sexta-feira, 29 de maio de 2015

Quisera ser como São José!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Ah, quisera ser como São José. Sim, como queria ser como o São José, o justo. Quantas vezes tenho que reconhecer com o Apóstolo que “na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo. Não faço o bem que quereria, mas o mal que não quero.” (Romanos 7,18-19); mas o glorioso São José é conhecido como o Justo (cf. Mateus 1,19). Se ele foi justo, bem viveu, com toda certeza, a palavra de Eclesiástico 4,33: “Combate pela justiça, a fim de salvares tua vida; até a morte, combate pela justiça, e Deus combaterá por ti contra teus inimigos”. Será por isso que, apesar de ser pobre, simples, humilde, Deus o escolheu para proteger o Menino-Deus e Sua Santa e Imaculada Mãe defendendo em meio aos poderosos que queriam matar Jesus? (cf. Mateus 2,13ss) Ele viveu a justiça. E por isso, com toda certeza, enquanto viveu nesta terra São José foi extremamente feliz; pois descobriu que a felicidade vem de Deus, e não do pecado e do que o mundo – que jaz do maligno – pode oferecer. Sim, feliz o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores (cf. Salmo 1,1).

Ah, quisera ser como São José. Sim, como queria ser como São José, o devoto de Nossa Senhora. Quanto tenho sido frio na minha devoção para com a Santíssima Virgem! Ó, como quisera amar a Santíssima Virgem na medida em que Deus quer que eu assim A ame e me consuma por Seu amor materno. Ah, São José viveu isso. Tu, eu, todo o mundo – principalmente os devotos escrupulosos, que temem receber a Santíssima Virgem como Mãe e Senhora – precisamos imitar o glorioso São José que não temeu receber Nossa Senhora como esposa (cf. Mateus 1,20). Ó, José, o justo, o pai adotivo de Jesus, após a visão do Anjo, não temeu receber Maria Santíssima em sua casa, em sua vida, em seu coração. Ó, muito maior é o Senhor Jesus, que é Deus, do que um anjo; e eis que o próprio Deus na Cruz disse-nos “Eis aí tua mãe” (cf. João 19,27). Então, quisera ser como São José, e diante da Palavra de Deus, tomar posse e receber Maria Santíssima como minha Mãe e Senhora.

Ah, quisera ser como São José. Sim, como queria ser como São José, o fiel escravo de amor de Jesus e Maria. Queria ser como ele que viveu no escondimento, sem nada murmurar, no silêncio amando a Jesus e Maria. Ó, quão feliz e santo seria se vivesse como ele: consumindo a minha vida pra sustentar Jesus e Maria. Ah, também queria consumir a minha vida para alimentar Jesus e Maria com os corações dos pecadores conquistados pra Eles. Ah, José trabalhou trabalhando a madeira para sustentar Jesus. Ó, quisera ser como São José e, imitando-o, alimentar Jesus nas almas com a Palavra de Deus e a fé Católica. Oxalá Deus me conceda a graça de ser como São José. Serei santo. Se tu fores como São José, serás santo. E não seríamos esta miséria que somos. Ó, Senhor concede-me ser como São José: te amar mesmo nos afazeres mais pequenos. Da simples marcenaria fabricando e/ou reformando alguns móveis tirava o sustento pra Jesus e Maria. A seu exemplo também queria amar e adorar a Cristo por Maria nas coisas mais simples, não por pregações, textos, cânticos, não, mas fazendo tudo isso na minha vida. Sim, quisera amar a Deus e na obediência do estado amar a Deus na rotina do trabalho. Ah, como São José queria ser. Amar a Deus lavando uma louça, lavando um banheiro, arrumando o quarto, carregando algo pesado, trabalhando no escritório, trabalhando recolhendo o lixo na rua, trabalhando, sim, no que Deus me chama a fazer. Quisera ser como São José que tudo fazia por Jesus e Maria, longe do olhar humano, mas fazendo TODAS AS COISAS por amor a Deus que vê no coração (cf. 1Samuel 16,7). Mas no apostolado, na vocação, enfim, no chamado que o Senhor nos faz neste tempo, particularmente digo: quisera ser como São José e alimentar Jesus e Maria nos corações de todos os povos.

Ah, quisera ser como São José. Sim, queria ser como São José, o obediente. Oxalá fosse obediente como o glorioso São José! Ele que não exitou quando o Anjo disse para receber Nossa Senhora como esposa (cf. Mateus 1,20), e também não exitou em fugir para o Egito quando o Anjo lhe anuncia que querem matar Jesus (cf. Mateus 2,13ss). Ó, por que não sou obediente como São José quando escuto o que Deus me manda? Por que diante de uma pregação, da leitura da Palavra de Deus, da doutrina da Igreja que me chega, por que – responda-me carne minha – por que não sou obediente como o glorioso São José. Ele se desfez dos seus sonhos, e realizou o sonho, ou seja, o desejo de Deus pra sua vida. Talvez queria ter vários filhos, mas Deus lhe dá a Virgem Maria para cuidar junto com Cristo. Talvez estivesse com a vida estabilizada onde morava – embora pobres – mas imediatamente obedece a voz de Deus através do anjo e foge pro Egito. Queria também ser obediente a Deus e também aos superiores (obedecendo a Deus em primeiro lugar, e nunca obedecendo quando me mandam o pecado).

Ah, quisera ser como São José. Sim, queria ser como São José, o casto. Ó, num mundo tão erotizado, quisera ser como São José que viveu sua castidade ao lado de Maria e Jesus. Ele descobriu que a sexualidade desordenada – como vemos nos nossos dias – não trás a felicidade. Mas Ele já tinha a felicidade consigo: Jesus Cristo. E contemplando São José vejo que só pode manter a pureza porque conviveu com a Puríssima Virgem Maria, a grande Mãe de Deus, e com o próprio Deus. Então vejo que para eu viver a castidade na minha vida – seja lá qual o estado de vida – devo, a exemplo de São José, ser devotíssimo de Nossa Senhora, sempre rogar a Ela, e estar unido a Cristo pela oração e pela Eucaristia (este privilégio nosso que São José não teve. Imagine se tivesse Comungado, oh, quisera ser como São José).

Ah, quisera ser como São José. Sim, queria ser como São José, o homem em paz com Deus. Muitas vezes na nossa vida espiritual passamos por aridez, por securas, por momentos onde buscamos o Senhor e as vezes nos parece longe. Não, não é o pecado; falo aqui da aridez espiritual que o Senhor usa para nos purificar. E na aridez espiritual quisera ser como São José, o orante nato. Este homem manteve a paz em meio ao sumiço de Jesus por três dias (Lucas 2,41ss). Pode ter se angustiado, afinal, ele que era justo, havia perdido o Menino-Deus da qual foi designado pelo Criador como guardião. Mas ele não se desespera. Jesus estava no templo (assim como Jesus está na Igreja, no sacrário). E São José nos mostra que quando Jesus se oculta, pela aridez espiritual, manter a devoção a Virgem Maria é o meio para permanecer fiel. Em três dias acharam Jesus. E se ele tivesse ido procurar só? Talvez demoraria mais. Por isso muitas vezes se estende nossa aridez, nossas angústias, o nosso “não discernir” a vocação; mas José, muito pelo contrário, passou pelos três dias da purificação ao lado de Maria, e logo acharam-O. Ah, quisera ser como São José que manteve a paz e achou Jesus. Quantas vezes nos inquietamos quando passamos pela aridez, pelo tormento, pelas angustias, pelas tentações. Ah, quisera ser como São José e entender que o lugar de Cristo é no templo (Igreja Católica) (cf. Lucas 2,49) e não mais buscá-Lo fora buscando no pecado, nas pessoas, em seitas. Ó, como seria feliz se fosse como São José, que em meio a aridez sabia onde estava a sua confiança: em Deus, no Cristo Senhor nosso. Por que não sou assim, alma minha? Trate de imitar São José! Ande!

Ah, quisera ser como São José. Enfim, como queria ser como São José na hora da minha morte. Não à toa ele é o protetor da boa morte! Que morte bendita e gloriosa! Depois de consumir minha vida por Jesus e Maria, quero enfim, ser como São José, e morrer nos braços ditosos, benditos e adoráveis de Jesus Cristo. Que ditosa morte a de São José: morrer nos braços de Jesus e Maria Santíssima! Que demônio ousaria atormentar este justo homem morrendo nos braços do próprio Deus e da Advogada dos pecadores? Ó meu Jesus, ó minha Mãe Maria Santíssima, vos rogo que, na hora da minha morte, estejais presentes também recebendo a minha alma e conduzindo-a para o Céu. Reconheço que pelas minhas misérias talvez tenha que fazer uma “parada” no purgatório. Mas desde já, vos suplico, Jesus e Maria, livrai minha alma do inferno que merece pelos pecados, e dá-me Vossa Misericórdia que suplico e que quereis me dar. Mãe de Deus e Senhor Jesus Cristo, recomendo-me a Vós, assim como o glorioso São José, e peço a graça de ter uma boa morte. Ah, como serei feliz se ao morrer visitar-me minha querida Mãe e meu Misericordioso salvador! Talvez eu e tu, caro leitor, seremos mais felizes na nossa morte – de certa maneira – do que São José, afinal, na nossa morte quem sabe Deus permite que, além de Jesus e Nossa Senhora, esteja presente o próprio glorioso São José. Eita felicidade. Depois de um tenebroso vale de lágrimas, a glória celestial.

Enfim, Senhor, a exemplo de São José quero ser santo e amar-Te de todo o meu coração e toda a minha alma. Dá-me a graça de viver as obras de justiça e não mais o pecado. Mãe de Deus, Mãe de Misericórdia, a vós consagrado a hora da minha morte para que seja ditosa como a de São José. Ó glorioso São José, que também sois conhecido como o terror dos demônios, roga por mim para que, como homem neste século tão desventurado, possa viver a santidade que Deus quer, e imitando as virtudes que vós vivestes, possa eu amar a Jesus e Maria de todo o meu coração e toda a minha alma. Dá-me a graça, São José, de viver em santidade e na hora da morte ter a graça de morrer nos braços de Jesus, Maria e nos teus também.

Ah, e a exemplo de São José, na minha sagrada família, que reinem Jesus e a Santíssima Virgem Maria.

Jesus, Maria e José, minha família Vossa é! Glorioso São José, rogai por nós!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Viva Cristo Rei do universo!

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