terça-feira, 22 de julho de 2014

Saia da preguiça e da ociosidade! Agora!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Uma das grandes dificuldades que encontramos para sermos santos, é a tal da ocasião. Nós devemos cortar as ocasiões. Sim, devemos cortar o mal pela raiz, e não somente por cima. Mas de fato pela raíz. Santa Teresa de Ávila nos ensina em seu livro da vida que, apesar das experiências que teve com o Senhor, o que lhe impedia de alcançar a perfeição da alma era justamente o fato de não cortar o mal pela raiz. Ela mesma fala a forma pagã em que se vivia no Carmelo antes da reforma empregada por ela. Ela vivia entregue as vaidades. Enfim, era um grande mal.

Muitas vezes essa ocasião é a “ociosidade”. E tristemente, sabe-se lá o porquê, nós não arrancamos pela raiz este grande mal da nossa vida. Para resumir sobre o mal da ociosidade, lembre-se da tão conhecida frase: “Mente vazia é oficina do diabo”. E como é! E o demônio, astuto como é, muitas vezes camufla de virtude essa ociosidade ou enche-a de desculpas. Com isso, as pessoas não cortam pela raiz, mas acham ser necessário. Como isso se dá? Se dá por alguma fadiga, e a pessoa não só em algum momento fica ocioso, mas até mesmo busca a ociosidade, com a desculpa de licitude para “descansar”. Com isso, não vê que em muitos casos não é o corpo que está pedindo descanso, mas o demônio que tenta pela ociosidade, levando-o a ficar sem fazer nada, entregue a preguiça. E da preguiça vem a gula, a luxúria, e tantos e tantos pecados. E o mal começou onde? Ociosidade!

Antes de prosseguir sobre a ociosidade, quero citar um texto bíblico que fala da preguiça (que é pecado!) e entendamos como é um grande mau. Eis o que nos diz a Sagrada Escritura: “Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo. O preguiçoso é apedrejado com excremento, quem o tocar sacudirá a mão.” (Eclesiástico 22,1). Forte, não? Na parábola dos talentos, nosso Senhor Jesus Cristo falando do servo mal que escondeu o talento na terra, se refere a ele com outro adjetivo além de “servo mau”: Servo mau e preguiçoso! […] E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 25,26;30) - diz nosso Senhor. Portanto, vemos que a preguiça não é algo agradável a Deus. Até porque a preguiça é um dos pecados capitais. Mas dá pra ver como nosso Senhor repudia a preguiça. O servo mau, que pegou o talento e enterrou, podendo ter trabalhado para multiplicar, esconde. Nisso podemos ver nossa vida: o talento é o dom da nossa vida, e em vez de frutificarmos com as coisas do Céu, temos preguiça de trabalharmos pelo Reino, de nos convertermos, e enterramos nosso tesouro (nossa vida) nas coisas da terra. Afinal, as coisas terrenas, as coisas mundanas, o pecado, é mais fácil. Ser santo dá muito trabalho, e temos preguiça de trabalharmos no nosso interior, fugir das ocasiões de pecar, enfim, ser agradável a Deus dá trabalho e somos um poço de preguiça. Meus irmãos, essa é uma grande luta que devemos travar. Renunciemos a preguiça e a ociosidade, Deus não se agrade disso.

Se queremos ser santos, devemos evitar, com toda a nossa força com a graça de Deus, a ociosidade e a preguiça. Evitemos estes males. A ociosidade foi o que fez Davi cometer o grande pecado com Betsabé. Neste pecado de Davi, não podemos olhar somente o adultério. Para acontecer o adultério, houve uma raiz que permitiu que acontecesse a tentação. E esta raiz foi a ociosidade. Eis o que nos narra a Sagrada Escritura a respeito: “No ano seguinte, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou Joab com seus suboficiais e todo o Israel. Eles devastaram a terra dos amonitas e sitiaram Rabá. Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde, Davi, levantando-se da cama, passeava pelo terraço de seu palácio. Do alto do terraço avistou uma mulher que banhava e que era muito formosa.[...] Então, Davi mandou mensageiros para a trazerem. Ela veio e Davi dormiu com ela [...] ”(2Samuel 11,1-4) Como podem ver, o grande erro de Davi foi se entregar à ociosidade. Ele, como Rei, devia ter ido com seu exército combater os inimigos. Ele simplesmente deixou o exército ir combater, e ficou em seu palácio entregue a “vida mansa”. Ora, se ele tivesse ido combater, não teria visto Betsabéia tomando banho, ardido de paixão (desejo impuro) por ela, dormido com ela... O adultério foi o pecado, mas o pecado não teria acontecido se ele não tivesse dado brecha para ele. Ah se Davi tivesse ido combater. Depois de cometer o pecado de impureza, Betsabéia engravida. O marido de Betsabéia, Urias, amigo do próprio Davi, depois de voltar do combate, não dormiu com ela. Portanto, não teria como fingir que o filho era dele, e não de Davi. Então Davi faz uma armação, põe Urias em um local estratégico do exército que sabe que ele morrerá. E é o que ocorre. Davi, porque preferiu ficar na ociosidade, cometeu pecado de adultério, engravidando assim a mulher de seu amigo, e praticamente mata seu amigo. É ou não uma grande desgraça? Mas antes mesmo de ele ter pecado no coração desejando betsabéia, ele ficou na ociosidade e na preguiça.
Assim acontece conosco. Lembro de uma vez que devia ter ido para o Grupo de Oração que participava aos domigos. Não fui para sair com os amigos, afinal, fazia tempo que não saia com os mesmos. Fazendo besteira de jovens, envolvemo-nos em um acidente de carro (que por graça de Deus não aconteceu nada grave!). Mas onde está o mal? Bom, se eu tivesse ido para o meu compromisso de estar no grupo de oração, aquilo não teria acontecido. De outra vez que quase caio em ato impuro (caso que conto em alguns videos e textos relacionados a castidade) era por volta de 15:00h. Se eu tivesse rezando o Terço da Misericórdia... E por aí vai. Se nós estivéssemos fazendo algo, ocupando a cabeça e o coração com coisas edificantes, não estaríamos tão empedernidos. E creio que saber disso ajudará muita gente. Sim, pois existe muitas pessoas que tiveram uma experiência real com Nosso Senhor Jesus Cristo, odeiam o pecado, amam a virtude, mas morrem na praia após nadar contra a correnteza. Não aguentam a pressão. Dizem que não conseguem ser santos, está difícil, pedem um socorro do Céu. Mas na realidade, se não se colocar em ocasião e passar a fugir da ocisodade, muitos pecados desaparecerão. O demônio tentará, mas a força da tentação será menor.

E não estou a inventar nada. Afinal, não é esta a regra de vida de São Bento? Ora et Labora (Orar e trabalhar!) Afinal, não veio do Céu o ensinamento para ele trabalhar manualmente e manter a vida de oração para ajudar a vencer as tentações? Para entender como o demônio tem força sobre uma alma omissa, preguiçosa e ociosa, olhem o que nos descreve Santa Faustina em seu Diário no número 1127: Em determinado momento, vi satanás, que se apressava em procurava alguém entre as Irmãs, mas não encontrava. Senti na alma a inspiração de lhe ordenar, em nome de Deus, que me confessasse o que estava procurando entre as Irmãs. E confessou, embora de má vontade: 'Estou procurando almas ociosas.' Então, novamente ordenei, em nome de Deus, que me dissesse a que almas tem mais fácil acesso no Convento e, outra vez confessou-me, de má vontade: 'As almas preguiçosas e ociosas.' Notei então que, de fato, não há tal gênero de almas nesta Casa. Alegrem-se as almas atarefadas e cansadas.” (Destaque nosso) - Compreendem isso, amados irmãos? Precisamos fugir da preguiça e da ociosidade. Não depois, amanhã, daqui a pouco, mas sim agora!

Pensem comigo: uma pessoa que está de fato atarefada, e não fica a murmurar, mas vive conformada com a vontade de Deus e as obrigações do seu estado, peca com menos frequência. A própria obrigação do seu estado de vida, caso viva-o de maneira correta conforme a vontade de Deus, o fará santo. Um padre que doa inteiramente a sua vida pela santificação do seu rebanho, será santificado. Agora se o padre sempre se esquiva de confessar, não celebra sempre a Missa, não reza, sempre está ocioso... Logo logo vem uma tentação das grandes, e nos dias de hoje tentações que tem nome, sobrenome, sexo feminino e carta de envio do diabo para tirar mais um sacerdote da Igreja. Será que em muitos padres que saem da Igreja não estava a ociosidade? É verdade que muitos saem apesar de muito trabalho empregado, mas devo também dizer que, muitas vezes, trabalho que não condiz com a vida de padre. O padre hoje é envolvido com reuniões por cima de reuniões, plano pastoral por cima de plano pastoral, ação social e sei lá o que; mas a missão de padre que ele deve exercer: confessar, celebrar a Missa, batizar, pregar, etc., cadê o padre? Obviamente o padre, mesmo com a verdadeira vocação (até pelos anos que se preparou para ser padre) irá se frustrar, pois o coração não será preenchido. Pois o que preenche ficou em segundo plano.
Enfim, voltemos a meditar sobre a ociosidade e a preguiça. Creio eu que um dos remédios para se livrar do vício da pornografia e da masturbação seja o “Ora et Labora”. Sim, se a pessoa que tem este vício, comete estes atos que são sim pecados, para conseguir se libertar deve: confessar com frequência, buscar até confessar o mais rápido possível após a queda; Buscar Comungar todos os dias; e ter uma devoção mariana rezando ao menos um Terço todos os dias. Somado a isso, deve-se fugir das ocasiões. Se você se entregar a ociosidade, logo vem a tentação. Raciocine comigo: se um jovem acorda cedo para ir trabalhar, passa o dia todo trabalhando, a noite vai para a faculdade ou para a escola, quando ele chegar vai fazer o que? Meu irmão, esta pessoa vai estar tão cansada que vai capotar na cama. Muitos vão ligar o computador, mas logo irão capotar na cama. Outros ficarão mais tempo pra fazer trabalhos. Agora masturbação... Normalmente só se já tiver chegado ao grave estado de compulsão, e aí dará mais trabalho. Mas os remédios são estes já citados. Mas conseguem compreender o que quero falar aqui? Se a pessoa trabalha, rala, le bons livros, enfim, ocupa a mente com coisas que edificam, o demônio não fará a festa na mente da pessoa. O demônio tentará contra pureza, porém, a pessoa terá mais “jogo de cintura” para fugir. São Francisco de Assis se jogou na geleira para não cometer pecado impuro quando veio a tentação. Porém ele não era ocioso, pois se ele fosse, quantas e quantas geleiras teria que se jogar? Uma hora ele ficaria saturado, cansado, e diria que era impossível viver a castidade. Sim, é possível. Mas enquanto você e eu ficarmos o dia todo no facebook (vez ou outra aparecendo figuras imorais) deitado na rede, pensando bobeira, quando a gente olhar não está nem sendo tentado, mas já consumando o ato pecaminoso. Não camuflemos nossa preguiça com a necessidade do corpo descansar. Uma coisa é descansar, outra é passar o dia todo largado.

Fica o dia todo ocupado? Trabalha muito? Anda casado pela labuta do dia a dia? Meu irmão, minha irmã, como diz Santa Faustina: “ALEGREM-SE AS ALMAS ATAREFADAS E CANSADAS!” No dia que você ficar sem tarefa e sem cansaço pelo trabalho, faça uma boa revisão de vida. E lembro de mais uma coisa: será que também ficamos entregues a ociosidade, estamos doente de preguiça, porque quando o corpo pede descanso real, nós estamos entregando ele a mais pecados? Por exemplo, no dia do Senhor, no domingo, que é o dia que Deus nos deu para o culto e para descansarmos, o que temos feito? Tem gente que tem se cansado mais procurando trabalhos exagerados e indo a festas. Além de pecar, durante a semana diz estar cansado, e se entrega, pelo ócio, a mais pecados.

Após essa reflexão, que tal quando bater aquela tentação de faltar o trabalho (afinal está frio, ou quente, ou qualquer motivo) se decidir ir trabalhar para não ficar o dia todo na ociosidade? Você já sabe o que fazer quando der aquela vontade de faltar a escola, faculdade, estágio, trabalho, etc. Pelo contrário, procuremos ocupar o tempo. E tenhamos tempo para a oração, adorar o Santíssimo... E sempre trabalhemos em espírito de oração. E no mais, se tivermos tempos ociosos, procuremos ler bons livros, vida dos santos, bons filmes (filmes puros, e não que tem imagens e temas obscenos e temas infernais que fazem é dar opressão espiritual). Se aparece tempo vago, procure preencher este tempo.


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

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