quarta-feira, 10 de junho de 2015

O poder da mente - Diga não ao controle mental

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Se há algo que acaba arrastando pessoas para o mal mesmo sem perceberem é o chamado "poder da mente". Essa heresia - se assim posso chamá-la - arrasta muitas pessoas de reta intenção, e muitos cristãos são confundidos por essa mentalidade mundana dos nossos dias. Eu chamo-a "auto-idolatria" pois coloca a pessoa como auto-suficiente, bastando-se a si mesmo com o poder da sua mente. Depois de mergulhar nessa doutrina anticristã, a pessoa acaba perdendo sua fé, não mais colocando sua confiança em Deus, mas apenas "pensando positivo" para atrair coisas "boas" para si.

Como o assunto é complexo e não quero falar besteira sobre, deixo abaixo uma ótima explicação do tema feita pelo Monsenhor Jonas Abib no livro "Sim, sim; Não, não", onde ele surpreende ao testemunhar que aderiu a tal filosofia e, com toda propriedade, condena tal filosofia pagã. Leia com atenção.

***

O que eu vou escrever agora é para as pessoas de boa vontade, que têm um coração aberto e querem ficar com a verdade. É o meu testemunho pessoal: eu mesmo engoli a isca com o anzol todinho.

Fiz um curso em São Paulo, dirigido por um mestre de controle mental que veio dos Estados Unidos. Fiquei fascinado com o controle mental. Já participava da Renovação Carismática. Mas fiquei tão impressionado com tudo aquilo que vi, que cheguei a imaginar que ali estava um caminho de salvação para muitas pessoas. Voltei para casa decidido a pôr em prática o que aprendi no curso do controle mental.

Isso aconteceu no inicio dos anos 1970. Ao chegar em na cidade de Lorena, peguei a Bíblia para agradecer a Deus pelo curso que havia feito. Ao abrir a Palavra, o Senhor falava:

Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7, 15–16a)

Eu estava tão cego que não entendi; abri em outra passagem e caiu de novo:

Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos. Eis que estais prevenidos” (Mt 24, 24-25)

Então rezei:“Senhor, quero louvar e agradecer pelo curso que fiz, mas esses trechos falam a respeito de lobos com pele de ovelhas, de falsos profetas”. Abri várias vezes a Bíblia. Fiquei atordoado com as Palavras que Deus me apresentou, mas não consegui compreendê-las. “Senhor, não estou entendendo, sou ignorante. Mostra-me a verdade” Entendi apenas que a ordem de Deus era que eu ficasse atento. Graças a Deus, comecei a prestar atenção.

Na minha região, muitas pessoas que já haviam feito o curso de controle mental faziam reuniões de “mentalização” e mandavam “energias para lá e para cá” e eu era convidado a participar dessas reuniões. Estava atento e escutava ao Senhor… E cada vez mais, o Senhor foi me convencendo de que aquilo tudo não era tão bom como parecia e que principalmente não vinha do Senhor, e sim do maligno. Eu disse ao Senhor: “Mostra-me a verdade”. Ocorreu um segundo curso em nossa região e desta vez eu fui como alguém já
instruído pelo Espírito Santo.

Senhor, pode ser que esse curso seja maravilhoso e eu esteja impressionado… Mas pode ser que realmente seja um curso de lobos com pele de ovelhas… Dá-me discernimento porque eu não tenho”.

Graças a Deus, definitivamente fui convencido de que aqueles cursos e aquelas práticas de controle mental não vinham do Senhor e sim do maligno. Percebi que todo aquele curso se direcionava para convencer as pessoas de que elas eram “seres superiores”, porque sabiam usar a própria mente e com ela realizar coisas prodigiosas.

Com o controle da mente a pessoa se convencia de que era uma criatura especial. O curso cultivava o orgulho, a auto-suficiência, a vaidade: o pecado de satanás.

Essas pessoas estavam se tornando cada vez mais orgulhosas, auto-suficientes pelas “projeções mentais” que faziam e pelos resultados que obtinham. Realmente se sentiam “seres superiores”, porque sabiam controlar a pro pia mente. Não é isso, afinal, o que ensinam nos cursos de controle mental?

Eu tinha caído na isca direitinho. Mas o poder de Deus me mostrou que esse tipo de curso leva as pessoas a buscar conhecimento e poder fora de Deus; conhecimento e poder que se baseiam na força da nossa própria mente: o pecado original cometido por nossos primeiros pais. “Vós sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal.” Foi esse veneno que fez com que nossos primeiros pais se separassem de Deus.

Naquele curso éramos continuamente convencidos de que podíamos, pela força da mente, buscar poderes especiais. Eu percebia também que as pessoas que praticavam aquele método de controle mental, transferiam sua fé para a própria mente. Elas acreditavam no poder da mente e não mais no poder de Deus.

Acreditavam na sua força pessoal, e não Naquele de que vem toda força. Cada dia mais as pessoas tornavam-se egocêntricas, orgulhosas e auto-suficientes.

A oração consistia em mandar energia para esta e para aquela pessoa: não era uma oração de súplica, de louvor ao Senhor. Não era mais pedir com humildade: “Senhor, tem piedade de mim, socorre-me e alcança a estas pessoas… estas situações…”. Não. Era totalmente o contrário: “Eu, o todo-poderoso, que tenho a minha mente controlada, posso mandar energia
para tal pessoa… faço mentalização para as pessoas serem curadas… Eu sou a fonte de tudo, eu não preciso pedir… a força está em mim… O poder está em mim basta canalizar este poder”.

A oração deixou de ser oração. As pessoas não meditavam mais a Palavra de Deus… nem se ligavam aos mistérios de nossa salvação, mas tudo consistia em se concentrar, entrar naquele nível e mandar energias para esta ou aquela pessoa, esta e aquela situação. Portanto, não era mais pedir a Deus pelas pessoas necessitadas, mas era orgulhosamente, mandar energia a quem se pretendia.

Vi grupos de cursilistas e seus dirigentes caírem totalmente nessa tentação. Vi irmãos da renovação, religiosas e colegas perderem a fé. Vi também a religiosas mudando por completo seu comportamento: escolheram fazer mentalizações em vez de participar da Eucaristia, rezar o Oficio Divino, as próprias orações.

Vi aberrações em Missas em que o celebrante e os fieis colocavam o poder mental em prática. Não era mais o poder de Deus que transformava o pão e o vinho no Corpo e no Sangue do Senhor. Não era mais a celebração da Ceia de Jesus. Não. As pessoas se reuniam apenas para mentalizar, enviar energia… Missa sem Evangelho, sem a Palavra de Deus, lia-se qualquer coisa a respeito do poder da mente ou algo semelhante. A Missa não era mais o sacrifício de Cristo. Era apenas um momento privilegiado em que pessoas dotadas de um “poder superior” concentravam as próprias energias num objetivo comum…

Por graça de Deus, fui percebendo que a prática do controle mental partia de uma verdade: Deus habita em nós. Mas logo acrescentava: o lugar de Deus é o nosso inconsciente. Por isso, explicavam eles, com a força do meu inconsciente, a minha mente mais profunda, de onde me vem todo o poder, posso fazer tudo… Nada me é impossível. Eu posso tudo: basta retirar a força que lá está e aplicá-la ao objetivo a que me propus. Eu posso tudo. A força está em mim. O poder está ao meu alcance.

Mas vi também que pouco a pouco, e muito sutilmente, as pessoas iam mudando a linguaje e também a realidade. Já não diziam que Deus estava no meu inconsciente, mas que “o meu inconsciente é deus”.

Os dois passos seguintes eram bem mais fáceis e mais rápidos: o meu inconsciente é o meu eu profundo. Portanto “se o meu inconsciente é Deus, “eu sou deus”.

Espante-se! Arrepie-se! Mas é assim que as pessoas começaram a se expressar e numa serena convicção: “eu sou deus”

Repare que estou escrevendo deus com letra minúscula, porque esse “deus” que as pessoas dizem ser no pode ser o nosso Deus. Um Deus vivo. O nosso criador que nos fez Seus filhos. Já estamos em outro campo… Mas pasme: vi pessoas afirmarem serenamente convencidas: “eu sou deus!”. Não resta dúvida de que o pecado original, como está no inicio da Bíblia, se repete nas pessoas hoje.

Por graça de Deus pude perceber que nos tais cursos de poder da mente, há um momento-chave, para o qual tudo converge e para o qual tudo foi mera preparação: o momento em que a pessoa “busca” e então “recebe” um “mestre”. Veja que coloquei entre aspas “busca”. A pessoa é levada e convencida a buscar o tal mestre. Ela precisa como que atrair esse
mestre, que a vai aconselhar e conduzir dali para frente.

Salientei também “recebe”, porque, na verdade, tudo leva a um momento em que a pessoa “recebe” a esse mestre. E por fim salientei o tal “mestre”. Ele recebe outros nomes como: conselheiro, guia, companheiro… Porque também esta é sua função: aconselhar, guiar, conduzir, acompanhar…

O momento-chave e central para o qual tudo converge no decorrer do curso é “buscar e receber o próprio mestre”.

Para tirar qualquer dúvida fiz questão de consultar o dirigente do curso: “Este mestre de que vocês falam, não é alguém, não é verdade? Ele é apenas uma ficção mental. A gente acaba chamando de mestre, conselheiro, de guia, o nosso próprio inconsciente que nos responde e nos direciona, não é?

O dirigente me olhou serio e afirmou: “Não, Não é uma ficção! O mestre existe! O mestre é alguém!”

Foi o suficiente. Entendi tudo. Vi a semelhança com tudo que acontece com os gurus nas religiões orientais. Eles levam as pessoas receber o próprio mestre que os orienta e conduz.

Naquele momento foi como se o Espírito Santo gritasse no meu
ouvido “Não quero que coloquem a própria vida para ser guiada por
nenhum outro que não seja Jesus, o Senhor”.

A prova final

Deus me deu mais uma graça. Eu nem fui procurá-la. Um rapaz veio a mim para contar que tinha feito um desses cursos de controle mental. Aplicou-se tanto e foi tão bem-sucedido na aplicação do que le haviam ensinado, que resolveu procurar o instrutor e contar as coisas mirabolantes que tinha conseguido. O instrutor, depois de ouvi-lo, acabou afirmando que ele havia conseguido em pouco tempo o que se consegue só depois de três ou quatro anos de treinamento. Em seguida lhe disse:

Olha, você já progrediu muito. Só lhe falta um mestre”. E ele perguntou: “E o que é preciso?” O instrutor respondeu: “Entre num quarto escuro, coloque um espelho na sua frente e uma vela de cada lado. Concentre-se. Peça o próprio mestre. O restante depois você me conta…”

O rapaz, horrorizado, me contava que naquela mesma noite, ele fez o que o instrutor havia lhe dito. Ele me disse:

Do espelho veio uma estranha figura amarelada, que se projetou sobre mim. Dali para frente senti que aquela coisa me conduzia. Era o meu mestre e ele tinha todas as respostas para minhas perguntas. Fiquei impressionado e fui conversar com meu instrutor. E ele satisfeito dizia: Agora você tem seu mestre, lembra-se do que eu lhe falei?”

O rapaz me contou que realmente aconteceram coisas impressionantes com a ajuda de seu mestre. Ele atingiu um grande sucesso financeiro: dinheiro não era problema… Tudo o que ele queria conseguia: desde resolver um negócio insolúvel até conseguir um taxi numa rua deserta.

Passado um tempo o tal mestre começou a lhe propor coisas com as quais moralmente o rapaz não concordava. A família dele era evangélica e ele tinha recebido uma educação segundo a Palavra de Deus. Agora ele estava bem afastado da Igreja, mas mesmo assim a sua consciência não podia concordar com as coisas que o mestre lhe mandava fazer e ele começou a recusá-las. Daí começaram os choques entre ele e o mestre:

- Como não vai fazer? Nós fizemos um pacto! Ou você faz ou vai se arrepender!

- Não, não vou fazer: Não concordo com isso.

- Então você vai a sofrer como um chachorro!

- Posso sofrer…mas não vou fazer!

O rapaz me contou que naquele momento ele sentiu um calafrio da cabeça aos pés… A partir daquele dia tudo se transtornou: desde dores por todas as partes do corpo até o fracasso em todos os seus negócios, tudo aconteceu. O que ele ganhou, perdeu. Entrou em desespero… Sua vida se tornou um verdadeiro tormento…

Até que resolveu voltar a Lorena, sua cidade, e foi visitar uma família evangélica quie ele conhecia havia muito tempo.

No caminho, passou uma moça por ele dizendo: “Nós temos um recado para você no terreiro de umbanda esta noite”.

Estava tão desesperado que pensou em ir ao terreiro. Mas, graças a Deus, continuou o seu caminho e, cegando à casa dessa família, o senhor que o recebeu, muito firme e convicto, logo ao abrir a porta, levantou o dedo em sua direção e disse: “Afasta-te, satanás!”

O rapaz me contou que naquela hora ele sentiu um calafrio maior do que aquele da primeira vez… Mas logo sentiu uma grande paz! Cambaleou… Entrou na casa e começou a chorar compulsivamente. E o senhor lhe disse: “Me perdoe. Eu não sei o que aconteceu. Quando você abriu a porta, eu o vi e reagi desta forma...”

O senhor tem toda razão. Sinto que fui longe demais com o tal curso de controle mental. Por isso o inimigo acabou me possuindo. Obrigado. Na hora em que o senhor gritou: „Afasta-te, satanás!‟,a minha libertação aconteceu.. Por favor, me ajude. Eu preciso muito de oração”.

A família inteira acorreu e rezou por ele fervorosamente. A libertação aconteceu. Mas o rapaz me confidenciava: “Minha única segurança agora é a Palavra de Deus e a oração. Sinto continuamente o inimigo me anda rondando. Infelizmente, fui longe demais.”

Glorifico ao Senhor por duas coisas: por ele ter libertado aquele rapaz e por ter me convencido do que realmente é o controle mental. Fiquei sabendo muito bem quem é que atua no controle mental. Vi, por fatos bem concretos, até que ponto o controle mental pode levar uma pessoa.

Muitos podem dizer: “Mas naquele curso de que eu participei não aconteceu nada disso”. É claro que não aconteceu. Nem comigo. Na verdade todo bom pescador se esconde. Ele fica bem escondido, você vai direto na isca gostosa, e nem imagina quem seja o pescador.

Eu lhe digo: atrás da isca do controle mental, quem está pescando é satanás. As pessoas dizem que existem padres e religiosas dando cursos de controle mental. Eu sei! Eu poderia ser um deles, se Deus não tivesse me salvado. Foquei tão seduzido pelo controle mental, que julguei ser a solução para os problemas de muita gente. Mas, graças a Deus, pelo poder
do Espírito Santo fui convencido do meu engano e da minha ingenuidade e fui liberto.

Já dialoguei com vários sacerdotes, colegas meus, que fizeram o curso de controle mental. Constato que ficaram tão convencidos e autosuficientes, que só a graça de Deus para convencê-los. O coração e a mente se endureceram tanto, que só o poder de Deus para romper a resistência. Já conversei com mais de um padre dirigente de curso de controle da mente… Mas veja: o inimigo coloca até de um padre, de uma religiosa para pescar incautos.

Não olhe a isca, acredite na Palavra do Senhor, e saiba que atrás dessa vara está satanás. A isca pode ser muito apetitosa, mas não abocanhe. Se ocorreu isso como você, peça, como eu, que o Senhor lhe dê a graça da libertação o mais depressa possível.

Liberte-se. Renuncie a tudo isso. Queime os livros, as apostilas do método; Desfaça-se de tudo. Faça uma boa confissão. Busque quem reze pela sua libertação.

Agora quero orar com você, por todas as pessoas que, como eu, foram ingênuas e caíram na tentação. Rezemos juntos:
Obrigado, Senhor porque me convenceste. Obrigado, porque me deste a mão e me salvaste. Agora rezo por todos os meus irmãos e irmãs. Peço que não seja eu, mas a Tua Palavra e o Teu Espírito Santo a convencer as pessoas. Peço uma verdadeira contrição de coração,
embora tenham alcançado coisas boas nestes cursos e nessas práticas,
dá-lhes a graça do arrependimento.

Que sejam convencidas de que somente Tu és o caminho, a verdade e a vida. Peço que estes meus irmãos tenham a capacidade e a força para renunciar a todos os “poderes” que adquiriram por meio do controle mental. Que renunciem a todo esse “poder”. Assim como Paulo expulsou aquele espírito de adivinhação daquela moça, que também eles sejam agora libertos, Senhor, destes “poderes” que não vem de Ti.

Renunciamos a estes “poderes”. Não queremos “poder” nenhum, a não ser o poder que vem do Teu Espírito Santo.

Em nome de Jesus e com a autoridade do Nosso Senhor Jesus Cristo, cortamos e quebramos todos os laços e cadeias com que satanás tinha amarrado e prendido estes filhos e filhas de Deus.

Renunciamos a toda falsidade, a toda mentira, ilusão, que bloqueou a mente destes filhos de Deus. Expulsamos toda presença maligna, toda contaminação e declaramos que Jesus Cristo é o único Senhor de suas vidas, de seus negócios e de seus bens.

Sede libertados, curados e purificados pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso único libertador. Nosso único Deus e Salvador. Solo Jesus Cristo é o Senhor! Amém.

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