quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O caminho do Céu não é tão difícil como o mundo pensa



Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Talvez pelo motivo de muitas vezes termos de corrigir as ilusões de um caminho doce, sem cruz, sem necessidade de renúncia, de mudança de vida, enfim, de um cristianismo sem necessidade de conversão, acabamos por nos esquecer de que, na verdade, o caminho do Céu não é tão difícil. Pelo menos não como o mundo acha.

Pode parecer estranho, porém, o caminho do mundo, ou seja, do pecado, do demônio; o caminho que conduz ao inferno é muitíssimo mais difícil que o caminho que conduz ao Paraíso. Irracionalmente o ser humano em não pouco número, infelizmente, prefere o caminho do pecado, ou seja, da morte, ao invés do da vida eterna, embora muito mais tormento se tenha no caminho do mundo do que no do de Deus.

São Francisco de Sales faz uma meditação sobre a alma que delibera em escolher o Céu ou o Inferno, no livro Filotéia, e eis que coloca na boca dos santos que chamam a alma (todos nós) para escolhermos o caminho do Céu ao invés do mundo que conduz ao inferno: vem, o caminho do Céu não é tão difícil como o mundo pensa. Nós o vencemos e eis-nos no termo: enceta-o, mas com coragem, e verás que, por um caminho incomparavelmente mais suave e feliz do que o do mundo, chegarás ao auge da glória e da felicidade.” Ó, que verdade profunda é essa que S. Francisco de Sales nos recorda! Ó, mas quão infeliz é o mundo que, apesar de viver em profundas amarguras, prefere continuar nos sofrimentos do mundo que passa e conduz a morte, mas não renuncia seus prazeres desonestos para abraçar a vida devota, suave, que o doce Jesus nos dá.

É por isso que o nosso Amado e Doce Jesus nos ensina no Evangelho: “Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve” (Mateus 11,28-30). Veja quão consoladoras são as palavras de Nosso Senhor! Ah se compreendêssemos essa verdade! O jugo de Jesus é suave, seu fardo é leve; todos podemos viver o que o Senhor nos pede. Por outro lado, porém, pesado é a vida que se leva no mundo. Por isso vos imploro, ó jovens, adultos; homens ou mulheres; héteros, homossexuais; enfim, quem quer que seja que está lendo este mísero blog agora, não importa o que você já viveu até agora na sua vida, o que importa é que se já sofre e geme sob o jugo do mundo, do pecado, das misérias das quais se encontra agora, renuncie a este caminho funesto do mundo, e assuma a doutrina de Jesus, pois Seu jugo é suave, seu fardo é leve. E embora na vida todos passaremos por sofrimentos, no caminho do Céu temos a doce consolação da e na Cruz; no mundo só o remorso destruidor, revoltas, blasfêmias, e o vazio extremo que se sente na alma, o vazio existencial. Quanto mais se peca, mais fica a vista o buraco na alma, no coração; buraco este que só pode ser tapado, preenchido pelo amor de Deus. Quem vive nos caminhos do mundo, embora embriagado pelos prazeres mundanos, experimenta-se antecipadamente o inferno. Já quem está no caminho do Céu, sob jugo mais leve, embora haja sofrimentos na vida, embora esteja na cruz, já experimenta-se as delícias celestiais.

Para termos uma pequena ideia de que quem vive no mundo sofre mais e, pasmem, esforça-se muito mais para pecar do que os que estão no caminho do céu esforçam-se para viver a virtude, basta compararmos a rotina de alguns mundanos – que queira Deus, se vós que ledes sois um desses, hoje mesmo a Misericórdia de Cristo te alcance e te transforme por Sua graça redentora. Enfim, o demônio inspira as pessoas um ódio profundo a vida cristã, mostra-lhes o pseudo peso, as cruzes, e inculca em suas mentes que viver o Evangelho tal qual Jesus pregou é impossível; porém, por outro lado, mostra as supostas delícias do mundo e lhas oferece: sexo livre, alcool desordenado, drogas, fama, poder, dinheiro, todas as comodidades que o poder mundano pode oferecer. E, tais quais escravos, os que deram ouvidos as sugestões do demônio, se põe a trabalhar freneticamente durante toda a vida para conseguir a felicidade nessas coisas que passam; e para tristeza dos adeptos da sedução satânica, passam sem nem mesmo chegar ao auge, ou seja, o prazer de tais pecados passam e a felicidade plena não chega. Sabe por quê? Porque a felicidade está na outra estrada, na celestial, está no fim dela, ou seja, em Deus.

O demônio cega-as com os prazeres, e quando estes não as satisfazem, ele lhes inspira prazeres maiores, ambições maiores, fama maior, doses maiores. E faz isso até conduzi-los a morte.

Muitos, sob inspiração do demônio (pois “quem peca é do demônio” (1João 3,8) – ou seja, quem permanece em pecado mortal) vivem freneticamente sob um jugo pesado: trabalha e estuda freneticamente para ganhar mais e mais dinheiro; já durante a própria semana vai-se pras baladas; sexta, sábado e domingo a balada aumenta e, sem forças naturais, usa-se drogas que o fará ficar agitado durante o frevo; isso não o preenche, busca a felicidade no sexo: namora, usa, é usado, faz sofrer, sofre, larga pois não foi feliz. Procura-se as prostitutas e/ou prostitui-se. Mas não é feliz. O mundo se ocupa 24h por dia procurando a felicidade nas coisas desordenadas que o demônio lhe inspira, mas como há um prazer superficial, o demônio cega-as, mostrando esse prazer superficial em comparação com as cruzes dos cristãos ou suas abstinências, embora o demônio encubra a verdade sobre. Então, muitos ficam presos nas teias do inferno porque são apegados a esses prazeres malditos, embora não deem um sorriso com a alma há anos; e os cristãos autênticos a sua volta, embora sem a carga de prazeres que supostamente ele tem e julgava que o faria feliz, são felizes, porque descobriram que a felicidade é Cristo.

Quem está no caminho de Deus, que é árduo, mas não difícil como o mundo pensa, vive sob o jugo suave de Cristo. Deus deu-nos o estudo e o trabalho como forma de santificação. O trabalho, aliás, um belo meio da providência agir e alimentar a nossa família. Deus nos concede o trabalho necessário. Trabalhamos o necessário inspirado por Deus; enquanto o demônio faz-se trabalhar unicamente pela ganância, fazendo um derrubar o outro na empresa, por exemplo, por causa da inveja, da vontade de ser o maior. Deus deu-nos o domingo, dia do Senhor, para O honrarmos e descansarmos; o demônio não nos dá dia de descanso: quantos reclamam que não tem forças, estão esgotados, mas o motivo é que as festas, as baladinhas, o uso desordenado do álcool e drogas ilícitas, os tem destruído. Ah, mas muitos que estão no mundo acha que nós é que vivemos sob jugo pesado, enquanto vivemos tranquilo pois vivemos pra Deus, e eles, feito escravos de satanás, não enxergam a miséria que se encontram. Ah, meus irmãos, os que estão no caminho do Céu e vivem a vocação do matrimônio vive muito mais tranquilo do que os mundanos que desprezam este sacramento. Quem disse que Deus e a Igreja condenam o prazer sexual? Os que estão no caminho do Céu namoram em castidade, conhecem o coração um do outro, amam a Deus juntos, casam-se, e vivem a vida íntima totalmente ordenada pois um ama o outro em Deus. Deus deu o sexo para o ser humano mas com uma condição que o satisfaça, ou seja, dentro de uma ordem, e, no sacramento do matrimônio, o ser humano se satisfaz verdadeiramente tendo o sexo de maneira correta, sadia, aberto a vida; já os mundanos, cegos, acham que o “sexo bom” está na quantidade: namoram – quando namoram – sem castidade, foi usado e usa, já não sabe-se o peso de quantas vezes foi objeto sexual de outros, vive sob uma aparência de liberdade, enquanto é prezo e, sem pular para a estrada do caminho do Céu, não poderá saber o que de fato é uma sexualidade sadia que não se usa, mas se ama mutuamente.

Ah, meus irmãos, poderia escrever muito mais comparando a vida do caminho do Céu e a do caminho do mundo, e mostrando que a do mundo é muito mais difícil. Como por exemplo a vida do trabalhador honesto é muito mais tranquila, embora viva de limitações, do que a do ladrão que passa por perigos para roubar e depois corre o risco de perder o que tomara de outrem, após descobrirem. Enfim, são vários os exemplos. Os foliões de carnaval que passam até semana completa pulando em busca das paixões; enquanto os que passam esse período em retiros espirituais embora se cansem, tem posteriormente a sensação de ter as forças renovadas.

Agora, meus irmãos e irmãs em Cristo, repito, não sei do teu passado. Você pode até este momento estar na estrada do mundo, difícil, mas iludida pelos prazeres que, você sabe, não te trouxe e nunca te trará a felicidade. Mas eu sei, porque experimentei, que a Misericórdia de Jesus Cristo é maior que todas as misérias, que todos os pecados que toda a humanidade cometeu e comete contra ele. Basta você se decidir! Eu sei que vai ser difícil, vai doer, a carne vai gritar. Mas, coragem! Não tenha medo de ser feliz. E quando digo em ser feliz, digo da verdadeira felicidade. Sim, da felicidade plena, que não passa na quarta-feira de cinzas após o carnaval, nem após um orgasmo depois de uma relação sexual fora do casamento feita com quem talvez você nem conheça, nem depois que passa o efeito da cocaína, da maconha, das demais drogas, do porre no bar ou em qualquer lugar; enfim, falo da verdadeira felicidade que não passa, que só Jesus Cristo pode nos dar.

Não deixe o tempo da graça passar nem se iluda com os pecados, faça sua oração a Deus agora pedindo perdão e forças pra trilhar o caminho do Céu! 

E então, amado de Deus, vamos juntos, AGORA, trilharmos o caminho do Céu? Acredite, não é tão difícil como pensamos.

***


Ninguém é tão pecador, que não alcance misericórdia. A misericórdia divina é maior que nossas maldades. Mas sob a condição de que desejemos nos corrigir na santa confissão, com o propósito de preferir a morte ao vômito [Pr 26,11]” (Santa Catarina de Sena)




Enquanto vos encontrais no tempo da Misericórdia, recorrei à Cristo Crucificado!” (S. Catarina de Sena)

Sua Misericórdia se estente, de geração em geração, sobre os que o temem” (Lucas 1,50)

O Senhor é bom e misericordioso, lento para a cólera e cheio de clemência.

Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos castiga em proporção de nossas faltas, porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os que temem” (Salmo 102,8;10-11)

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