terça-feira, 19 de julho de 2016

Jesus condenou os ATOS homossexuais



Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Todos aqueles que pregam o Evangelho devem tomar o devido cuidado para não condenar as pessoas, não obstante têm a obrigação de condenar o pecado. Nos dias de hoje há uma grande dificuldade em condenar o PECADO do ATO homossexual, uma vez que quase sempre surge aquela turma do “não julgueis”, “Deus ama a todos”, etc.; o resto da ladainha vocês sabem. Porém, quando deixamos claro que estamos falando contra um ato e não contra a pessoa – até porque a Igreja não ensina que um gay deva necessariamente deixar de ser gay; há a terceira via, ou seja, viver o celibato por amor a Jesus Cristo -, surgem algumas argumentações apelativas. Quando dizemos que o ato homossexual é pecado, cita-se a Bíblia, Catecismo, enfim; surge a seguinte objeção: nenhum dos versículos citados foi dito por Jesus. Daí então os adeptos da política gay começam a disseminar a ideia de que Jesus nunca teria condenado o ato homossexual, dando força àquela imagem do Jesus hippie, liberal, que teria dito “faça o que quiser e tá sussa”. Ora, esse Jesus é um fantoche; uma invenção daqueles que não querem negar explicitamente a Deus e inventam seu próprio deus que se molda aos seus gostos e caprichos. O Jesus real é outro. Vejamos se Cristo condenou ou não a homossexualidade.
            Em primeiro lugar, para se condenar um erro não se faz necessário expô-lo em um discurso; basta simplesmente pregar o certo. Sendo assim, a maior condenação ao homossexualismo se dá na defesa que Jesus Cristo faz do verdadeiro matrimônio. Vejamos:
Os fariseus vieram perguntar-lhe para pô-lo à prova: “É permitido a um homem rejeitar sua mulher por um motivo qualquer?”. Respondeu-lhes Jesus: “Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e os dois formarão uma só carne? Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu”. (Mateus 19,3-6)
            Como podemos ver, a concepção de matrimônio entre um homem com uma mulher, não é uma invenção da Igreja, mas mandamento confirmado pelo próprio Cristo. Jesus condena nesta passagem o adultério, o divórcio, a poligamia, a homossexualidade, e toda e qualquer união sexual que se afaste do princípio Criador de Deus, ou seja, da vontade de Deus para a humanidade: homem e mulher Deus os criou.
            Jesus deixa claro que o verdadeiro matrimônio – tão sagrado que é elevado a dignidade de Sacramento; indissolúvel – só pode ser realizado entre um HOMEM e uma MULHER. O homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher. Se Jesus fosse esse hippie liberal que existe na cabeça de certas pessoas, Ele não teria dito isso. Talvez até teria dito que agora eram outros tempos, estava tudo liberado, pois o amor do Pai tudo perdoa. Segundo a atual mentalidade mundana a sexualidade deve ser livre da opressão, portanto, pode poligamia, traição, homossexualidade, sexo antes do casamento, pedofilia, etc. Jesus não aprovou essas coisas. Quem proclamou o “libera geral” foi Freud, não Cristo. Este disse categoricamente: Não lestes que o Criador, no começo, fez o homem e a mulher e disse: Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher? – O pior é que muitos de fato não leram. Não leram e falam do que não sabem. Só se pode se tornar uma só carne, segundo as palavras de Jesus, um homem e uma mulher. Aliás, a própria biologia nos ensina isso. O corpo do homem se complementa com o corpo da mulher. Mas enfim, a discussão neste texto é outra.
            Segundo a passagem acima citada, fica evidente que toda e qualquer tentativa de clamar por “casamento” gay, na Igreja ou fora dela, usando Jesus Cristo como referência de quem acolhe a todos, é, na verdade, um tiro no pé. Pois Jesus Cristo é quem nos ensina o verdadeiro casamento.
            Alguns podem objetar que Jesus falou isto para não contrariar o povo de sua época, afinal, a cultura era outra e Ele poderia ser incompreendido. Bom, isso não vale para Jesus. Vocês estão falando da Pessoa que morreu Crucificado justamente por isso. Foi Ele mesmo quem disse “O Pai me ama, porque dou a minha vida para a retomar. Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar, como tenho o poder de a reassumir. Tal é a ordem que recebi de meu Pai” (João 10,117-18). O Jesus que cremos não era um homem comum, mas sim Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai (cf. Credo Niceno-constantinopolitano / João 1,1-18). Portanto, Ele não temia por falar. A missão de Cristo era justamente ensinar o povo a verdadeira doutrina. Ele morreu na Cruz. Ele ressuscitou ao terceiro dia.  
            O próprio fato de Jesus ter proferido as citadas palavras sobre o matrimônio nos mostram que Jesus antes de ter medo da atual cultura, antes a transformou. Pois ele condena explicitamente, diante de todo o povo, o divórcio. Para quem tem o mínimo de honestidade intelectual compreende que aqui Jesus meche com a cultura da época de maneira drástica. O divórcio era comum, e muitas mulheres eram abandonadas injustamente; outras eram usadas como objetos sexuais, sendo apenas um número entre tantas esposas. Jesus acaba com a bagunça e diz: é UM homem e UMA mulher... Até que a morte os separe.
            A condenação que Jesus faz da homossexualidade não para por aí. Apesar de ficar evidente a condenação do erro ao pregar o correto, podemos ver Jesus condenado a homossexualidade de maneira direta. Só cegos espirituais não compreendem isso. Vejamos:
Depois Jesus começou a censurar as cidades, onde tinha feito grande número de seus milagres, por terem recusado arrepender-se: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e a cinza. Por isso, vos digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Tiro e para Sidônia que para vós! E tu, Cafarnaum, serás elevada até o céu? Não! Serás atirada até o inferno! Porque, se Sodoma tivesse visto os milagres que foram feitos dentro dos teus muros, subsistiria até este dia. Por isso, te digo: no dia do juízo, haverá menor rigor para Sodoma do que para ti”. (Mateus 11,20-24)

            Apesar de Jesus ter realizado grandes milagres: curou cegos, surdos, coxos, etc., mesmo assim, muitos não criam no Senhor. Jesus realiza ainda hoje numerosos milagres. Posso testemunhar isso. Mas Jesus não quer simplesmente que a gente fale “olha, Jesus curou minha doença”, mas quer que digamos “Deus é bom. Me amou na minha miséria. Foi fiel quando eu era (sou) infiel. Reconheço que sou pecador e quero mudar de vida, quero me converter a Ti, Senhor”. É exatamente isso o que fica claro ao lermos esta censura de Jesus. Não censurou os chineses ou os povos indígenas, mas censurou aqueles que ouvindo Sua Palavra, vendo Seus milagres, ainda se recusava a se converter. Não era recusar a segui-lo. Afinal, muita gente o seguiu para comer o pão após Ele ter multiplicado os pães e os peixes. Ele mesmo disse “buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos.” (João 6,26). Se buscarmos Jesus por termos vistos os milagres, reconhecermos Seu amor, Sua Misericórdia, logo iremos até Ele por Ele mesmo e nos converteremos, faremos penitência; mas se vamos apenas para ficarmos fartos, seja por bem star social, emocional, ou seja lá pelo quê, não estamos seguindo verdadeiramente o Senhor.
            E aí é onde entra a condenação ao ato homossexual: Jesus censura aquelas cidades dizendo que, no dia do juízo, haveria menor rigor para Sodoma do que para eles. Sodoma é a cidade em que houve uma grande perversão sexual. Deus disse “É imenso o clamor que se eleva de Sodoma e Gomorra, e o seu pecado é muito grande. Eu vou descer para ver se as suas obras correspondem realmente ao clamor que chega até mim” (Gênesis 18,20-21). Na sequência podemos ler que Abraão intercede por aquela cidade, pedindo a Deus que o justo não pague pelo injusto. Deus promete não destruir a cidade acaso encontre lá dez justos (cf. Gênesis 18,32). Mas o fato é que a Sagrada Escritura vai nos narrar que quando os dois anjos do Senhor chegaram a Sodoma, foram até a casa de Ló a convite deste; e lá estando “eis que os homens da cidade, os homens de Sodoma, se agruparam em torno da casa, desde os jovens até os velhos, toda a população. (Gênesis 19,4); logo após “chamaram Ló: ‘Onde estão – disseram-lhe’ os homens que entraram esta noite em tua casa? Conduze-os a nós para que o conheçamos’” – o termo “conhecer”, em várias passagens, tem um sentido de “relação sexual”. Os sodomitas, após a recusa de Ló, responderam “Retira-te daí! Eis um indivíduo que não assa de um estrangeiro no meio de nós e se arvora em juiz! Pois bem, verás como te havemos de tratar pior do que a eles” (Gênesis 19,9); empurrou Ló e foram avançar para quebrar a porta. Contudo, os anjos estenderam a mão e trouxeram Ló para dentro da casa. Mandou Ló sair da cidade com a esposa e as filhas, e então a ira de Deus destruiu a cidade de Sodoma. Aquele povo estava tão entregue as paixões mundanas que é narrado que toda a população dos homens se aglomeraram ao redor da casa de Ló para assediar os anjos do Senhor, que eles pensavam ser viajantes.
            Jesus citar Sodoma e sua condenação é citar e condenar o ato homossexual. Afinal, este foi o pecado de Sodoma. Jesus apenas afirma que o castigo de Sodoma será menos do que o daquelas cidades, porque Sodoma não teve um sinal, como Jesus curando um cego ou multiplicando os pães, enquanto aqueles tiveram, porém, não se converteram. Tanto uma como outra, nas palavras de Cristo, serão condenadas ao inferno, a diferença está na intensidade do sofrimento de cada uma.
            Esta condenação fica da vez mais evidente quando nós comparamos este trecho do Evangelho (Mateus 11,20-24) com o seguinte:
Esta geração adúltera e perversa pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal do que aquele do profeta Jonas. [...] No dia do juízo, os ninivitas se levantarão com esta raça e a condenarão, porque fizeram penitência à voz de Jonas. Ora, aqui está quem é mais do que Jonas. No dia do juízo, a rainha do Sul se levantará com esta raça e a condenará, porque veio das extremidades da terra para ouvir a sabedoria de Salomão. Ora, aqui está quem é mais do que Salomão. (Mateus 12,39;41-42)
            Podemos ver claramente que os termos usados por Jesus ao falar dos ninivitas e da rainha do Sul são totalmente diferentes dos usados para Sodoma. Quando cita Sodoma, diz apenas que esta teria um pena menor; já ao citar os ninivitas e a rainha do Sul (ambos não faziam parte do povo judeu), Jesus diz que eles condenarão aquela geração (que se recusava crer em Jesus). Fica muito claro aqui, nas palavras de Jesus, que o povo de Nínive e a rainha do sul, por terem se convertido e feito penitência, se salvaram.
            Há algo de interessante na passagem da destruição de Sodoma: por mais que eles não tivessem visto os sinais que acompanhavam o Verbo (Jesus), Deus se manifesta a todos os povos. Nínive é um exemplo disso: não eram judeus, mas Deus enviou um profeta para que o povo se convertesse. A população creu e foi salva. Em Números 22 e 23 podemos ver a figura de Balaão, que era um vidente do povo pagão, ou seja, não fazia parte do povo hebreu liberto pelo poder de Deus, liderado por Moisés; não obstante, Deus se comunicava com ele (cf. Números 22,20). Deus envia profetas mesmo para o povo pagão, para trazê-los à verdade – que é única. Além do mais, a lei de Deus está inscrita no coração de todo ser humano. Por isso, sabemos que pela razão podemos chegar ao conhecimento de Deus e de sua vontade. Embora também sabemos que precisamos da graça de Deus, porém, a criatura é capaz de reconhecer os sinais que seu Criador deixou para ser encontrado. Deus dá a graça para todos aqueles que manifestam o desejo de conhecer a verdade. Por isso, caríssimos, não ouses dizer que a destruição de Sodoma foi uma injustiça. Dois anjos foram até a cidade, e nem se quer houve tempo de ser manifestado uma palavra de conversão, pois os habitantes não somente demostraram que eram entregues às paixões mundanas, como queriam arrastar os próprios anjos para o pecado, abafando qualquer possibilidade de “pregação”, afinal, fecharam os corações para isso, se obstinando na busca do prazer pelo prazer.
            Precisamos compreender muito bem a mensagem do Evangelho, que é amor, mas um amor autêntico. Se não somos capazes de sacrificar nossos desejos e caprichos por amor a Deus, que amor é este? Claro, é difícil. Não estou aqui pregando que é uma coisa fácil. Todo ser humano tem uma grande luta a travar contra sua própria carne que quer realizar os apetites dela, deleitando-se no pecado. O grande erro da nossa geração não é pecar, mas querer justificar o seu pecado. Já pensou se o filho pródigo (Lucas 15,11-32), após ter pegado os bens do pai e gastado com as prostitutas, após estar desejando comer a lavagem dos porcos; já pensou se ele volta para a casa do pai e diz “meu velho! Como eu sei que você é bom e misericordioso, eu viu pegar mais algumas riquezas e vou ali voltar para os bordeis gastar os tesouros que me dás. Valeu! Falou!”. Que ingratidão do filho, não? Deus é o Pai que nos acolhe, filhos pródigos que somos, que talvez tenhamos gasto os nossos bens, o dom da nossa vida, com as meretrizes, com drogas, com orgias, com o pecado, com tudo aquilo que nunca nos deu a plenitude da felicidade. Mas Ele nos acolhe. Ele nos dá novas vestes, põe um anel em nosso dedo e faz uma festa. Ah, como o Céu faz festa quando um pecador volta para a casa de Deus! Porém, nunca saberemos como é a verdadeira alegria de estar na presença de Deus, na Sua casa, alimentando-se da Sua Misericórdia, se ficarmos justificando os nossos pecados (e até usando da misericórdia para continuar pecando e ofendendo a Deus) ao invés de dizer como o filho pródigo: “Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lucas 15,21). E o pai na sequência abraça e beija o filho e faz festa com o retorno de seu filho. Mas a festa verdadeira, a festa dos filhos de Deus, acontece quando nós fazemos como o filho pródigo: reconhecemos que pecamos, que ofendemos a Deus.
            Infelizmente nós vivemos numa geração que justifica seus pecados. Querem continuar na má vida e recusam fazer o mínimo esforço para converter-se e mudar de vida adaptando-se ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por isso, cito outro trecho em que Jesus faz referência a Sodoma:
Também do mesmo modo como aconteceu nos dias de Ló. Os homens festejavam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam. No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu fogo e enxofre do céu, que exterminou todos eles. Assim será no dia em que se manifestar o Filho do Homem. (Lucas 17,28-30)

            Jesus está falando da Sua volta gloriosa. E um dos exemplos de como será quando Ele voltar, é que acontecerá o mesmo que aconteceu no tempo de Sodoma: o povo estará vivendo sua vida normal, trabalhando, construindo, etc., e entregue aos prazeres. E, quando menos esperarem, o Filho do Homem (Jesus) aparecerá e, no juízo final, dará cada uma a sua recompensa: quem seguiu Jesus, a glória; quem seguiu a carne, na carne perecerá e sofrerá no inferno.
            É interessante que Jesus diz que os homens de Sodoma “festejavam, compravam, vendia, plantavam e edificavam”, deixando-nos claro que além da vida de pecado, eram homens que viviam uma vida “normal”. Muitos hoje nos reclamam: fulano é gay, mas é trabalhador, faz o bem, é uma ótima pessoa. Sim, ninguém está negando isso. Não obstante ser uma boa pessoa, o ato homossexual é abominado por Deus. O povo de Sodoma podia ser um ótimo povo, do ponto de vista da agricultura, por exemplo, ou até ter um comércio exemplar, porém, choveu fogo e destruiu a cidade por ser tamanha a perversão sexual, que nem anjos escaparam do desejo deles. É preciso, pois, reconhecer nossa condição de pecadores – seja qual pecado for que cometamos – e pedir a Jesus a graça de conhecermos a verdade e nos convertermos. Precisamos da Sua graça, ser revestidos da força do Espírito Santo para verdadeiramente nos convertermos e vivermos o verdadeiro amor de Jesus.
            É importante lembramos também uma outra coisa: quando a Igreja por meio do Papa, dos documentos, do magistério, enfim, quando proclama alguma coisa, é o próprio Cristo que diz. Com a colocação acima fica clara a condenação que Cristo faz do ato homossexual. Porém, mesmo que Cristo não tivesse proferido estas palavras, não poderíamos dizer, por exemplo “é a Igreja que ensina isso, e não Jesus”. Por um “simples detalhe”:
E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus. (Mateus 16,18-19)
Quem vos ouve a mim ouve; e quem vos rejeita a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou. (Lucas 10,16)
            Jesus diz aos seus discípulos e apóstolos, que quem os ouvia, ouvia a Ele mesmo. Ora, portanto, não há motivo para condenar as outras passagens bíblicas de São Paulo (Romanos 1,24-32; 1Corintios 6,9), São Pedro (2Pedro 2,6) e São Judas (Judas 1,9). E tão pouco o magistério da Igreja. Afinal, não podemos esquecer da sucessão apostólica, ou seja, os Bispos são sucessores dos Apóstolos; o Papa, legítimo sucessor de São Pedro. E nos dois mil anos de história da Igreja diversos foram as declarações da Igreja, seja em documentos, seja por meio do próprio Papa, condenando os atos homossexuais (assim como outras abominações que destroem o verdadeiro matrimônio, como o divórcio). Afinal, Jesus dá a missão para Pedro (Papa) de confirmar os seus irmãos na fé (cf. João 21,15-23; Lucas 22,32).
            Portanto, caríssimos, antes de querer justificar os nossos pecados (não importa se somos héteros ou gays) nos camuflando numa falsa misericórdia, deveríamos tremer. Devemos o quanto antes - afinal, não sabemos nem o dia e tão pouco a hora em que Jesus voltará ou que morreremos – bater no peito, como o filho pródigo, e confessar que somos pecadores necessitados de Misericórdia, e pedir a graça de, a exemplo de Santa Maria Madalena, não mais voltarmos a pecar. Porque, veja bem, caríssimos, se Jesus censurou Corozaim e Betsaida porque elas viram os milagres e não se converteram, o que será de nós, afinal: ouvimos a Palavra de Cristo; temos a Bíblia; temos a Igreja, o magistério, a tradição, o Papa; temos os santos que por pregações ou por revelações de Cristo nos falaram contra a homossexualidade e outros pecados; temos tantas aparições de Nossa Senhora que vem nos chamar a verdadeira conversão, nos pedindo para fazer penitência; nós temos os Sacramentos, podemos confessar e receber o perdão, podemos ir à Missa e – tendo confessado – comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, revestindo-se assim de Cristo, fortificando-nos para não mais pecarmos; nós temos a efusão do Espírito Santo. Não crê nisso? Deus tem realizado tantos e tantos milagres que a ciência não consegue explicar (a vida de São Padre Pio em geral; o milagre de Lanciano; o manto de Nossa Senhora de Guadalupe, etc. Enfim, Deus tem falado por tantos acontecimentos... Porém, o povo se recusa a voltar para Deus. O que será então daqueles que fazem parte da geração incrédula e adúltera dos dias de hoje? Se os de dois mil anos atrás sofreriam condenação maior do que os Sodomitas, os de hoje, talvez, sofram maiores do que a dos de dois mil anos atrás, uma vez que hoje somos menos ignorantes do que o povo daquela época.
            “Por que me chamais: Senhor, Senhor... e não fazeis o que digo?” (Lucas 6,46)
            Para aqueles que tem o problema da homossexualidade, indico que conheçam o Apostolado Courage. Lá será abordada a chamada “terceira via”. É um apostolado católico muito bom que tem ajudado muitos católicos gays a viverem uma vida de comunhão com Cristo, vivendo os ensinamentos da Igreja. Indico também que assistam ao documentário no vídeo abaixo sobre a “terceira vida”. Com toda certeza será de grande ajuda.

            Lembro a todos – gays ou héteros – que Deus ama a todos. Deus é muito, muito, muito bom e misericordioso. Não importa a condição em que você esteja. Mesmo que você tenha cometido todos os pecados de toda a humanidade na história juntos, Deus te ama e está disposto a te perdoar e renovar a tua vida. Mas basta você querer. Eu sei, é um caminho duro e difícil. Mas coragem! Cristo venceu o mundo! Por ti Cristo morreu na Cruz! Por ti Ele ressuscitou. Para ti Ele abriu a porta do Céu. Sempre que você se sentir sozinho, sem forças, querendo desistir e voltar pro pecado, grite por Cristo. Ele te ajudará em cada tentação. Ele estará (e está sempre) ao teu lado para te levantar em cada queda. E outra coisa: a Santíssima Virgem Maria é nossa Mãe. Sim, no Céu nós temos um Pai e uma Mãe. Ela está sempre ao lado de seus filhos necessitados de salvação. Se você se vê sem forças, sem direção. Rogue à Mãe de Deus, e Ela ajudará você. Ela ajuda a todos nós. Se consagre a Ela. Não sejamos como os Sodomitas, que ficaram cegos, e entregues aos pecados. Sejamos como Santa Maria Madalena, que foi capaz de olhar para Jesus e enxergar nEle a única pessoa que é capaz de amar de verdade, não porque tem belas palavras, mas porque é o próprio amor, o próprio Deus encarnado. Lembrem-se: homem nenhum, mulher nenhuma, prazer nenhum, é capaz de nos dar a plenitude da paz, a plenitude da felicidade que Jesus Cristo nos dá.

"Eis que renovo todas as coisas" (Apocalipse 21,5) Ele nos renovará por Seu Santo Espírito!


Nenhum comentário:

Postar um comentário