terça-feira, 28 de junho de 2016

Gays, perdoai-nos!

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Após ouvir a declaração do Papa Francisco, tão difundida nos meios de comunicação, sobre pedir desculpas aos gays, resolvi escrever este texto. Sim, desejo pedir-vos perdão. Mas como Deus é verdade, peço-vos perdão na verdade, na sinceridade.
            Perdoe-nos por muitas vezes sermos tão estúpidos. Muitas vezes por causa de um zelo, de um desejo que todos sejam santos, esquecemos de nos santificar para cobrar um comportamento vosso da forma que queríamos. Não, isso não quer dizer que não haja pecado em determinadas práticas. Meu pedido de desculpas não é uma relativização da doutrina. Peço perdão, porém, por causa dos vários cristãos que acabam se afastando de vocês por causa de sua opção sexual. Eu sei que talvez alguns cristãos que eram vossos amigos, após saberem da opção sexual de vocês, acabaram tornando-se quase que vossos inimigos.
            Se alguém que diz ser cristão vos insultou, humilhou e talvez até vos agrediu por serem gays, peço perdão. Não é este o desejo de Cristo. Ele sempre acolheu o pecador como ele é; muito embora, porém, rejeite todo pecado – seja ele praticado por gays ou héteros. Sabe quando você foi à Igreja e um grupinho ficou cochichando, sorrindo, e zombando de você? Pois é, peço desculpas por estes casos. Talvez você, travesti, um dia foi tocada pelo Espírito Santo, ou mesmo ouviu a voz do Anjo da Guarda a dizer “Vai até a Igreja que teu Pai te espera”; porém, ao chegar lá, aquelas senhoras que rezavam “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo inferno. Levai as almas todos para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem da Vossa Misericórdia” no fim de cada dezena do terço, logo “cochicharam” para todos ouvir: “olha aquilo! Que falta de vergonha! É um desrespeito para com a casa de Deus.” Bom, eu não acho que um filho que retorna a casa do Pai esteja desrespeitando-O. Acredito, inclusive, que Deus ficou feliz com sua ida à Igreja; mesmo que você tenha saído com o coração ferido por causa de algumas palavras.
            Lembro-me que uma vez fui até mal compreendido por um ex homossexual que trabalhou (e trabalha) na evangelização de homossexuais. Ele estava a iniciar um Grupo de Oração para Gays, travestis, etc. A intenção dele era muito boa. Bom, eu fui contra. Mas não por achar que vocês, homossexuais, não devessem estar na Igreja. Mas é que para mim, não sei se vocês concordam, seria uma espécie de preconceito ter um grupo de oração só para gays. Não, eu não acho que deva ter um grupo de oração só para homossexuais, eu sonho com Grupos de Oração que possam acolher héteros, gays, ricos, pobres, negros, brancos, todos em um só desejo de receber o Batismo do Fogo do Espírito Santo.
            Por isso, peço perdão também, amados irmãos em Cristo, por todos os agentes de pastorais, ou seja, coordenadores de grupos de oração, de grupos, pastorais, etc., que ao invés de vos acolherem para dar a Cristo, nosso Senhor e Salvador, verdadeira felicidade que não passa, vos excluíram. Eu sei, todos nós deveríamos saber que a Igreja é um hospital que tem a única cura para todos os males físicos, espirituais, emocionais: Jesus Cristo na eucaristia. Mas, ao ver-vos pecadores, impediram vossa permanência no hospital. Mas não são os doentes que precisam de médico? Nós também não somos estes doentes que outrora fomos acolhidos neste hospital? Também nós, apesar de pousarmos de piedosos cristãos, também não temos que nos prostrar diante do padre para confessar os nossos pecados porque pecamos? Com que direito afastamos vocês da Misericórdia de Jesus? Perdoe-nos por isso.
            Peço perdão por todos os cristãos que confundem “homossexualidade” com o “gayzismo”, que são coisas completamente diferentes. Eu sei que talvez vocês tenham sofrido por causa da insanidade de movimentos políticos que dizem defender vossas causas, mas, na verdade, usam da homossexualidade e do Estado Laico para atacar o cristianismo. Eu sei que a maioria de vocês homossexuais não compactuam com suas ideias. Mas, meus irmãos, se alguns de nós são estúpidos, vocês tem que reconhecer também, que alguns movimentos são igualmente estúpidos. Pense no caso do ultraje das imagens dos nossos santos e do crucifixo, ou das paródias religiosas na Parada Gay, enfim. Alguns cristãos acabam ficando muito nervosos. Peço perdão se algum, por causa dos loucos, acabaram generalizando.
            Peço perdão se alguma vez deixamos transparecer que homossexuais estão condenados ao inferno e ponto final. O ato homossexual é um pecado. Muitas vezes fala-se muito no pecado homossexual, e esquecemos que também é pecado mortal a pornografia, masturbação, adultério, sexo – mesmo hétero – antes do casamento, etc.
            O Papa Francisco mais uma vez usou o Catecismo ao se referir aos gays. O Catecismo está claro. Leia o Catecismo e verás que a Igreja não está condenando a pessoa do homossexual. De forma alguma. Apenas diz que é um pecado, que não é vontade de Deus, afinal, o matrimônio tal qual foi sonhado e feito por Deus é entre um homem e sua mulher que se unem e geram filhos. Falando nos filhos, quero pedir perdão – e esta dói bastante em pedir – pela hipocrisia dos cristãos. A melhor pregação é a vida. Muitas vezes pregamos para vocês e falamos que é pecado o ato homossexual, que Deus criou homem e mulher, que homem com homem ou mulher com mulher não gera filhos, e, no entanto, pastores protestantes em sua maioria usam camisinhas para não gerar filhos. Eu sei, é hipocrisia. Por isso a Igreja Católica condena a camisinha, pílulas anticoncepcionais e todos os métodos artificiais de contracepção. Afinal, nós somos pró vida. Queremos famílias, e famílias numerosas. Não obstante, muitos católicos também usam métodos contraceptivos porque não querem gerar. Por isso, os católicos que fazem isso são mais hipócritas, pois ao contrário dos protestantes, nós temos um magistério a nos guiar, porém, muitos não o seguem. Se vocês, homossexuais, são acusados de libertinagem, muitos cristãos também o são, pois profanam o sacramento do matrimônio.
            E falei isso por um único motivo: Saiba que a Igreja não é um salão nobre onde é exposto os grandes carros importados, esportivos, mais potentes, implacáveis; mas, pelo contrário, é uma borracharia onde as latas velhas – como eu – chegam aos trancos e barrancos para que Jesus as conserte. Eu preciso ser consertado por Jesus. Eu tenho certeza que você também. Não se importe com os olhares, cochichos, fofocas, vá para a Igreja pois ela é a casa do teu Pai! Que família que não tem aquele irmão chato que implica? Bom, na família de nosso Pai terá alguns. Na parábola do filho pródigo, o irmão mais velho reclamou do pai quando este recebeu seu irmão após gastar sua herança com as prostitutas. Mas Deus não está nem aí! Ele não se importa por onde você andou, ele só quer saber se você está decidido a ficar na sua verdadeira casa: na casa de Deus! Na Igreja!
            Se a hipocrisia de muitos cristãos te fazem não querer tentar novamente, afinal, você diz, “na Igreja há muitos hipócritas”. Me uno, porém, ao Venerável Fulton Sheen e digo-vos: há espaço para mais um hipócrita. Sim, há espaço para mim, para você, ambos pecadores que necessitam da Misericórdia do Pai. Não estou, no entanto, passando a mão na sua cabeça e dizendo que podemos continuar nos ferindo com o pecado. Não é isso. Mas mesmo no pecado, não se afaste de Deus, não deixe de pedir perdão, não deixe de suplicar a Misericórdia de Deus. Não importe o tempo que demore, mas se você permanecer perto de Jesus, ele consertará este carro que está caindo aos pedaços. Sim, está. Eu sei que está.
            Amados irmãos, quero antes de mais nada, pedir perdão pelas vezes que eu e meus irmãos cristãos, de diferentes profissões de fé, não transparecemos a face Misericordiosa de Jesus. Quero, porém, vos dar uma dica para se aproximar mais de Cristo, apesar das pessoas – pode ser? Vou dar a dica que fez com que eu mesmo me aproximasse da Misericórdia de Jesus. Teve uma época que eu estava uma lata velha, podre de pecado, longe de Deus – apesar de estar na Igreja -, com um vazio, desejando me preencher de Deus. Um dia fui à Igreja e busquei o Sacramento da Penitência, mais conhecido como Confissão. Ali, diante de Padre, quando contei toda a minha vida, o sacerdote (padre) levantou as mãos e fez a oração de absolvição dos meus pecados. Quando ele falava, eu sentia minha pele arder, um fogo do amor de Deus me consumia. Depois senti este mesmo fogo ainda diante do Sacrário. E esta é a segunda dica. Não sei se algum católico teve tempo de dizer sobre isso, mas Jesus está presente na Eucaristia (na Hóstia que o Sacerdote consagra na Santa Missa). Quando estiver angustiado, sem ninguém pra conversar, sem ninguém te atender, vá até a Igreja Católica mais perto de você e se dirija ao sacrário, pois ali as hóstias são guardadas e Jesus fica presente para ser adorado. Converse com Jesus ali. Desabafe com ele. Vá a Missa, adore-o no Santo Sacrifício da Missa. Se tiver se preparado (feito catequese), e tendo confessado, poderás comungar e ver que só o amor de Jesus preenche o nosso coração. Eu experimentei isso. Só quando confesso e comungo é que sou plenamente feliz. Experimente isso. Mas mesmo que você ainda esteja num estado de pecado, visite Jesus. Ele recebe a todos. E se alguém falar pra você sair, diga-lhe: Jesus é o meu Senhor e eu quero passar um tempo com Ele! A outra dica que faço é: leia um livrinho chamado “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria”. Não sei se deu tempo para algum católico dizer, mas na Bíblia Jesus fala em João 19,25-26 à Nossa Senhora “Mulher, eis aí teu filho”, e depois para S. João “Eis aí tua mãe”. Ou seja, Jesus entregou a Virgem Maria, Sua Mãe, a nós. Isso mesmo, a Mãe de Deus é também nossa mãe. Ele sabe que nós somos fracos, que não conseguimos fazer Sua vontade, por isso nos entregou Maria para ser nossa Mãe e advogada. Quando li este livro e me consagrei à Ela, pude ver o Seu poderoso auxílio me ajudando a entender a vontade de Deus, a vencer os meus pecados, a reconhecer a Misericórdia de Jesus apesar das minhas misérias, a me levantar quando caí. E sim, caí muito. Quantas quedas! Mas sabe o mais legal? Em todas as quedas a Virgem Maria estava ao meu lado a me levantar e a me entregar ao Sagrado e Misericordioso coração de Jesus. Leia este livro e se entregue à Ela. Mas mesmo sem ler o livro, busque rezar o Terço, ou na oração do teu coração, se consagre a Ela, peça Seu auxílio, rogue sua intercessão, afinal, Jesus nos deu Maria Santíssima para ser nossa Mãe, refúgio, advogada, nossa rainha. E sabe do mais legal? Ela é Rainha e Mãe de Misericórdia. Ela quer te acolher. Só está esperando um suspiro teu para te ajudar. Peço perdão se não te contaram isso. Mas, perdoe-nos e se consagre à Virgem Maria.
            Enfim, peço perdão por não divulgarmos boas iniciativas. Existe um apostolado chamado Courage. Ele cuida de casos de pessoas que são homossexuais e precisam de uma orientação segundo a fé católica. Não, não é uma imposição de regras. É a abordagem semelhante ao do Papa Francisco. Que tal você conhecê-los e descobrir a outra face da Igreja Católica que a mídia não mostra – e muitas vezes nem nós nos esforçamos a mostrar? Clique aqui e se surpreenda com o que realmente a Igreja ensina sobre homossexualidade, sexualidade, etc.
            Finalizo lembrando-vos: Jesus Cristo ama-vos de maneira incondicional e pessoal! Ele morreu na Cruz por todos nós. E se tivesse somente você na face da terra, Ele teria morrido por você novamente se preciso fosse. Santa Catarina de Sena diz que não há ninguém tão pecador que não alcance Misericórdia. Que tal nós – tu e eu – nos encontrarmos com essa misericórdia hoje? Afinal, a mesma santa diz que “enquanto é tempo da Misericórdia recorrei a Cristo Crucificado”. Bom, vamos? Eu oro à Deus através da Virgem Maria por você, e você faz o mesmo por mim. Combinado?
            Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!


            








sábado, 25 de junho de 2016

Que idosos são estes!?

Imagem de comercial americano que pretendia
atingir o público da terceira idade.
Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Não é de hoje que tenho percebido uma tentativa da mídia em mostrar um novo tipo de idoso, um novo modelo a ser seguido, uma nova maneira de viver a terceira idade, indo para um caminho oposto do trilhado por idosos de outros tempos.
            Essa nova forma de viver a terceira idade, segundo a mídia, vem acompanhada de uma condenação da forma “antiga”, ou seja, do que era comum vermos em um idoso. Aquele casal unido há décadas; religiosos, de terço na mão, Missa dominical, piedosos; família grande; conselheiros dos filhos e dos netos; tem sido taxado de arcaicos, ultrapassados, pois a grande moda do momento é o “jovem com experiência”, é o vovô safadão e a vovó piriguete.
À nossa volta está cheio desses exemplos, influenciados pela mídia ou não, de idosos que querem praticar a mesma insanidade que os jovens. Antigamente os pais, e principalmente os avós, eram as referências dos jovens moralmente falando. Eles davam conselhos para os filhos e netos; eram, claro, chamados de caretas, velhos, mas quando estes quebravam a cara após ver que o prazer pelo prazer, a fortuna pela fortuna, a balada, enfim, nada disso trazia a felicidade, lembravam dos conselhos dos sábios de cabeça branca e decidiam dar uma chance para o que eles falavam. Mesmo após a morte dos avós, muitos jovens passam a se aproximar mais de Deus por se lembrar da vida piedosa destes. Lembra do avô, e logo vem à mente o terço que rezava em casa, a Missa que acompanhava pela tv devotamente após não ter mais forças para ir à Igreja, da novena acompanhada também pela tv, enfim, e dos conselhos. Ah, sim... E após ver que a vida dos seus avós, vivendo devotamente e não entregues ao mundo, logo veem que eles viveram a verdadeira felicidade porque viveram em Deus. Mas, hoje, o problema é o seguinte: vovô é que é maconheiro e vovó a saidinha. Nossos pais e avós viveram nas épocas de revolução sexual, estudantil, e demais movimentos pós década de 60. Muitos viveram a libertinagem mascarada de liberdade que se pregava naquele período. Muitos, claro, viram que erraram muito, e aconselham seus filhos e netos a fazerem o mesmo. O problema é que boa parte faz é incentivar sem demonstrar arrependimento algum por terem vivido na imoralidade, influenciando as novas gerações, e, desgraçadamente, criam a nova casta de idosos baladeiros.
É por isso que a mídia sempre diz algo assim “cadeira de balanço, terço, descansar? Esqueça esta visão de quem está na melhor idade...”; logo após, vem as imagens dos idosos no forró, nas festas. No passado, o maior “escândalo” seria um velhinho de 80 anos casar-se com uma jovem de 20. Hoje em dia os avôs gostam mesmo que a família faça festa, pois quer ser amiguinho das amigas dos netos. Em um mundo de “direitos iguais”, as senhoras também não ficam atrás, e também estão saidinhas atrás de um boy magia ou de um coroão. Uma vez estava no ônibus quando de repente entra um monte de idoso; não estavam voltando de uma peregrinação, mas do forró da terceira idade. E falavam, e falavam do forró. Certa vez, ao visitar familiares no interior do RN, decidi ir com minha mãe até a lagoa da cidade. Chegando lá me deparo com um monte de idosos fazendo ginástica ao som de “Ai se eu te pego” de Michel Teló. Pareciam animados. Parece não ter nada demais uma música imoral. A nova geração de idosos – ou pelo menos a que a mídia quer fazer que se sustente – é aquela que não só diga que é normal os jovens irem para a balada e adentrarem na perversão sexual, mas é aquela que faz é ir para a balada junto com eles e/ou vão para suas próprias baladas. Antigamente víamos idosos que após ficarem viúvos, queriam descansar, se emocionavam ao falar do(a) companheiro(a) que faleceu; hoje, no entanto, fazem em rir e dizem estar atrás de um companheiro, afinal, não estão mortos. O oitentão espera, pelo menos uma cinquentona. E nada de casar, afinal, já ficou anos casado, nada de compromisso na “melhor idade”.
Particularmente eu fico demasiadamente triste com isso. Afinal, os idosos são nossa referência. Estão estragando com a imagem dos idosos. A Sagrada Escritura diz em várias partes do respeito que devemos ter pelos anciãos, escutar seus conselhos, estar sempre próximos deles. É claro que, como vai dizer em Atos 5,29 “importa antes obedecer a Deus do que aos homens”. Se os idosos não seguem a lei de Deus, se dão conselhos contrários a expressa vontade de Deus, não devemos seguir tais conselhos. Mas o problema é que para uma geração que cresceu sem Deus e sem referenciais que apontam para Deus, após experimentar o que o mundo pode dar e constatar que nada disso pode a fazer feliz, tal pessoa irá olhar para quem para ser sua luz? Vivemos em um arranjo familiar em que o jovem tem dificuldade de sair da droga e do sexo desregrado, mesmo querendo, porque, afinal, os pais bebem todo final de semana fazendo um frevo em casa, ninguém é casado com ninguém, só junto, já tendo trocado de cônjuge várias vezes e este, muitas vezes, sabendo das infidelidades. Fora, é claro, os absurdos das relações abertas onde se tem um pseudo compromisso mas também pode-se relacionar sexualmente com outras pessoas sem problema algum. Ora, num antro de podridão dessas, quem será o referencial dos nossos jovens? Tristemente, até aqueles mais piedosos, por causa da pressão da mídia, da chatice dos aborrecestes que querem arrumar um parceiro sexual pro avô ou para a avó – como se tudo girasse em torno de sexo – acabam fazendo com que estes, algumas vezes, para ficar no senso comum, ache que essa vida “pacata” seja coisa do passado, e que tem que aderir aos novos modismos.
Tudo isso tem resultado em um fenômeno na Igreja: não são os pais e avós que rezam pela conversão dos seus filhos e netos, mas os jovens que tem rezado incessantemente pela conversão dos pais, avós, irmãos, parentes, amigos. Se você que está lendo é um jovem nessa situação, quero te dizer: a Misericórdia de Jesus supera todas as coisas. Ela supera o teu pecado, o pecado dos teus pais, dos teus avós, de toda a tua família, do mundo inteiro. O pecado da humanidade inteira comparada com a Misericórdia de Jesus, é menor que uma gota comparado com o oceano. Por isso, não desista de rezar pelos seus familiares. Jesus está a bater na porta do coração deles até o momento da morte; até no último suspiro Jesus pode salvá-los. O que cabe a nós é confiarmos em Sua Misericórdia e rezarmos sem parar. Se você, por outro lado, quer mudar de vida, mas olha a vida da sua família – que até se diz católica, mas não pratica nada – e vê um empecilho  para mudar de vida, eu vos recomendo a buscar o Reino de Deus em primeiro lugar. Converta-se você, e então tu serás sal e luz para tua casa. Se precisas de exemplo, você tem os santos da Igreja, procure ler Confissões de Santo Agostinho, a história de S. Gabriel das Dores, S. Francisco de Assis, etc. Mas não deixe de seguir Jesus por causa da tua família; mas, pelo contrário, leve a tua família para Jesus – com teu exemplo e com tuas orações e comunhões por eles.
Voltando aos idosos. Fico pensando como deve ser o coração destes novos netos. Eu fico assim porque eu, por uma graça de Deus, tive bons referenciais. Há pouco tempo faleceu minha avó materna, e ela muito me influenciou. Ela influenciou um jovem, como eu, e não era forrozeira, embora fosse nordestina; nem mesmo conselheira moderninha dizendo que tudo pode, que deveria aproveitar a vida. Não, a Dona Maria não era essa caricatura de terceira idade que as pessoas querem criar. Uma das recordações mais claras e antigas que tenho da minha avó é dela, coberta de cabeça aos pés, sentada na cama, fazendo suas primeiras orações do dia. Eu era uma criança e a via rezando, rezando o terço, com seu oratório. Minha avó nunca me viu, era cega há muito mais de 20 anos. Mas eu a vi. Eu a vi, como disse, rezando, com a vida pregando o evangelho. Desde criança eu desejava algo dela, que me prometeu me dar quando partisse: um oratório de madeira, centenário, que era dos pais do meu avô. Hoje muitos pais e avôs querem ganhar rios de dinheiro, compram prédios, carros, e chegamos ao ponto de filhos matarem pais para ganha a herança. Meu desejo, porém, era um sinal da fé, um oratório de madeira, velho. Vi seu sofrimento alguns meses antes de falecer. Sofria muito. Mas nenhuma murmuração que alguns adolescentes fazem por não ter conseguido namorar com o boyzinho. Minha avó sofria de verdade. Sabe o que é ser cega e chegar num ponto em que precisa de ajuda para ir ao banheiro fazer as necessidades, tomar banho. Ela vivia boa parte dos últimos tempos deitada, pois nem andar dava mais conta. Mas eu lembro da sua devoção ao ouvir a santa Missa. Fazia o sinal da cruz – nos últimos tempos com certa dificuldade; respondia, rezava junto. Rezava antes das refeições. Uma vez tive a graça de presenciar a Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão levando a Comunhão para ela. Que alegria! Que devoção ao receber Jesus Eucarístico. Eu enxergo, caminho, posso ir e vir, e não sei se amo Jesus como ela. Com certeza minha avó amou Jesus de maneira abundante. Quando tocava no nome de Frei Damião então. Eita! Recordava do passado, lembrava das santas missões. Falava do meu avô, falecido em 93. Que alegria a devoção de uma família verdadeiramente católica. Meu avô permaneceu até o fim da vida com minha avó, minha avó até o fim da vida dele com meu avô; ambos com os 12 filhos. E os anos de viuvez? Passou com Cristo na Cruz.
Ah, meus irmãos, você pode mostrar quantas matérias de idosos que querem ser jovens, mas eu não troco o meu exemplo de ser humano, da minha avó na Cruz – a minha guerreira do monte da oração – por nada. E se esses exemplos são poucos, peçamos ao Senhor que nós – tu e eu – possamos ser velhinhos devotos, e não marmotas ambulantes.
Finalizo dizendo como finalizou a vida terrena da minha avó: Ano da Misericórdia; em um sábado confessou; no domingo levaram a comunhão no hospital; na segunda, véspera de Nossa Senhora da Luz, já em casa, faleceu entre 11h e 12h; na terça, dia de Nossa Senhora da Luz, as 15h, hora da Misericórdia, teve a celebração da Missa de Corpo presente.

Isso é loucura e bobagem para os pagãos, para os que creem, porém, é a verdadeira sabedoria. É entrar para a verdadeira vida. O Céu nos espera! 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Zachary King, ex satanista resgatado pela intercessão de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa

Zachary King é o nome do ex satanista que chegou a ser sacerdote de uma seita satânica, onde praticou centenas de abortos rituais, e tornou-se mais tarde um dos homens mais poderosos dentro do satanismo.


Assim como todos nós, Zachary tem uma história, e a sua história não começou no satanismo. Muito pelo contrário! Ele nasceu num lar cristão. Seus pais eram da igreja batista, porém, não frequentavam a igreja; mas ele e o irmão eram levados para a igreja. Seu pai levava-os a várias denominações protestantes para que eles aprendessem sobre a fé, menos para a Igreja Católica, uma vez que, segundo a concepção do pai de Zachary, todos os católicos iriam para o inferno e, por isso, tanto fazia saber o que era ou não - apesar da curiosidade do pequeno Zachary em conhecer mais sobre os católicos, principalmente depois de ter recebido um abraço de uma freira na rua.

Professar uma fé e não praticá-la pode ter sido uma das brechas para que o demônio agisse em sua vida. Uma vez que a Sagrada Escritura diz "o meu povo se perde por falta de conhecimento" (Oseias 4,6). Ainda na infância, na escola, começou a brincar com alguns jogos satânicas - hoje as pessoas brincam com isso e acham normal, que não tem nada de demais, e se falamos algo... Ah, somo caretas, fanáticos, etc. -. Seu pai, porém, assim como o reverendo da igreja batista, disseram que magia não era real; Zachary, no entanto, começava a fazer magias para ganhar dinheiro, provando que era real e seu pai e o reverendo estavam errados.

Começou a se envolver com o ocultismo cada vez mais. Sofreu abuso sexual aos 11 anos, entrou numa seita satânica aos 12, se envolveu com drogas, sexo desregrado, etc. Aos 13 anos vendeu a alma para o demônio. Chegou a ser sacerdote de uma uma igreja satânica nos EUA, onde praticou 146 abortos, dentre estes, rituais; ou seja, ofereciam a vida da criança como sacrifício a satanás. Em algumas declarações, ele conta que o que ouvia nestes rituais dentro das clínicas de aborto era a frase "meu corpo, minhas regras". Agora vocês sabem de onde é inspirado este brado das feministas; brado infernal, de quem em pleno consentimento ou na ignorância, serve ao inferno.

Um homem escravo de satanás, completamente mergulhado na escuridão, estaria fadado ao inferno. Bom, esta é a sentença daqueles que não conhecem a Misericórdia de Jesus e nem a poderosa intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Zachary relata que após viver 12 anos neste seita, completamente destruído pelo pecado, pela escravidão do inimigo, sentia um enorme vazio em seu ser. Nada lhe preenchia. Ele tinha status, era poderoso, fazia feitiços para gente famosa, astros do Rock (Rock é satânico sim!), usava drogas, enfim, mas existia um vazio enorme. Mas, como havia vendido a alma pro diabo, e estava mergulhado até o pescoço naquela seita, ele sabia que seu destino provável era morrer naturalmente, ser assassinado ou tentar suicídio. Porém, a Misericórdia de Deus agiu.

Ele estava casado há algum tempo. Sua mulher também era envolvida com ocultismo. Ele estava afastado da seita, mas o diabo ainda o escravizava. Ele trabalhava em uma loja de jóias, e então, com toda certeza, recebeu a cliente mais importante da vida dele. Uma mulher fez uma boa compra; ele ficou feliz com a comissão que ganharia. Aquela mulher, então, lhe diz: "Nossa Senhora está te chamando para o Seu exército!" Abre a bolsa e lhe diz que tem algo para Zachary. Ela pega uma Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças e lhe diz que esta medalha é poderosa. Zachary, satanista, orgulhoso, zomba dizendo que aquela medalhinha não tinha poder algum. Decide pegar aquela medalha para zombar daquela mulher. Porém, algo de extraordinário aconteceu. Após pegar naquela pequenina medalha de Nossa Senhora das Graças, Zachary relata ter sentido uma grande força, uma paz não sentida antes. Ele disse que a loja desapareceu e ouvia aquela mulher que lhe deu a medalha contar toda a sua vida: você praticou abortos, e isso é do demônio; você fazia feitiços, e isto é do demônio; etc. Deixando Zachary impressionado. De repente, então, Maria Santíssima aparece para ele, pegou em sua mão, sorriu, virou-lhe devagar, e mostrou-lhe Jesus Misericórdia que, com Seus raios, o atingiam. E ali ele soube que não havia vendido sua alma para o diabo, porque não podia vender algo que não era dele, pois, na verdade, Jesus Cristo era seu Senhor e seu salvador. Descobriu que o Catolicismo era verdade, e que o ocultismo que ele vivia era uma grande mentira. E Nossa Senhora lhe disse que seu trabalho era acabar com o aborto.

Daí, então, aquela mulher, um padre, e algumas outras pessoas o ajudaram a tornar-se um verdadeiro católico. E aquele homem que era escravo do demônio, tornou-se visível fruto da Misericórdia de Jesus. Afinal, a Palavra de Deus vai dizer: "Pois o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido" (Lucas 19,10)

Para ouvir o impactante testemunho de Zachary King, acesse o seguinte link e assista pelo Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=khbPWiuWfeM&t=5508s

domingo, 19 de junho de 2016

Homossexuais fabricados

Muitos afirmam que a homossexualidade não é escolha, mas que a pessoa já nasce com essa tendência. Embora não se tenha nenhuma comprovação científica disso, o mundo politicamente correto espalha essa declaração por todos os meios de comunicação, escolas, e até em debates políticos. Como explicar a homossexualidade? De fato a pessoa nasce assim ou ela tornou-se assim?

Não quero aqui minorar a existência de algumas pessoas que possam ter essa tendência sem sua própria escolha ou por forças maiores que podem ser constatadas (como falarei a seguir); porém, é válido lembrar que estes são raríssimos.

Não posso deixar passar também a informação de que a homossexualidade deixou de ser tratada como “doença” em 1975 pelo Conselho Americano de Psicologia, sem nenhuma comprovação científica. O fato de antigamente tratar a homossexualidade como uma patologia não quer dizer que se tratava de uma doença contagiosa ou um câncer, como os adeptos do politicamente correto querem fazer parecer. Estamos falando de psicologia... E aqui a questão da homossexualidade está no comportamental. Por isso é um erro proibir psicólogos de tratarem homossexuais que QUEIRAM LIVREMENTE buscar ajuda para largar a homossexualidade. Pois a verdade é que a maioria esmagadora dos casos é comportamental e/ou motivados por acontecimentos da sua própria vida. A ajuda do psicólogo aqui seria ajudar seu paciente a ordenar seus afetos e não se deixar levar por aquilo que o mundo o fez tornar-se.

Não tem como comprovar que uma pessoa nasce homossexual; porém, basta uma pitada de honestidade para comprovar que é comportamental. Como explicar, por exemplo, um homem casado por décadas que então se separa da mulher e torna-se homossexual? Ele sempre foi hétero e, de repente, gay. Existem vários casos em que homens e mulheres vivem normalmente sua vida como heterossexuais, mas por algum motivo tornam-se gays. O interessante é que héteros podem mudar de time, mas se após serem gays, quiserem tornar-se héteros, não pode, é homofobia de quem ajuda e até da própria pessoa.
Existem vários casos de crianças que são tendenciadas a serem homossexuais pelas atitudes dos pais e/ou pessoas próximas a família. Muitos meninos, por exemplo, desde quando estava na barriga da mãe eram tratados como que sendo menina, e, quando nascem, os pais tratam como menina. Há casos de crianças que os pais dão boneca e coisas do tipo. Essa criança vai crescendo achando que se não se comportar como uma menina não será aceita pelos pais. É um caso de homossexual fabricado.

Vários outros casos relatam a questão do abuso sexual na infância e/ou na adolescência. Muitos rapazes tornaram-se gays após serem abusados sexualmente por outro homem. Então podemos ver que o que gerou a homossexualidade aqui foi um trauma gerado por um abuso sexual...

Um caso muito comum que faz com que muitos adentrem no comportamento homossexual é a ausência de amor dos pais. Muitos garotos tem seus pais distantes (não necessariamente presencialmente, mas afetivamente), rudes, que não demostram amor, etc., e então estes vão buscar amor nos braços de outro homem. Hoje existe um grande problema com a masculinidade, mesmo que a pessoa seja hétero, não quer dizer que seja homem. Antigamente existiam homens um tanto quanto mais “brutos”, digamos assim, mas demonstravam seu amor pelos filhos, afinal, os filhos viam os sacrifícios do pai para sustentar a casa. Hoje não, em sua maioria trabalham para o prazer, para o poder, pra ter coisas... O importante não são os filhos, mas trocar de carro. Enfim, há casos que o adolescente vendo-se carente de amor de pai... Já que o pai não diz – e muitas vezes não demonstra – eu te amo, vem um espertalhão, algumas vezes mais velho, e diz, e este vai e adentra na vida homossexual.

Esse problema do comportamento do outro afetar diretamente na orientação sexual da pessoa é mais nítido nas mulheres que são lésbicas. Em sua maioria as mulheres gays tornaram-se assim por um profundo trauma de homens. Boa parte dessas tinham a figura masculina afetada pela visão que tinha do próprio pai ou padrasto. Se procurar depoimentos verás que há mulheres que afirmam que começaram a se relacionar com outras mulheres porque não conseguiam se ver vivendo com um homem da mesma forma que suas mães, pois viam o sofrimento que elas passavam nas mãos de um péssimo marido (violência familiar, alcoolismo, abusos, etc.). Então no psicológico dessas mulheres a figura masculina ficou tão deformada que elas se entregam em romances com outras mulheres para não terem que passar pelo mesmo sofrimento. Tanto é que muitas não só são lésbicas, mas alimentam um profundo ódio aos homens. Vocês podem ver isso nos grandes movimentos feministas, que boa parte das integrantes são lésbicas, e elas declaram um profundo ódio aos homens, tendo até autoras lésbicas/feministas que dizem que ao ver um homem tinha vontade de morrer. Enfim, como que uma orientação sexual pode levar uma mulher a querer praticamente a extinção dos homens? É uma prova de que o que levou essa aversão, na maioria dos casos, é um trauma de uma má visão do que é o homem. Esses homens violentadores, abusadores, beberrões, não são o ordinário. Por isso a importância da psicologia para ajudar a pessoa a se encontrar, saber que ela tem sentimentos, que ela é uma pessoa, que ela é ela e não os seus traumas. Você, é você, não o que os seus traumas dizem que você tem que ser. Os traumas acontecem e devemos superá-los, e não viver em função deles.

Fora outros casos de pessoas que tornaram-se gays pelo vício em sexo e pornografia. Após suas “aventuras” sexuais – reais ou virtuais – não obtendo mais o mesmo prazer por causa da compulsão adquirida, eis que inventam novas formas de conseguir mais prazer. E essa forma é uma ação sexual que ainda não tenha feito. Há depoimentos de pessoas que tornaram-se gays assim.

Uma ação gera uma reação. Por isso devemos admitir que o comportamento homossexual pode ser mudado, uma vez que é a reação de algo que ocorreu na vida da pessoa. Não se pode simplesmente insistir em algo que não faz parte da natureza humana simplesmente pelos traumas da vida. Não se pode querer ser gay/lésbica, por exemplo, por sucessivos relacionamentos héteros que deram errado. Se tudo deu errado, se a pessoa não prestava, aprendamos a não colocar a nossa felicidade nas pessoas e saibamos que nem todos são assim. Nem todo homem é cafajeste; nem toda mulher é piriguete e interesseira. Ao invés de mudar a orientação sexual buscando uma felicidade passageira, é melhor mudar os critérios para adentrar em relacionamentos. Afinal, você mudará a orientação, mas não mudará a dor das decepções, e estas até podem aumentar, uma vez que estará em um. Por isso, repito: Os traumas acontecem e devemos superá-los, e não viver em função deles.


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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Se Deus existe, de onde veio Deus?

Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
É inegável que a ciência fez uma grande evolução nos últimos anos. Todavia, também é inegável que apesar do cientificismo e do ateísmo (por consequência ou por ignorância?), o homem não encontra a felicidade em si mesmo. Por mais que se transforme o mundo deixando-o Deus, este mundo permanece vazio de sentido. O conhecimento científico não tem trazido a felicidade ao homem.
         Por outro lado, o avanço científico tem seu lado positivo. Avanços daqui e dali, e sempre há o questionamento sobre a existência ou não de Deus. Questionamentos estes que obtém a resposta: Deus está vivo! Pelo próprio conhecimento científico o homem é capaz de chegar ao conhecimento da existência de Deus. As cinco vias de Santo Tomás de Aquino para se chegar ao conhecimento da existência de Deus são irrefutáveis. Resumidamente, segundo o Doutor Angélico, podemos provar a existência de Deus pelas vias:
a)   Do movimento: o movimento existe e é uma evidência para nossos sentidos. Tudo aquilo que se move é movido por outro motor; e esse motor, por sua vez, é movido, vai necessitar de um motor que o mova, e assim por diante de forma infinita, o que é impossível, se não houver um primeiro motor imóvel, que move sem ser movido, que é Deus.
b)   Da Concatenação das Causas: tudo está sujeito à lei de causa e efeito. Existe uma série de causas e efeitos ao mesmo tempo. Portanto, no início, tem que ter tido uma causa primeira, não causada, que é Deus.
c)   Da Contingência: todos os seres conhecidos são finitos, pois não possuem em si próprios a razão de sua existência. São e deixam de ser. Se são todos mortais, em um prazo de tempo deixariam de ser e nada mais existiria, o que é absurdo. Portanto, os seres contingentes implicam o ser necessário, ou seja, Deus.
d)   Dos Graus de Perfeição: todas as perfeições possuem graus, que se aproximam mais ou menos da perfeição absoluta. Deve, pois, haver um ser supremo perfeito, que é Deus.
e)   A da Ordem Universal: todos os seres tendem para uma ordem, não de forma aleatória, mas por uma inteligência que os guia. Isso significa que há um ser inteligente que ordena a natureza e a impulsiona para seu fim. Esse ente é Deus.

Se tivermos o mínimo de honestidade intelectual e comprometimento para uma real reflexão, investigação, poderemos constatar que S. Tomás está certo. Deus é invisível, porém, deixou seus rastros, ou seja, sinais na própria natureza que faz com que o ser humano, pelo uso da razão, possa encontra-lo. Pela corrupção, pelo pecado, ou até mesmo pela má vontade, muitos não acham ou não querem admitir, mas a razão – até mesmo com o reforço da iluminação divina – nos faz conhecer a Deus, nosso criador.
     Embora as cinco vias seja um assunto interessante para abordarmos, citei-a a título de conhecimento caso algum leitor a desconhecesse. O problema que quero abordar é o seguinte: o sujeito, conhecendo as vias de S. Tomás ou não, admite em certo grau a existência de Deus, porém, logo revoga esta admissão ao questionar: nós viemos de Deus, mas de onde veio Deus? Ou mesmo: o que Deus fazia antes de criar o mundo? O problema, portanto, não está em o homem ser capaz ou não de conhecer a Deus, mas sim em admitir esta verdade. Manifesta-se verdadeira, portanto, a afirmação de Pio XII:
A inteligência humana, na aquisição destas verdades, encontra dificuldades tanto por parte dos sentidos e da imaginação como por parte das más inclinações, provenientes do pecado original. Donde vemos que os homens, em tais questões, facilmente procuram persuadir-se de que seja falso ou ao menos duvidoso aquilo que não desejam que seja verdadeiro. (Pio XII Encíclica Humani generis: DS 3878)
            Negar a existência de Deus, somente porque não se pode dizer do que Deus fazia ou deixava de fazer antes da criação, é, no mínimo, orgulho. Os ateus acreditam que nós, o planeta Terra, o universo, veio do nada; porém, vimos que podemos ver os sinais de Deus na própria criação, deixando claro que esta não pode existir sem sua causa inicial que é Deus. Mas este mesmo ateu, não aceita a existência de Deus porque este não pode vim do nada. Aliás, é verdade, Ele não veio de lugar algum, pois Ele é por Ele mesmo; Deus é Criador, não criatura.
         Quando nós afirmamos a existência de Deus e apresentamos as cinco vias, ou outras provas da existência de Deus (por exemplo: fenômenos que a ciência não consegue explicar, como o milagre de Lanciano, corpos incorruptos, e a mística de S. Padre Pio examinado por diversos médicos.), nós estamos apenas mostrando que há um Deus, uma inteligência suprema que criou todas as coisas; nós não estamos dizendo, todavia, o que é Deus. Investigue com sinceridade as cinco vias, encontre a Deus; encontrando-o, vá você mesmo descobrir o que é Deus. Trocando por miúdos: após raciocinar e admitir a existência de Deus, você tem que sair do campo cientificismo e passar para a teologia. Caso contrário, você passará a vida toda enxugando gelo: a ciência aponta para uma causa primeira, mas como você quer provar a causa primeira pela ciência, nega que exista uma causa... Poderá, desgraçadamente, terminar enlouquecendo, como muitos teóricos ateus que são endeusados no mundo acadêmico, caso não rebaixe o orgulho e passe a estudar quem é Deus em sua devida área de estudo.
         Lembro-me do Dr Enéas Carneiro, homem sábio, que dedicou boa parte da vida ao estudo. Era médico, físico, matemático, e foi um profundo conhecedor das áreas de humanas. Em um programa de televisão foi questionado se era ateu. Sua resposta foi fantástica. Ele afirmou que em seus estudos, vendo a complexidade de que todas as coisas são feitas, é IMPOSSÍVEL que não existe uma inteligência superior que tenha feito tudo. Por fim, ele diz que admite que Deus existe, mas que não o perguntassem “o que era Deus”, porque ele não era teólogo. Não êxito em afirmar que Enéas Carneiro estudou mais do que a maioria dos professores universitários brasileiros de hoje. No entanto, todo seu conhecimento científico, não o fez negar a existência de Deus, mas pelo contrário, fez o conhecer a existência de um ser que pensou todas as coisas para que estas tornassem-se reais. Já alguns adolescentes, ainda no ensino médio ou fundamental, ainda bebendo leite com toddy e comendo biscoito recheado enquanto assistem sessão da tarde, refutam categoricamente a existência de Deus, embasando-se num filme passado na própria sessão da tarde, confirmado depois num livrinho mequetrefe de um autor neoateu ou em um blog de ateus. Quem estuda seriamente chega ao conhecimento de Deus. Mas, quando se fica neste estudo “médio”, ralo, sem aprofundamento em busca da verdade, nunca se chegará a uma refutação de fato. No fim a ciência – o ateu admitindo ou não – grita por Deus; e o máximo que o estudante ralo pode refutar é: nada a ver isso aí que tu falou. Vai estudar.
         Uma vez que sabemos que Deus existe, devemos trata-lo como uma realidade da qual sem ela nada mais seria real. Se toda causa tem um efeito, se existo, é porque alguém existiu antes de mim, e este alguém é Deus. E quem é Deus? Deus é o Amor universal. Deus é a bondade suprema, a inteligência maior. Deus é toda força existente da qual força alguma existiria se não viesse dele como causa primeira. Deus é o Criador de todas as coisas que existem, visíveis e invisíveis, conhecidas e desconhecidas. É a fonte de toda vida. Ao contrário do que os ateus acreditam, o mundo não veio do nada, veio de Deus; e Deus, sim, fez o mundo “do nada”, ou seja, sem o auxílio de criatura ou matéria existente, pois nada havia além dEle.
A Sabedoria humana deveria se dar por satisfeita em Deus ser bom o suficiente de se deixar encontrar, de se fazer conhecer, a tal ponto de até um ateu pelo seu estudo poder encontra-lo. Toda busca de conhecimento de Deus, além da união com Ele mediante a oração e a Eucaristia (mas isso é um assunto para as práticas de vida cristã), não passa de vão orgulho, uma vez que é IMPOSSÍVEL o homem conhecer a totalidade de Deus. O homem só pode conhecer a Deus na medida em que este se revela ao homem. O homem pode pela ciência, pelo seu esforço, pela sabedoria humana, ter o conhecimento de toda a criação, mas não do Criador. O homem é capaz de conhecer as verdades contidas em outros planetas, porque são criaturas, mas não pode conhecer a plenitude da essência do que é Deus, porque este é Criador. Se a sua busca for por saber da existência de Deus, saiba, Ele existe; agora se a sua busca for para saber o que é Deus, como se Deus tivesse que mostrar uma self dEle antes de criar o mundo - no estilo facebookiano: Antes de criar o mundo x depois de criar o mundo – você está perdendo seu tempo. Primeiro porque Deus não é obrigado; segundo porque o homem pode produzir um profundo conhecimento acerca da matéria, porém, Deus não é matéria, mas sim ESPÍRITO. Deus é infinito em si mesmo. Por isso, nós que cremos em Jesus, professamos a verdade que nos traz a Sagrada Escritura: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. [...] O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam. [...] E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1,1-5;9-11;14). Deus era invisível, ou seja, inacessível ao homem; porém, Jesus Cristo é o Verbo, é Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado; consubstancial ao Pai. Se você quer, portanto, um conhecimento de Deus enquanto matéria, deve estudar a pessoa de Cristo, uma vez que Jesus é a encarnação do próprio Deus, que é Uno e Trino. Nós cremos que toda a revelação de Deus se dá na pessoa de Jesus, que é Deus. É claro que Deus continua se manifestando à humanidade, uma vez que o próprio Jesus disse que os que cressem nEle fariam milagres maiores. Mas o que quero dizer aqui é: Deus é ESPÍRITO. Sendo assim, todo meu conhecimento de Deus, por uma questão natural, está limitado. Até o conhecimento de Cristo, enquanto encarnação, só se deu porque Ele mesmo quis se encarnar para redimir a humanidade. Portanto, não é nem uma questão de ignorância, mas sim uma questão de IMPOSSIBILIDADE de eu, mera e pobre criatura, conhecer a plenitude de Deus, que é puro espírito.
O que Deus quis revelar-se, revelou-o na pessoa de Cristo. Jesus, por sua vez, deu à Igreja, Seu Corpo Místico, as chaves do Reino do Céu na pessoa de Pedro. S. Paulo afirma que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade (cf. 1Tim 3,15). Sendo assim, Deus manifestou-se em Jesus Cristo, que é Deus encarnado, e, pela fé da Igreja, que fala em nome de Jesus, manifesta os atributos de Deus. Nisso cremos que Deus é uno e trino. Vários estudiosos contribuíram para tais declarações da Igreja. Citei-a apenas para afirmar o seguinte: Deus era livre em si mesmo quando nos criou, e é livre em si mesmo para revelar-se a si mesmo na proporção que bem quiser. Após saber da existência de Deus, pela razão, concebemos o que é Deus, pela fé; pois, por maiores que sejam os nossos esforços, nunca conheceremos a plenitude do que é Deus, se Ele não se revelar. Com a Igreja afirmo:
Cremos firmemente e afirmamos simplesmente que há um só verdadeiro Deus eterno, imenso e imutável, incompreensível, todo-poderoso e inefável, Pai, Filho e Espírito Santo: Três Pessoas, mas uma Essência, uma Substância ou Natureza absolutamente simples. (Conc. Lateranense IV: DS)

         Como a Igreja chegou a declarar isto em matéria de fé? Bom, esta frase está contida no Catecismo da Igreja Católica; você já se deu ao trabalho de o ler, pelo menos, para conhecer o que ensina a Igreja Católica? Por não lerem o Catecismo, os católicos perdem a fé, e os não católicos não a encontram. Voltemos, porém, ao tema deste post.
         Há ainda uma razão para Deus não querer se manifestar em plenitude para nós. Sendo Deus espírito, e não matéria, infinito, como poderia nós suportarmos a manifestação plena, sendo que somos matéria e finitos (enquanto matéria orgânica. Cremos, porém, na ressurreição da carne, mas até lá, sabemos que o corpo se decompõe)? Jesus é Deus, porém, Sua morte na Cruz foi para salvar o gênero humano do pecado e abrir as portas do Céu. Quando volta para o Pai é que recebe em plenitude Sua glória. A Sagrada Escritura ao narrar a transfiguração, mostra que Pedro, Tiago e João ficaram assombrados ao contemplar a glória de Jesus. Ora, isso era apenas uma demonstração do poder de Deus. Desde o antigo testamento até a manifestação de Deus na pessoa de Jesus, quando Deus parte para o extraordinário, causa certo espanto no homem, uma vez que este não pode suportar a plenitude da glória de Deus.
         Há um trecho da oração de Salomão que cabe muito bem aqui. Salomão está pedindo sabedoria para Deus, e já próximo do fim da oração, ele diz à Deus: “Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo?” (Sabedoria 9,16-17). Como dizia, Deus, nosso Criador, é ESPÍRITO; o universo, criatura, MATÉRIA. Se o homem, por mais que tenha se esforçado, não conhece a verdade plena da matéria, como pode, porém, querer conhecer a verdade plena de Deus além do revelado? A ciência afirma: o universo continua em expansão após o big bang – teoria, aliás, proposta por um sacerdote da Igreja Católica, Georges-Henri Édouard Lemaître -, confirmando a via do movimento: se está em expansão, é preciso que tenha havido uma força que colocou em movimento. Se um corpo em repouso tende a permanecer em repouso, o universo se expandindo, portanto, tem que ter tido, necessariamente, uma força anterior que o colocou em movimento. Existem várias outras galáxias, planetas, etc., e o homem mal chegou a lua, portanto, não exploramos o mundo extraterrestre. Talvez você diga que eu esteja apelando. Fiquemos no Planeta Terra então: não sei se você sabe, mas apenas 1% do oceano foi explorado. Não se sabe o que existe na profundidade dos mares. Por mais que avance a tecnologia, o homem não conseguiu chegar ao conhecimento da plenitude das profundezas dos mares, ficando em míseros 1%. Por mergulho – você é louco! – é impossível, pois morreria por causa da pressão. O mergulho mais profundo registrado até hoje, foi de 318,25 mt, com cilindros de respiração; 209,6 mt, sem cilindros. Portanto, não conhecemos a grande maioria das espécies existentes no oceano; não conseguimos se quer mergulhar até o fundo do mar, pois morreríamos por causa da pressão. Embora se tenha chegado a alguns milhares de metros com equipamentos, mas a exploração em si, míseros 1%.
Como poderíamos chegar ao conhecimento total de Deus, sem nos desfazermos? Explico-me: se é impossível ao homem chegar ao fundo do oceano, criatura, sem que morra, como querer a plenitude do conhecimento de Deus sem, todavia, nos desfazermos? O homem não suporta o fundo do oceano, como não suportaria a plenitude de Deus.
         Portanto, indo para o campo da fé, saberemos que no Céu, glorificados, poderemos sim contemplar a glória de Deus, face a face, em sua plenitude, sem nos desfazermos. Porém, nesta realidade terrena, por enquanto, não podemos conhecer a plenitude de Deus. Os próprios santos da Igreja Católica que tiveram experiências místicas e viram a glória do Céu, afirmam que se não fosse Deus os sustentando, teriam morrido; e que embora Deus tenha os feito experimentar o antegozo do Céu, era ainda uma visão pálida da beatífica visão de Deus na eternidade. Era apenas uma graça que Deus concedia, manifestando algo misticamente aos Seus, na medida em que queria, da forma que queria, e do tanto que queria; para servir de testemunho a outros.
         Por isso, encerro dizendo que enquanto estivermos neste mundo, Deus sempre se manifestará a nós fazendo-nos conhecer a Ele; porém, estes questionamentos de quem é Deus, de onde veio, o que fazia, não passam de pífios questionamentos que obscura a verdade, uma vez que reduzem o Criador à status de criatura, Aquele que é à pé de igualdade conosco que nada somos sem Ele. Ou seja, não se pode querer colocar tempo em Deus, que é atemporal. Não se pode colocar em Deus características de criatura, sendo Ele Criador. Tais questionamentos, portanto, são em si frescuras de quem sabe que Deus existe, porém, não quer aceitar. Esses questionamentos serão respondidos após nossa morte, onde em outro estado suportaremos a verdade e Deus se manifestará. Guarde sua pergunta para Deus no dia do juízo. Se bem que, sinceramente, quando estivermos diante da visão beatífica de Deus, a plenitude do gozo eterno será tanta que não iremos perguntar nada, uma vez que a visão de Deus é a resposta de todas as coisas. Afinal, Deus é o fim do homem.


domingo, 5 de junho de 2016

Jesus entregou à sua Mãe! (a viúva de Naim e a viúva do Calvário)

 Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
A Palavra de Deus vai dizer em Lucas 7,11-17 a respeito da compaixão de Jesus para com a viúva de Naim. Jesus está se dirigindo para esta cidade, vê um cortejo fúnebre, se compadece da viúva que está indo sepultar seu único filho. Jesus aproxima-se, toca no caixão, manda o jovem levantar; este, pelo poder de Deus, volta a vida. “Sentou-se o que estivera morto e começou a falar, e Jesus entregou-o à sua mãe.” (Lc 7,15) Se meditarmos bem, o que Jesus fez a este jovem que havia morrido, também o fez com toda a humanidade.

            Nós estávamos mortos pelo pecado. Por nós mesmos estaríamos condenados ao inferno. São Paulo vai dizer “eis aqui uma prova brilhante de amor de Deus por nós: quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5,8); ou seja, estamos fadados a morte, porém, Nosso Senhor Jesus Cristo se compadeceu de nós, encarnou-se no ventre Puríssimo da Santíssima Virgem Maria, e se entregou por nós. Jesus nos amou no madeiro da Cruz. E quando Ele estava suspenso no madeiro da Cruz - não para condenar o mundo, mas para salvar todo aquele que crê (cf. João 3,15ss) – ele dava a vida para todos quantos estavam na morte. Sim, Jesus derramava Seu preciosíssimo Sangue sobre a humanidade, abrindo as portas da vida. Assim como aquele jovem ressuscitou ao ouvir a voz de Cristo, no Calvário, pela Paixão de Cristo, todos aqueles que creram receberam o chamado da vida que o Sangue vem nos trazer.

            Após ressuscitar aquele jovem, este se põe a sentar e a falar, e Jesus entrega-o à sua mãe. O mesmo ocorreu no calvário. Após nos recobrar a vida pelo Seu sangue, Jesus nos entrega à nossa Mãezinha querida, a Imaculada sempre Virgem Maria! “Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis aí teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (João 19,26-27) Foi exatamente isto o que aconteceu! Assim como a atitude de Jesus ao ressuscitar àquele jovem foi entrega-lo à sua mãe, da mesma maneira, após abrir a porta do Céu pelos méritos de Sua Paixão, Cristo nos entrega à nossa Mãe! Que belo! Obrigado Senhor Jesus! Gratidão a Ti!

            Esta passagem de João 19,25-27 traz um mistério profundo. Nunca se é o bastante citá-la, meditá-la. Há um mistério profundo do amor de Deus, que se une ao Imaculado Coração, para ser transfigurado à humanidade. Após Jesus nos entregar Sua Mãe, o evangelista vai nos narrar no versículo 28: “Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: ‘Tenho sede’”. Se observarmos bem, “Mulher eis aí teu filho” e “Eis aí tua mãe”, foram as últimas palavras de Cristo dirigidas à humanidade. Jesus entregou falou com o Pai, falou com si “Tenho sede”, mas, todavia, para um ser humano, as últimas palavras foram a da entrega de João à Virgem Maria, ou melhor, a entrega de todo o gênero humano à Ela. Ora, após fazer essa entrega, o evangelista afirma que Jesus sabia que tudo estava consumado. Só ficou tudo consumado para se cumprir a Escritura após a entrega da humanidade à sua Mãe, a Virgem Maria. Foi neste momento em que se cumpriu a promessa de Gênesis 3,15: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Se cumpriu a escritura, no Calvário, quando Jesus entrega a descendência dos filhos de Deus, daqueles que estavam mortos no pecado mas acabam de recobrar a vida pelo Sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e os entrega à Mulher que vence a serpente, à Santíssima Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa Mãe.

            Por isso, em nossa caminha cristã, necessitamos ter uma profunda devoção à Virgem Maria. Jesus foi quem primeiro nos consagrou à Ela; foi o próprio Jesus quem fez este ato de entrega de todo o gênero humano à Imaculada aos pés da Cruz. Porém, é necessário que eu queira. Na nossa trajetória, andávamos perdidos, sem direção, na morte do pecado; porém, ao termos um encontro pessoal com Jesus Cristo, ouvimos esta voz que diz “Jovem, levanta-te!” e ressuscitamos pela misericórdia do Senhor. Porém, devemos saber que a primeira coisa que Jesus faz após ressuscitar o morto é entrega-lo à sua Mãe. Ele antecipa esta revelação neste fato ocorrido com a viúva de Naim; cumpriu-se, porém, no Calvário. Se nós recusamos a devoção à Virgem Maria, por escrúpulo ou qualquer outro motivo, nos recusando a aceita-la como nossa Mãe e Senhora, seremos apenas pessoas sentadas no caixão e nunca seremos a plenitude do que Deus quer que sejamos. Precisamos da figura da Mãe, que educa, cuida, corrige, ensina a amar o Pai do Céu, a adorá-Lo, etc. Muitas pessoas até tiveram uma experiência com Jesus, mas sem a Virgem Maria são apenas pessoas sentadas no caixão. Eu acredito na experiência com Cristo que protestantes tiveram, porém, você que recusa o amor à Virgem Maria, pode até de certo ponto ter saído de um estado de morte à vida, mas permanecerá apenas uma pessoa sentada no caixão; porque o Senhor, após ressuscitar a humanidade, nos entregou à nossa Mãe, a Virgem Maria.

Recusar o amor materno da Virgem Maria, mesmo após Jesus guiar-nos para Ela, é perigosíssimo: após a angústia de ser apenas uma pessoa viva, porém sentada no caixão, em pouco tempo poderá voltar à morte espiritual e condenar-se no inferno. De todos os apóstolos, somente S. João permaneceu até no Calvário. E somente porque estava com a Virgem Maria. Pedro, Tiago e o próprio João, subiram no Monte Tabor e contemplaram a glória de Deus: Jesus se transfigurou mostrando Sua divindade, viram Moisés e Elias conversando com Cristo; ouviram a voz do Pai, entraram em êxtase. Porém, a experiência pessoal com Jesus, neste caso, contemplar a glória, não foi o suficiente para que Pedro e Tiago seguissem o Senhor até o Calvário; João, por sua vez, seguiu, mas a Palavra é clara ao dizer que Jesus viu ele ao lado de Maria Santíssima, ou seja, João só foi até o Calvário porque estava com Maria. Por isso, amados, após nos ressuscitar pelo poder do Seu Sangue, Jesus nos entrega à Sua Mãe, fazendo-A nossa Mãe amorosíssima, para que Ela nos faça santos, nos faça fiéis até no Calvário. Por isso, você pode até ter experiências espirituais, porém, sem a Virgem Maria ninguém conseguirá perseverar sendo a plenitude daquilo que Deus quer que sejamos.

Nossa Senhora é a Auxiliadora dos Cristãos, portanto, recorramos a este auxílio que o próprio Cristo nos deu. Deus não nos fez para uma vida medíocre. Ele não fez você sair da realidade que você saiu, para ser apenas um jovem, um homem, uma mulher, um cristão meia boca que passará a vida sentado num caixão. Larga de ser besta e aceite o amor da Virgem Maria, aceite-a como Mãe. Não importa quanto tempo tenha que você, por exemplo, protestante, passou em outra denominação. Não importa se quer se você blasfemou, desonrou esta Bela Senhora, nossa Mãe! Jesus te entregou a Ela, e, apesar de você se afastar dela, Ela sempre esteve ao seu lado, e está com os braços abertos para te receber e te abençoar em nome de Jesus. Você, que apesar de católico, sempre teve resistência, se junte a todos nós e nos entreguemos de corpo e alma ao Imaculado Coração de Maria, onde a Trindade Santa habita, para aí fazer também nossa morada, e regozijar eternamente em Deus, com Maria, por Maria e em Maria.

Jesus entregou àquele jovem para sua mãe, a viúva de Naim; Jesus nos entrega para nossa Mãe, a viúva do Calvário, Maria, que via Seu filho morrer nas mãos dos pagãos, mas ao mesmo tempo vê-se Mãe da humanidade. Se fomos ressuscitados pela graça de Deus – Aleluia! -, Deus nos entrega à Nossa Mãe - Maria, a Mãe de Misericórdia. 

Playlist "Um Mês com Maria" (Completo)



Salve Maria Imaculada, nossa Corredentora e Mãe!
Como vocês devem ter percebido, acabei não publicando todos os videos com textos sobre o "Um Mês com Maria" aqui no blog. Por isso, acima está a playlist com todos os videos publicados no Youtube. Assista as meditações, divulguem. E, claro, se inscrevem no canal.

Logo mais você pode clicar no título do vídeo e assisti-lo separadamente.

1- Não estou eu aqui, tua Mãe?
2- Auxílio dos Cristãos
3- As 7 dores de Maria e Suas promessas
4- Rainha do Brasil
5- O santo cinto de Nossa Senhora
6- O que será de mim, Mãe?
7- Renuncia o mundo! Segue a tua vocação!
8- Maria é Mãe de Deus, SIM!
9- Salva na hora da morte
10- Nossa Senhora dos Sacerdotes
11- Como surgiu o Rosário?
12- Rosário: o flagelo dos demônios
13- Sou do Céu(aparição de Nossa Senhora de Fátima)
14- Parem de ofender a Deus!
15- Maria: a Mulher de Pentecostes
16- Quer receber a cura? CONFESSE-SE!
17- Desculpa para não rezar o Terço!?
18- No tempo de Deus...
19- O escapulário de Nossa Senhora do Carmo
20- A Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças
21- O Escapulário Verde
22- Maria é RAINHA, sim!
23- A Bela Senhora!
24- O Rosário de Hiroshima
25- A humildade de Maria
26- Maria aplaca a ira de Deus
27- Pede à Mãe que o Filho atende
28- O Ofício da Imaculada Conceição
29- Maria Santíssima é Virgem, SIM!
30- Pode usar Terço no pescoço?
31- Consagra-te à Imaculada!