domingo, 5 de junho de 2016

Jesus entregou à sua Mãe! (a viúva de Naim e a viúva do Calvário)

 Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
A Palavra de Deus vai dizer em Lucas 7,11-17 a respeito da compaixão de Jesus para com a viúva de Naim. Jesus está se dirigindo para esta cidade, vê um cortejo fúnebre, se compadece da viúva que está indo sepultar seu único filho. Jesus aproxima-se, toca no caixão, manda o jovem levantar; este, pelo poder de Deus, volta a vida. “Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe.” (Lc 7,15) Se meditarmos bem, o que Jesus fez a este jovem que havia morrido, também o fez com toda a humanidade.

            Nós estávamos mortos pelo pecado. Por nós mesmos estaríamos condenados ao inferno. São Paulo vai dizer “eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5,8); ou seja, estamos fadados a morte, porém, Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeceu de nós, encarnou-se no ventre Puríssimo da Santíssima Virgem Maria, e se entregou por nós. Jesus nos amou no madeiro da Cruz. E quando Ele estava suspenso no madeiro da Cruz - não para condenar o mundo, mas para salvar todo aquele que crê (cf. João 3,15ss) – ele dava a vida para todos quantos estavam na morte. Sim, Jesus derramava Seu preciosíssimo Sangue sobre a humanidade, abrindo as portas da vida. Assim como aquele jovem ressuscitou ao ouvir a voz de Cristo, no Calvário, pela Paixão de Cristo, todos aqueles que creram receberam o chamado da vida que o Sangue vem nos trazer.

            Após ressuscitar aquele jovem, este se põe a sentar e a falar, e Jesus entrega-o à sua mãe. O mesmo ocorreu no calvário. Após nos recobrar a vida pelo Seu sangue, Jesus nos entrega à nossa Mãezinha querida, a Imaculada sempre Virgem Maria! “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (João 19,26-27) Foi exatamente isto o que aconteceu! Assim como a atitude de Jesus ao ressuscitar àquele jovem foi entrega-lo à sua mãe, da mesma maneira, após abrir a porta do Céu pelos méritos de Sua Paixão, Cristo nos entrega à nossa Mãe! Que belo! Obrigado Senhor Jesus! Gratidão a Ti!

            Esta passagem de João 19,25-27 traz um mistério profundo. Nunca se é o bastante citá-la, meditá-la. Há um mistério profundo do amor de Deus, que se une ao Imaculado Coração, para ser transfigurado à humanidade. Após Jesus nos entregar Sua Mãe, o evangelista vai nos narrar no versículo 28: “Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: ‘Tenho sede’”. Se observarmos bem, “Mulher eis aí teu filho” e “Eis aí tua mãe”, foram as últimas palavras de Cristo dirigidas à humanidade. Jesus entregou falou com o Pai, falou com si “Tenho sede”, mas, todavia, para um ser humano, as últimas palavras foram a da entrega de João à Virgem Maria, ou melhor, a entrega de todo o gênero humano à Ela. Ora, após fazer essa entrega, o evangelista afirma que Jesus sabia que tudo estava consumado. Só ficou tudo consumado para se cumprir a Escritura após a entrega da humanidade à sua Mãe, a Virgem Maria. Foi neste momento em que se cumpriu a promessa de Gênesis 3,15: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Se cumpriu a escritura, no Calvário, quando Jesus entrega a descendência dos filhos de Deus, daqueles que estavam mortos no pecado mas acabam de recobrar a vida pelo Sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e os entrega à Mulher que vence a serpente, à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

            Por isso, em nossa caminha cristã, necessitamos ter uma profunda devoção à Virgem Maria. Jesus foi quem primeiro nos consagrou à Ela; foi o próprio Jesus quem fez este ato de entrega de todo o gênero humano à Imaculada aos pés da Cruz. Porém, é necessário que eu queira. Na nossa trajetória, andávamos perdidos, sem direção, na morte do pecado; porém, ao termos um encontro pessoal com Jesus Cristo, ouvimos esta voz que diz “Jovem, levanta-te!” e ressuscitamos pela misericórdia do Senhor. Porém, devemos saber que a primeira coisa que Jesus faz após ressuscitar o morto é entrega-lo à sua Mãe. Ele antecipa esta revelação neste fato ocorrido com a viúva de Naim; cumpriu-se, porém, no Calvário. Se nós recusamos a devoção à Virgem Maria, por escrúpulo ou qualquer outro motivo, nos recusando a aceita-la como nossa Mãe e Senhora, seremos apenas pessoas sentadas no caixão e nunca seremos a plenitude do que Deus quer que sejamos. Precisamos da figura da Mãe, que educa, cuida, corrige, ensina a amar o Pai do Céu, a adorá-Lo, etc. Muitas pessoas até tiveram uma experiência com Jesus, mas sem a Virgem Maria são apenas pessoas sentadas no caixão. Eu acredito na experiência com Cristo que protestantes tiveram, porém, você que recusa o amor à Virgem Maria, pode até de certo ponto ter saído de um estado de morte à vida, mas permanecerá apenas uma pessoa sentada no caixão; porque o Senhor, após ressuscitar a humanidade, nos entregou à nossa Mãe, a Virgem Maria.

Recusar o amor materno da Virgem Maria, mesmo após Jesus guiar-nos para Ela, é perigosíssimo: após a angústia de ser apenas uma pessoa viva, porém sentada no caixão, em pouco tempo poderá voltar à morte espiritual e condenar-se no inferno. De todos os apóstolos, somente S. João permaneceu até no Calvário. E somente porque estava com a Virgem Maria. Pedro, Tiago e o próprio João, subiram no Monte Tabor e contemplaram a glória de Deus: Jesus se transfigurou mostrando Sua divindade, viram Moisés e Elias conversando com Cristo; ouviram a voz do Pai, entraram em êxtase. Porém, a experiência pessoal com Jesus, neste caso, contemplar a glória, não foi o suficiente para que Pedro e Tiago seguissem o Senhor até o Calvário; João, por sua vez, seguiu, mas a Palavra é clara ao dizer que Jesus viu ele ao lado de Maria Santíssima, ou seja, João só foi até o Calvário porque estava com Maria. Por isso, amados, após nos ressuscitar pelo poder do Seu Sangue, Jesus nos entrega à Sua Mãe, fazendo-A nossa Mãe amorosíssima, para que Ela nos faça santos, nos faça fiéis até no Calvário. Por isso, você pode até ter experiências espirituais, porém, sem a Virgem Maria ninguém conseguirá perseverar sendo a plenitude daquilo que Deus quer que sejamos.

Nossa Senhora é a Auxiliadora dos Cristãos, portanto, recorramos a este auxílio que o próprio Cristo nos deu. Deus não nos fez para uma vida medíocre. Ele não fez você sair da realidade que você saiu, para ser apenas um jovem, um homem, uma mulher, um cristão meia boca que passará a vida sentado num caixão. Larga de ser besta e aceite o amor da Virgem Maria, aceite-a como Mãe. Não importa quanto tempo tenha que você, por exemplo, protestante, passou em outra denominação. Não importa se quer se você blasfemou, desonrou esta Bela Senhora, nossa Mãe! Jesus te entregou a Ela, e, apesar de você se afastar dela, Ela sempre esteve ao seu lado, e está com os braços abertos para te receber e te abençoar em nome de Jesus. Você, que apesar de católico, sempre teve resistência, se junte a todos nós e nos entreguemos de corpo e alma ao Imaculado Coração de Maria, onde a Trindade Santa habita, para aí fazer também nossa morada, e regozijar eternamente em Deus, com Maria, por Maria e em Maria.

Jesus entregou àquele jovem para sua mãe, a viúva de Naim; Jesus nos entrega para nossa Mãe, a viúva do Calvário, Maria, que via Seu filho morrer nas mãos dos pagãos, mas ao mesmo tempo vê-se Mãe da humanidade. Se fomos ressuscitados pela graça de Deus – Aleluia! -, Deus nos entrega à Nossa Mãe - Maria, a Mãe de Misericórdia. 

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