar um passo em direção a Ele, pois ele dará sete em nossa direção. Que Nossa Senhora, a escrava do Senhor, a Mulher bendita, Aquela que é a Criatura que mais esteve unida a Deus, nos ensine a trilhar o caminho da santidade, ensinando-nos a confessar o senhorio de Cristo, conhecendo a Deus e colocando em prática Sua Santa Palavra.
Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

Viva Cristo Rei!