domingo, 6 de novembro de 2016

Cultura LIXO

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Algumas pessoas ficam espantadas quando afirmo que praticamente só escuto música católica. Mas, ao contrário do que elas – e você neste momento – imaginam, não escuto músicas ditas seculares por ser pecado ou algo abominável. Em outros tempos posso até ter tido esta concepção, mas não condiz com meu pensamento de hoje.
Mas por que, então, eu só escuto música católica? Bom, a verdade é que a atual cultura brasileira é quase toda LIXO! É uma grande porcaria. Escuto música católica (e não são todas) porque fala do que quero viver, me induz a rezar, a querer ser santo apesar da minha miséria, a buscar a amar a Deus sobre todas as coisas, etc. O que a música secular me induz? Em suma, a me comportar como um cão no cio. De sertanejo à rap, desgraçando de vez no funk, quase tudo fala de sexo. O tão normal “amor” ou “fazer amor”, por exemplo, na música sertaneja, se refere a fazer sexo. Fora que tem várias letras que se desfaz da importância do casamento, exalta a cultura do descartável, ou seja, só usar a outra pessoa, além de levar para a carência – achando que é mal-amada, falando de chifres e coisas afins. O funk, além do sexo explícito, lembremos que há apologia as drogas. O estilo musical que escutava bastante era o Rap. Para quem não sabe, traduzindo para o português, RAP significa Ritmo e Poesia. Mas na prática não tem nem ritmo, tampouco poesia. O que tem o Rap? Tem catraca, matraca, cocaína, maconha, pegar os ratos cinzas (como alguns chamam os PM’s – desrespeito total!), carrão, frevo, mulher, sexo. Anos atrás o Rap falava muito de revolta social, hoje, nos que sou “obrigado” a ouvir, fala de festas, e sexo.
É claro que tem as exceções. Mas onde estão? Boa parte das músicas seculares, quando não estão exaltando satã explicitamente, como o faz o Rock, está exaltando as coisas da carne, fazendo gozação de valores cristãos. Como posso eu ser católico e achar normal ouvir uma música que fala mal do matrimônio? Como viver a castidade ouvindo músicas que me incitam a incendiar de paixão? Por isso, São Paulo já nos alerta: “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma.” (1Cor 6,12). E, cá para nós, te é permitido ouvir o que quiser, só que boa parte do que é produzido, sinceramente, não convém para cristão consumir.
Mas o problema é justamente que isto não é uma característica apenas musical, o lixo é cultural. Praticamente toda cultura está dominada por pessoas que trabalham contra a grande cultura, ou seja, contra a cultura cristã. Em outras palavras, se tenta inculcar na mente das pessoas, através dos diversos elementos culturais, contra-valores que atacam a moral judaico-cristã. Tanto é que hoje em dia as pessoas acham que tudo é normal, nada é pecado. Se prestarmos atenção, onde as pessoas estão aprendendo isso? A resposta é novelas, músicas, teatros, cinemas, programas de tv diversos, séries, livros, etc. Gramsci já dizia que nos destruiria (cultura ocidental) pela nossa própria cultura. E, de fato, o que produzimos só é lixo.
Nós estamos em um tempo histórico tão complicado, que o funk é tido como um dos elementos mais elevados da cultura. Esta porcaria que faz da mulher um objeto sexual de tarados, esta mesma porcaria que tem uma grande representante feminina que gosta de gravar “””””músicas”””””” se identificando como cachorra, esta porcaria que faz jovens agirem como animais selvagens, vivendo numa sexualidade totalmente desregrada – esta porcaria chamada funk, é chamada de cultura. Que cultura? Cultura do sexo, eis a verdade. Eis a triste realidade.
Muito se fala em cultura do estupro, mas já vivemos uma cultura do estupro áudio-visual. Hoje é complicado até de assistir televisão. Novelas? Nem pensar! Ao assistir um futebol, no intervalo as propagandas é de seminudez. Você vai assistir um telejornal, o primeiro comercial que passa (sem dar tempo de reflexo) é a chamada do programa de auditório mostrando uma funkeira. Quais são os programas que os jovens assistem? Pânico? Aquela porcaria que só fala palavrão, mostra mulheres seminuas, e tudo entra em contexto erótico? Mas tem aqueles outros programas de humor, mais tranquilos, não é? Aquelas velhas cópias de escolinhas sempre tem, por exemplo, além de piadas de duplo sentido, uma aluno que fica semi-nua. A praça é nossa? Piadas impuras, nudez, etc. Não vejo problema em assistir TV, o problema é as opções que eu tenho. E, com essas opções, melhor não, colega. Já dizia Santo Antão “basta um olhar impuro para se abrir as portas do inferno”.
Saiamos do sofá de casa, vamos assistir uma peça de teatro. Que teatro, pelo amor de Deus? Nos programas jornalísticos que ainda assisto, ao ver alguma chamada cultural, é de dar nojo. Peças satânicas, peças zombando da moral sexual, e, claro, pregando o libera geral. Então, não me chame para o teatro, se for essas peças de quinta... Aliás, de quinto dos infernos. Obrigado, de nada.
Bom, mas ainda bem que podemos ler livros. Caríssimos, até aí há grande problema na nossa cultura. Publiquei um e-book na Amazon, disponível para Kindle para participar do Prêmio Kindle de Literatura. É algo voltado para novos autores, para incentivar, etc. Ao olhar livros participantes, é de ficar espantado! É enorme a quantidade de livros eróticos (com esmiudes e capas sensuais). Até livros com conteúdo satanista há. Ao pesquisar no twitter sobre ebooks publicados no Kindle, uma das primeiras coisas que aparece são contos gays.
Ou seja, boa parte do que é produzido hoje no Brasil, tem um conteúdo totalmente contrário aos valores do Evangelho. É por essas e outras que eu só escuto e assisto algo relacionado ao catolicismo. É porque o resto não me interessa.
E disso tudo que escrevi, quero que você, caro leitor, entenda duas coisas:
1)a cultura atual é um lixo porque os bons estão ocultando a boa cultura. Repito, eu praticamente não escuto música secular não é por ser pecado, mas porque as que me apresentam simplesmente não convém. Portanto, se você tem o dom de compor boas músicas, componha; se tem o dom de escrever, escreve histórias fantásticas, geniais, que não necessitem apelar para o erótico para ganhar dinheiro (C.S Lewis e Tolkin  são dois exemplos de escritores que ganharam milhões de fãs no mundo, escrevendo histórias fictícias com valores do Evangelho. Um escreveu As Crônicas de Nárnia, o outro O Senhor dos Anéis); se você tem dom para desenhar, desenhe; se você é editor de vídeos, ajude a produzir bons vídeos; se você é cineasta, invista em filmes puros, que se dê para levar a família para assistir, etc. Enfim, o meu intuito ao escrever este texto não é o de condenar a cultura secular, mas de fazer com que apareçam novos artistas que queiram ressuscitá-la. Aliás, se disse que a cultura atual é lixo, devemos reciclar. Precisamos usar a cultura para promover os valores cristãos, e não permitir que os mesmos sejam destruídos pelo que chamam de cultura hoje. Aliás, até mesmo a apalavra “artista” é tida como algo negativa. Alguns quando falam de artista, logo pensam em alguém “estrela”, esnobe, metido, etc. Enquanto, na verdade, artista não é alguém famoso, mas sim aquele que produz arte. Tem muita gente famosa, mas que nem sempre é artista. Os funkeiros são exemplos de pessoas famosas, mas que não produzem arte. Bom, só se for arte moderna, pelo que se diz hoje em dia. Outro dia li que em certo país, os garis jogaram uma exposição de arte moderna no lixão pensando que era lixo jogado na rua.
2)Uma vez que para que possamos consumir boa arte, digamos assim, precisamos encontrá-la. Muitos, como eu, não escutam músicas seculares, nem assistem séries ou certos filmes, ou pela falta de interesse, ou por desconhecerem. Sendo assim, você deve ser um promotor da boa cultura. Os funkeiros promovem rimas fazendo das moças (chamadas pejorativamente de novinhas) objetos; então, caríssimos, nós temos que promover a boa cultura. Descobriu alguém que faz bons poemas? Ajude a divulgar. Leu um bom livro? Divulgue. Escutou uma música maravilhosa (católica ou secular, desde que pura), espalhe para a galera. Conhece uma Cia de Teatro que faz peças legais, conta piada sem duplo sentido e demais impurezas? Pelo amor de Deus, divulga essa galera. E se não existe esta galera, seja você. Se tens talento, coloque-o em prática. Enfim, muitos dos que tem algum talento artístico ficam receosos de produzir justamente pela falta de apoio – não só financeiro, mas moral mesmo. Os astros do sertanojo têm as melhores gravadores para gravar músicas, que faz tua namorada lembrar do ex dela; aí alguém do teu facebook grava uma música em casa, pura, boa, falando das coisas belas da vida, aí você não compartilha e ainda fala mal porque tem um ruído. Os artistas satanistas como Paulo Coelho tem as maiores editoras do mundo, mas os livros de autores mais simples são desprezados porque você quer ver a última moda. As peças de teatro mundanas tem salas lotadas, mas quando um amigo teu simplesmente diz a hipótese de criar uma peça, você é o primeiro a querer fazer com que desista da ideia. Aí depois você reclama que só escuto e vejo coisas católicas, ora, você não ajuda para que eu tenha outras opções. Repito, apoie quem tenta mudar a cultura.
Lembro ainda que falo de coisas “seculares” e “católicas” simplesmente por uma espécie de “convenção”, para não gerar confusão. Quem é artista, ou seja, quem tem um talento artístico, ao produzir seu trabalho transmite aquilo que acredita. Portanto, os músicos, por exemplo, não precisam gravar um CD com músicas de adoração, pois se são verdadeiramente católicos, vão cantar as coisas da vida que tem coerência com a fé que dizem professar. Quem é católico e escreve histórias, é de se esperar que nestas não se encontrem exaltações daquilo que é abominável aos olhos de Deus. Enfim, o católico deve se colocar na cultura como católico. Seja usando dos diversos meios para pregar o evangelho explicitamente, seja para usar da arte para pregar sua própria vida.
Por fim, faço um alerta: a cultura lixo faz com que até mesmo as TV’s católicas sejam rejeitadas. Hoje mesmo entrei em casa e a TV estava ligado na Rede Vida. Havia um padre com uma camisa clerical xadrez, todo no estilo sertanejo. Estava falando até umas coisas legais, afirmando que as pessoas comemoram o dia que nascem, mas o que morrem, pois outros é que comemoram; ou seja, alertava sobre a brevidade da vida, necessidade de conversão. Aí ele chama uma dupla sertaneja para cantar. Pensei que seria mais uma das questionáveis tentativas de inculturar a fé. Mas, não, pior ainda. A dupla sertaneja, num programa de uma TV católica, apresentado por um padre, cantava uma música que dizia coisas assim: mulher tem que gostar de pinga, assim como eu; tem que beber, etc. Enfim, que diabo de casamento é este? Imagine os lares de milhares (quiçá milhões) de pessoas que sofrem com o alcoolismo dentro de casa, vendo um programa que está cantando que mulher boa é a que bebe tanto quanto o marido. Aí eu vou e prego, por exemplo, que o Católico não deve ver essas novelas mundanas, que é melhor ver as TV’s católicas; aí o a senhorinha coloca na Rede Vida, domingão, e vê uma carniça dessa. Aí o marido dela ouvindo isso, se anima todo, quer ir para a igreja biritar, compra umas cervejas e ainda manda a mulher parar de rezar o terço porque mulher boa é a que bebe que nem o marido.

É, a cultura lixo está querendo invadir o sinal das tvs católicas. Bom, se for o caso, vivo sem TV – mesmo que católica, mas não vivo sem o ensinamento de Cristo. E sei que, embora você esteja esperneando, a verdade é que tudo me é permitido, mas nem tudo me convém. E este lixo que chamam cultura, não convém para um cristão. Eu quero é o Céu! Acaso não sabeis? Eu sou da Imaculada!

__________________________________________________

Para você que tem Kindle, está disponível a história Em busca do Amor no site da Amazon. Basta clicar aqui

Nenhum comentário:

Postar um comentário