segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Veneração das imagens católicas – a falsa idolatria pregada pelos protestantes

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Que católico um dia não foi questionado – enfrentado – por um protestante em relação as imagens? Que católico nunca ouviu protestantes chamarem nos chamarem de idólatras por causa do culto de veneração das imagens e dos santos que elas representam? Infelizmente muitos católicos sem um real conhecimento da verdade, acabam dando ouvidos a essas lorotas protestantes e desviando a sua fé. O motivo pelo qual usamos as sagradas imagens é tão simples; porém, não obstante muitos abandonam o catolicismo e adentram no protestantismo – normalmente no neopentecostalismo – atraídos por um discurso cheio de ódio e ignorância ao catolicismo. Aliás, ao catolicismo não, mas sim ao espantalho de catolicismo que eles inventaram. Eles combatem não à Igreja, mas o espantalho criado por eles; mas muitos católicos mal formados, passando por uma crise ou qualquer outro motivo, acabam se enxergando nesse espantalho, e trocam a única e verdadeira Igreja de Cristo por uma igrejola fundada por um homem qualquer; trocam o Corpo Místico de Cristo que é a Igreja, por uma ramificação herética de Lutero e dos outros fajutos fundadores de religiões.

Focando no assunto proposto, vejamos uma das passagens que sempre nos jogam na cara: “Não farás para ti escultura, nem figura alguma do que está em cima, nos céus, ou embaixo, sobre a terra, ou nas águas, debaixo da terra. Não te prostrarás diante delas e não lhes prestarás culto.” (Êxodo 20,4-5) Se olharmos essa frase fora de contexto, de fato, os católicos são uns idólatras. Mas, o que de fato essa passagem nos ensina? Veja, o que Deus proíbe não são imagens sacras – como veremos a seguir – mas sim os ídolos, ou seja, os falsos deuses pagãos. Basta citar o versículo anterior à passagem citada a cima: “Não terás outros deuses diante de minha face”(Êxodo 20,3). Antes de falar das imagens e esculturas, Deus deixa muito bem claro o que Ele quer dizer, ou melhor, onde as palavras dEle querem atingir: não terás outros deuses! Após falar que Ele não queria – e não quer – que tivessemos outros deuses diante de Sua face, Ele fala muito bem como se dava isso na prática: não fabricar e nem se prostrar diante das imagens. E essas imagens são os deuses pagãos, os falsos deuses, divindades falsas inventadas pelo homem e/ou instigada pelo demônio para perverter a humanidade.

Esses falsos deuses eram cultuados no paganismo normalmente pelas imagens. Os protestantes pregam essa passagem fora de contexto, o que de fato causa uma grande confusão. O contexto é o seguinte: o povo era escravo no Egito, Deus agiu de Misericórdia e liberta o povo do Egito. O Senhor então, durante a passagem do povo pelo deserto, já alerta ao povo do que eles achariam: povos pagãos que não adoravam ao verdadeiro Deus, mas que adoravam pedaço de madeira, planta, árvore, sol, lua, e praticavam várias desordens sexuais e assassinato de crianças aos demônios, aos quais eles cultuavam como deuses. O Senhor Deus então, sabendo que o povo iria encontrar uma realidade pagã, alerta dizendo as características dos povos e da realidade que eles encontrariam. Por isso Deus disse o que foi citado acima e que tanto repetem os protestantes sem contexto algum.

E antes de adentrarmos na explicação do porque temos as imagens dos santos católicos, vejamos como Salomão explica a idolatria, e então entenderemos que o pecado está em adorar a imagem ou qualquer coisa criada, no lugar de Deus. A nossa latria, ou seja, o nosso culto de adoração deve ser prestado somente à Santíssima Trindade. E Salomão assim explica a idolatria: “Foi pela idealização dos ídolos que começou a apostasia, e sua invenção foi a perda dos humanos. Eles não existiam no princípio e não durarão para sempre; a vaidade dos homens os introduziu no mundo. E, por causa disso, Deus decidiu a sua destruição para breve. Um pai aflito por um luto prematuro, tendo mandado fazer a imagem do filho, tão cedo arrebatado, honrou, em seguida, como a um deus aquele que não passava de um morto, e transmitiu aos seus certos ritos secretos e cerimônias. Este costume ímpio, tendo-se firmado com o tempo, foi depois observado como lei. Foi também em consequência das ordens dos príncipes que se adoraram imagens esculpidas, porque aqueles que não podiam honrar pessoalmente, porque moravam longe deles, fizeram representar o que se achava distante, e expuseram publicamente a imagem do rei venerado, a fim de lisonjeá-lo de longe com seu zelo, como se estivesse presente. Isto contribuiu ainda para o estabelecimento deste culto, mesmo entre os que não conheciam o rei; foi a ambição do artista que, talvez, querendo agradar ao soberano, deu-lhe, por sua arte, a semelhança do belo; e a multidão, seduzida pelo encanto da obra, em breve tomou por deus aquele que tinham honrado como homem. E isto foi uma cilada para a humanidade: os homens, sujeitando-se à lei da desgraça e da tirania, deram à pedra e à madeira o nome incomunicável.” (Sabedoria 14,12-21) – Veja que nos grifos que fiz, vemos claramente Salomão explicar de fato no que consiste a idolatria, e de maneira especial como se deu a idolatria das imagens. O pecado está, como foi dito, em adorar como sendo Deus uma criatura qualquer. Um pai começa a adorar o corpo do filho como se fosse Deus. Isso é idolatria! Os homens começam a adorar o imperador como se este fosse um Deus, e então, como citado, começam a fazer imagem do imperador para que possam honrá-lo como se este fosse deus. Nós vemos ainda hoje países pagãos que tratam o seu imperador como um deus. E isso fica claro ao lermos o profeta Daniel, onde o rei Nabucodonosor manda fazer uma estátua e quer obrigar o povo a adorar a estátua como se fosse deus. Ora, aí está a idolatria: prestar culto de adoração a algo ou alguém que não seja o Deus verdadeiro de deus verdadeiro. Só devemos adorar a Santíssima Trindade.

Tanto é que a idolatria não está restrita as imagens dos deuses pagãos. No livro do próprio profeta Daniel é referido que os pagãos adoravam além de uma divindade chamada Bel (Daniel 14,1-21), adoravam um ser vivo, um dragão (Daniel 14,22ss). Ou seja, o problema não é ter imagem, mas adorar como Deus aquilo que não é Deus. Como o próprio Salomão disse na passagem citada acima, dar a pedra, a madeira – ou qualquer coisa ou pessoa que não seja a Santíssima Trindade – o nome incomunicável, ou seja, o nome de Deus.

Já as imagens sacras católicas tem todo seu contexto, função, e nos eleva ao verdadeiro Deus. E Deus não condena as santas imagens católicas. Como tentei explicar acima, o que Deus proíbiu foram estes ídolos pagãos, imagens, demônios, animais, plantas ou qualquer coisa que as pessoas adoravam (ainda hoje há religiões pagãs que adoram árvore, animais; dizem que na maçonaria adoram a imagem do bode, etc.) E porquê falo com tanta convicção que Deus não proíbe as imagens sacras? Falo com convicção porque o mesmo Deus que proibiu as imagens, mandou fazê-las. Ou seja, ou você acha que Deus é incoerente – e Deus não é, pois a Palavra diz que Deus não é homem para mentir (cf. Números 23,19) – ou então de fato, Deus proibiu a fabricação de ídolos pagãos, e não de imagens que edificam e elevam a alma a Ele. Até porque, se levarmos ao pé da letra a passagem de Èxodo 20, o Senhor fala que não é pra fazer escultura e nem figura alguma do que está no céu, na terra ou nos mares... Figura alguma? Bom, por figura encontra-se as fotografias, pinturas de artistas, etc. Uma criança que brinca de boneca – segundo a leitura exageradamente radical e sem contexto feita pelos protestantes neopentecostais – estaria sendo incitada à idolatria; afinal, se é imagem e figura alguma do que há na terra, não se pode ter boneca, boneco, carrinho, foto de parente, etc.

O Senhor Deus nos manda fazer imagens que nos ajudam a contemplar a Sua glória. Quando o Senhor manda fazer a Arca da Aliança, onde estaria a Sua presença no meio do povo, fala claramente:
Farás dois querubins de ouro; e os farás de ouro batido, nas duas extremidades da tampa, um de um lado e outro de outro” (Êxodo 25,18)

Como podem ver, no mesmo livro que Deus condena as imagens, Ele manda fazer. Incoerência? Não. Deus condenou as imagens dos ídolos pagãos, e não imagens SACRAS. O povo adorava a Deus diante da Arca da Aliança, mas não via Deus, via dois querubins que simbolizavam a glória de Deus. Aliás, para falar a verdade, a própria Arca é uma imagem. Uma imagem daquilo que se tem na terra, ou seja, uma Arca, da qual seria guardado as tábuas do mandamento. Fisicamente, o que há na arca? Madeira, ouro, os querubuins... Mas Deus está ali. É algo que eleva a alma a Deus. Aquilo foi feito, por ordem de Deus, para melhor o povo adorá-Lo. O pecado é adorar o objeto em si. Aí sim, é pecado. No mesmo livro vemos Deus mandar fazer cortinas com querubins artisticamente bordados (cf. Êxodo 26,1). Enfim, essa conversinha de “não pode ter imagem, blá, blá, blá” é só conversa pra perder católico ignorante e/ou em crise.

Outra passagem que vemos que Deus não reprova as imagens em si, é o fato de que quando o povo pecou contra o Senhor, este ao aceder a Santa ira, manda serpentes para picar o povo. Mas, para serem curados, eis que Deus fala:

Faze para ti uma serpente ardente e mete-a sobre um poste. Todo o que for mordido, olhando para ela, será salvo”. (Números 21,8)

Deus mandou fazer uma imagem, a imagem de uma serpente de bronze, que ao ser erguida, e o povo que ferido olhasse para ela, seria curado. Era uma prefiguração da Pessoa de Jesus Cristo, nosso Deus, que ao ser erguido no madeiro da Cruz, aqueles que estão contaminados pelo pecado, obterem a cura e a salvação.

Davi quis construir um templo para o Senhor. Mas Deus deixou à Salomão o encargo de construir o templo do Senhor. O templo construído em honra do Senhor, conhecido como “Templo de Salomão”, estava repleta de imagens como poderemos ver a seguir:

Para o interior do Santo dos Santos, mandou esculpir dois querubins e os revestiu de ouro.” (2Crônicas 3,10

Construiu também um altar de bronze de vinte côvados de comprimento, vinte de largura e dez de altura. [...] Figuras de bois circundavam-no todo, ao redor debaixo do rebordo, dez para cada côvado, em duas fileiras, fundadas numa só peça com ele. Era sustentado por doze bois, dos quais três olhavam para o norte, três para o oeste, três para o sul e três para o oriente.” (2Crônicas 4,1;3-4)

Como lemos, no Templo estava cheio de imagens. E o que Deus achou do Templo que Salomão construiu? “Ouvi – disse ele – tua oração e escolhi este lugar para que seja o templo no qual me oferecerão sacrifícios. […] Este templo, tão excelso, será para todos os transeuntes um objeto de espanto.” (2Crônicas 7,12;21) O Senhor elogia o templo que tinha as imagens...

O sentido de usarmos imagens é exatamente este: pelas sagradas imagens evangelizar. Como vimos, as imagens dos querubins, dos bois, a serpente de bronze, tinha um significado. O que significa as imagens católicas? Ora, quando eu olho uma imagem de São Sebastião, não é um falso deus, mas venerando o santo pela imagem dele, eu adoro a Deus, pois vejo que São Sebastião foi mártir pelo nome de Jesus. Quando eu olho pra imagem de São Francisco, eu lembro deste santo que disse “O Amor não é amado” e então, vendo sua vida, sou levado a seguir o seu exemplo. Quando eu olho uma imagem da Virgem Maria, sou motivado a imitar as Suas santas virtudes, eu lembro que eu adoro a um Deus que se fez carne no ventre dEla. Um católico deve olhar pra imagem da Virgem Maria e ver não um Deus, mas ver Deus através de Nossa Senhora; pois olhando pra imagem, lembramos da vida dEla e lembramos do versículo que diz: realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é santo (Lucas 1,49). Quando olhamos, contemplamos, veneramos um santo olhando suas imagens, nós lembramos a vida destes homens e mulheres que preferiram perder tudo – até a vida – para não perderem Jesus. Santos e santas que deram um verdadeiro testemunho são colocados pela Igreja como exemplos a ser seguido. Sim, olhamos a imagem de Santa Maria Goreth, e logo louvados e adoramos a Deus que deu força para esta jovem de 12 anos preferir morrer com várias facadas, mas não ceder no pecado de impureza. Ó, bendito e adorado seja Deus pelos santos e santas que Ele suscitou e suscita na Igreja.

Para nós que sabemos ler, podemos ler a biografia de alguns santos. E para quem não sabe? Eis outro motivo do uso das imagens: evangelização pela iconografia. Uma senhoria analfabeta talvez não saiba um versículo que relate a Paixão do Senhor, mas, com certeza com maior devoção que nós, sabe todos os passos da via-sacra. Talvez esta senhorinha vá até à Igreja às sextas feira ou em outro dia, e reze a Via Sacra contemplando a imagem de cada estação. Quantos e quantos durante os dois milênios de cristianismo se converteram não com pregações, mas ao ver a imagem de Jesus Cristo crucificado. Por isso usamos crucifixos... Ao olhar o crucifixo lembramos do ápice do “escancaramento” do amor de Deus que foi Ele mesmo padecer na Cruz, por mim... Por você... É idolatria carregar um crucifixo? Talvez por isso tantos estão doente no pecado, pois não mostram a cruz... Talvez se mostrássemos a imagem de Jesus pregado no madeiro, o povo se converteria assim como o povo foi curado ao olhar para a serpente de bronze. Um Cristão verdadeiro não deve ter vergonha de usar seu crucifixo, e nem achar que isso é idolatria, até porque já fala São Paulo: “nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos; mas, para os eleitos – quer judeus quer gregos -, força de Deus e sabedoria de Deus. Pois a loucura de Deus é mais sábia que os homens, e a fraqueza de Deus e mais forte do que os homens.” (1Corintios 1,23-25) É, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos... E idolatria para os protestantes hipócritas.

Por isso, meus irmãos e irmãs, não temam expor as imagens de Nossa Senhora e dos santos da Igreja (claro que devidamente abençoados por um padre – nunca devemos ter objetos religiosos sem a benção do padre). Pois ter a imagem de Nossa Senhora quer dizer que você adora ao Deus que se fez carne no ventre dela; e que não há pessoa na terra que tenha amado mais a Deus que Ela, portanto, você quer imitá-la. Mostra a todos que olham a imagem que você toma posse da Palavra de Deus que diz “Eis aí tua mãe” (João 19,27) e usamos a imagem também para cumprir: “Aqueles que me tornam conhecida terão a vida eterna” (Eclesiástico 24,31).

Além do mais, ter a imagem da Virgem Maria é imitar os Apóstolos e discípulos do Senhor; afinal, a Tradição nos ensina que uma das primeiras imagens de Nossa Senhora foi pintada por São Lucas, o autor de um dos Evangelhos da Bíblia. Se adentrarmos na Tradição da Igreja, estudarmos um pouco mais, veremos que as primeiras imagens vêm do tempo das catacumbas. Pesquise e verás que nas catacumbas que os primeiros cristãos ficavam escondidos no tempo da perseguição do império romano, havia figuras pintada. Sim, haviam figuras de Jesus, o bom pastor, por exemplo. Em livros da época da Igreja primitiva, podemos ver que havia ilustrações.

Após a perseguição começa-se de fato a ilustrar, nos templos católicos, com maior perfeição, as imagens de Cristo, da Virgem Maria, e dos santos que durante a perseguição derramaram o Sangue por amor a Cristo e a Igreja. E pedindo a sua intercessão muitos milagres foram alcançados. Podemos ver na Palavra de Deus que a veneração de objetos que pertenceram a homens santos alcançava milagres. Um exemplo disso é São Paulo: “Deus fazia milagres extraordinários por intermédio de Paulo, de modo que lenços e outros panos que tinham tocado o seu corpo eram levados aos enfermos; e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espíritos malignos.” (Atos dos Apóstolos 19,11-12). Por isso veneramos as relíquias dos santos. Eu mesmo sou testemunha do poder que tem uma relíquia de um santo no combate contra o demônio. Por isso veneramos as imagens e medalhas, por exemplo, dos santos. Muitos milagres são alcançados. Se com simples lenços que tocavam em São Paulo, as doenças e demônios eram afastado das pessoas, satanás treme, foge, grita, e é expulso ao ver a imagem de Nossa Senhora, pois ele lembra da Mulher, ou seja, da Virgem que o derrotará (Cf. Gên 3; Apoc. 12). Quando satanás vê a imagem de um santo, como São Padre Pio, por exemplo, ele também se afasta pois vê o santo que tanto lhe deu trabalho labutando pela salvação das almas. Quando usamos a imagem de um mártir, por exemplo, e pedimos a intercessão dele, Deus nos dá o milagre pelos méritos do sangue derramado deste mártir que foi unido ao sangeu de Cristo. E a imagem ajuda a recordar toda história. E satanás treme. Principalmente diante da imagem e, obviamente, da pessoa da Virgem Maria. Quantos testemunhos temos ouvido de pessoas que foram curadas ao ter contato, por exemplo, com medalhinhas de São Padre Pio. E maiores são os milagres e testemunhos de milagres ocorridos com a Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças. Assim como também muitas graças são concedidas pela veneração do quadro da Divina Misericórdia, onde o Senhor Jesus Cristo revelou à Santa Faustina que em venerasse este quadro, onde mostra de maneira destacada os raios da Misericórdia - representando o Sangue e a Água que jorraram do Coração de Jesus cf. João 19,34 -alcançaria a salvação. Mais especificamente disse Jesus à Santa Faustina: "Pinta uma Imagem de acordo com o modelo que estás vendo, com a inscrição Jesus, eu confio em Vós. Desejo que esta Imagem seja venerada, primeiramente, na vossa capela e, depois, no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta Imagem não perecerá. Prometo também, já aqui na Terra, a vitória sobre os inimigos e, especialmente, na hora da morte. Eu mesmo a defenderei como Minha própria glória" (Diário de Santa Faustina nº 47-48). Por isso vai dizer Santo Afonso Maria de Ligório que satanás, porque Deus acabou com a antiga idolatria do povo pagão, se vinga nas sagradas imagens. E – aqui sou eu que digo – os protestantes ignorantes – principalmente neopentecostais – são os mais árduos servidores do encardido nesta causa.


Talvez alguns venham falar que pecamos por nos prostrar diante das imagens. Ora, nem sempre prostrar, ajoelhar, significa adorar. Aqui de fato vai valer o coração. “O homem vê a face, mas o Senhor olha o coração” (1Samuel 16,7). Por isso citarei alguns exemplos para mostrar que se ajoelhar diante de uma imagem não é em si adoração:

Então Josué rasgou as suas vestes, e se prostrou em terra sobre o seu rosto perante a arca do SENHOR até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre as suas cabeças.” (Jos 7:6 ACF)

Quando nos prostramos diante de uma imagem da Santíssima Virgem, estamos prostrados diante dela e de Deus conforme:

Então disse Davi a toda a congregação: Agora louvai ao SENHOR vosso Deus. Então toda a congregação louvou ao SENHOR Deus de seus pais, e inclinaram-se, e prostraram-se perante o SENHOR, e o rei.” (1Cr 29:20 ACF)

Vendo, pois, Abigail a Davi, apressou-se, e desceu do jumento, e prostrou-se sobre o seu rosto diante de Davi, e se inclinou à terra.” (1Sm 25:23 ACF)

E o fizeram saber ao rei, dizendo: Eis aí está o profeta Natã. E entrou à presença do rei, e prostrou-se diante dele com o rosto em terra.” (1Re 1:23 ACF)

Estando, pois, Obadias já em caminho, eis que Elias o encontrou; e Obadias, reconhecendo-o, prostrou-se sobre o seu rosto, e disse: És tu o meu senhor Elias? (1Re 18:7 ACF)

E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda estava ali; e prostraram-se diante dele em terra. (Gen 44:14 ACF)
(Também deveriam cumprir a promessa que todas as gerações proclamariam a Virgem Maria bem-aventurada)

Então saiu Moisés ao encontro de seu sogro, e inclinou-se, e beijou-o, e perguntaram um ao outro como estavam, e entraram na tenda. (Exo 18:7 ACF)

Então Bate-Seba se inclinou com o rosto em terra e se prostrou diante do rei, e disse: Viva o rei Davi meu senhor para sempre. (1Re 1:31 ACF)

Depois pretendo fazer um post falando especificamente sobre a intercessão dos santos. Mas como o tema aqui são as imagens, vejamos esta profecia do profeta Ezequiel que vemos ser cumprida na Santa Igreja Católica Apostólica Romana:

Acima da porta, no interior e no exterior do templo, e por toda a parede em redor, por dentro e por fora, tudo estava coberto de figuras: querubins e palmas, uma palma entre dois querubins. Os querubins tinham duas faces: uma figura humana de um lado, voltada para uma das palmeiras, e uma face de leão voltada para outra palmeira, do outro lado, esculpidas em relevo em toda a volta do templo. Desde o piso até acima da porta, havia representações de querubins e palmeiras, assim como na parede do templo.”Ezequiel 41,17-20)

Quem Templo é este? Com o que se parece esta descrição do novo Templo que fala o profeta Ezequiel? Com o templo de alguma seita protestante neopentecostal, ou com os Templos Sagrados da Santa Igreja Católica Apostólica Romana. Não, não me xingue. É a Bíblia e a Tradição que bem o diz. Afinal, como bem diz o Padre Paulo Ricardo, a Bíblia não caiu do Céu com zíper e tudo. E podemos ver neste versículo um genuíno Templo Católico. Talvez muitos saiam da Igreja ou ao entrar num templo católico não adentrem nele, porque o falso ecumenismo satânico fez com que hoje até os novos templos católicos são carentes de imagens. Onde tem, uma ou duas, no máximo. Mas que diferença faz entrar num Templo onde o Sacrário com Jesus na Eucaristia está a vista e várias imagens ao lado mostrando os vários santos que deram a vida por Jesus. Assim como está profetizado por Ezequiel: coberto de figuras, querubins e figuras humanas. Ó, é no Templo Católico que vemos ordinariamente as imagens, as figuras humanas dos grandes homens que merecem destaque: aqueles que deram a vida pelo Evangelho.

Os próprios protestantes devem saber muito bem do significado das imagens, afinal, tem uma seita que fica próxima à minha casa – uma dentre as tantas – que ao olhar pra dentro vi que havia um banner com a foto de uma mulher com os braços levantado para o alto. Ora, se eu perguntar para o “paxtô” o porquê de usar aquela imagem no banner, ele certamente irá me dizer que é pra impulsinar os fieis a também levantarem as mãos e louvarem o Senhor. Aí eu digo: se isso não é idolatria, como podem estes dizer que é idolatria olhar a imagem da Virgem, e ante o Seu exemplo de vida e entrega total ao Senhor, passar a louvar e adorar a Deus e querer que Ele também faça em mim maravilhas, como fez nela. De fato, para os protestantes, uma mulher qualquer pode ficar na parede, enquanto a Mãe de Deus é rejeitada (Maria Santíssima é Mãe de Deus porque Cristo é Deus, se você diz que Jesus não é Deus, você é um herege).

Este assunto é muito chato por ser muito simples. Os protestantes programados pra gritar a mesma coisa (gritam sem pensar) não conseguem enxergar a verdade mesmo com tantas provas. Tanto é que mesmo com vários versículos bíblicos mostrando o uso das imagens sacras, mostrando que se ajoelhar diante de um objeto ou de uma pessoa não necessariamente significa adorar (imagine o rapaz pedindo a moça em casamento, se faz o tradicional ajoelhar, pecou? Ora, incoerência -risos); mas mesmo assim, aparecerá os papagaios que lutam contra verdade e vão comentar repetindo as mesmas coisas já refutadas. Eu não escrevi este texto para estes necessariamente, embora o meu coração deseje que o Espírito Santo, pela intercessão da Virgem de Fátima, possa tocar nos seus corações e infundir a luz da verdade. Mas escrevi para você, protestante de bom coração que está em busca da verdade; e para você, católico tão bombardeado. Vamos juntos conhecer a fé católica. Indico a leitura do livro “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem” escrito por São Luis Maria Grignion de Montfort; “Glórias de Maria” escrito por Santo Afonso Maria de Ligório; e do próprio Catecismo da Igreja Católica pra conhecer o que a Igreja prega e ensina. Busque o conhecimento na Igreja, afinal, pra amar é preciso conhecer. E você não conhecerá a Igreja pelas lorotas que os neoprotestantes repetem sem nem saber o que dizem.

Vamos juntos buscar o conhecimento da verdade, que é Cristo. Vamos juntos buscar a santidade. Vamos juntos ser Católicos pra glória de Deus!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei do Universo!

Ps: lembro que uma vez ouvi o testemunho de uma mulher que ia fazer um aborto. Como todos devem saber, boa parte das clínicas clandestinas disfarçam. O disfarce desta que ela foi era, também, uma imagem de Nossa Senhora. Esta mulher relata que quando estava esperando para cometer aborto, olhando para a imagem de Nossa Senhora, ela lembrou da sua formação cristã católica, lembrou de Jesus... Olhando Nossa Senhora, que é Mãe, viu a graça da maternidade, de ser mãe, e desistiu do aborto. Uma imagem prega e salva mais vida do que nós. Pense nisso.








Um comentário:

  1. Não existe veneração de imagens, nós católicos veneramos aos santos aos quais as imagens nos remetem. Neste sentido, Santo Tomás de Aquino em sua monumental Summa Theologiae assinala que "o culto da religião não se dirige às imagens em si mesmas como realidades, mas que as olha sob seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem a Deus encarnado. Pois bem, o movimento que se dirige à imagem em quanto tal, não se detém nela, mas tende à realidade da que é imagem". Não podemos, portanto, dizer Veneração das imagens católicas.

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