sábado, 10 de setembro de 2016

Não temas o “espírito crítico”

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Sabemos que um dos graves problemas da educação brasileira é o fato de que estão deixando os saberes (conhecimento) de lado, e transmitindo, em contrapartida, um “espírito crítico” nos estudantes. Funciona mais ou menos assim: um professor marxista - que quer a igualdade social, o “paraíso terrestre”, precisa, todavia, destruir esta sociedade capitalista-conservadora-autoritária-patriarcal-familiar-cristã para alcançar seus objetivos – começa, então, a usar da sua prática de ensino para contestar a cultura da sociedade. E como fazem isso? Ora, instruem os alunos a terem “espírito crítico”. Isso faz com que milhões de jovens, nas escolas ou universidades, ao invés de produzirem conhecimento, produzem apenas críticas à sociedade que vivem sob perspectiva ideológico-partidária. Escrevi sobre isso ao comentar um trecho de Paulo Freire (leia aqui).
            Portanto, dada a devida introdução ao assunto, vamos as vias de fato que nos interessam neste texto. Embora este “espírito crítico” venha a ser a desgraça (ou uma das) da educação brasileira, devo admitir, no entanto, que a mesma pode sair do campo da desgraça para o da graça. Em outras palavras, para o aluno sábio o espírito crítico pode passar de veneno de cobra, para eficaz antídoto para a mordida desta se souber manipulá-lo. Ora, se os professores marxistas são víboras e o espírito crítico verdadeiro veneno, use o aluno deste veneno para fazer seu antídoto para assim se livrar da ação mortífera do bicho peçonhento. Deixando as coisas mais claras: se o professor diz que você tem que ter espírito crítico, comece por criticar, ou melhor, desmascarar o professor e sua ideologia!
            Imagine um professor marxista que começa a questionar, por exemplo, a instituição familiar e a religião, dizendo que “temos que ser mais críticos, e não sermos influenciados pela família tradicional, antiga, arcaica, pois os tempos são outros; tampouco ser marionete do Papa, afinal, em pleno século XXI é o cúmulo pessoas acreditarem em Deus e serem guiadas por religiões”, dizendo que ambas nos influenciam e não somos verdadeiramente livres. Esse dito professor quer destruir a fé dos alunos e fazer com que concebem valores totalmente anticristãos. Com certeza deturpará a história para tentar mostrar a pseudo maldade do cristianismo. Muito provavelmente ele acha que gênero é uma construção social, e todos deviam ser aquilo que bem quisessem, conforme sua identificação do dia. Enfim, para este professor a concepção de família tradicional (homem + mulher + filhos) e a fé cristã são meras influências que a nossa família e a Igreja fazem conosco. Porém, o aluno sábio usará o espírito crítico a seu favor: Ora, professor, dirá o aluno, por que devo acreditar em você e não na minha família? Você diz que minha família e a Igreja estão me influenciando, mas você ao ensinar valores contrários apresentando-os como verdade, também não está querendo me influenciar? Só porque você não acredita em Deus, também não devo acreditar?
            A verdade é que poucos alunos tomam esta atitude. Alguns por falta de coragem, outros, porém, por serem muito jovens. Embora não seja o assunto central que queria tratar aqui, fica o alerta para a doutrinação ideológica nas escolas. Afinal, embora tenha citado o “aluno sábio” como aquele que usará do espírito crítico contra a serpente, a grande verdade é que a maioria dos estudantes do ensino fundamental e médio são presas fáceis para a ação das víboras.
            Voltando ao assunto central, deveríamos, ao invés de criticar a família e o cristianismo, criticar as ideias defendidas por estes professores. Questionemos algumas coisas do tipo: onde o socialismo deu certo? Se Hitler era de Direita, por que ele era membro do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães? Se a Igreja é ruim, por que veio dela o método científico e as universidades? Aliás, até a própria teoria do big bang usada por ateus veio de um Padre Católico! Se ter família é ruim, por que vens em sala de aula defender “casamento” gay? Se você defende o aborto, como depois quer que gays adotem crianças? Por que devo rejeitar a família tradicional se vemos que é justamente pela má estrutura familiar (dos novos arranjos familiares) que provém o caos social?
            Caríssimos, você pode achar que isso que citei acima são temas de debate político em programas de TV ou temas abordados por filósofos. Mas isso aí é tratado na sala de aula.
            Mas, não quero ser pessimista. Por isso disse que o “espírito crítico” pode ser útil. Embora ataquem a Igreja, a família e os bons costumes, use a crítica do professor para estudar e conhecer a verdade. Fala mal da Igreja, que tal ir nas fontes da Igreja e estudar a verdade? Falam mal da família? Ora, estude e medite sobre a importância da família. A família é a base da sociedade, por isso ela tem sido o principal alvo dos ataques dos revolucionários. Se o professor quer que você tenha um espírito crítico - pois bem! -, critique a ideologia dele mostrando seu equívoco e mostrando a verdade que está do outro lado.
            Conheço algumas pessoas que tem medo de universidades por achar que lá ela perderá a fé. Ora, isso é um equívoco. O problema existe se sua fé for vaga, ou seja, se você não tiver vida de oração; e se você não buscar a verdade. Os professores marxistas fomentam o “espírito crítico”; eu, no entanto, peço que todos tenham um espírito sedento pela verdade. Criticar a verdade só porque tenho que criticar; negá-la só porque é antiga; aderir a mentira só porque é novidade, é uma doença da qual quero estar longe do contágio. Do século XX para cá o homem passou a querer relativizar tudo, de tal maneira que até a relativização é relativa. Mas negar Deus, cuspir na Igreja, desfragmentar a família, só tem trazido consequências negativas para o mundo. E não é um espírito crítico que identificará isso, mas sim um espírito que busca a verdade. Obviamente, use o “espírito crítico” para criticar os novos ventos de doutrina, mas só a verdade pode fazer morada em nosso coração.
            Alguém que soube usar muito bem essa liberdade de expressão, este espírito sedento pela verdade e – por que não? – esse espírito crítico no sentido positivo foi Chesterton. Em seu livro O que há de errado com o mundo? ele afirma: “os homens inventam novos ideais porque não se atrevem a buscar os antigos. Olham com entusiasmo para a frente porque têm medo de olhar para trás.” Para este momento exato da história, olhar para trás não é ruim, mas salvação. Muito se fala de novos arranjos familiares, novas famílias, “poliamor”, mas se olhássemos para o passado, para nossos avós, por exemplo, em casamentos monogâmicos e com um monte de filhos, ficaríamos espantados porque eles tinham algo que não temos: realização de vida. Você tem carro, dinheiro, e o “poliamor” que te faz poder se relacionar com quem você quiser; mas junto virá a frustração após usar coisas e pessoas e nada saciar. Aí você lembra da sua avó pobre, roupas simples, comida sem tanta diversidade, talvez até analfabeta, mas um sorriso nos lábios que você nem se recorda quando foi capaz de dar. Olhemos, por exemplo, para aquelas fotos de família (sim, existiam fotos de família reunida): o casal e seus vários filhos, muitas vezes após uma primeira comunhão ou batismo. Aí você se dá conta que se fosse tirar foto com teus filhos e as mães não daria, afinal, você tem três, um de mãe, que não tem como reunir no mesmo dia (e sem as mães! Pois são inimigos ou amantes escondidos), além, é claro, dos filhos que foram abortados. Aí, te pergunto: vocês querem mesmo que eu troque a verdadeira família por essa vida de solidão em que a vida de outra pessoa é mero objeto? Você quer que eu troque a companhia de uma esposa pela companhia de qualquer pessoa que pode dar prazer ou, na ausência desta, de um baseado ou outra droga? Então, você lança: professor, prefiro ser influenciado pela minha família e ser feliz do que ser “crítico” e viver mergulhado na foça que você chama de modernidade.
            Chesterton diz ainda algo magnífico: “os grandes ideais do passado fracassaram não porque tenhamos sobrevivido a eles, mas porque não foram vividos o bastante. A humanidade não transpôs a Idade Média: fugiu dela em debandada. O ideal cristão não foi julgado e considerado deficiente: foi considerado difícil e deixado injulgado.” Portanto, caríssimos, se temos que ter espírito crítico, ao invés de criticarmos a Idade Média, porque não criticamos seus criticadores? Sempre me disseram que a Idade Média foi o tempo das trevas, mas vejo que se ela foi trevas, as trevas, caríssimos, são luzes. Este período foi de grande progresso. E, como costumam usar a idade média para atacar a Igreja hoje, recordemos que, como disse Chesterton, o cristianismo não foi considerado deficiente, mas sim considerado difícil e deixado de lado. No livro citado, Chesterton recorda como exemplo o fato de pagãos terem apreciado a pureza, porém, só foi o cristianismo promove-lo, exaltando as virgens, que começou-se o ataque à virgindade. Alguns filósofos não se casaram pois achavam que o casamento dificultaria a produção do conhecimento, mas, bastou os sacerdotes católicos viverem o celibato que começou a guerra. E aí nos vem outra incoerência: dizem que o casamento é uma instituição falida, mas querem que os padres se casem. Enfim, o fato é que o cristianismo foi simplesmente deixado de lado, e não refutado, como acreditam alguns. Simplesmente acharam que a doutrina de Cristo não era para eles, começaram a rotular cristãos, incentivar o espírito crítico, BUM!, formou-se a milícia neo-ateia. Bom, mas o problema não é que o cristianismo seja impossível de viver, mas, pelo contrário, as pessoas não quiseram viver para aderir a outras filosofias.
            E achando o ensinamento de Jesus Cristo e Sua Igreja algo ultrapassado, querem, no entanto, que eu adira ao pensamento de Karl Marx. Dizem que uma sociedade religiosa é algo maléfico, que atrasa o progresso da sociedade. Mas o governo ateu, inspirado em Marx, matou quase 100 milhões de pessoas no século XX. Milhões de pessoas morreram de fome e na miséria por causa desta ideologia ateísta. Aí você quer me dizer que o problema é a Igreja? Bom, o problema é a Igreja ou a rejeição à mesma? Afinal, você – diga ao professor marxista – já leu a doutrina social da Igreja? Eu disse a doutrina social da Igreja e não os textos da heresia da teologia da libertação! Já? Já buscou ver como viviam e como vivem sociedades onde os cristãos vivem o Evangelho? Garanto que não tem paredon matando homossexuais, como na Socialista Cuba, de Fidel, onde Che Guevara assassinava gays. Aí você quer que eu renuncie a Cristo para defender uma merda dessa chamada socialismo?
            Portanto, já que temos que ter “espírito crítico”, que tal termos este espírito segundo a reflexão de Chesterton: “no mundo moderno confrontamo-nos principalmente com o extraordinário espetáculo das pessoas acercando-se de novos ideais porque ainda não experimentaram os velhos. Os homens não se cansaram do cristianismo; eles nunca acharam cristianismo suficiente para se cansarem dele. Os homens nunca se fartaram de justiça política; fartaram-se de esperar por ela.” Portanto, se o professor destrói a família, não será porque é justamente a família a salvação para o mundo? Embora digam que ela é um retrocesso, não será, todavia, justamente porque ela é o verdadeiro progresso? Criticam tanto a família, a Igreja, a fé e seus males para a sociedade; mas, caríssimos, não terá sido o afastamento de tudo isso o que causou estes males?
            Nós não podemos ter medo da guerra. Não tema entrar em uma universidade por causa do odor de enxofre que se mistura ao perfume das rosas; mas seja o sábio que mostrará aos loucos a diferença de uma e de outra coisa, e mostrará a todos que o perfume das rosas é muitíssimo mais agradável que o fedor de enxofre. E embora os sentidos estejam frágeis, logo voltarão a apreciar as rosas. Mas é necessário que alguém seja sábio em meio aos loucos, sendo louco de acreditar na verdade. Afinal, as pessoas tendem a cheirar o enxofre por não haver espíritos fortes que lhes apresentem as rosas. Você é chamado a ser este espírito na escola, na universidade, no meio social. O próprio professor que vive em busca do enxofre novo para aliviar seu nariz doente, passará a apreciar as rosas se alguém lhe apresentar. Mas estes espíritos não são de cachorrinhos que abanam o rabo concordando com toda mentira dita pelo professor, simplesmente para comer da migalha do diploma. Seja ousado, seja escravo da Verdade. O mundo está sendo escravo da mentira. Apresentemos a verdade ao mundo.

            

2 comentários:

  1. Estou maravilhada com este Artigo ! Nos idos de 1998 , residindo em SC e Profa. desde 1970 , ; porém por questões familiares afastei- me da sala de aula . Difícil era suportar a infiltração comunista nas Escolas Públicas e seus dirigentes desinformados , caminhavam para a masmorra da estrela vermelha .Perante a Verdade , confesso que decidi lecionar até como voluntária em uma Escola Estadual , neste município onde me encontro .Deparei- me com este flagelo abominável veiculando nas mentes dirigentes ! Foi quando , por Convocação , um Encontro Pedagógico em nível municipal parou por um dia todas as Unidades Escolares , pois um palestrante ministraria importante temática .Logo no início percebi a infiltração marxista - comunista ! Em meio aos presentes , afirmo : era única a alcançar com contestação e rejeição ...O embate foi cruel , fiquei só ... Mas , com o embasamento que já conhecia disse tudo aquilo que o vermelhinho não esperava . Sempre lí muito sobre a Revolução de 64 e Jornais das Forças Armadas com " OMBRO a OMBRO "e Letra em Marcha . Hoje aqueles desavisados , olham para mim , como uma futurista à época .

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  2. Maravilhoso texto. Deparei-me com essa ideologia marxista na minha graduação em serviço social, veja só: serviço social! aqui no ceará totalmente influenciado pela ideologia marxista, quase todos os meus professores, exceto um ou outro, não eram marxistas.Fui bombardeado e muitas vezes saí chorando da sala enquanto fazia o caminho de volta pra casa. por quê? via-se deturparem os ideais cristãos. Na época eu não conhecia o socialismo ou comunismo, no início, achei até um ideal bonito, parecido com o cristianismo em alguns pontos, mas foi quando ouvi de um amigo: "Geraldo a igreja condena o socialismo!"foi quando fui buscar fontes que falassem a verdade sobre a ideologia e o posicionamento da Igreja. Hoje, depois de formado, sou um assistente social mas, graças a Deus, iluminado pelo cristianismo para dar sentido em minha profissão, e agradeço a Deus pois depois de estudar um pouco das ideias de Marx, Gramsci e seus seguidores, posso entender o porquê e quais os objetivos dessas funestas ideologias. Tenho comigo uma espécie de dossiê que fui elaborando depois de algumas aulas que me deixavam confuso. Lembram de quando eu disse que as vezes ia chorando pra casa depois da aula? pois é, isso se dava por eu não conhecer o bastante da história da igreja referente à história da humanidade, e isso não me dava peito para rebater a afirmação do professor dentro da sala de aula, aí eu saia e ia estudar sobre o assunto. Sabe o que eu descobria? a verdade! via a mentira criada em cima de uma situação em que os esquerdistas ateístas manipulavam para deturpar a verdade e a igreja. Sentia-me no momento inseguro pois não conhecia o assunto, mas depois de estudar, estava em paz e pronto para debater se precisasse. Antes Me achava covarde, e muitas vezes confesso que o fui, pois somente a vivência em grupos de oração, me dava segurança para falar em alguns momentos mas, eu estava frio demais para isso. Bom, o que quero partilhar é que é verdade! quando no texto do Anderson é falado que podemos usar o veneno das cobras como antídoto contra elas se revela aí a graça de Deus, pois trazendo do Evangelho: "É na fraqueza que se revela totalmente a minha força!" , nesse sentido, vi o quanto é bom conhecermos a verdade, conhecermos a nossa Igreja e amá-la. Agradeço à Deus a lágrimas e angustias em que me encontrei muitas vezes, peço perdão pelo pecado da omissão, mas louvo por que por meio disto, tive forças para buscar a verdade e, por graça de Deus, encontrá-la.

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