domingo, 31 de julho de 2016

Islamização do Ocidente, França e EI: Problemas e Soluções

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Neste exato momento em que escrevo este texto – e neste que você o lê – existe um cristão sofrendo as dores da perseguição e/ou do martírio. O Vaticano reconhece que hoje há mais cristãos sofrendo tais penas do que no tempo da perseguição romana. Ateus e crentes assistem - talvez já sem tanta repulsa pela repetição de fatos semelhantes - a atentados terroristas, massacres, e todo tipo de horror; quase sempre praticado por um radical islâmico, membro ou simpatizante do EI, que em nome de Alá ceifa vidas inocentes.
            Muitos se perguntam até quando teremos que conviver com o ódio, com a intolerância religiosa. Eu responderia que teremos que conviver com isso até deixarmos o “politicamente correto” de lado e olharmos o problema real. Os  veículos de comunicação que mostram um mulçumano matando cristãos, são os mesmos que insistem em dizer que o Islã é a religião da paz e que, em outros contextos, o cristianismo é opressor porque a Igreja Católica não libera o “casamento” gay e diz que isto é pecado. Um gay nunca foi metralhado por um padre; só que este diz que a a prática homossexual é um pecado. Basta! É o suficiente para rotular os cristãos de preconceituosos, intolerantes... Enquanto o Estado Islâmico (EI) mata gays por serem gays, cristãos por serem cristãos, escraviza mulheres e as usam como “escravas sexuais”; mas não se vê um movimento global pedindo que as autoridades islâmicas respeitem os direitos femininos, a liberdade religiosa ou a liberdade de escolha da vida sexual que quer levar.
            O que escrevi acima tem o intuito de fazer você compreender que a resolução deste problema não virá da mídia. Os veículos de comunicação são em sua maioria chapa branca (comprados) ou infectados pelo vírus do politicamente correto. Vocês viram o que aconteceu com aquela revista francesa que satirizou Maomé, não é mesmo?
     
       O fato é que o mundo se escandalizou novamente com mais um atentado terrorista, novamente na França, reivindicado pelo grupo Estado Islâmico. Terroristas invadiram uma Igreja e degolaram um padre que estava celebrando a Santa Missa. Não houve tanta comoção dos não católicos, mas enfim, gerou uma certa repercussão. Não estou reivindicando homenagens do Facebook, campanhas globais ou algo do tipo. Só estou querendo que você reaja para um problema real. Afinal, muitos ao verem a notícia do martírio do Padre Jacques Hamel se perguntaram: gente, que mundo é este? Padre morto justo na França? A França é bem ali! Enquanto, caríssimos, deveríamos nos perguntar: por que a França tem sofrido tantos ataques terroristas? Por que está havendo uma islamização do mundo? Se você for procurar na mídia secular, irá encontrar apenas respostas prontas como “O Islã é paz”. Mas quero que você veja qual o real problema da islamização do ocidente e a maneira de remediar a guerra que já existe.
Abaixo citarei alguns dos fatores que fazem com que o islamismo cresça no ocidente; e junto com ele o crescimento do terror.
Problema 1: Perca da fé cristã
Vai dizer o Apóstolo São Tiago “Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isto equivaleria a vos enganardes a vós mesmos.” (Tg 1,22). Mais que uma citação bíblica, este versículo trás o reflexo da Europa, e de maneira especial da França, nas últimas décadas. A Europa, outrora cristã, a França, terra de tantas aparições de Nossa Senhora, viveu décadas engando a si mesma, uma vez que eram ouvintes da Palavra, se dizia cristianizada, mas não cumpriam a Palavra, não seguiam a Cristo de verdade. Em outras palavras, só houve uma islamização porque antes houve uma relativização da fé cristã no continente.
            A perca da fé na Europa chegou a nível tão assombroso, que chegaram ao ponto de nem sequer ouvir a Palavra de Deus; ou seja, nem ir à Igreja os católicos estavam indo. Várias Igrejas histórias, belíssimas, foram transformadas em discotecas, por exemplo. Há relatos de pessoas que visitaram a França que dizem que as Missas eram frequentadas por pouquíssimas pessoas, e quase sempre idosas. A fé cristã – a fé verdadeira – parece ser coisa distante do povo europeu, especialmente o Francês.
            Esta hipocrisia faz-nos ser hipócritas também quando dizemos “gente, logo na França. Tão católica! Tão amada por Nossa Senhora”. Bom, digamos que a França faz tempo que não é tão católica, e Nossa Senhora... Bom, não se tem mais tantas procissões de Nossa Senhora, mas sim passeatas gays e coisas do tipo (parece com um país que vocês conhecem, não é mesmo?).

Problema 2: Impedimento de propagar a fé
O problema 1 faz o católico mais fervoroso, mais aleluiado, mais missionário, abrir a alma e gritar para Jesus: “Senhor Deus, envia-me em missão para Paris! Eu quero pregar o Evangelho! Aleluia!” Mandar missionários para a França não resolverá o problema. Eu mesmo já pensei que se outrora a Europa mandou missionários para cristianizar a América, agora era o momento de retribuir e enviar missionários americanos para recatequizar a Europa. Bonito, não é? Só que aí eu caí na real e percebi que o Brasil ainda não é catequisado para querer arrogar gordura de enviar missionários para salvar a Europa, afinal, nós estamos no mesmo caminho – e avançado – de destruição.
            O envio de missionários não resolveria de imediato por um pequeno detalhe: pregue o Evangelho em praça pública e você irá pregar em alguma “Papuda” Francesa. Lembro que há uns cinco anos atrás soube de uma missionária brasileira da Comunidade Católica Palavra Viva que foi em missão para a França, e lá ao fazer o anuncio do Evangelho dentro de um ônibus, uma senhora começa a brigar com o motorista mando-o parar e tirar a missionária porque as leis não permitiam aquilo (e deve ter choramingado aquela ladainha de Estado Laico). O motorista parou o ônibus, e, surpreendentemente, não expulsou a missionária. Ele disse que todos os dias ouvia sobre tragédias, e justo quando alguém vinha falar de Deus ela queria que interrompessem? Isso foi há cerca de cinco anos. O resultado de hoje é que os muçulmanos não pedem licença para pregar a Palavra no ônibus, eles explodem-no.
            Parece não fazer diferença, mas o fato é o seguinte: se há uma boa parcela de cristãos que não vivem a fé, sendo tão frios que nem mesmo à igreja vão, para fazer com que essas pessoas se dirijam ao Templo faz-se necessário ações evangelizadoras; só que em países como a França qualquer ato religioso em público pode ser encarado como um ferimento ao Estado Laico. Para vocês tomarem de exemplo, recordem-se do jogador de futebol Neymar que foi perseguido pela mídia porque na final da Liga dos Campeões da Europa de 2015, após se sagrar campeão, usou uma faixa na cabeça escrito “100% Jesus”. Embora a final tenha sido na Alemanha, jornais franceses polemizaram o ato de Neymar. Não só a França, mas o globalismo de maneira geral, tem feito com que a mensagem de Jesus seja dificultada. Quem acompanha a Liga dos Campeões sabe que no vídeo de abertura aparece o campeão da edição anterior, e na edição de 2016 apagaram o “100% Jesus” da cabeça de Neymar. E se estivesse alguma referência ao Islã, teriam apagado?
           
Problema 3: Instrumentalização da pobreza
Se prestarmos atenção, caríssimos, veremos que os terroristas tem um perfil bem definido. Eu não me recordo de ter visto alguma notícia dizendo que um filho de algum magnata do petróleo dos Emirados Árabes, nadando em dinheiro, tenha se envolvido em atentados terroristas. Pode até ser que os mais ricos financiem grupos radicais, mas isso é uma outra discussão. O que quero dizer aqui é que a massa de manobra, a linha de frente, aqueles que cometem atentados suicidas, por exemplo, são pessoas pobres, com problemas, que de uma hora para outra, ouvindo um discurso sedutor, acabou adentrando em grupos radicais e espalhando o terror pelo mundo.
            A tática para se conseguir adeptos para o Islã radical, para ser membro do EI, por exemplo, é a mesma usada pelos Comunistas: instrumentalizar a pobreza. A França é um país que tem muita diferença social. O índice de desemprego – sobretudo entre os jovens – é grande. Além disso há também o sentimento de rejeição de alguns estrangeiros que vivem as margens, sem emprego, na miséria.
            O Comunismo chegava nessas pessoas e pregava um Paraíso na terra, prometia-lhes a libertação da pobreza. O pobre, sofrido, ouvia tais apelos e acaba por se tornar massa de manobra de ditadores sanguinários. Se os operários do início do século XX soubessem os reais frutos do Comunismo, será que teriam adentrado nesta praga? E assim, num desejo de “libertação”, de igualdade (lembrem-se da própria França com sua pseudo liberdade, igualdade e fraternidade), pegaram e armas e fizeram várias guerras. Guerras civis se espalharam, e os corpos ficaram no chão. Depois viu-se que o próprio Comunismo matava comunismo, afinal, é um sistema impossível. O povo Venezuelano, pró e contra Maduro, passam fome; e somente o ditador e sua nata tem privilégios, enquanto a sociedade está no caos.
            Assim acontece com o Estado Islâmico e demais grupos radicais. Da mesma forma que os Marxistas diziam que a pobreza só acabaria após a vitória do proletariado, fazendo acontecer o paraíso terrestre; os radicais islâmicos passam a ideia de que o mundo só será bom quando toda a sociedade for islâmica. Só que para que a sociedade seja islâmica, é preciso suprimir o cristianismo, fazê-lo desaparecer, e quem não quiser se converter... Mata! Isso é inspirado no próprio livro sagrado deles. Você pode dizer que não são todos os muçulmanos radicais, porém, alguns estudos apontam que 15 à 20% dos muçulmanos são radicais. Levando em consideração que tenha cerca de 1bilhão no mundo, temos 150 à 200 milhões de pessoas propensas a aceitar cometer um atentado suicida e matar milhares junto com elas, em nome de Alá, para ter o Paraíso terrestre.
            O muçulmano que vive na pobreza, com problemas psicológicos, revoltado com o mundo a sua volta; começa a acreditar na mensagem do EI e, soltando a revolta interior, começa a cometer atentados. Para ele não importa se será fuzilado em seguida, porque para ele, segundo o que lhes é pregado, ele alcançará o Paraíso e ainda estará salvando outras pessoas. Então, para eles, ao invés de viver essa vida de merda, vou metralhar e ir logo para o paraíso. O problema é que qualquer pessoa sensata sabe que matar é pecado, é errado, é contra a moral inscrita no coração de todo homem. Por isso embora o Alcorão mande matar os infiéis (cristãos e demais que se recusarem se converter ao islã), a maioria dos muçulmanos não saem por aí matando os outros. O problema é que a minoria dos muçulmanos causa um grande estrago.
            Nós estamos numa eminência de 3ª guerra mundial. Devemos vigiar. Um dos homens que corromperam a sociedade chama-se Nietzsche, autor da famosa frase “Deus está morto”. Deus vive, obviamente, mas a Europa, especialmente a França, matou-se, ou melhor, apagou-se a chama da fé cristã. E Nietzsche falava que para se alcançar a paz, a sociedade perfeita, devia-se fazer a guerra, a destruição total, e aí viria um super-homem que faria surgir a sociedade perfeita. Adolf Hitler mandou os membros das forças armadas lerem este livro e ele, ditador sanguinário que foi, se auto intitulou ser este super homem. Ele de fato propagou a guerra, a destruição, prometendo o paraíso. O que vimos? Terror. O Estado Islâmico também quer apagar a fé, destruir a sociedade dizendo que trará o Paraíso terrestre. O que temos visto? Terror! Terror!
            Por isso é necessário que os governantes cuidem de seus pobres, não como instrumentos de se reelegerem, mas como seres humanos que são. É preciso dar-lhes dignidade, trabalho, formas de viverem em paz, para que tenham sentido na vida. Por isso o Papa Francisco disse que o pobre é assunto nosso, dos cristãos, e não dos comunistas. Se nós, católicos, não cuidarmos dos pobres, trabalhando para lhes dar dignidade, virá o logo que os instrumentalizará para fazer o mal. O mal vem disfarçado de Comunismo, de Estado Islâmico, ou de qualquer outra ideologia satânica que venha para matar, roubar e destruir.

Problema 4: As famílias cristãs não procriam
“Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: ‘Frutificai – disse ele – e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a.” (Gênesis 1,27-28)
            Apesar de ter muitos que se dizem cristãos, apesar das aparições de Nossa Senhora, boa parte do povo francês calcou aos pés esta Palavra. Deus abençoa os casais com o fruto do seu amor, os filhos.
            A partir do momento em que uma nação não vive a palavra “Enchei a terra e submetei-a”, ela será tomada de assalto e será submetida a viver uma outra cultura. O fato é que a taxa de natalidade na França caiu muito nos últimos anos, não chegando a três filhos por família. O que já é um número baixo chega a ser pior: menos de 3 é já contando com as famílias de não franceses que moram na França, em suma muçulmanos. Quando se fala de franceses mesmo, o número é ainda pior: 0,1,2... 0,1,2... Com poucas exceções. Enquanto as famílias muçulmanas, pelo contrário, tem 6,7,8,10 filhos ou mais.
            Os ataques terroristas nos causam horror, mas a tomada da Europa não está sendo feita com armas, mas com famílias. Enquanto os cristãos deram ouvidos para a mensagem globalista, espalharam o sexo livre com preservativo, vasectomia, laqueadura, e caso engravide, aborto, o número de natalidade caiu drasticamente; enquanto o dos muçulmanos subiu. Não é preciso ser nenhum mestre da matemática para saber que algumas décadas depois os muçulmanos estariam engolindo os cristãos em quantidade.
            Veja bem, caríssimos, por mais que você propague a fé, viva a fé, impeça a instrumentalização da pobreza; mesmo assim o islã dominará a cultura ocidental se as famílias ocidentais, sobretudo os cristãos, não voltarem a gerar filhos. “Multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a”.
            Mesmo com os refugiados, mesmo com tantos muçulmanos indo morar na França, a situação não seria tão catastrófica se os cristãos tivessem continuado gerando, ou seja, tendo filhos conforme a providência divina. Teriam muçulmanos, porém, os cristãos seriam numerosos.
            O cristianismo se propagou também pelas famílias. Infelizmente, pela destruição desta, o cristianismo está caindo, ou antes, perdendo território.
            Além dos casais que não querem ter filhos, lembremos também que a França aprovou o casamento gay. Enfim, a propagação da homossexualidade, a libertinagem entre os próprios héteros que não querem constinuir família e/ou não querem ter filhos, faz com que a própria cultura ocidental não se fortaleça. Na celebração do matrimônio católico há a benção para a fertilidade, pedindo a Deus esta graça; mas enquanto os casais continuarem impedindo o nascimento de novos cristãos, o horror continuará crescendo.
            Mais uma vez uso o comunismo como exemplo. Nós podemos ver no Brasil os marxistas pregarem a destruição da família, porém poucos sabem o porquê. Para os muçulmanos é bom que os cristãos tenham poucos filhos, afinal, ganham território; para os comunistas, porém, é porque acaba com a propriedade privada. Segundo estes malucos, a família só tem a função de preservar a propriedade privada, que eles querem destruir. Destruindo a família, querem destruir a propriedade privada. Tanto é que com famílias pouco numerosas fica difícil a própria defesa, a economia quebra e fica-se mendigando do Estado. Na China Comunista, por exemplo, onde o casal só pode ter 1 filho tendo que abortar nas outras gestações, o Governo começou a se mexer para afrouxar a lei porque começou a ter problemas na economia do país. Se a China com 1 bilhão de habitantes sentiu impacto na economia com a lei do filho único, quanto mais a pequenina França, quanto mais o Brasil! Não somente torna-se presa fácil para o crescimento islâmico, mas tem problemas na economia.

Conclusão:
A salvação para a França não virá de nenhum governante, mas passará por toda a população. Ou o povo se volta para Cristo, anuncia-O, ama os irmãos e gera filhos em famílias verdadeiramente cristãs, ou assistiremos de perto a queda do ocidente.
            Todo e qualquer ataque bélico somente enxugará gelo. Um presidente, ou a união de vários Presidentes, podem até perante a mídia mostrar algum avanço; mas o fato é que para extirpar o horror islâmico é preciso mostrar a beleza cristã!
            O que digo para a França, vale para nós brasileiros. Nós estamos com terreno aberto para que o horror tome conta. O inimigo eminente é o comunismo; mas não somente. No Brasil, embora conhecido como maior país católico do mundo, o povo não vive a fé católica – muitas vezes nem os padres celebram nem crê como a Igreja Católica -; não propaga a fé católica e, não poucas vezes, é usada como marcha de manobra para instrumentalizar a pobreza em prol do socialismo; e as famílias tem poucos filhos. Se não bastasse o Foro de São Paulo agindo para transformar a América Latina em um regime Comunista, quero informar que cresce o número de Mesquitas; temos lido notícias de jovens brasileiros supostamente envolvidos com membros do Estado Islâmico; e há PL na Câmara que quer ensinar cultura islâmica nas escolas (a autoria é de um deputado que sempre evoca o Estado Laico para tudo e reclama de ensino religioso). Isso não quer dizer necessariamente que sofreremos ataques terroristas, mas quer dizer que os muçulmanos também crescem aqui, enquanto os cristãos diminuem a quantidade de filhos. Quanto tempo demorará para a cultura cristã brasileira ser submergida? Espero que não aconteça, mas depende de cada um de nós. Mas depende de cada um de nós.
            Lembro, porém, que nossa luta não é armada. Nossa luta tem que ser vivendo a nossa fé, ensinando a fé aos outros, amando e fazendo a caridade e, não menos importante, constituir famílias verdadeiramente católicas e ter quantos filhos Deus quiser que tenhamos.

E lembre-se sempre: o cristianismo não é a religião pelo qual se mata, mas pelo qual se morre.  Que viva Cristo Rei! Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!

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