sexta-feira, 29 de julho de 2016

Sociedade freudiana

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Embora boa parte das pessoas não saibam quem foi Sigmund Freud, elas são profundamente freudianas. Talvez até tenham ouvido falar em um tal de Freud, porém, não sabem nada de suas ideias e nem o quão o seu próprio pensamento é influenciado por ele.
            O referido psiquiatra, criador da psicanálise, é quase que intocável no meio universitário. Que o diga os estudantes de psicologia! Procure um psicólogo e verás que a maioria é psicanalista. Mas o que há de errado em Freud ser tão estudado no meio acadêmico? O que há de errado na psicanálise? Reconheço que Freud contribuiu com boas descobertas, porém, nem tudo são rosas.
            O grande problema de Freud é que, se pudéssemos resumir sua obra em uma frase, seria: estudando o sexo. O cara era tão bitolado nisso, que chegou ao absurdo de fazer um estudo sobre o desenvolvimento psicossexual das crianças. Sim, das crianças. Ele não estudava necessariamente um prazer que o ser humano tenha; ele achava, na verdade, que todo prazer que o ser humano tenha é sexual. Sabemos, todavia, que nem todo prazer é sexual. Foi aí que ele se perdeu em seus estudos. Para os freudianos, a busca final do ser humano é o prazer. Só o prazer. Sexo é o ápice. Um orgasmo seria a realização final do ser humano. O problema é o seguinte: qualquer prostituta; viciado em pornografia ou em sexo; sabe muito bem que um orgasmo não lhe trará a realização plena. Daí vem também a busca dos outros prazeres, nas drogas, por exemplo, e nada plenifica o ser humano.
            Se você for a um psicanalista provavelmente receberá o seguinte conselho sobre seus problemas: isso tudo é a libido reprimida. Não se reprima. Se liberte das amarras! – Se o sujeito for daquele tipo tímido, religioso, casto; logo a pessoa dirá que seus problemas de ansiedade, depressão, etc., é culpa de falta de sexo. Mandará o sujeito sair tendo relação sexual e/ou se masturbar. O problema é que os sintomas psicológicos persistem e/ou são camuflados por outros problemas psicossexuais que uma vida sexual desregrada traz. É comum ouvirmos falar de pessoas que indo a psicólogos com forte tendência freudiana, ouviram o conselho que para melhorar a relação com o(a) namorado(a) deveria liberar geral; ou a casais que deviam “apimentar” a relação e/ou abrirem para novidades (poligamia, por exemplo, chamada de “relacionamento aberto”). O pensamento freudiano tem inspirado esta geração a liberar geral. Uma geração freudiana é uma geração hedonista, ou seja, que busca o prazer pelo prazer. O problema é que este prazer, sem uma ordem, não trará a realização plena do homem, como acreditam os freudianos, mas, ao contrário, trará traumas ainda maiores. Um exemplo disso são pessoas que vivendo namoros totalmente voltados para o sexo, após terminar um, dois, três, vários namoros, e perceber que todas aquelas relações sexuais, todos aqueles prazeres, não puderam lhe trazer a paz, começa a ter sentimentos de autocondenação, achando que ninguém é capaz de amá-la, que todos só queriam usar, e, por fim, talvez até pior, também acha que será incapaz de amar alguém; fechando-se, assim, num obscuro mundo dos prazeres que não traz prazer.
            O problema maior nisso tudo não é o fato de este pensamento estar nas universidades e consultórios; mas sim que se espalhou para toda a sociedade, a tal ponto que até mesmo um analfabeto poderá ter a mesma linha de pensamento de Freud. Com a grande eclosão dos meios de comunicação, o pensamento freudiano foi transmitido não somente aos mais variados acadêmicos de diferentes cursos, mas foi mascarado sob campanhas publicitárias, programas televisivos, novelas, filmes, livros, internet, etc. Esses diversos meios nos passaram (e passam) mensagens parecidas com as seguintes: você tem que comprar isso aqui.... Sabe por quê? Porque isso vai te dar prazer! Só você não tem, tenha! Você tem que comprar esta cerveja, sabe porquê? Porque tem essa mulher bonitona seminua apresentando. Você tem que comprar este desodorante. Sabe por quê? Porque essas mulheres bonitonas, seminuas também, vão correr atrás de você. Compre este maravilhoso calçado, sim, este que a mulher bonitona – seminua! – está apresentando para você. Ouça este CD, tem músicas maravilhosas! Tão maravilhosas quanto as mulheres seminuas na capa. E por aí vai. Toda a propaganda vai sendo trabalhada em cima dos impulsos sexuais dos consumidores. Muito provavelmente sob inspiração de Freud, afinal, se este ensina que o homem vive em busca do prazer sexual, o consumismo soube muito bem como usar a máquina da publicidade e propaganda para injetar pornografia disfarçada para vender seus produtos.
             O pensamento freudiano se disseminou tanto, que ele conseguiu a proeza de estragar produtores e consumidores, se assim o podemos adjetivar. Hoje para se encontrar um trabalho artístico que não tenha apelação sexual se requer um árduo trabalho. Muitos se escandalizam com as cenas gays que começam a aparecer na TV aberta brasileira, mas o maior escândalo seria se uma novela (qualquer uma, da Rede Globo, SBT, Band, etc.) não tivesse beijos apaixonados, mulheres seminuas (nudez praticamente) e simulação de relação sexual. Sabe um programa puro? Pois é, talvez não saiba porque os “produtores” só produzem sexo para os “consumidores”. As músicas, muitas vezes até as pseudo românticas, trazem uma conotação sexual profunda. Isso quando a “música” não é o funk disseminando não somente uma sexualidade aflorada em suas letras, mas propagando um uso quase que animalesco da mesma. Se antigamente a sociedade como um todo ensinava os homens a respeitarem as mulheres, tratando-as como donzelas, dizendo que numa mulher não se batia nem mesmo com uma rosa; hoje, no entanto, o normal é você falar do “vai novinha”, chamar de cachorra, e muitas mulheres funkeiras fazerem suas músicas se auto intitulando cachorras como parte do seu “empoderamento feminino”. Esse povo talvez nunca tenha ouvido falar de Freud, mas sua mente está totalmente pervertida pelo pensamento freudiano, ao ponto de achar que simular e fazer de fato sexo num baile funk é uma forma de se libertar e ser feliz.
            Mas isso se dá, também, pelo fato de que os “consumidores” em questão aceitam a mercadoria. Os meios de comunicação, as empresas que querem vender, usam da sexualidade como ferramenta de propaganda porque sabem que é isso que o povo quer. E o povo quer porque o pensamento freudiano chegou neles de duas maneiras: uma é o próprio produtor, ou seja, de tanto ver a propaganda de sexo nos meios de comunicação, acaba por se acostumar, gostar, e achar que realmente vivendo de forma promíscua se encontrará a felicidade. A outra forma foi (e é) a educação dada por professores; autores; e pelo próprio Governo que, por meio de campanhas educativas, acabaram espalhando uma educação sexual, sob defesa de informação, mas com efeito de promiscuidade. A revolução sexual, estudantil, e o próprio movimento hippie nos anos 60 em diante, contribuíram profundamente para que a população achasse que seriam felizes se tivessem Paz (maconha/drogas) e Amor (Sexo). Este pensamento tomou força nos meios de comunicação, que agora não só vendia produtos usando da pornografia disfarçada, mas dava a ideia de que é legal ter sexo antes do casamento, usar pílulas anticoncepcionais, e basear sua vida no sexo pelo sexo. Começa então uma fase de artigos, trabalhos acadêmicos, discussões, tudo mostrando como o pensamento de Freud e Cia era bom e moderno, e como a Igreja que pregava a castidade era opressora.
            Muito se falava (como se fala ainda hoje) de libertação feminina. A pílula anticoncepcional tinha a função de ser para a mulher o que foi a Princesa Isabel para os negros, ou seja, a grande libertadora da (pseudo) escravidão machista. Agora, segundo a propaganda que até hoje é levada a séria por muitos, a mulher é livre; pode ela agora ter sexo a vontade sem risco de engravidar. Para um verdadeiro freudiano fanático, uma vez que o ápice da vida é a porcaria de um orgasmo, uma gravidez indesejada é uma “água no chopp”, como se diz popularmente. O sexo é o grande prazer, porém, um filho, um desprazer que durará anos. Isso, claro, na mentalidade de um verdadeiro hedonista. O grande resultado disso, porém, foi o seguinte: com a disseminação de pílulas anticoncepcionais, preservativos, cirurgias que faziam com que homens e mulheres tornam-se inférteis, fez o efeito contrário, ou seja, a mulher tornou-se – agora sim, verdadeiramente – escrava dos homens desgraçadamente corrompidos pelo pensamento hedonista. Agora, pensam estes homens, podemos transar com você sem risco de engravidar? Puxa, que legal. Realmente, foi um libera geral. A mulher tem relação com um, que abusa e larga quando enjoa. Vem o segundo, idem. Até o ponto em que a mulher, hoje, se dá o direito de ser tão canalha quanto os próprios homens canalhas, usando, mesmo sendo usadas. Muitas já nem procuram nada sério, e vivem de relações casuais. O libera geral só fez com que houvesse um grande aprisionamento. Os métodos contraceptivos, que no fundo passam a mensagem de que realmente a única coisa que importa no sexo é o prazer, escravizou o ser humano e rebaixou-o ao níveis dos animais vivem apenas do instinto.
            E quando o método contraceptivo não funciona? Aí vem uma das piores consequências do mundo hedonista. Uma mulher que fora enganada ou deixou-se enganar por essa mentalidade, após engravidar e não ter o apoio do parceiro, se vê sozinha, logo vem a propaganda: aborta! Matar a vida de um inocente é o ato mais cruel que uma pessoa pode fazer. Afinal, um inocente morre por causa de alguém que só queria prazer por prazer. Os traumas que as mulheres que abortaram trazem não serão curados com cessões de psicanálise. Se o psicanalista simplesmente é levado pela ideia de prazer, deve reconhecer que o sexo não é a solução para tudo: sexo desregrado foi a causa da gravidez indesejada, que resultou num ato insano que trouxe danos. Se sexo trouxesse solução para tudo não teríamos pessoas trocando de parceiro a todo momento porque sentem-se infelizes. Se sexo fosse a solução para tudo, muitas moças que abortam não precisariam estar dependentes de antidepressivos e até mesmo destruir suas vidas por causa do remorso, simplesmente bastava a primeira relação sexual para toda a tensão do remorso ir embora e nunca mais voltar. Mas ele volta. Há saída para tratar? Sim. Por isso eu recomendo não somente uma Igreja, como muitos podem pensar, mas que ao invés de um psicanalista, procurem um LOGOTERAPEUTA, pois este saberá tratar a situação de maneira mais eficaz.
            Para quem ainda guarda sanidade mental, ao olhar a loucura em que o mundo se encontra, percebe que a coisa está muito disseminada. Um dos motivos, como eu disse acima, é a educação. Já falei em outros lugares que quando eu tinha dez anos de idade, uma profissional da saúde foi até a escola em que estudava para dar orientações sexuais. Com dez anos de idade ouvi coisas “maravilhosas” como: quem não ejacular, não se preocupe, afinal, poderão aproveitar melhor sem o risco de engravidar ninguém. Isso mesmo, com dez anos de idade recebi um belo de um conselho para ser um canalha. O legal é sair usando das moças, como se não tivessem sentimentos, como se não fossem gente como eu, e dane-se! Afinal, o importa é só não engravidar. Quantas crianças e adolescentes tem acesso a materiais (cartilhas, livros didáticos, revistas, aulas) com conteúdo sexual incentivando coisas do tipo dentro das próprias escolas?
            Tenho um amigo que está no Ensino Médio e me contou que seus professores, em suma, não gostam dos filósofos gregos. Sim, a treta não é nem só com a Igreja Católica e sua doutrina “opressora”, mas já chega a Sócrates, Platão, Aristóteles, etc. Segundo este meu amigo, os professores que não curtem muitos os filósofos gregos, usam do argumento que estes pregavam uma abstinência total dos prazeres, uma vez que, para eles, o prazer poderia ser um empecilho para se chegar a sabedoria. Já os professores acham que se deve buscar os prazeres. Quando até os filósofos gregos perdem a importância por causa de questões como a sexualidade, a gente percebe que a guerra contra a Igreja não é por causa de seus supostos erros, mas porque ela (Igreja) não é as negas deles pra fazer o que eles querem.
            Por essas e outras que, embora os mundanos bombardeiem a Igreja, publiquem isso e aquilo, continuo apaixonado pela doutrina da Igreja e com sua coerência. Para a Igreja, nesta questão de sabedoria e sexualidade, a verdade não se encontra nem com o pensamento de que sem prazer é que se encontra a sabedoria e a realização humana, nem tampouco com o pensamento freudiano de que o sexo é o grande ápice do ser humano e que, por isso deve liberar geral. A Igreja, ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, não vê o sexo como uma realidade pecaminosa em que o ser humano deva se afastar. Muito pelo contrário. Muitos não sabem, mas para haver a validação do matrimônio é necessário que haja a relação sexual. Se o casal casou, e sem consentimento, uma das partes decide que não quer ter uma relação sexual, este casamento não foi consumado e a outra parte pode pedir a nulidade do matrimônio. A Igreja fala da beleza das famílias numerosas; ora, para que se tenha muitos filhos, é necessário que os casais tenham relações sexuais. O que a Igreja ensina é que o sexo tem que ser feito de maneira ordenada, ou seja, não buscando o prazer pelo prazer, mas no mútuo amor entre os esposos. Por isso, par os casais que tem justos motivos e necessitam espaçar o nascimento dos filhos, a Igreja permite o controle de natalidade pelo método Billings, que é totalmente natural, onde se abstém de relação sexual nos dias férteis. O problema para os mundanos é que estes são tão escravos do sexo que são incapazes de achar possível um casal ficar alguns dias sem sexo.
            Para remediar este grande mal para a nossa sociedade, é preciso antes de tudo salientar algumas coisas. Existem vários prazeres. O pensamento de Freud se perde quando o estudo da impulsão, a busca do homem por uma satisfação, por um prazer, leva Freud a acreditar que todo prazer é sexual – ou pelo menos a crer que tudo está em função do prazer maior, que é o sexo. Sim, temos que reconhecer que, biologicamente falando, o sexo é o que vai dar maior prazer para o ser humano. Toda a dopamina no cérebro humano durante um orgasmo vai dar essa sensação de que, de fato, o sexo é altamente prazeroso. Porém, há um prazer menor que é maior do que o sexo. Parece contraditório, mas não é se analisarmos a fundo. Se Freud percebe a ação do homem motivados pelos prazeres – seja uma criança que gosta de morder porque, segundo seus estudos, ela sente prazer neste ato; seja adulto que sente prazer em estar dirigindo um carro (bem star social, ostentação) e põe sua vida em função de compra-lo -, logo conclui que se pequenos prazeres movem o homem a realizar seus atos, logo, toda a vida do homem está direcionada para o prazer maior que é o sexo. Porém, como já citei vários exemplos acima, várias pessoas tem seu prazer maior (sexo) e vivem depressivas e, ao invés de aliviarem seus problemas, agrava-os.
            Para descrever o que seria o prazer menor que é maior que o grande prazer sexual, não usarei da teoria; pois este é tão impactante, embora simples, que não encontro palavras para descrevê-lo sem ser apontando exemplos. Para um mundo acostumado a olhar mulheres seminuas vendendo coisas na TV, fica difícil imaginar a pureza, neste mundo tão impuro. Peço que vocês acessem o google e pesquisem por: Madre Teresa de Calcutá. Olhe algumas de suas fotos. Fixe em alguma em que ela está sorrindo. Que sorriso lindo! Estamos falando de uma senhora que viveu sua vida sem sexo. Este sorriso não foi motivado por um orgasmo. Este sorriso foi motivado por um prazer menor que se sobrepõe ao impacto do prazer maior que é o sexo. Poderíamos dizer que se trata, como bem vai falar Viktor Emil Frankl, do sentido da vida. O gozo físico pode ser grande, porém, o gozo espiritual de fazer algo que dá sentido à sua vida é algo que realmente move o ser humano. Independentemente da fé professada (ou inexistência desta), todo ser humano que colocar o sentido da sua vida somente em busca do prazer físico, desprezando o gozo espiritual, encontrará a morte da alma e do próprio corpo. Madre Teresa de Calcutá viveu sem sexo, mas a alegria de fazer o que dava sentido a sua vida superava este prazer. Ora, não estamos falando de uma mulher rica. Olhe novamente para a foto dela.... Esta mulher sorri desta maneira, transmitindo paz a alma alheia, cuidando de leprosos, metendo a cara na ferida fedorenta de doentes que ficavam nas ruas da Índia. Mas aquilo dava a felicidade a ela.
            Conheci um religioso da Fraternidade Toca de Assis, que ao lembrar dele o que me vem à mente é o seu sorriso. Este Irmão foi morador de rua. Muitos por aí propagandeiam “era pobre (ou mesmo morador de rua) e Deus agiu na minha vida: hoje tenho carro, sou casado, sou empresário, etc.”, porém, este Irmão preferiu viver a pobreza consagrada numa Fraternidade. Seu sorriso? Angelical. Embora não seja errado você casar (obviamente, uma vez que citei acima a importância de casar e ter relações sexuais para ter filhos), ter carro, até mesmo ser empresário; o problema é que as vezes as pessoas olham estes testemunhos de pseudo sucesso achando que o ter carro por ter carro, ter dinheiro por ter dinheiro, e até casar simplesmente por casar e desfrutar dos prazeres, trará alguma felicidade. Não, não trará. Aquele irmão sorria angelicalmente, com sua barba grande. Seu trabalho? Pastoral de rua (cuidar dos moradores de rua).
            Para vocês não acharem que estou fazendo proselitismo religioso, você pode constatar a superioridade do prazer espiritual ante o físico até mesmo em um ateu. Olhe outras situações que podem ter tanto religiosos quanto ateus. Olhe para o trabalho dos bombeiros, por exemplo, ou de outros médicos socorristas. Passam o dia indo socorrer gente acidentada, morrendo. Quantas pessoas eles salvaram! Mas também, quantas viram morrer ali na sua frente! Falando de bombeiros, quantos incêndios tiveram que combater! Diante de tantas coisas ruins que são obrigados a vivenciar todos os dias, chegue em algum deles e pergunte se eles não queriam fazer outra coisa. A grande maioria vai dize que não; que ali é a sua vocação; que nasceram para fazer aquilo. Responderão que ali mora a felicidade deles. Quantos destes homens e mulheres, após uma labuta pesada, após chegar em casa, o que mais querem não é sexo, mas descansar. E após acordar, se alegrar pelo bom êxito da operação. Quantos médicos que passam horas atendendo, algumas vezes até em condições precárias, mas mesmo assim continuam atendendo os pacientes e se sentindo felizes. O sexo, embora fonte de grande prazer, é apenas um dentre tantos atributos do ser humano, e não a essência dele. Tanto que aqueles que encontram o prazer do sentido da vida, podem se consagrar nesta obra e optar por abster-se de sexo, sem, todavia, perder a espontaneidade de um sorrido que demonstra uma felicidade plena. Enquanto muitos que vivem a sexualidade de maneira desordenada, somado a inexistência de sentido na vida, sorriem, mas após o prazer, não há motivo para sorrir; e para continuar sorrindo, buscam no álcool, nas drogas, e lá também não encontram.
            Você pode até decidir qual o problema da sociedade atual: busca do sexo pelo sexo, ou simplesmente perca da procura do “sentido da vida”. O pensamento hedonista que está impregnado em nossa sociedade, faz com que as pessoas não somente busque o prazer sexual, mas até mesmo qualquer outro tipo de prazer, porém, prazeres sem sentidos em si mesmos. Se prestarmos atenção, mesmo que a pessoa não viva em busca de um prazer sexual, como aqueles que aderiram a esta mentalidade do “libera geral”, está presa numa mentalidade consumista, materialista, que busca um prazer que venha rápido e sem sacrifícios. Falei um pouco sobre isso no artigo “Admire os meios, mas não inveje os fins!” Nossa juventude é um exemplo disso. Nós temos visto o quanto os jovens são viciados em videogames, computadores, passando horas a fio apenas jogando. Uma geração de zumbis. Em suma, eles não terão prazeres sexuais ao jogar videogame. Mas minha mãe já dizia: “isso não dá camisa para ninguém”. Ou seja, qual é o futuro que essa criatura quer fazendo toda a sua vida girar em zerar um jogo, ou em comprar o Cristiano Ronaldo na Liga Master? A onda do momento é virar a cabeça no futebol para ganhar pontos e gerar receita para Rede Globo no Cartola. Como é possível que alguém tire notas baixas na escola ou faculdade, porque ao invés de estudar, passou a madrugada assistindo série na Netflix? Muitos querem ser bem sucedidos, até desejam ser alguma coisas que eles sabem que dará sentido a vida deles, porém, a busca do prazer imediato faz com que optem pelos filmes e séries em detrimento dos estudos. Ser médico é o que dá sentido à sua vida? Bom, não será virando a noite assistindo Netflix que você conseguirá, querido. Ah, mas estudar é chato. Bom, o problema é que o estudo, aquele necessário para passar em um vestibular importante, ou determinadas matérias da faculdade, não vão gerar prazer imediato na mesma medida que a série. Ora, eu prefiro assistir futebol do que certas aulas; mas não é o futebol que dá sentido a minha vida.
            Outro dia assisti a uma matéria que me chamou bastante a atenção. Mostraram uma menina de 8 anos que ajudava em casa – limpava a casa, lavava a louça, etc. Sua mãe lhe dava mesada, e a garota, com sabedoria, juntava o dinheiro, fazia economia para comprar algo que queria. Até aí tudo bem. O problema foi quando a repórter foi fazer uma pergunta para a irmã mais velha, aborrecente . A garota que devia ter seus 16 anos, foi questionada se não tinha vontade de trabalhar para ter seu próprio dinheiro. A garota simplesmente fala: Não! E sorri. Bom, nós queremos o prazer de comprar, gastar, usufruir do que o dinheiro pode dar, porém, não se quer trabalhar para se ter este dinheiro. O que esperar de uma geração que quer de fato viver às custas dos pais, somente gastando, sem ajudar em nada, achando que os pais devem bancar seus prazeres?
            Quantas pessoas põe a felicidade de suas vidas, por exemplo, em ter bens materiais. Conheço pessoas que fizeram o sacrifício de comprar carro, e após possuí-lo, vive a depressão pós quebra de carro somado a inexistente fonte de renda para consertar. Não, não é uma piada. É sério. Muitas pessoas poderiam investir o dinheiro que tinham, concluir os estudos, fazer algo que ajude profissionalmente, mas preferiram o prazer momentâneo de ter um carro e... Quebrou. Quebrou carro, quebrou felicidade. O pior é que muitos, após a falência material, vão tirar o stress no sexo. E, como afirmamos, este somente o agravará.
            A cura para todos estes males, como afirmei, é buscar o sentido da vida. É compreender que os prazeres sensíveis (sexo, ter algo, fama, etc.) não se sobrepõe ao prazer do espírito. Ou você compreende isso, ou será um eterno hedonista se violentando na busca dos prazeres sem encontrar a paz na alma.
            Para aqueles que desejarem provas científicas, basta fazer um sólido e sincero estudo sobre os males do vício em sexo, da pornografia e da masturbação, que poderão comprar que esta ideia freudiana de “libera geral” destruiu o ser humano. Estude e verás que os próprios cientistas atestam isso. Há, por exemplo, um estudo que diz que pornografia pode ser prejudicial ao cérebro: “Para realizar a pesquisa, os autores recrutaram 64 homens saudáveis com idades de 21 a 45 anos, aos quais pediram para responder a um questionário sobre o tempo que dedicavam a assistir a vídeos pornográficos. O resultado foi, em média, de quatro horas semanais. Os voluntários também foram submetidos a um exame de ressonância magnética do cérebro para medir seu volume e observar como ele reagia às imagens pornográficas. Na maioria dos casos, quanto mais pornografia os indivíduos viam, mais diminuía o corpo estriado do cérebro, uma pequena estrutura nervosa bem abaixo do córtex cerebral. Os cientistas também observaram que, quanto maior o consumo de imagens pornográficas, mais se deterioravam as conexões entre o corpo estriado e o córtex pré-frontal, que é a camada externa do cérebro encarregada do comportamento e da tomada de decisões.”
            Portanto, por mais que um psicanalista e/ou qualquer outra pessoa influenciada por Freud mandem as pessoas terem relação sexual, que aliviará a tensão, que serão felizes, CIENTIFICAMENTE está comprovado que o sexo desregrado causa mal ao cérebro. Para saber mais sobre isso clique aqui.
Se o sexo desregrado causa mal ao cérebro, causa mal também aos sentimentos da própria pessoa que fica cada vez mais confusa, neurótica; causa mal as pessoas que convivem com ela, enfim, causam mal a sociedade. Muitos hoje dizem “mais amor, por favor”. Mas o fato é que, não importa se você pede por favor ou não, as pessoas não poderão amar enquanto não se decidirem por amar. Afinal, o pensamento freudiano fez com que o ser humano deixasse de amar para simplesmente usar as pessoas. Isso me dá prazer, aquela pessoa me satisfaz, e, após usar, descarta. Como simples objetos, a humanidade que é julgada pelo prazer que pode dar, precisa ser reciclada no verdadeiro amor, vendo que na realidade ela não é uma máquina de fazer sexo, mas um ser dotado de sentido, que deve buscar a felicidade e ser felicidade para as outras pessoas. Enquanto a sociedade continuar plantando prazer pelo prazer, continuará colhendo morte e destruição.
Eu não quero viver em uma sociedade freudiana. Minha vida tem sentido. A sua também, já tentou parar de se machucar na busca do prazer que não sacia, e sair a procurar o que realmente dará gozo a sua alma? Tente isso.

Indico a leitura do livro “Em Busca de Sentido” escrito pelo psiquiatra Viktor Emil Frankl, pai da Logoterapia. Aliás, Logoterapia ~> universo ~> psicanálise. (Para quem não entendeu = a Logoterapia é bem melhor e mais eficiente do que a psicanálise. 10x0).

Nenhum comentário:

Postar um comentário