sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do mundo de Futebol: Alegria ou devassidão? Festa ou perdição?



Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus queridos irmãos e irmãs, quero fazer uma breve reflexão sobre este evento que ocorre em nosso país. Sim, quero falar sobre a Copa do Mundo de Futebol. Em sua maioria o povo brasileiro é apaixonado por futebol. Quando uma mulher dá a luz a um garoto, é bem provável que este ganhe bem cedo uma bola de futebol. Quando um filho ou uma filha nasce, os pais e parentes logo discutem pra qual time a criança torcerá. E não poucas vezes quando a criança cresce contraria os pais mais fanáticos e torcem para seus rivais. Enfim, o futebol está na vida do povo brasileiro. Aliás, não só do povo brasileiro, mas boa parte do mundo respira, de certo modo, o futebol. Não é atoa que o futebol é o esporte mais popular no mundo. Mas por que quero falar de futebol neste blog religioso? Eis que provavelmente você faz esta pergunta e acrescenta “Todo mundo falando de futebol, Neymar, seleção brasileira, etc., e até você com o blog católico está falando disso?”. Eu sei que parece estranho, mas meu coração anseia em fazer uma reflexão sobre esta Copa; ou melhor dizendo, quero refletir como o povo tem apreciado tal evento. Deixando mais as claras: os cristãos, de maneira particular, os católicos, como estão assistindo os jogos do Brasil: como seguidores de Cristo ou como pagãos?

Algumas seitas protestantes exageram na dose e chegam a pregar de veementemente que futebol é pecado. Sabemos que jogar e torcer por um time de futebol não é pecado. É bem verdade que em volta do futebol há muita idolatria. Um caso fácil de percebermos isso são as chamadas “Torcidas Organizadas” onde existe um verdadeiro crime contra a vida; onde ser humano mata outro por causa de um jogo ou por causa de camisa de torcida (Escrevo mais ou menos sobre essa idolatria e/ou fanatismo em um outro post aqui do blog, clique aqui e confira). Entretanto o esporte em si não pode ser colocado como um pecado por ele mesmo. Se alguém coloca o futebol, um time ou qualquer coisa acima de Deus, está pecando; mas não podemos generalizar. Até porque o próprio São Paulo para evangelizar usa o esporte como exemplo quando diz “Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras.”(2Timóteo 2,5). São Paulo não diz que o atleta está em pecado, ou que o esporte por ele mesmo é pecado. Mas usa de uma comparação para dizer que também para entrar no Reino dos Céus é preciso seguir as regras, ou seja, os santos mandamentos de Deus.

Sabendo que o futebol não é pecado em si mesmo, quero dizer a todos que possamos torcer como cristãos, e não como pagãos. No livro bíblico de Tobias, quando este se casa com Sara, eles não vão direto para as núpcias, mas passam três dias em oração. Tobias sabiamente inspirado diz o do porquê: “porque somos filhos dos santos patriarcas e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.”(Tobias 8,5). Fazendo uma pobre analogia do casamento de Tobias e Sara, com o futebol, quero dizer que também nós não podemos assistir um jogo de futebol ou comemorar uma vitória como os pagãos. Futebol não é pecado, é verdade, mas como eu reajo em um jogo pode ser pecado sim. E se somos católicos verdadeiramente, devemos assistir os jogos como autênticos católicos, não como pagãos. Somos filhos da Igreja, e não filhos da serpente. Como temos reagido aos jogos? Palavrões? Bebedeiras? Até mesmo orgias? Absurdo o que falo? Bom, é o que o barulho vindo das ruas e das casas sugerem...

O futebol gera alegria. A alegria por sua vez é um fruto do Espírito Santo. Mas infelizmente muitos fazem daquilo que é fruto do Espírito, oportunidade de pecar contra o próprio corpo. A alegria que o futebol gera naturalmente, pelo pecado enraizado no homem, tem sido transformada em oportunidade de ofender a Deus. E reflitamos sinceramente: a cada vitória do Brasil o que fica: alegria sadia pela vitória, ou a oportunidade de um carnaval fora de época?

Muitos têm extravasado nas comemorações. É claro que – como bem diz um narrador - “haja coração!”. Bom, de fato é bem natural uma certa agitação. Entretanto, virar esse carnaval todo é algo preocupante. Muito preocupante. Deus tem sido ofendido. Devemos reparar. Aliás, comecemos reparando o nosso próprio pecado...

Nós podemos e devemos torcer de forma cristã. Você sabia que o Papa Bento XVI aprecia futebol? Nosso “Pastor Alemão” é torcedor do Bayer de Munique. Mas não consigo imaginá-lo assistindo jogo com palavrões sujos, mandando adversários a lugares e fazer coisas que não mencionarei. Não consigo imaginá-lo após uma vitória do seu time ou da seleção alemã, fazendo carnaval com músicas imorais.

Ah mas isso era Bento, agora temos Francisco. Ótimo. Também não consigo imaginar o Papa Francisco com comportamentos do tipo. E olha que como um bom sulamericano aprecisa o futebol. Aliás o Papa Francisco vem da Argentina que tem fama de ter torcidas de futebol bem calorosas. Ele é torcedor do San Lourenzo. Enfim, não consigo imaginar o Papa Francisco num carnaval desse... Até porque o que ele mesmo tem pregado é que só Jesus dá a alegria verdadeira, a alegria que não passa. E é bem verdade isso, e talvez por não conhecerem a Jesus, pelo Brasil necessitar de ser catequizado, é que após termos uma alegria natural gerada pelo futebol, não a conservamos no espírito, mas abastecemos o corpo com os nossos pecados, porque no fundo somos vazios. E como a alegria do futebol acabou algum tempo depois do apito final, devo alimentá-la com outra coisa. E aí é que entra o alcool, drogas, sexo, rebeldias, etc.

Um grande exemplo de pessoa que apreciava por demais o esporte, é o nosso queridíssimo São João Paulo II. Já quando Papa, dizem alguns, foi esquiar onde costumava ir. Dizem que estava remando quando recebeu a notícia que foi nomeado para ser Bispo (ouvi dizer algo do tipo, não sei se é verdade ou eu mesmo estou confundindo as coisas). Mas sinceramente, vocês conseguem ver João Paulo II aprovando essa bagunça toda de pecados da carne após uma vitória de futebol? Logo João Paulo II, nosso querido santo de nossos dias, que escreveu a Teologia do Corpo, iria aprovar isso? Acho que não. São João Paulo II amava o esporte, mas ele praticava e torcia como um autêntico cristão, como santo, e não como pagão.

É triste você sair na rua e ver que mal acabou o jogo e já tem gente sendo carregada por outros de tão bêbada. Farras, alcool. Garotas andando com suas roupas “tapa-sexo” de tão curta. Músicas imorais com suas danças pecaminosas. Casas que mais parecem danceterias. Fora as brigas que ocorrem, mortes por assassinatos. Outros por excesso no alcool e outras drogas. Quantos serão os contaminados pela Aids? Quantos agravarão a cirrose? Quantos nessa noite e no restante dos jogos terão overdose de drogas e morrerão agonizando? Quantas crianças serão assassinadas no ventre de suas mães, porque essas, atraídas pelo prazer pelo prazer, tiveram ato sexual após uma noite de luxúria, e ao se ver grávida, não desejando a criança, prefere matar? Quantos e quantos são os casos semelhantes? E tudo camuflado de comemoração. Joga-se um manto verde e amarelo e dizem que são brasileiros com muito orgulho, com muito amor. No outro dia a ressaca não passa, e nem o vazio interior.

Em meio a esse carnaval fora de época, as pessoas fazem toda essa pederastia verdadeiramente camuflando como comemoração. São “patriotas” e festejam não sei se a vitória do time ou a oportunidade de mais um dia de – perdoe-me o termo pesado – prostituição. Muitos gritam “vai Brasil! Tamo Junto! Força Brasil!”. Mas pergunto-me: será que existe alguém que olhe para o Céu e grite com a alma: “Jesus Cristo, tamo junto! Eis que quero reparar as ofensas que se cometem contra ti!” É meus irmãos, nessa Copa, assim como nos Carnavais, deveríamos publicar dias de penitência, jejum, orações públicas, pois o cálice da ira de Deus está transbordando, e até no momento de alegria – como é a Copa- estamos ofendendo mais a Deus. Mas com tanta gente apoiando a seleção brasileira, não terá ninguém que apoie o coração de Cristo sofredor? Não terá ninguém que responderá positivamente o pedido de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?” Óh, como é urgente o aparecimento de católicos com corações adoradores, corações reparadores. Será que não há nenhum? Por isso o próprio Deus nos fala: “A população da terra se entrega à violência e à rapina, à opressão do pobre e do indigente, e às vexações injustificáveis contra o estrangeiro. Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra, a fim de prevenir a sua destruição, mas não encontrei ninguém. Por isso, vou desencadear sobre eles o meu furor e exterminá-los no fogo da minha exasperação; farei cair sobre eles o peso de sua conduta – oráculo do Senhor Javé.”(Ezequiel 22,29-31) – Meus queridos irmãos e irmãs, sejamos nós estas almas que construirão este muro, e sobre a brecha, com nossas orações e sacrifícios, por meio do Doce Coração de Maria, detenhamos o braço da ira de Deus previnindo a destruição da humanidade. Jesus é o nosso salvador; mas também será nosso juiz. Nosso Senhor já está muito ofendido. Por isso nestes tempos de grande ofensa feita à Deus, reparemos o coração de Cristo e o de Maria, pela própria Imaculada, pois é Ela quem tem detido o braço da ira de Deus. No número 686 do Diário de Santa Faustina, ela descreve: À noite, via a Mãe de Deus com o peito descoberto transpassado por uma espada, derramando lágrimas amargas e nos defendendo do terrível castigo de Deus. Deus quer nos aplicar um terrível castigo, mas não pode, porque a Mãe de Deus nos defende.” Por isso recorramos sempre à Imaculada, e neste tempo de desordem, de grandes ofensas a Deus e também a Nossa Senhora, possamos oferecer a nossa Co-Redentora, a Virgem Maria, nosso Terço ou Rosário aos que podem mais.

É, meus irmãos, torcer por futebol não é pecado. Mas se formos sinceros, vemos nessas oportunidades o quanto a humanidade geme e sofre longe de Deus. O Brasil que segundo alguns é o maior país católico do mundo, dá sinais que precisa de uma nova evangelização. Precisamos de novos São Josés de Anchieta. Precisamos de novos mártires. Precisamos de você, meu irmão(a) pra dar a vida pra salvar uma alma. Como bem ensinava Santa Catarina de Sena a seus filhos espirituais, devemos dar mil vidas, se possível for, pra salvar uma alma do inferno. E falando em inferno, Nossa Senhora disse em Fátima que MUITAS ALMAS VÃO PARA O INFERNO POR NÃO HAVER QUEM REZE E SE SACRIFIQUE POR ELAS. E sabendo que a cada comemoração de vitória – imagine com o título da Copa? - o que se vê são ofensas feitas a Deus, encerro este post com as palavras da Virgem Imaculada em Fátima: PAREM DE OFENDER A DEUS QUE JÁ ESTÁ MUITO OFENDIDO!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!



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