quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Relativismo moderno: "meu direito"

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
É notável que vivemos em um século mergulhado no paganismo, onde até mesmo no ambiente religioso se é possível perceber um secularismo espesso. Estamos assistindo o avançar de uma enxurrada de indiferença religiosa; muito embora, acredito pessoalmente, que já tenha sito pior. Mas apesar de ver com alegria os vários movimentos que tendem a levar o homem ao seu fim, ou seja, Deus, e a buscar a plena realização da sua vocação – que segundo o Concílio Vaticano II, é a santidade -, reconheço que há algo que parece travar a renovação plena da Igreja.
O entrave – embora não seja um apenas, admito – é comumente chamado de relativismo. Para o mundo tudo é relativo: a moral, a própria religião, a verdade... O que é a verdade? Cada um faz a sua verdade, crê no que quiser, e o mundo a sua volta que se exploda. Não me entendam mal, mas até que por um lado este não é o problema da Igreja. Afinal, se alguém não crê na Igreja, basta sair dela; o problema, portanto, é que hoje se quer relativizar a doutrina da Igreja estando dentro dela. Muitos não saem da Igreja por má fé; outros, nem se convertem nem saem da Igreja, por ignorância ou porque acham que podem fazer o que quiser dentro ou fora da Igreja, e que ninguém tem nada com isso. É dessas pessoas que quero tratar neste texto.
Não quero que as pessoas saiam da Igreja, quero, com toda a força do coração, que elas (e eu, inclusive) se converta e creiam no que ensina a Igreja. No entanto, no homem do século XXI criou-se um sentimento de pseudo liberdade, de livre escolha, em que ele acha que pode crer no que quiser. Ele acha que pode pegar alguns pontos do budismo, do espiritismo, ingressar na maçonaria e continuar frequentando uma Paróquia Católica. E ai de quem disser que este homem ou mulher não é católico de verdade, e que está em pecado mortal! Ele invocará até o diabo, para dizer que é livre, e não pode ser excluído do corpo da Igreja (embora ele mesmo tenha se excluído ao não crer no que a Igreja crê).
Um dos motivos que fazem as pessoas agirem assim é que alguns pensamentos da área social, discussões sobre política, etc., afetaram a compreensão religiosa. Para muitas pessoas uma Paróquia não é um território da Igreja, casa de Deus, mas um lugar público. As pessoas invocam o direito de irem a Igreja, fazer o que quiser, desrespeitar o templo sagrado, e se alguém falar alguma coisa vão dizer que estão querendo lhe roubar o direito constitucional de ir e vir. Se um padre falar para o adolescente parar de correr e cantar funk na nave da Igreja, o fã de Che Guevara vai se achar ofendido por ter sido “ofendido” num local “público”. Ora, a Igreja não é um local público; mas sim um templo religioso que é aberto ao público. Uma coisa é diferente da outra. Vemos em muitas paróquias comportamentos dos fiéis que não condizem com a santidade do local; mas, ao mesmo tempo fico pensando: coitado dos padres! Se corrigirem, é perigoso serem processados. Ouse um padre afirmar na homilia que seria melhor que as mulheres que usarem decotes escandalosos nem sequer se levantassem do banco para comungar, ou melhor ainda, como São Padre Pio de Pietrelcina, nem atendesse confissão enquanto não voltasse à Igreja com roupas decentes! Um escândalo! Iam processar o padre – que seria chamado de machista, claro – acusando-lhe de ofensa, preconceito e o que mais conseguissem enfiar no processo.
 Além do caso acima citado, quantas vezes as pessoas se revoltam quando um padre ou outra pessoa ligada à Igreja afirma que pessoas em pecado mortal não podem comungar! Antigamente as pessoas reconheciam seus pecados, batiam no peito e clamavam misericórdia! Até diziam “Eu sei que eu estou errado(a)”. Hoje, não, invocam o pseudo direito de comungar, mesmo sem estar nas condições que a Igreja pede. E se o vigário não fizer isso, processo, difamação na internet, etc. Tanto isso é verdade que muitos tem medo, ou ficam no mínimo receosos, de dizer os vários pecados mortais que, se forem praticados, impedem a pessoa de comungar.
Se o padre quiser empreender uma reforma na paróquia, não falo física, mas espiritual e litúrgica, vai ser uma guerra. Vão fazer ABAIXO ASSINADO, levar no Bispo, e invocar o direito de continuar dançando Nego Nagô na Missa. Aí aparecerá aquela senhorinha, um homem cinquentão com lágrimas nos olhos, dizendo que o Padre não pode fazer aquilo, porque o avô dele doou o terreno para a Igreja, os tios e os pais foram pedreiros, e ele viu a Igreja nascer... Ou seja, são donos da Paróquia. Mesmo que façam tudo contrário a doutrina da Igreja, o sendo de direito que as pessoas tem, não as fazem enxergar que precisam aderir ao ensinamento da Igreja, e não fazer da Igreja um salão de encontro com os amigos.
Se um padre fiel a doutrina da Igreja Católica for nomeado Pároco de uma Igreja dominada pela Teologia da Libertação: coitado! Vão fazer passeata, chamar apoio do MST, e invocar os orixás contra o padre. Vão dizer que o padre é imperialista e que não é democrático. E é aqui que eu queria chegar: A IGREJA CATÓLICA NÃO É UMA DEMOCRACIA! A Igreja é Mãe, por meio do Santo Padre o Papa, dos Bispos e dos Sacerdotes e Diáconos, ouve, acolhe, mas discerne (ou deveria) no Espírito para saber o que vem de Deus ou não, para guiar tudo para a glória da Trindade Santa. Infelizmente vemos várias comunidades paroquiais se juntarem contra o pároco por ele ser fiel a Igreja, e não a pauta socialista da Teologia da Libertação. Muitos padres querem fazer muitas coisas boas, como eventos que prezem pela oração e pregação genuína da Palavra de Deus, mas encontram resistência dos “fiéis” que querem transformar a Paróquia em um salão dos sindicatos.
A coisa está tão feia, que há até filósofos que publicam em redes sociais que deveriam pegar o Papa e expulsá-lo do trono a pontapés. É justamente a doença política, onde se acha que a fé é uma democracia – e das falidas, como a brasileira – em que a Igreja não é guiada pelo Espírito Santo, mas pela decisão da maioria. Para essa gente, como foi democrático (e justo) fazer o Impeachment da Dilma, também se deveria fazer o mesmo com o Papa Francisco. Ora, mas o Papa não foi eleito pelo voto popular. Você deve estar pensando, “mas foi pelos Cardeais”. E eu afirmo: errado! O Papa foi eleito pelo Espírito Santo. Negue isso, e acabou de negar 2 mil anos de Cristianismo. Querer que se entre no Vaticano e expulse um Papa, por discordar disso ou daquilo em posicionamentos ou atos pessoais, é já ter perdido a fé Católica e ter aderido a qualquer outra filosofia, passando a enxergar a Igreja como um partido político ou seja lá pelo que for. O Papa é o sucessor de São Pedro, Vigário de Cristo, e eu não acredito nisso pelo que Francisco fala ou deixa de falar, mas pela fé de dois mil anos da Igreja que me ensina. Eu grito VIVA O PAPA FRANCISCO não por ele somente, mas pela fé na Igreja que permanece viva e eficaz, mesmo na tormenta do mundo. O Papado não é uma eleição presidencial, mas uma eleição do Espírito Santo. Se Francisco não agrada a todos (difícil será achar um que tenha), talvez tenha uma ação divina: ver quem realmente tem fé na Igreja, ou no espantalho de Papa a nossa imagem e semelhança que queríamos que estivesse lá. Se o Papa fosse exatamente como eu queria, seria fácil crer. Mas crer num Papa que largou Jesus e O traiu três vezes, e que ainda levou puxão de orelha de outro apóstolo, aí é ter fé. Não falo de Francisco, mas de São Pedro. Querer entrar no Vaticano e expulsar o Papa a Pontapés, é como querer “entrar” no sacrário e, como um herege obstinado, pegar as hóstias e atirá-las ao chão. Não creio em Jesus na Eucaristia pela matéria, pela aparência ou pelo gosto, mas pela fé da Igreja que assim me ensina; da mesma forma não creio no Papado, e que Francisco é o doce Cristo na Terra – como diria S. Catarina de Sena sobre o Papa – pelo gosto pessoal, mas pela fé católica de dois mil anos.
Enquanto assistimos cristãos sendo assassinados no oriente, vemos pseudo católicos invocando o “direito” de expulsar o Papa do Vaticano, não viver a castidade e comungar (será que esse povo sabe o que é a Eucaristia?), de fazer da paróquia um botequim socialista, etc.
Isso que estou falando é tão real, e dar temor de ver como o mundo está ficando de ponta cabeça, que um amigo foi processado por um homossexual porque postou no facebook que homossexuais não podem comungar. De fato, homossexuais que tenham relações sexuais não pode comungar. Assim como também não podem comungar os héteros que fazem sexo antes de casar, ou que adulteram, abortam, veem pornografia e se masturbam, etc. Tudo quanto é pecado mortal impede a pessoa de comungar. Isso é doutrina da Igreja. Não aceita? É só não ser católico... Mas as pessoas querem ser católicas, mesmo assim. É como se eu fosse reprovado num processo seletivo para o emprego de motorista por não ter CNH. Mas como assim? Processar-te-ei por preconceito. Só porque sou pobre e não tirei CNH querem me proibir de ter este emprego! Ora, se não estou apto para este emprego, procuro outro – ou me adapto para ele. Da mesma forma, se a Igreja pede algo que não concorda, ninguém está te obrigando a ser católico. Mas se queres ser católico, adapte-se à fé. É difícil, mas na Igreja encontrarás todo apoio. Agora não dá para querer ser uma coisa que é incompatível com a Igreja.
Sobre o caso acima, o negócio é tão absurdo, que trata-se de uma intervenção abusiva do Estado em relação a religião (caso se consolide a condenação). Afinal, o rapaz apenas transmitiu um ensinamento da Igreja; e por causa deste ensinamento, foi processado – porque a pessoa acha que tem o direito de fazer isso... Se o Estado condená-lo de fato, fica evidente que estamos numa ditadura anticristã, onde o culto e a doutrina são atingidos por um poder estatal, para satisfazer uma vontade pessoal. Onde fica a liberdade religiosa? De milhares de religiões, implicou-se com esta. Pois a pessoa pode aderir a outra que se encaixa, ou inventar uma própria; mas preferem entrar numa com doutrina incompatível. Processar católico por dizer isso é fácil, mas agir contra os radicais islâmicos que matam homossexuais... nada! Além de que muitos dos membros dos movimentos LGBTTTTTTT são socialistas, amam Cuba, mas por lá homossexual ia para o paredón. Fidel Castro e Che Guevara foram responsáveis pela morte de muitos gays; mas intolerante mesmo é a Igreja que diz que quem pratica o homossexualismo não pode comungar.
E antes que venham falar alguma coisa, o Vaticano a poucos dias reiterou que homossexuais não podem ser ordenados padres. Espero que os Bispos obedeçam. Mas como estamos na era da invocação dos direitos... O que vai ter de nego apelando.
No mais, quero finalizar dizendo o que a grande Santa Teresa de Ávila dizia: SOU FILHO DA IGREJA! Santa Catarina de Sena dizia, por sua vez: se morro, morro de amor pela Igreja. Assim, também eu quero me consumir de amor pela Igreja. Concordo com tudo o que a Igreja ensina. Sou Católico Apostólico Romano. Se você não concorda, existem outros caminhos – que, todavia, não conduzem a salvação. Mas a escolha é tua. Mas eu? Em meio as quedas, as dores, as incompreensões, eu escolhi ser católico por inteiro. Faça essa experiência você também. Fiz há anos, e não me arrependo. Não escolhi uma Igreja democrática, uma igreja que seguisse as minhas aspirações – sou Católico porque encontrei uma Igreja que tem um Rei (Jesus Cristo) e segue as inspirações do Espírito Santo. O direito de escolha é tua. Eu escolhi a fé da Igreja. Católico Apostólico Romano. Pode chorar, mas nada vai mudar. Seu choro passa. A Igreja dura há mais de dois mil anos.

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
E ah... VIVA O PAPA FRANCISCO!


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