quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Conduzindo a família pela porta estreita

Alguém lhe perguntou: “Senhor, são poucos os homens que se salvam?”
Ele respondeu: “Procurai entrar pela porta estreita; porque, digo-vos, muitos procurarão entrar e não o conseguirão. Quando o pai de família tiver entrado e fechado a porta, e vós, de fora, começardes a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos, ele responderá: Digo-vos que não sei donde sois. Direis então: Comemos e bebemos contigo e tu ensinaste em nossas praças. Ele, porém, vos dirá: Não sei donde sois; apartai-vos de mim todos vós que sois malfeitores. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac, Jacó e todos os profetas no Reino de Deus, e vós serdes lançados para fora. Virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul, e se sentarão à mesa no Reino de Deus.”
(Lucas 13,23-29)

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Neste trecho do Evangelho narrado segundo São Lucas, podemos ver a importância de termos uma verdadeira e sincera conversão. Nosso Senhor vem nos chamar a passar pela porta estreita. Em Mateus 7,13-14, Cristo também nos exorta: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram.”
            Na exortação da porta estreita, segundo São Lucas, há um ponto muito interessante. Jesus se compara a um pai de família que ao entrar e fechar a porta, não deixará entrar aqueles que tiveram oportunidade e não quiseram. Santa Catarina de Sena diz “enquanto é tempo de Misericórdia, recorrei à Cristo Crucificado”. Ou seja, enquanto estivermos nesta vida temos a oportunidade de mudarmos de vida, de nos convertermos, de fazermos penitência por nossos pecados. Enfim, o problema é justamente que não sabemos quando será o dia em que Cristo fechará a porta, ou seja, o dia em que Ele voltará ou o dia em que nós morreremos.
            No nosso encontro com Deus passaremos por uma porta: os que passaram pela porta estreita, vão para a glória; os que permaneceram até o último instante na porta larga, recusando-se se converter, renunciando a misericórdia de Deus, irão para a perdição eterna.
            Mas o fato de Jesus se comparar a um pai de família deve nos chamar bastante a atenção. A Igreja é a família de Deus. Jesus, nosso Pastor supremo, a cabeça da Igreja (cf. Efésios 1,18). Ora, se nós somos o corpo de Cristo, devemos compreender o que dizia S. Luís Maria Grignion de Montfort quando indagava: Se a cabeça (da Igreja; Jesus) é coroada de espinho, será que os membros quereriam coroar-se de rosas? – Se Cristo é nosso Pastor, devemos estar nos campos onde Ele nos conduz, mesmo que seja mais dificultoso. E, portanto, se Ele é nosso pai de família – Pai de todas as famílias cristãs – devemos entrar na porta que Ele nos conduz para nos salvar: a porta estreita.
            Tendo o próprio Cristo como modelo supremo, os pais de família devem esforçar-se para guiar suas famílias pela porta estreita. Quando falo “pais” me refiro também as mães que tem papel fundamental na educação dos filhos. Mas friso que tem um peso muito maior nestas palavras para os homens, afinal, temos poucos homens pais, para muitos moleques e demais que não se importam com a educação dos filhos. Antes de prosseguir o texto, pergunte-se: como tenho cuidado da minha família? Tenho sido um bom pai? Tenho conduzido minha família para a porta estreita?
            É de suma importância que os cristãos do século XXI assumam aquilo que a Igreja declarou no Concílio Vaticano II, onde se afirmou que a família é a Igreja doméstica. O lar deve ser este ponto de encontro onde uns ajudam os outros a passar pela porta estreita, sem deixar com que se desanimem. Enfim, sendo Igreja doméstica, Jesus Cristo deve ser o centro da família, deve ser adorado pela família. A Mãe de Jesus, a Virgem Santíssima, deve ser venerada como Rainha das famílias. Enfim, a família deve ser o Céu na Terra – na medida do possível. Mas sempre, o caminho para o Céu de fato.
            O grande problema está justamente no fato de que nossas famílias, em suma, querem viver anestesiadas na porta larga, que conduz a perdição. Os cristãos do século XXI querem somente as facilidades, nada de cruzes, de desconfortos, de pequenas contrariedades. Falar de cruz, porta estreita, santidade, num mundo secularizado/paganizado como o nosso é clamar a ira de tais pessoas, que dizem que não tem nada a ver, que não precisa ser tão radical, que Deus conhece os corações e isso basta, etc. Bom, mas vimos que foi Jesus, nosso Deus e Salvador, que disse que devemos entrar pela porta estreita. A porta do “tudo pode” é a larga. E esta conduz aos quintos dos infernos.
            São Paulo ensina-nos “Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santifica-la, purificando-a pela água do batismo com a palavra, para apresentá-la a si mesmo toda gloriosa, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 6,25-26). Ora, se os maridos devem agir em relação à mulher tal qual Cristo agiu com a Igreja, o marido cristão deve conduzir sua esposa para o Céu. É por isso que não há problema algum em uma mulher ser submissa a um homem que a ama como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela na Cruz. Mas, homens, como tens agido em relação à Mulher? Bom, como o que deve ser falado em relação ao homem, infelizmente, também cabe em muitas situações à mulher, citemos outro versículo bíblico com foco na mulher: “Vós, também, ó mulheres, sede submissas aos vossos maridos. Se alguns não obedecem à palavra, serão conquistados, mesmo sem a palavra da pregação, pelo simples procedimento de suas mulheres, ao observarem vossa vida casta e reservada.” (1Pedro 3,1-2). São Paulo e São Pedro falam de submissão, mas sempre num contexto cristão. Um exorta aos homens a conduzir suas mulheres ao Céu; o outro, exorta as mulheres à conduzirem ao Céu, pelo exemplo, os maridos que ainda não abraçaram a fé. Em ambos os casos, num contexto familiar, nós vemos que os esposos devem buscar entrar pela porta estreita, conduzir a família para o Céu, e não ficar deleitando nos prazeres temporais que poderá conduzi-los ao inferno. Maridos e mulheres, como tendes agido um com o outro em casa? Tem sido sinal de Deus, ou tem sido o primeiro a levar a tentação para casa?
            E quando o casal tem filho, então...! Os filhos são dons de Deus. A missão dos pais é de conduzir estes filhos pela porta estreita, para o caminho da salvação. Mas infelizmente temos que repetir com o apóstolo: “Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.” (Efésios 6,4). Infelizmente, muitos pais cristãos educam seus filhos na doutrina do mundo, do diabo, e deixam os filhos correrem soltos rumo a perdição eterna. Como tem educado teus filhos? Teus filhos estão aprendendo a doutrina do Senhor? Lembre-se que ensinar a doutrina do Senhor não significa manda-los nos finais de semana para a catequese da paróquia, afinal, os primeiros catequistas são os pais; e qual catequese você tem dado à eles por palavras e atos?
            Infelizmente temos visto que as famílias cristãs, que pelo sacramento são cheias do Espírito Santo, têm jogado o dom de Deus fora, e não tem se esforçado para entrar pela porta estreita. Queremos as comodidades que o mundo e o demônio podem oferecer. Nem sequer lembram-se que S. João da Cruz ensina que por prazeres temporários sofrem-se tormentos eternos. Não se lembram. Estão loucos. Estão tão loucos que revoltam-se com pregadores que ensinam a rezar o terço em família todos os dias, mas adoram os que impelem a virar a noite com farra dentro de casa. Sim, sim, falemos a verdade da família de muitos cristãos: farras regadas a bebidas com muita embriguês, músicas profanas, prostituição; adultérios; pais que deixam filhos levarem namorados(as) para dormir e ter relação em sua casa; pais que apoiam a baixaria dos seus filhos; drogas; pais querendo matar filhos; filhos querendo matar pais. A Igreja doméstica foi profanada, estão transformando-a num inferno. A família que deveria ser porta estreita, virou porta larga.
            Hoje em dia as famílias estão tão decididas a entrar pela porta larga que conduz a perdição, que basta alguém pregar a doutrina católica acerca da sexualidade, que começa o bombardeamento. Não, não somente porque a Igreja condena o sexo fora do casamento. Mas vai falar para muitos casais da Igreja que não pode usar preservativo, nem tampouco usar DIU, anticoncepcionais, pílulas do dia seguinte, etc. O povo vem com pedra, pau, e um vômito de sua loucura! Não querem filhos porque acham que terão muito trabalho. É o que disse: não querem a porta estreita, mas somente as facilidades. Não querem sofrer o mínimo desconforto. Não quer filhos, não quer rezar, não quer ir pra Missa aos domingos; mas quer embriagar-se, trair, fazer sexo sem ter filho e/ou aborta, etc. Cuidado, a passagem pro inferno já pode estar comprada. Só que uma vez atravessada, no dia da morte, não há mais volta.
            Aqueles irmãos e irmãs que desejam de fato a salvação, que querem o Céu mais que tudo, reforço-vos o convite a entrarem pela porta estreita. Conversão! Conversão é o que Deus nos pede. Não queiram as facilidades deste mundo, queira sofrer o que for, mas não perca o Céu. Não se importe com os desconfortos. No Céu teremos a recompensa. Se você chegar 20h do trabalho, por exemplo, e tiver que escolher entre rezar o Terço em família e conversar brevemente antes de jantar e dormir, ou assistir a novela para se distrair, exorto-vos em nome do Senhor Jesus: ESCOLHE REZAR COM TUA FAMÍLIA! É muito melhor estar aos pés da imagem da Virgem rezando o Santo Terço, e depois conviver com a família, conversando com a(o) esposa(o) e filhos, do que ficar sendo contaminado pelas impurezas das novelas. Aliás, não me levem a mal, mas se ao chegar em casa tarde da noite, e você tiver que escolher entre rezar junto em família e conversar com eles, ou assistir um programa de uma TV católica mesmo, escolhe a primeira opção; afinal, se você rezar em família estará fazendo o que a própria TV católica, em tese, está ensinando.
            Que não aconteça CONOSCO o que Jesus conta na parábola. Que Ele não diga que não nos conhece. Portanto, não sejamos mais malfeitores. Busquemos hoje mesmo, o mais rápido possível, uma boa confissão com um padre. Afinal, não vai adiantar dizer que fomos a Missa, que participamos de um grupo, até casamos na Igreja.... É preciso fazer tudo isso, mas passando pela porta estreita. Não adianta escrever em blog, é preciso entrar pela porta estreita. A nossa família precisa seguir O Grande Pai de Família que é Jesus, e entrar pela porta estreita. Aproveitemos o tempo de Misericórdia, pois é o tempo em que Ele se deixa alcançar.


Obs: recomendo a leitura dos livros Carta aos amigos da Cruz (S. Luís Maria Grignion de Montfort) e O Marido, o Pai e o Apóstolo (Padre de Gibergues). Este último principalmente para os homens.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Planejamento familiar no plano de Deus

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

É muito "planejamento familiar" para pouca família planejada por Deus! Este é o desabafo que faço diante de algumas coisas que leio/escuto por aí. Quando vejo casais justificando a cultura do filho único e/ou não ter filhos, pelo fato de que filho gasta muito, por que dá trabalho - fico profundamente triste (de verdade) porque vejo um casal jogando fora um dom de Deus. São pessoas que estão negando – ou falsificando – a sua vocação. Mas tudo – ou quase tudo – é justificado pelo pseudo “planejamento familiar”.

      Como é triste conversar com casais cristãos e ver que os filhos se tornaram uma conta maior no consultório médico, uma mensalidade a mais na escola, e um monte de baixezas que, para os pais, resume-se em gastar muito. Ter filhos, para estas pessoas, é o mesmo que ter uma fatura do cartão de crédito na caixa do correio. Antigamente ao saber que a mulher estava grávida, logo vinha a mente que a bolsa ia estourar e haveria um parto; hoje, porém, ao saber da notícia, logo pensa que o orçamento vai estourar, que não estão preparados financeiramente, etc.
     
      Isso quando não reclamam que os filhos fazem bagunças. A criançada correndo, quebrando as coisas.... É uma loucura. Mas, cá para nós: crianças correndo na casa é um problema? Ou melhor, é o problema? Bom, bagunçam? Sim, mas será que é porquê crianças são bagunceiras ou porque nós, homens e mulheres do século XXI, somos egoístas e não queremos filhos porque não queremos gastar tempo com eles? Afinal, ter filhos significa educar, estar junto; e isto me impede de fazer o que quero, assistir o que quero, comprar o que eu quero. Portanto, já que ter filhos, para muitas pessoas, é sinônimo de gastar, logo os pais contemporâneos têm a brilhante ideia: compra um videogame, um computador, deixa esses moleques se distraindo aí enquanto faço minhas atividades medíocres e mesquinhas.
       
      Este dinheiro que tanto se quer ganhar para dar condições melhor para a família, não é a verdadeira benção de Deus. Oxalá as pessoas compreendam o verdadeiro sentido da família. Oxalá as pessoas compreendam a importância de gerar filhos. A Palavra de Deus nos ensina: “Os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas. Tais como as flechas nas mãos do guerreiro, assim são os filhos gerados na juventude.” (Salmo 126,3-4).
     
      Ter filhos é, na verdade, ser abençoado por Deus. Ser rico pode até ser uma maldição, pois muitos se apegaram ao dinheiro. Mas aqueles que tem filhos e os educam para o Céu, estes não perderão sua recompensa eterna. Se Deus dá muitos filhos a um casal, é sinal de muita benção.

      É triste ver que muitos católicos tem deturpado o método natural, manipulado o “planejamento familiar” para fins egoístas. É óbvio que se deve planejar, se estruturar. Mas o planejamento não pode ser feito sem colocar as coisas sob a vontade de Deus. O Padre Lodi cita no livro Descobrindo a Castidade que teve noivos que o procurara para saber sobre o método natural. A dúvida? Sobre casar no dia em que estava infértil para não correr risco de engravidar. Ora, qual o sentido de marcar a data do casamento para um dia em que a mulher está infértil? Alguns grupos paroquiais que são responsáveis por dar cursos para noivos ensinam tudo errado: uns ensinam o método natural como eficiente para não ter filhos (ou seja, é como se a ideia fosse ter o mesmo efeito da camisinha ou anticoncepcionais, só que sem incorrer em pecado); outros, por sua vez, ensinam descaradamente a usar métodos artificiais de contracepção. Em suma, certos grupos inculcam nos fiéis que devem aproveitar os primeiros anos de casados para curtir, para se amar, afinal, segundo eles, depois, com os filhos, não terão tempo para curtir.
     
      Aí eu me pergunto: o casamento é para curtir? Posts no facebook são para curtir. Agora no casamento. Bom, já estive presente em cerimônias de casamento e nunca ouvi o padre ou diácono perguntar se se comprometiam, diante de Deus, a curtirem-se mutuamente. Se alguém quiser curtir, não se case. Para curtir, neste sentido mundano, tem os bordeis. A consequência é o inferno. Mas, enfim, o casamento... ah, querido, o casamento é outra coisa.   

      É justamente quando vemos alguém querer evitar desesperadamente (mesmo que com o método natural) engravidar na lua de mel, é que compreendemos como o sentido de “planejamento familiar” é totalmente distorcido. Por que não engravidar na lua de mel? Uns dirão que são jovens demais, outros que é preciso curtir (pelo amor, neh povo?), e outros dizem ainda que tem problemas financeiros. Ora, se você é adepto do planejamento familiar, porque não planejou tudo isso no noivado? Curtir? Se for um curtir for sair mais, etc., não deu para passear bastante no tempo do namoro? São jovens demais? Ora, então não case! Espere mais um tempo para amadurecer. Tem problemas financeiros? Então porque não esperou se estabilizar para poder casar? Se você não se planeja para o casamento durante o noivado, não me venha com este papo de planejamento familiar, pois se teve uma coisa que você NÃO FEZ foi planejar.

      O planejamento familiar é necessário, mas não como algumas pessoas tem pregado. O método natural, segundo o próprio Padre Lodi fala, é recomendado por um período de dois anos. E como se faz isso? Simples: planejando! Digamos que um casal tem o segundo filho após três anos de casado. Logo verificam que se vier outro filho, passarão por um aperto, pois precisa estruturar o quarto para as crianças, por exemplo. O que se faz? Usam o método natural, e durante este tempo, o casal busca soluções para o problema financeiro, busca meios de arrumar o quarto, etc. O casal não se acomoda, buscando não ter filhos para comprar uma TV última geração, ou trocar o carro por vaidade, etc.
     
      Além de que espaçar os filhos desordenadamente é um reflexo da falta de verdadeiro planejamento. Não poucos pais têm vários filhos únicos. Exemplificando: um casal tem três filhos: A de 1 ano, B de 5 e C de 10. São três filhos únicos: C está  em uma idade que não se interessa pela brincadeira de B, que não se interessa pela de A... Filhos isolados em estágios de desenvolvimento diferente. A própria educação com muitos filhos é mais fácil, caso seja feito da maneira correta.

     
      Sei lá. Até alguns casais católicos me fazem achar que sou louco... As vezes há quem fique triste ao saber da gravidez. Outro dia um casal protestante ao conversar comigo, falava que levou a filha no médico e este disse que estava na hora de ter o segundo filho. Eles me falaram que o pediatra (particular) estava era querendo ganhar dinheiro, já que a outra filha estava crescendo. Bom, sei lá, são vários casos que vão me trazendo uma amargura, uma tristeza, porque o dom da vocação matrimonial está sendo desprezada por tantos.

      Outro dia causou espanto para algumas pessoas uma foto que compartilhei: um casal com doze filhos. Uns zombam, outros perguntaram se eu queria ter este tanto de filhos. Outros dizem “coitada da mulher”. E eu fico: sou eu o louco? Coitado do futuro da humanidade.

      Infelizmente esta geração trata um cachorro como membro da família, mas faz o diabo para não vir as bênçãos de Deus, os filhos, que são a materialização da aliança entre o homem, a mulher e Deus.
       Para os que se preocupam com as condições financeiras, digo-vos, porém, para confiarem na Divina Providência. Trabalhe, busque ganahar o pão de cada dia, e Deus abençoará. Deus providenciará o necessário. Talvez você não faça aquela viagem que tanto queria, mas o necessário para a criação dos filhos que Ele mesmo te der, sim, Deus providenciará. Não foi Deus quem deu os filhos? Ele cuidará! Ele dará meios. 

"Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado." (Mateus 6,31-34)

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“A mulher será salva pela maternidade” (1Tm 2,15)

“Deus criou o homem à sua imagem; criou0o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. DEUS OS ABENÇOOU: ‘FRUTIFICAI – disse ele – E MULTIPLICAI-VOS, ENCHEI A TERRA E SUBMETEI-A.’” (Gên 1,27-28)

Casal brasileiro que tem 13 filhos, e diz não desistir até ter uma menina. Escolhi esta foto para ilustrar uma família numerosa, pois a mesma não se trata de uma família rica, como pode ser constatado, derrubando o argumento de que só os ricos devem ter muitos filhos pelas condições. Enquanto, na verdade, são os que tem mais condições que mais buscam evitar ter filhos. Talvez para que estes não atrapalhem na maneira como curtir a fortuna. Não sei do que adiantará tanta "curtição" no dia do juízo diante de Deus. Feliz das famílias que são abertas para terem quantos filhos Deus enviar - inclusive nenhum, biologicamente, mas que é resignado com a vontade de Deus.


domingo, 2 de outubro de 2016

Nossa! Quanta caridade! SQN

Não faz muito tempo que o ex-presidente Lula causou escândalo ao dizer que não havia profissão mais honesta que a do político. Vou além. Muito mais além. Mais que honestidade, nós vemos a caridade profunda no político brasileiro. Ou como você explicaria os mais de vinte casos de candidatos mortos neste período eleitoral de 2016?
            Você pode não gostar dos políticos, mas estes atentados só nos mostram que estas pessoas são as que mais amam sua profissão. As pessoas que ocupam cargos eletivos (prefeito, vereador, deputados, governador, senador, presidente) servem para... para servir! São empregados do povo. Tais pessoas são nossos representantes e devem trabalhar em prol do bem comum. Um político, quando eleito, tem a missão de trabalhar por mim e por você. Tem que cuidar do povo. Tem que administrar a máquina pública e, em tese, melhorar a vida do cidadão.
            Partindo deste pressuposto, podemos entender como os mais de vinte assassinatos nos ensinam a caridade dos políticos. Afinal, estão matando uns aos outros para poder servir o povo (digo os que sobrevivem, claro!). Se matam para ser nossos empregados. Dizem que a Igreja Católica é a maior instituição caritativa do mundo. Eu duvido muito. Eu nunca vi uma freira – destas que servem os miseráveis nos hospitais – matando outra freira para cuidar do próximo indigente. Há pouco canonizaram Santa Teresa de Calcutá. Nunca ouvi dizer, porém, que a santa tivesse matado outra freira para poder limpar o pus da ferida aberta de um miserável na Índia. Nem Santa Teresa, nem as demais filhas da caridade. Nenhuma destas freiras busca matar outra para poder ser ela a limpar um leproso. Nunca ouvi dizer que um(a) irmão/irmã da Toca de Assis tenha matado um ao outro para dar banho em um mendigo. Nunca li uma notícia “Médico cirurgião mata colega. Motivo: se achava mais apto a fazer delicada cirurgia em paciente do SUS”. E me causaria mais espanto se o médico fizesse tal ato para fazer a cirurgia de graça.
            A Igreja pode fazer coisas bonitas. Mas os casos recentes da política nos mostram uma caridade mais elevada. Eles se acham tão mais aptos a servir o povo, que não querem correr o risco de perder a eleição. Eles matam para ser servo. “Ei! Saia da disputa ou te mato.”; “Não, cabra, eu que te matarei. Serei melhor administrador que você!”. E assim ambos mandam chumbo! Pá! Pá! Pá! É o amor a profissão.
         Agora eu entendo a expressão “corpo a corpo”. Este marketing eleitoral é “tiro e queda”. Nós não voltamos ao coronelismo. Nós nunca saímos dele. Todos sabem que, em muitas cidades brasileiras, entrar na política é entrar para uma guerra. Mas, como eu disse, é o "amor"! Mata-se porque acha-se o melhor para o povo. Não seja maldoso de achar que é por vantagem indevida. Não é por desvios de recursos, vantagens financeiras, foros privilegiados, influências, poder pelo poder etc. Se você pensa assim, é porque tem uma mente pequena, alienadinho(a).
          Você acha que teríamos tantos ataques a políticos se o que os movesse não fosse o dinheiro... Opa, espera. O amor. Isso... o amor?
            Se você até agora não entendeu a ironia do meu texto, peço que pelo menos não vote em bandidos. Não! Nunca! Não vote nestes bandidos que matam outros bandidos; nem nos que matam os honestos que tentam acabar com a bandidagem na política. Até porque, caríssimos, quem sempre acaba sendo morto pela bandidagem somos nós, cidadãos. Os bandidos da politicagem maldita matam o povo, seja por atos, e quase sempre por omissões. Se você vender teu voto, se votar em bandidos, estará ajudando a puxar o gatilho do próximo corpo que cairá. Talvez não de mais um político, mas de um paciente na fila do SUS que morre sem socorro porque o Estado diz que não tem recursos. Neste caso, quem socorrerá? Que as irmãs da caridade nos ajudem, porque de fato, só as instituições caritativas têm ajudado o povo; porque o Estado... Bom, o Estado está cheio de bandidos. Mas – o triste é este “mas” – quem os colocou como representantes nossos fomos nós mesmos!

            Que Deus e Nossa Senhora Aparecida nos ilumine.