terça-feira, 12 de agosto de 2014

A dor de Jesus e da Virgem Maria por causa dos maus religiosos e sacerdotes

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus irmãos e irmãs, nós sabemos que nem tudo aquilo que reluz é ouro; assim, nem todo aquele que veste um hábito religioso (quando se veste...) de fato vive a verdadeira religião. Sabemos que existe uma grande Crise no Clero e a na vida religiosa de um modo geral. Infelizmente muitos professam os votos evangélicos (pobreza, castidade e obediência) e não vivem estes votos. Mas não vivem porquê? Por que não querem? Bom, apesar de saber que existem religiosos, incluindo padres e até mesmo Bispos, que entraram na vida eclesiástica por motivos diversos, mas não como motivo principal propagar o Evangelho, ou seja, anunciar a pessoa de Jesus Cristo. Existem pessoas que talvez nem acreditem em Deus, mas estão fingindo ser pessoas de religião, tornam-se freiras, freis, padres, Bispos, talvez até cardeais, mas não são nem bons Cristãos verdadeiramente.

Há aqueles que não conseguem viver estes votos pelo fato de que foram introduzidos em uma vida religiosa que afasta da religião. Soa contraditório, estranho, sem sentido, mas é o que acontece. É da sabedoria popular que uma maçã podre no meio das boas estraga estas. Ora, maus religiosos como exemplo, acabam estragando os jovens com bons propósitos; e estes ou saem de vez da vida religiosa (quando não apostatam de vez), ou acabam por se tornar estes religiosos que, as vezes, não são nem bons nem ruins, são tíbios, são maus religiosos. Pessoas apegadas as coisas da terra, as coisas passageiras. Por isso é comum vermos religiosos e até pertencentes ao Clero que se analisarmos bem não tem maldade nenhum, mas propagam coisas contrárias a fé e/ou omitem a verdade. São pessoas “acolhedoras”. Sabem que determinada conduta é pecado, condenada pela Igreja, mas tem medo de falar que ato x ou y seja pecado para a pessoa não se ofender porque teme que a pessoa vá embora e não volte nunca mais. Veja, existem sacerdotes que não tem a intenção de mandar ninguém pro inferno; não obstante foi contaminado de tal maneira que esqueceu que o pecado ofende a Deus, e que deve-se falar a verdade para que a pessoa se converta, confesse, comungue e viva de fato uma amizade com Cristo. Nisso podemos ver com alguns padres que foram doutrinados pelos hereges da “Teologia da Libertação”, que não são hereges como estes, mas acabaram imitando no quesito respeito humano. Há padres que atendem de boa vontade, celebram a Missa sem abuso, mas foram mordidos pela serpente do respeito humano. Ou religiosos que querem ser fiéis a Cristo, vivem a castidade, mas mais faz festa no convento do que oração. E ainda usa da alegria de ser de Cristo para alimentar as festas, as algazarras, as dissipações que ocorrem.

Para falar melhor sobre esta situação, quero citar aqui um trecho do Diário de Santa Faustina, onde ela narra o que Jesus disse sobre os religiosos tíbios:

“No final da Via-sacra que eu estava rezando, Nosso Senhor começou a queixar-se das almas religiosas e sacerdotais, da falta de amor nas almas eleitas: - Permitirei que sejam destruídos conventos e igrejas. Respondi: 'Jesus, mas tantas almas Vos glorificam nos conventos.” O Senhor respondeu: Essa glória fere o Meu Coração, porque o amor foi expulso dos conventos. Almas sem amor e dedicação, almas cheias de egoísmo e amor-próprio, almas orgulhosas e presunçosas, almas cheias de perversidade e hipocrisia, almas tíbias, que têm calor apenas para elas mesmas se manterem vivas. O Meu Coração não pode suportar isso. Todas as graças, que diariamente derramo sobre elas, escorrem por elas como por uma rocha. Não posso suportá-las, escorrem por elas como por uma rocha. Não posso suportá-las, por que não são boas nem más. Instituí os conventos para santificar por elas o mundo, e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, Eu os entregarei ao extermínio deste mundo.

Como poderão sentar-se na prometida sede do julgamento do mundo, se as suas culpas são mais graves que as do mundo, se não há penitência nem reparação?... Ó coração que Me recebeste de manhã e que já ao meio-dia respiras ódio contra Mim, sob as mais diversas formas. Ó coração escolhido especialmente por Mim, será que o fostes para me fazeres sofrer mais? - Os grandes pecadores do mundo ferem o Meu Coração como que superficialmente, mas os pecados da alma eleita transpassam o Meu Coração...

Quando quis interceder por elas, nada consegui encontrar para a sua justificação e, não podendo pensar no que quer que fosse para a sua defesa, a dor apertou-me o coração e eu chorava amargamente. Então, o Senhor olhou-me bondosamente e consolou-me com estas palavras: -Não chores, existe ainda um grande número de almas que Me amam muito, mas o Meu Coração deseja ser amado por todos, e, porque o Meu amor é grande, por isso os ameaço e castigo.” (Diário de Santa Faustina 1702 – 1703)

N.Senhora  chorando quando aparece
em La Salette para as duas crianças
Conseguem compreender a dor de Cristo ao falar isso? Veja, não estou citando nomes. Não é esta a minha intenção. Mas veja que já nos dias de Santa Faustina o Senhor já sofria com o relativismo nas casas religiosas. Relativismo este que Nossa Senhora já havia preanunciado em La Salette quando disse: Nos conventos, as flores da Igreja estarão putrefatas, e o demônio se converterá no rei dos corações. Que os que estão à frente das comunidades religiosas vigiem as pessoas que irão receber, porque o demônio usará de toda a sua malícia para introduzir nas ordens religiosas pessoas dadas ao pecado, pois as desordens e o amor aos prazeres da carne estarão espalhados por toda a Terra.[...] Tremei, ó Terra, e vós que fazeis profissão de servir a Jesus Cristo e que, dentro de vós, adorai-vos a vós mesmos. Tremei, porque Deus vos vai entregar ao Seu inimigo, porque os lugares santos estão na corrupção; muitos conventos já não são casas de Deus, mas pastos de Asmodeu e dos seus.” - Infelizmente nós sabemos que isso tem ocorrido em muitos lugares. Quantas vezes ouvimos falar que aqueles que deveriam ser exemplos de desapego das coisas terrenas são os exemplos de apego. E repito: não estou aqui falando mal de A ou de B, estou apenas propagando as palavras de Jesus e da Virgem Maria, e falando num contexto geral. Um padre pecador, bem pecador, beijo a mão dele porque é a mão de Cristo e ele me traz Jesus eucarístico; eu, posso achar que sou muito santo, mas se alguém beijar minha mão, tá beijando a mão do homem, se eu pegar a hóstia e o cálice pra consagrar vai continuar sendo pão e vinho. Mas escrevo tudo isso para: se você que está lendo é religioso ou sacerdote, volte ao primeiro amor, ao amor radical, a dar a vida por Jesus. Seja fiel a Jesus. Consuma sua vida pra Jesus. Veja, Jesus disse aí para Santa Faustina que insituiu os conventos para que através de vocês o mundo seja santificado; hoje nós vemos que através de leigos com as novas comunidades é que se tem suscitado algumas vocações e dado forças para que alguns irmãos religiosos e padres sejam fiéis. Mas vocês tem essa missão. Uma vez eu ouvi dizer que Jesus falou à uma santa – não lembro quem – que se se todos os religiosos do mundo todo fossem fiéis aos seus votos na sua vocação, ninguém iria ao inferno. E óh que tristeza vemos! Meu pai que és sacerdote e/ou religiosa, veja que Cristo fala pra Santa Faustina que que quer ser amado por todos, que o amor dEle é grande. Ele dá a graça de todos serem santos. Não se engane: Jesus não deu a santidade para São João Maria Vianney, mas já para o padre fulano que foi excomungado Deus não deu a graça.. Não! Deus deu a graça e o chamamento a todos. Deus não deu a graça da santidade apenas para São Francisco de Assis, mas deu também para todos os religiosos. Será que não são os religiosos de hoje (e os leigos também) que têm se oposto as inspirações do Senhor e procurado apego nas coisas terrenas?

Quero encerrar apenas lembrando este ponto que Jesus afirmou à Santa Faustina: Não posso suportá-las, por que não são boas nem más. Instituí os conventos para santificar por elas o mundo, e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, Eu os entregarei ao extermínio deste mundo. - Eis a solução para a escassez de vocação em muitas dioceses e conventos. Jesus diz que o mal da vida religiosa é a tibieza. Ora, seja quente! Viva a radicalidade. E como viver isso? Jesus diz: voltem ao primeiro amor. As palavras exatas são: se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo... Ora, ora... Voltar ao primeiro amor é não se acomodar achando que porque professou algo, ou porque recebeu os sacramentos pode viver de qualquer jeito. Não se entregue à tibieza. Mas é justamente se converter. A cada dia buscar a perfeição. E bem diz Santa Teresa de Ávila: “Todo o mal vinha de eu não cortar pela raiz as ocasiões e nos confessores que pouco me ajudavam; dizendo-me o perigo em que andava e a obrigação que tinha em não ter aqueles tratos, creio, sem dúvida, que tudo se remediaria; porque de nenhum modo sofreria andar em pecado mortal um só dia, se eu o entendesse.”

E quero que pensemos principalmente no desejo de Nosso Senhor Jesus Cristo de as almas religiosas voltarem ao amor primitivo. O que significa. Para os religiosos, lembre-se do seu fundador. Franciscanos, passem a imitar São Francisco de Assis. Francisco de Assis não era um TL que queria libertar o homem da pobreza; São Francisco era um homem de família rica que renunciou o dinheiro e tornou-se pobre. Ele viveu a radicalidade do Evangelho. Francisco de Assis foi um homem da cruz. Por isso o hábito é em forma de Cruz. Francisco de Assis que era um homem penitente. Maltratava o corpo pra limpar a alma e salvar as almas por Cristo. Ele era um homem que jogava-se nas geleiras para não pecar, e não que se fiava nas ocasiões e até indo a bailes (camufladamente para não saberem que é religioso) para se divertir. Enfim, ele era o que Jesus diz pra Santa Faustina: amor e sacrifício.

Você redentorista precisa olhar pra Santo Afonso Maria de Ligório. Olhem pra este outro homem consumido pela cruz. Um santo que pregou a verdade. Mas que antes de abrir a boca pra pregar, ele vivia o Evangelho. E aqui vale pra todos os religiosos. Muitas casas religiosas foram fundadas por santos. Olhem para o amor deles, o zelo deles. E paremos de dizer que aquela radicalidade, penitência, zelo, palavras era para o tempo deles. Deve ser por isso que nem vocação se tem mais, apela-se de tudo quanto é jeito pra atrair o jovem, mas o jovem é atraído pela radicalidade do Evangelho infudida pelo Espírito Santo. No tempo de São Francisco, São Domingos de Gusmão, as pessoas eram arrebatadas pelo seus testemunhos autênticos. Multidões seguiram estes homens para viver nessas ordens mendicantes. E hoje? Será que não é porque o jovem nem é atraído por nem saber da existência, ou quando vai à um convento encontra tudo, menos o amor enraizado dos pais fundadores? Será que não é por isso? Veja, Jesus disse que deixaria conventos inteiros serem destruídos. E sabemos da quantidade de paróquias profanadas sendo usadas para coisas seculares, conventos largados, casas religiosas sendo fechados por falta de vocação. Este ser destruído é também não atrair jovens pra lá. Hoje vejo algumas casas religiosas crescendo muito. Atraindo uma juventude em massa para professar os votos evangélicos. Qual o segredo? O segredo é a Virgem Maria e a radicalidade do Evangelho. Sim, porque só se vive a Palavra de Deus enraizada na vida, se nos entregarmos Àquela que teve em Seu ventre puríssimo o Verbo encarnado. Por isso, a solução para a restauração do clero e da vida religiosa é “simples”: passem a rezar pelo menos o terço diário, adorem o Santíssimo Sacramento, e vivam a radicalidade evangélica; afinal, os religiosos pelos votos que fazem de fato saem do mundo... A solução é deixar de querer viver o mundanismo dentro do convento comunidade ou qualquer lugar que esteja. Sejam radicais como os santos, e verão a glória de Deus acontecer.

Padres, sejam padres como São Padre Pio, São João Maria Vianney... Aí está o segredo. Tudo baseado neste amor dito por Jesus à Santa Faustina. Que neste mês vocacional o Senhor tenha Misericórdia de nós e suscite muitas vocações religiosas e sacerdotais... vocações santas que estejam dispostas a viver a radicalidade do Evangelho até o martírio se preciso for. Nós, religiosos ou leigos, temos que almejar a santidade, não por presunção, mas por vocação. Eis a vontade de Deus para nós: “Sede santo, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo.”(Lev. 19,2)

Rezemos pelas vocações. Rezemos de verdade. Leia este texto também: Comunhão e Terço da Misericórdia: Cruzada de intercessão pelos padres.


Salve Maria Imaculada, Rainha dos Corações e das vocações! Viva Cristo Rei!

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