quinta-feira, 31 de julho de 2014

Como surgiu o Terço da Misericórdia? Quais as circunstâncias e para quê serve?


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Muitas vezes ensinamos que o Terço da Misericórdia foi o próprio Jesus que ensinou à Santa Faustina. Isso é bem verdade. Porém existe um detalhe que esquecemos de falar: Quais as circunstâncias e para quê Jesus nos ensinou, por meio de Santa Faustina, o Terço da Misericórdia?
Bom, veja a seguir o relato da própria Santa Faustina. Comento abaixo.

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No dia seguinte, na sexta-feira 13.09.[1935]
À noite, quando me encontrava na minha cela, vi o Anjo executor da ira de Deus. Estava vestido de branco, o rosto radiante e uma nuvem a seus pés. Da nuvem saíam trovões e relâmpagos para as suas mãos e delas só então atingiam a Terra. Quando vi esse sinal da ira de Deus, que deveria atingir a Terra, e especialmente um determinado lugar que não posso mencionar por motivos bem compreensíveis, comecei a pedir ao Anjo que se detivesse por alguns momentos, pois o mundo faria penitência. Mas o meu pedido de nada valeu perante a ira de Deus. E foi nesse instante que vi a Santíssima Trindade. A grandeza da Sua majestade transpassou-me profundamente e eu não ousava repetir a minha súplica. Porém, nesse mesmo momento senti em mim a força da graça de Jesus que reside na minha alma; e, quando me veio a consciência dessa graça, imediatamente fui arrebatada até o Trono de Deus. Oh! Como é grande o nosso Senhor e Deus, e como é inconcebível a Sua santidade! E nem sequer vou tentar descrever essa grandeza, porque em breve todos O veremos como Ele é. Comecei, então suplicar a Deus pelo Mundo com palavras ouvidas interiormente.
Quando assim rezava, vi a impossibilidade do Anjo em poder executar aquele justo castigo, merecido por causa dos pecados. Nunca tinha rezado com tanta força interior como naquela ocasião.
As palavras com que suplicava a Deus eram as seguintes: Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro; pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós.
No dia seguinte pela manhã, quando entrei na nossa capela, ouvi interiormente estas palavras: Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem. Quando rezei essa oração, ouvi na alma estas palavras: Essa oração serve para aplacar a Minha ira. Tu a recitarás por nove dias, por meio do Terço do Rosário, da seguinte maneira: Primeiro dirás o “Pai Nosso”, a “Ave Maria” e o “Credo”. Depois, nas contas de Pai Nosso, dirás as seguintes palavras: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”. Nas contas de Ave Maria rezarás as seguintes palavras: “Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.” No fim, rezarás três vezes estas palavras: “Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.
(Diário de Santa Faustina, nº474 à 476)

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Enfim, quero agora fazer um rápido comentário sobre este trecho do diário. Bom, o Terço da Misericórdia foi revelado a Santa Faustina quando ela teve uma visão do Anjo executor da ira de Deus, que vinha castigar a Terra por causa de seus males. O que aplacou a ira para que poupasse a Terra? Essa oração inspirada por Jesus. Como o próprio Jesus disse, este terço serve para aplacar a ira dEle. Sim, devemos rezar o terço da Misericórdia para aplacar a ira de Deus. Jesus diz também que o que pedirmos por este terço na hora da Paixão (15h) Ele nos concederá a graça. De fato ouvimos muitos testemunhos. Inclusive a própria Santa Faustina fala as graças que ela recebeu; porém, Deus nos deu o Terço da Misericórdia como um meio de reparação, uma arma para o combate neste fim dos tempos. Reparemos o coração de Jesus por esta oração.
Porém nesta visão tem um detalhe que facilmente deixa-se passar despercebido. Santa Faustina diz que, quando viu o Anjo executor da ira de Deus, ele ia castigar a Terra e de maneira especial “um determinado lugar”. Ora, que lugar será este? Eu deduziria que seja a Rússia. Por quê? Primeiro por conta das aparições de Nossa Senhora em Fátima, onde a Virgem Maria pede para que se consagre a Rússia ao Seu Imaculado Coração, para que assim os erros da Rússia não se espalhassem pelo mundo. E estes erros são o Comunismo/Socialismo, ateísmo, revolta contra Deus... E em segundo lugar, porque a própria Santa Faustina chegou a escrever sobre a Rússia e seus males: "16.12.[1936]. Ofereci este dia pela Rússia; ofereci todos os meus sofrimentos e as minhas orações por esse pobre país. Depois da Comunhão Jesus me disse: 'Não posso suportar por mais tempo esse país; não Me tolhas as mãos, minha filha'. Compreendi que, se não fossem as orações das almas agradáveis a Deus, toda essa nação teria sido reduzida a nada. Oh! como sofro por causa dessa nação que expulsou a Deus das suas fronteiras." (Diário nº 818).
Porém, se este lugar não for a Rússia, pode ser que seja a Igreja. E talvez por isso ela não quis dizer que lugar era. Por isso, sendo a Rússia, sendo a Igreja, aqui vemos que pra santificação do clero e pra vencermos o Comunismo e o ateísmo, devemos fazer penitência e reparação. E o Terço da Misericórdia é uma arma muito útil.
Outra coisa que gostaria de destacar é: Quando Jesus revela este Terço para Santa Faustina, Ele fala as seguintes palavras: “Toda vez que entrares na capela, reza logo essa oração que te ensinei ontem.” Logo vemos que era vontade de Deus que Santa Faustina rezasse o Terço não só as três horas da tarde, mas sim toda vez que entrasse na Capela. Pode até ser algo que Jesus pedia só pra ela, mas vendo que os males só aumentam no mundo inteiro, seria interessante que nós também passássemos a rezar o Terço da Misericórdia também toda vez que entrarmos em uma Igreja e/ou numa Capela do Santíssimo Sacramento. Você pode se ajoelhar ali diante de Jesus no Santíssimo Sacramento, e rezar este Terço dizendo a Jesus que reza em reparação aos pecados que Ele deseja ser reparado naquele momento. Afinal, infelizmente, a todo momento estamos ofendendo a Deus. Que possamos então, ao entrar na Capela do Santíssimo Sacramento, a cada visita que ali fizermos, rezar este Terço em reparação. (Vejo também que seria muito útil rezar o Terço da Misericórdia após a Comunhão. Clique aqui e leia mais sobre isso).


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe! Viva Cristo Rei!


O Céu clama por reparação! (Penitência! Penitência! Penitência!)

sábado, 26 de julho de 2014

ALERTA ao povo católico: projeto de reforma do sistema eleitoral proposto pela CNBB é armadilha!

armadilha
Atenção, povo católico: se na sua paróquia lhe entregarem um formulário para que você preencha, dando apoio à reforma política do sistema eleitoral brasileiro, NÃO ASSINE!!! É uma armadilha golpista! Se você assinar, estará cegamente ajudando a abrir caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como seu deu na Alemanha de Hitler e na Venezuela de Chávez.
A CNBB está colhendo assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil e muitos bons bispos e sacerdotes estão embarcando ingenuamente nessa canoa furada. O projeto tem um profundo viés antidemocrático. Nós, de O Catequista, respeitamos a CNBB e a reconhecemos como uma entidade séria e necessária à nossa Igreja. Mas seus colaboradores podem errar como todos nós. Assim, publicamos agora um alerta para que todos entendam o que há por trás dessa proposta de reforma política.
O projeto em questão prevê o financiamento das campanhas com o dinheiro do povo; sim, esse mesmo dinheiro público que mal dá para nos garantir saúde, educação e segurança, além de entrar no mérito das discussões de “gênero” e do pernicioso voto em “lista fechada”.  Tudo de acordo com a vontade do partido atualmente no poder.
Pode sair algo de bom para o povo cristão da parte desse partido?
E mais: a rede de apoio ao projeto de lei inclui entidades como o MST, a Via Campesina, a UNE, o Grupo Gay da Bahia (GGB), a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros (ABGLT). Desde quando os interesses dos cristãos se harmonizam com os desses grupos? Diga-me com quem andas, e te direi quem és!
Recentemente, nos Estados Unidos, os bispos católicos se deixaram hipnotizar pelo canto da sereia do presidente Obama, e agora estão arrependidos, chorando as pitangas sobre o ObamaCare (saiba mais aqui). No Brasil, estamos indo pelo mesmo caminho.
Amigos, fica a dica: se te derem esse formulário, dê um matrix no seu quadrado e caia fora!
matrix
A seguir, leiam e ajudem a divulgar o texto do Dr. Paulo Vasconcelos Jacobina, que explica muito bem o problema (grifos nossos).
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Por: Paulo Vasconcelos Jacobina, Procurador Regional da República, Mestre em Direito Econômico
Em um artigo recentemente publicado, e disponível na internet, um procurador regional eleitoral trata do “abuso do poder religioso”, e propõe a necessidade de “desincompatibilização” de ministros religiosos que venham a candidatar-se a cargos públicos. O procurador faz uma analogia entre, por um lado, a necessidade de reprimir o abuso do poder político, econômico e mesmo sindical para a lisura das eleições, a fim de evitar constrangimentos intoleráveis à liberdade dos eleitores, e, por outro, determinados abusos que são cometidos por líderes religiosos e seitas, que se valem do carisma pessoal e do apelo ao sobrenatural para promover seus candidatos junto a fiéis não somente pouco esclarecidos como espiritualmente desarmados em razão da ascendência natural que líderes religiosos têm sobre seus seguidores.
De fato, há notícias, nos corredores do Ministério Público Eleitoral, de candidatos que se apresentam em templos religiosos com desrespeito a limitações de prazo e lugar para campanhas eleitorais, em meio a névoas artificiais e luzes feéricas, e são apresentados aos fiéis como verdadeiros “enviados de Deus” em quem todos devem votar, supostamente por ordem dos céus.
Como católico, não pude deixar de alegrar-me por acreditar que a Igreja Católica não age assim. Como membro do Ministério Público, tenho um impedimento constitucional para a vida partidária, e sei que há um impedimento um tanto similar para os sacerdotes católicos no Código Canônico. Documentos magisteriais como a Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” consagram a distinção entre as realidades temporais, cuja ordenação cabe legitimamente aos leigos, mormente naquilo que está no âmbito do opinável, e as questões de fé e de moral, as quais todo leigo deve submeter ao juízo da Igreja. Não se pode deixar de louvar a sabedoria do Magistério católico – que promove a distinção das esferas sem separá-las – ao reconhecer que a vida temporal tem uma legítima autonomia que impede que o sacerdócio católico se transforme numa casta teocrática através do mundo. A Igreja deve ser a casa de todos os católicos que abraçam alguma dentre as diversas opções ideológicas possíveis, daquelas que legitimamente se apresentam nas diversas sociedades e culturas. É o que ensina a Nota Doutrinal sobre Algumas Questões Relativas à Participação e Comportamento dos Católicos na Vida Política, publicada pela Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano:
“Não cabe à Igreja formular soluções concretas – e muito menos soluções únicas – para questões temporais, que Deus deixou ao juízo livre e responsável de cada um, embora seja seu direito e dever pronunciar juízos morais sobre realidades temporais, quando a fé ou a lei moral o exijam.”
Foi quando uma pessoa me alertou que as coisas, na prática, poderiam não ser bem assim. Ele me mostrou, na internet, uma proposta de reforma política que está sendo não somente subscrita e divulgada pela CNBB, como promovida positivamente e propagandeada nos corredores eclesiais brasileiros. Procedi às pesquisas e deparei-me com todo o material.
Trata-se de um projeto de lei movido por um pretexto aparentemente bom: a necessidade de reformar o sistema eleitoral brasileiro. Mas é realmente quase impossível discernir por qual motivo as regras procedimentais eleitorais poderiam representar matéria de fé e moral nos termos definidos pela doutrina católica, ou, mesmo necessitando de reforma, continuam como questões estritamente políticas, opináveis, inseridas no âmbito da legítima autonomia das coisas temporais.
É interessante notar que outras cinquenta e oito entidades assinam o projeto de lei junto com a CNBB. Dentre elas, diversas organizações sindicais – a maioria absoluta composta de sindicatos e organizações de servidores públicos federais, outras ainda na qualidade de centrais sindicais ou “movimentos de reivindicação social” notoriamente ligadas a partidos de esquerda, algumas autarquias federais que são entidades de classe e, como outro grupo muito representativo, associações de gays, lésbicas e transgêneros das quais pude distinguir a GGB – Grupo Gay da Bahia, a ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas e a Associação de Transgêneros. Algumas entidades identificam-se como evangélicas e outras como associações católicas de laicato e de pastorais sociais.
Três tópicos me chamaram a atenção, e são destacados inclusive por chamadas capitulares no sítio eletrônico: a defesa da “paridade de gênero” na lista eleitoral, com um artigo no próprio projeto que dirige “recursos financeiros extraordinários” para “segmentos sociais sub-representados” (art. 18, § 2º da proposta), a proibição da participação das empresas privadas (pessoas jurídicas) no financiamento de campanhas e o estabelecimento de “listas fechadas” para as eleições proporcionais do legislativo.
São três propostas que, coincidentemente ou não, refletem diretrizes partidárias do partido político que está no governo federal, atualmente. Têm consequências graves no processo eleitoral – não necessariamente no seu aperfeiçoamento – e representam, na questão do gênero, uma frontal desatenção ao Magistério moral da Igreja em matéria de vida familiar e sexual. Além, é claro, de embutirem um profundo viés antidemocrático, ao menos na visão de alguns juristas sérios – e circunstancialmente católicos, embora não filiados às ONGs e militantes multicores que circundam o logo da CNBB no referido sítio. Há outras propostas de reforma política, e não há justificativa junto à fé católica para que justamente esta receba o beneplácito da CNBB.
Tome-se a questão da lista fechada. Há uma outra proposta de reforma, abraçada por outros partidos de viés menos esquerdista mas igualmente lícitos aos católicos, que defendem o voto distrital ou distrital misto. Pessoalmente, não consigo entender qual a razão de crer, como propõe este projeto, que a manutenção do quociente partidário combinado com uma lista de candidatos imposta pelo partido possa ser um progresso político. Lutamos outrora pelas “diretas já”, e agora somos levados a acreditar que precisamos de mais eleições indiretas. Sabe-se lá por que a CNBB resolveu chancelar uma dentre as diversas opções eleitorais lícitas aos leigos.
Quanto à promoção da “paridade de gêneros” e do incentivo financeiro extra para “segmentos sociais sub-representados”, esconde outra armadilha antidemocrática: trata-se de comparar o resultado das eleições com os dados estatísticos do IBGE sobre a população, para dar mais dinheiro aos candidatos que representem facções sociais cuja representação no legislativo seja menor que sua população censitária. Isto embute a ideia de que quando um eleitor está votando em alguém que não pertence ao seu próprio “grupo populacional” e ideológico, ele está votando mal, e ferindo a democracia. Se, digamos, alguém se identifica como homossexual perante o IBGE, o projeto de lei presume que ele deve votar em homossexuais, para que seu “número populacional” se reflita no número de políticos eleitos. Se não o faz, o estado deve liberar mais dinheiro para os candidatos gays na eleição seguinte, para restabelecer a “representatividade”. Ora, se é assim, então a representatividade não decorreria mais dos votos, mas do censo. A eleição deveria apenas chancelar o censo populacional, creem os autores deste projeto. Esta noção parece muito com propostas fascistas e corporativas da primeira metade do século XX. Nega que, por exemplo, os fiéis católicos eventualmente identificados como homossexuais possam livremente ter escolhido um candidato que defende a família tradicional, e não um ativista GLS.
O financiamento de campanhas por pessoas jurídicas foi banido, o que corresponde a um consenso que está sendo violentamente imposto pelos acadêmicos de esquerda, pelo partido atualmente no poder e pela imprensa com ele comprometida, que transforma os empresários, que são responsáveis pelo recolhimento da maior parte dos impostos que serão retirados da saúde e educação para financiar políticos e suas campanhas, em párias eleitorais.
Estabeleceu-se contra o setor privado a presunção absoluta de que somente colocam recursos privados em campanhas para locupletar-se ilicitamente. Ora, ao retirar sua legitimidade para influir nas eleições em busca de seus eventuais legítimos interesses políticos, o projeto colabora para que o setor privado não possa contribuir para a retirada do poder de algum grupo que ali se abolete através de demagogia e oprima o setor privado com medidas ditatoriais e se retroalimente dos próprios recursos públicos e dos “movimentos sociais” (corporativos e sexuais) para se perpetuar ali sem que o setor produtivo possa legitimamente organizar-se no sentido da alternância democrática de poder. O caminho para uma ditadura obtida por meio eleitoral, como a que ocorreu na Alemanha de Hitler – que chegou ao poder pelo voto popular – ou na Venezuela de Hugo Chávez, onde a Igreja séria sofre sob a opressão estatal após o setor privado ter sido exaurido pelo poder do partido hegemônico. Quem financiará eventuais adversários aos majoritários ocupantes do Estado em dado momento? Pelo projeto, ninguém o poderá.
Há conversas de que a CNBB colherá assinaturas em favor deste projeto em todas as paróquias do Brasil. Muitos fiéis confiantes no presumível bom senso de um órgão como a CNBB assinarão, e certamente não o fariam se conhecessem as companhias e o teor. Talvez, de um modo não tão distante daquelas seitas que usam gelo seco e luzes feéricas para manipular sentimentos religiosos em favor de ambições políticas bem pouco cristãs.
Fonte: http://ocatequista.com.br/archives/13548

terça-feira, 22 de julho de 2014

Saia da preguiça e da ociosidade! Agora!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!
Uma das grandes dificuldades que encontramos para sermos santos, é a tal da ocasião. Nós devemos cortar as ocasiões. Sim, devemos cortar o mal pela raiz, e não somente por cima. Mas de fato pela raíz. Santa Teresa de Ávila nos ensina em seu livro da vida que, apesar das experiências que teve com o Senhor, o que lhe impedia de alcançar a perfeição da alma era justamente o fato de não cortar o mal pela raiz. Ela mesma fala a forma pagã em que se vivia no Carmelo antes da reforma empregada por ela. Ela vivia entregue as vaidades. Enfim, era um grande mal.

Muitas vezes essa ocasião é a “ociosidade”. E tristemente, sabe-se lá o porquê, nós não arrancamos pela raiz este grande mal da nossa vida. Para resumir sobre o mal da ociosidade, lembre-se da tão conhecida frase: “Mente vazia é oficina do diabo”. E como é! E o demônio, astuto como é, muitas vezes camufla de virtude essa ociosidade ou enche-a de desculpas. Com isso, as pessoas não cortam pela raiz, mas acham ser necessário. Como isso se dá? Se dá por alguma fadiga, e a pessoa não só em algum momento fica ocioso, mas até mesmo busca a ociosidade, com a desculpa de licitude para “descansar”. Com isso, não vê que em muitos casos não é o corpo que está pedindo descanso, mas o demônio que tenta pela ociosidade, levando-o a ficar sem fazer nada, entregue a preguiça. E da preguiça vem a gula, a luxúria, e tantos e tantos pecados. E o mal começou onde? Ociosidade!

Antes de prosseguir sobre a ociosidade, quero citar um texto bíblico que fala da preguiça (que é pecado!) e entendamos como é um grande mau. Eis o que nos diz a Sagrada Escritura: “Ao preguiçoso é atirado esterco, só se fala dele com desprezo. O preguiçoso é apedrejado com excremento, quem o tocar sacudirá a mão.” (Eclesiástico 22,1). Forte, não? Na parábola dos talentos, nosso Senhor Jesus Cristo falando do servo mal que escondeu o talento na terra, se refere a ele com outro adjetivo além de “servo mau”: Servo mau e preguiçoso! […] E a esse servo inútil, jogai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes.” (Mateus 25,26;30) - diz nosso Senhor. Portanto, vemos que a preguiça não é algo agradável a Deus. Até porque a preguiça é um dos pecados capitais. Mas dá pra ver como nosso Senhor repudia a preguiça. O servo mau, que pegou o talento e enterrou, podendo ter trabalhado para multiplicar, esconde. Nisso podemos ver nossa vida: o talento é o dom da nossa vida, e em vez de frutificarmos com as coisas do Céu, temos preguiça de trabalharmos pelo Reino, de nos convertermos, e enterramos nosso tesouro (nossa vida) nas coisas da terra. Afinal, as coisas terrenas, as coisas mundanas, o pecado, é mais fácil. Ser santo dá muito trabalho, e temos preguiça de trabalharmos no nosso interior, fugir das ocasiões de pecar, enfim, ser agradável a Deus dá trabalho e somos um poço de preguiça. Meus irmãos, essa é uma grande luta que devemos travar. Renunciemos a preguiça e a ociosidade, Deus não se agrade disso.

Se queremos ser santos, devemos evitar, com toda a nossa força com a graça de Deus, a ociosidade e a preguiça. Evitemos estes males. A ociosidade foi o que fez Davi cometer o grande pecado com Betsabé. Neste pecado de Davi, não podemos olhar somente o adultério. Para acontecer o adultério, houve uma raiz que permitiu que acontecesse a tentação. E esta raiz foi a ociosidade. Eis o que nos narra a Sagrada Escritura a respeito: “No ano seguinte, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou Joab com seus suboficiais e todo o Israel. Eles devastaram a terra dos amonitas e sitiaram Rabá. Davi ficou em Jerusalém. Uma tarde, Davi, levantando-se da cama, passeava pelo terraço de seu palácio. Do alto do terraço avistou uma mulher que banhava e que era muito formosa.[...] Então, Davi mandou mensageiros para a trazerem. Ela veio e Davi dormiu com ela [...] ”(2Samuel 11,1-4) Como podem ver, o grande erro de Davi foi se entregar à ociosidade. Ele, como Rei, devia ter ido com seu exército combater os inimigos. Ele simplesmente deixou o exército ir combater, e ficou em seu palácio entregue a “vida mansa”. Ora, se ele tivesse ido combater, não teria visto Betsabéia tomando banho, ardido de paixão (desejo impuro) por ela, dormido com ela... O adultério foi o pecado, mas o pecado não teria acontecido se ele não tivesse dado brecha para ele. Ah se Davi tivesse ido combater. Depois de cometer o pecado de impureza, Betsabéia engravida. O marido de Betsabéia, Urias, amigo do próprio Davi, depois de voltar do combate, não dormiu com ela. Portanto, não teria como fingir que o filho era dele, e não de Davi. Então Davi faz uma armação, põe Urias em um local estratégico do exército que sabe que ele morrerá. E é o que ocorre. Davi, porque preferiu ficar na ociosidade, cometeu pecado de adultério, engravidando assim a mulher de seu amigo, e praticamente mata seu amigo. É ou não uma grande desgraça? Mas antes mesmo de ele ter pecado no coração desejando betsabéia, ele ficou na ociosidade e na preguiça.
Assim acontece conosco. Lembro de uma vez que devia ter ido para o Grupo de Oração que participava aos domigos. Não fui para sair com os amigos, afinal, fazia tempo que não saia com os mesmos. Fazendo besteira de jovens, envolvemo-nos em um acidente de carro (que por graça de Deus não aconteceu nada grave!). Mas onde está o mal? Bom, se eu tivesse ido para o meu compromisso de estar no grupo de oração, aquilo não teria acontecido. De outra vez que quase caio em ato impuro (caso que conto em alguns videos e textos relacionados a castidade) era por volta de 15:00h. Se eu tivesse rezando o Terço da Misericórdia... E por aí vai. Se nós estivéssemos fazendo algo, ocupando a cabeça e o coração com coisas edificantes, não estaríamos tão empedernidos. E creio que saber disso ajudará muita gente. Sim, pois existe muitas pessoas que tiveram uma experiência real com Nosso Senhor Jesus Cristo, odeiam o pecado, amam a virtude, mas morrem na praia após nadar contra a correnteza. Não aguentam a pressão. Dizem que não conseguem ser santos, está difícil, pedem um socorro do Céu. Mas na realidade, se não se colocar em ocasião e passar a fugir da ocisodade, muitos pecados desaparecerão. O demônio tentará, mas a força da tentação será menor.

E não estou a inventar nada. Afinal, não é esta a regra de vida de São Bento? Ora et Labora (Orar e trabalhar!) Afinal, não veio do Céu o ensinamento para ele trabalhar manualmente e manter a vida de oração para ajudar a vencer as tentações? Para entender como o demônio tem força sobre uma alma omissa, preguiçosa e ociosa, olhem o que nos descreve Santa Faustina em seu Diário no número 1127: Em determinado momento, vi satanás, que se apressava em procurava alguém entre as Irmãs, mas não encontrava. Senti na alma a inspiração de lhe ordenar, em nome de Deus, que me confessasse o que estava procurando entre as Irmãs. E confessou, embora de má vontade: 'Estou procurando almas ociosas.' Então, novamente ordenei, em nome de Deus, que me dissesse a que almas tem mais fácil acesso no Convento e, outra vez confessou-me, de má vontade: 'As almas preguiçosas e ociosas.' Notei então que, de fato, não há tal gênero de almas nesta Casa. Alegrem-se as almas atarefadas e cansadas.” (Destaque nosso) - Compreendem isso, amados irmãos? Precisamos fugir da preguiça e da ociosidade. Não depois, amanhã, daqui a pouco, mas sim agora!

Pensem comigo: uma pessoa que está de fato atarefada, e não fica a murmurar, mas vive conformada com a vontade de Deus e as obrigações do seu estado, peca com menos frequência. A própria obrigação do seu estado de vida, caso viva-o de maneira correta conforme a vontade de Deus, o fará santo. Um padre que doa inteiramente a sua vida pela santificação do seu rebanho, será santificado. Agora se o padre sempre se esquiva de confessar, não celebra sempre a Missa, não reza, sempre está ocioso... Logo logo vem uma tentação das grandes, e nos dias de hoje tentações que tem nome, sobrenome, sexo feminino e carta de envio do diabo para tirar mais um sacerdote da Igreja. Será que em muitos padres que saem da Igreja não estava a ociosidade? É verdade que muitos saem apesar de muito trabalho empregado, mas devo também dizer que, muitas vezes, trabalho que não condiz com a vida de padre. O padre hoje é envolvido com reuniões por cima de reuniões, plano pastoral por cima de plano pastoral, ação social e sei lá o que; mas a missão de padre que ele deve exercer: confessar, celebrar a Missa, batizar, pregar, etc., cadê o padre? Obviamente o padre, mesmo com a verdadeira vocação (até pelos anos que se preparou para ser padre) irá se frustrar, pois o coração não será preenchido. Pois o que preenche ficou em segundo plano.
Enfim, voltemos a meditar sobre a ociosidade e a preguiça. Creio eu que um dos remédios para se livrar do vício da pornografia e da masturbação seja o “Ora et Labora”. Sim, se a pessoa que tem este vício, comete estes atos que são sim pecados, para conseguir se libertar deve: confessar com frequência, buscar até confessar o mais rápido possível após a queda; Buscar Comungar todos os dias; e ter uma devoção mariana rezando ao menos um Terço todos os dias. Somado a isso, deve-se fugir das ocasiões. Se você se entregar a ociosidade, logo vem a tentação. Raciocine comigo: se um jovem acorda cedo para ir trabalhar, passa o dia todo trabalhando, a noite vai para a faculdade ou para a escola, quando ele chegar vai fazer o que? Meu irmão, esta pessoa vai estar tão cansada que vai capotar na cama. Muitos vão ligar o computador, mas logo irão capotar na cama. Outros ficarão mais tempo pra fazer trabalhos. Agora masturbação... Normalmente só se já tiver chegado ao grave estado de compulsão, e aí dará mais trabalho. Mas os remédios são estes já citados. Mas conseguem compreender o que quero falar aqui? Se a pessoa trabalha, rala, le bons livros, enfim, ocupa a mente com coisas que edificam, o demônio não fará a festa na mente da pessoa. O demônio tentará contra pureza, porém, a pessoa terá mais “jogo de cintura” para fugir. São Francisco de Assis se jogou na geleira para não cometer pecado impuro quando veio a tentação. Porém ele não era ocioso, pois se ele fosse, quantas e quantas geleiras teria que se jogar? Uma hora ele ficaria saturado, cansado, e diria que era impossível viver a castidade. Sim, é possível. Mas enquanto você e eu ficarmos o dia todo no facebook (vez ou outra aparecendo figuras imorais) deitado na rede, pensando bobeira, quando a gente olhar não está nem sendo tentado, mas já consumando o ato pecaminoso. Não camuflemos nossa preguiça com a necessidade do corpo descansar. Uma coisa é descansar, outra é passar o dia todo largado.

Fica o dia todo ocupado? Trabalha muito? Anda casado pela labuta do dia a dia? Meu irmão, minha irmã, como diz Santa Faustina: “ALEGREM-SE AS ALMAS ATAREFADAS E CANSADAS!” No dia que você ficar sem tarefa e sem cansaço pelo trabalho, faça uma boa revisão de vida. E lembro de mais uma coisa: será que também ficamos entregues a ociosidade, estamos doente de preguiça, porque quando o corpo pede descanso real, nós estamos entregando ele a mais pecados? Por exemplo, no dia do Senhor, no domingo, que é o dia que Deus nos deu para o culto e para descansarmos, o que temos feito? Tem gente que tem se cansado mais procurando trabalhos exagerados e indo a festas. Além de pecar, durante a semana diz estar cansado, e se entrega, pelo ócio, a mais pecados.

Após essa reflexão, que tal quando bater aquela tentação de faltar o trabalho (afinal está frio, ou quente, ou qualquer motivo) se decidir ir trabalhar para não ficar o dia todo na ociosidade? Você já sabe o que fazer quando der aquela vontade de faltar a escola, faculdade, estágio, trabalho, etc. Pelo contrário, procuremos ocupar o tempo. E tenhamos tempo para a oração, adorar o Santíssimo... E sempre trabalhemos em espírito de oração. E no mais, se tivermos tempos ociosos, procuremos ler bons livros, vida dos santos, bons filmes (filmes puros, e não que tem imagens e temas obscenos e temas infernais que fazem é dar opressão espiritual). Se aparece tempo vago, procure preencher este tempo.


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

sábado, 12 de julho de 2014

A história de um evangélico batista que encontrou a plenitude da fé no catolicismo.

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No dia seguinte à quarta-feira de cinzas de 2012, eu liguei para a minha mãe do meu dormitório no Seminário Teológico Batista do Sul e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
 
“Você não vai se tornar católico, você só sabe que não é batista“, disse ela.
 
“Não, mãe, eu acho que não é só isso”.
 
Pausa. “Ah, meu Deus”, ela suspirou.
 
Eu comecei a chorar.
 
Não tenho como enfatizar o suficiente o quanto eu odiava a simples ideia de algum dia virar católico. Fui reticente até o último instante. Poucos dias antes de abandonar a Igreja batista, eu cheguei a enviar um sermão para um concurso; estava decorando o Salmo 119 para me convencer da “sola scriptura”; marcava reuniões com professores para ouvir os melhores argumentos contrários ao catolicismo; lia livros protestantes sobre o catolicismo, de propósito, em vez de livros de autores católicos.
 
Além disso, eu sabia que ia perder o subsídio para moradia e teria que devolver o valor da bolsa se abandonasse o seminário, sem falar da decepção para a minha família, amigos e para a dedicada comunidade da igreja.
 
Mas quando eu tentava estudar, desabava na cama. Tudo o que eu queria era gritar com o livro: “Quem disse?”.
 
Eu tinha vivido uma grande mudança de paradigma na minha maneira de pensar sobre a fé. E a questão da autoridade apostólica surgia mais forte do que nunca.
 
Mas vamos voltar alguns anos no tempo.
 
Eu cresci num lar protestante evangélico. Meu pai se tornou pastor quando eu estava na quarta série. Durante o ensino médio, eu me apaixonei por Jesus Cristo e pelo seu precioso Evangelho e decidi me tornar pastor também.
 
Foi nessa época que eu endureci a minha convicção de que a Igreja Católica Romana não seguia a Bíblia. Quando perguntei a um amigo pastor por que os católicos diziam que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Jesus, se a Bíblia diz claramente que Jesus teve “irmãos”, ele simplesmente fez uma careta: “Porque eles não leem a Bíblia”.
 
O livro “Don’t Waste Your Life” [Não desperdice a vida], de John Piper, me fez enxergar um chamamento ao trabalho missionário. Passei o verão seguinte evangelizando os católicos na Polônia.
 
Fiquei surpreso quando visitei os meus pais, depois disso, e encontrei um livro intitulado “Born Fundamentalist, Born Again Catholic” [Nascido fundamentalista, renascido católico] em cima da mesa do meu pai. Por que o meu pai estaria lendo uma coisa dessas? Fiquei curioso e, como não tinha trazido nada para ler em casa, dei uma olhada no livro.
 
As memórias de David Currie, que abandonou a sua formação e o seus ministérios evangélicos, foram desconfortáveis para mim. Sua defesa sem remorsos de doutrinas controversas sobre Maria e o papado eram chocantes; eu nunca tinha pensado seriamente que os católicos tivessem argumentos sensatos e embasados para defender essas crenças.
 
A presença do livro na mesa do meu pai foi explicada com mais detalhes alguns meses depois, quando ele me ligou e disse que estava retornando ao catolicismo da sua juventude. Minha resposta? “Mas você não pode simplesmente ser luterano ou algo assim?”. Eu me senti traído, indignado e furioso. Nos meses seguintes, servi como pastor de jovens na minha igreja local e, nos tempos livres, lia sobre o porquê de o catolicismo estar errado.
 
Foi quando encontrei um artigo que falava de uma “crise de identidade evangélica”. O autor pintava um retrato de jovens evangélicos crescendo num mundo pós-moderno, desejosos de encontrar as suas raízes na história e sedentos do testemunho motivador de quem permaneceu firme em Cristo durante épocas cambiantes e conturbadas. Mas, na minha experiência, a maioria das igrejas evangélicas não observava o calendário litúrgico, o credo dos Apóstolos nunca era mencionado, muitos cantos só foram escritos a partir de 1997 e, quando se contava algum relato sobre um herói da história da Igreja, invariavelmente se tratava de alguém posterior à Reforma. A maior parte da história cristã, portanto, passava em branco.
Pela primeira vez, eu entrei em pânico. Encontrei uma cópia do catecismo católico e comecei a folheá-lo, encontrando as doutrinas mais polêmicas e rindo das tolices da Igreja católica. Indulgências? Infalibilidade papal? Esses disparates, tão obviamente errados, me tranquilizaram no meu protestantismo. A missa me soava bonita e a ideia de uma Igreja visível e unificada era atraente, mas… à custa do Evangelho? Parecia óbvio que o demônio construía uma grande organização para afastar muita gente do céu.
 
Sacudi a maioria das minhas dúvidas e aproveitei o restante do meu tempo me divertindo com o grupo de jovens e compartilhando a minha fé com os alunos. Qualquer dúvida, resolvi, seria tratada no seminário.
 
Comecei as minhas aulas em janeiro, com a mesma emoção de um fanático roxo por futebol indo para a final da Copa do Mundo. As aulas eram fantásticas e eu pensei que tinha finalmente me livrado de todos aqueles problemas católicos.
 
Mas, poucas semanas depois, mais dúvidas me assaltaram. Estávamos estudando as disciplinas espirituais, como a oração e o jejum, e eu fiquei cismado com a frequência com que o professor pulava de São Paulo para Martinho Lutero ou Jonathan Edwards ao descrever vidas admiráveis ​​de piedade. Será possível que não aconteceu nada que valesse a pena nos primeiros 1500 anos do cristianismo? Este salto na história continuaria me incomodando em muitas outras aulas e leituras propostas. A maior parte da história da Igreja anterior à Reforma era simplesmente ignorada.
 
Eu logo descobri que tinha menos em comum com os padres da Igreja primitiva do que eu pensava. Diferentemente da maioria dos cristãos na história, a comunhão sempre tinha sido, para mim, apenas um pouco de pão e suco de uva ocasionais e o batismo só me parecia importante depois que alguém tinha sido “salvo”. Esses pontos de vista não apenas contradiziam grande parte da história da Igreja, mas, cada vez mais, evocavam passagens desconfortáveis da Bíblia que eu sempre tinha desdenhado (João 6, Romanos 6, etc.).
 
Outras perguntas que eu tinha enterrado começaram a reaparecer, mais ferozes, exigindo uma resposta. De onde foi que veio a Bíblia? Por que a Bíblia não se autoproclamava “suficiente”? As respostas protestantes, que tinham me bastado no passado, já não eram satisfatórias.
 
Foi lançado nesse tempo um vídeo viral de Jefferson Bethke no YouTube, “Por que eu odeio a religião, mas amo Jesus”. O jovem tinha boas intenções, mas, para mim, ele apenas validava o que o Wall Street Journal tinha chamado de “perigosa anarquia teológica dos jovens evangélicos”, tentando separar Jesus da religião e perdendo muito no processo.
 
O ponto de inflexão foi a quarta-feira de cinzas. Uma igreja batista em Louisville realizou uma cerimônia matutina e muitos estudantes compareceram às aulas com as cinzas ainda na testa. Na capela, naquela tarde, um professor famoso pelo empenho apologético anticatólico expôs a beleza dessa tradição milenar.
 
Depois disso, eu perguntei a um amigo do seminário por que a maioria dos evangélicos tinha rejeitado essa linda tradição. Ele respondeu com alguma coisa sobre fariseus e “tradições meramente humanas”.
 
Eu balancei a cabeça. “Não, eu não consigo mais”.
 
A minha resistência ao catolicismo começou a se desvanecer. Eu me sentia atraído pelos sacramentos, pelos sacramentais, pelas manifestações físicas da graça de Deus, pela Igreja una, santa, católica e apostólica. Não havia mais como negar.
 
Foi no dia seguinte que eu liguei para a minha mãe e contei a ela que estava pensando em me tornar católico.
 
Faltei às aulas da sexta-feira. Fui para a biblioteca do seminário e olhei os livros que eu tinha me proibido de olhar, como o catecismo e os últimos textos do papa Bento XVI. Eu me sentia como se estivesse vendo pornografia. No sábado, fui à missa das cinco da tarde. O grandioso crucifixo da igreja me fez lembrar de quando eu considerava os crucifixos um prova de que os católicos não tinham mesmo entendido a ressurreição.
Mas desta vez eu vi o crucifixo de modo diferente e comecei a chorar. “Jesus, meu Salvador sofredor, Tu estás aqui!”.
 
A paz tomou conta de mim até a terça-feira, quando a realidade me atropelou. Fico ou vou? Fiz vários telefonemas em pânico: “Eu literalmente não tenho ideia do que eu vou fazer amanhã de manhã”.
 
Na quarta-feira de manhã, eu acordei, abri meu laptop e digitei “77 razões pelas quais estou deixando de ser evangélico”. A lista incluía coisas como a “sola scriptura”, a justificação, a autoridade, a Eucaristia, a história, a beleza e a continuidade entre o Antigo e o Novo Testamento. Os títulos e os parágrafos fluíam dos meus dedos como a fúria das águas que explodem uma represa secular.
 
Poucas horas depois, em 29 de fevereiro de 2012, eu saí de Louisville para evitar confundir mais alguém e esperando que eu próprio não estivesse cometendo um erro.
 
Os meses seguintes foram dolorosos. Mais do que qualquer outra coisa, eu me sentia envergonhado e na defensiva, indagando de mim mesmo como é que a minha identidade e o meu plano de carreira tinham se deixado abalar tão rapidamente. Mesmo assim, eu entrei para a Igreja no dia de Pentecostes com o apoio da minha família e comecei a procurar trabalho.
 
Muita coisa mudou desde então. Eu conheci Jackie no site CatholicMatch.com naquele mesmo junho. Casei com ela um ano depois e comemoramos o nascimento da nossa filha Evelyn em 3 de março de 2014. Vivemos agora no Estado de Indiana e eu estou feliz no meu novo trabalho.
 
Ainda sou novato nesta jornada católica. Para todos os que ainda se questionam, eu posso dizer que o meu relacionamento com Deus só tem se aprofundado e fortalecido. Enquanto vou me envolvendo com a paróquia, me vejo muito grato pelo amor à evangelização e à Bíblia que aprendi no protestantismo.
 
Não acho que eu tenha abandonado a minha fé anterior, mas sim que eu consegui preencher as suas lacunas. Hoje eu dou graças a Deus por ter recebido a plenitude da fé católica.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Testemunho de graça alcançada pelas Velas de Pentecostes e intercessão de Nossa Senhora


Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus irmãos e irmãs, quero neste post testemunhar uma graça que Deus concedeu à minha família. A cura de minha avó paterna que já estava desenganada pelos médicos. Sendo assim, um milagre, alcançada graças a intercessão de Nossa Senhora e as Velas de Pentecostes.

Para que não conhece as Velas de Pentecostes, trata-se de uma devoção popular aqui de Brasília, começada há alguns anos, quando o Padre Moacir Anastácio ouviu uma voz ao final da Missa (voz de Deus) mandando ele começar a festa de Pentecostes. No caso seria ficar como os Apóstolos em oração, da ascensão do Senhor até o dia do Pentecostes. Assim ele fez. E no ano seguinte ele escutou a mesma voz que dizia para mandar o povo levar 3 velas nos últimos dias da semana de Pentecostes (1 na sexta para consagrar ao Pai; 1 no sábado para consagrar ao Filho; e 1 no domingo, dia de Pentecostes, para consagrar ao Espírito Santo) para serem consagradas, e que acendessem no momento mais difícil da vida que o milagre aconteceria. Conta o padre que já na segunda feira chegou o primeiro testemunho. E assim milhares e milhares de pessoas testemunham as graças alcançadas graças a esta devoção, que ano após ano arrasta milhares (e agora milhões) de pessoas para celebrar a Festa de Pentecostes.

Iniciemos o relato dos fatos. Bom, gostaria de saber o nome das doenças e coisas do tipo para dar “corpo” ao testemunho. Mas como ela mora no Rio Grande do Norte e eu em Brasília, vou contar de forma simples, conforme vivi este caso. Chegou-se a noticio de que minha avó esta muito doente e até tinha ficado internada. Ficamos todos muito preocupados com ela. A angústia aumentava pela dificuldade de informação com as pessoas lá no RN. Por fim ficamos sabendo que o estado dela era grave. Muito grave. Até hoje eu não sei o que ela teve. Ao que parece chegou a ficar em coma. Eis que chegou a notícia aqui que podíamos nos preparar para o pior, pois ela morreria. Os médicos disseram que não podiam fazer mais nada – pelo que contam. Estavam todos esperando a morte dela. Minha avó já tem certa idade e teria que passar por uma séria cirurgia. Sabendo da gravidade da situação, entrei em contato com meu tio no RN e pedi notícias. Ele disse que só um milagre a salvaria, pois os médicos já faziam o que podiam. Eu então lhe falei que podia se despreocupar, pois ela ficaria boa, pois acenderia as velas de Pentecostes; e se não estou enganado ainda lhe afirmei que pediria a intercessão de Nossa Senhora. Ele, como bom protestante que é, disse que só orasse para Jesus, que só Jesus poderia fazer alguma coisa. Pois bem, Jesus fez, por meio de Maria Santíssima e das Velas de Pentecostes.

Meu tio que mora aqui em Brasília, também protestante, disse que não tinha fé, e já estava se preparando para a morte dela. Dissemos pra ele que rezaríamos e acenderíamos as Velas de Pentecostes na intenção dela. Ele não botou muita fé. Pois bem, minha mãe e eu pegamos as três velas consagradas em Pentecostes, acendemos na intenção de minha avó e rezamos um Terço pedindo a intercessão de Nossa Senhora. Também tinha pedido para minha madrinha rezar por minha avó. Ela rezou e afirma que ao rezar lembrava muito do Testemunho da Irmã Themis que dizia que Nossa Senhora é mãe dos católicos, dos protestantes e até dos ateus.

Confiando na promessa de Deus sobre as velas de Pentecostes e na onipotência suplicante da intercessão de Nossa Senhora, ficamos tranquilos e confiantes em sua recuperação. O médico a operou. Segundo conta minha avó, o médico deu os pontos com uma linha qualquer, parecendo fitilho ou algo do tipo, sem fazer o serviço direito, pois achava que quando voltasse no pós operatória já estaria morta. Qual surpresa ver que estava vivinha. Qual surpresa ver que logo teve alta. Mas sabe-se lá o porquê, quando já estava em casa, aconteceu que – segundo o que dizem – minha avó espirrou e a cirurgia abriu. E com as entranhas a vista foi socorrida. Todos achavam que dessa vez “morria de vez”; mas o milagre foi pra valer, e ela voltou sã e salva. E já viajou para Brasília algumas vezes, boa de saúde.

Diz ela ter visto Jesus em um momento em que estava no hospital. Mas sempre falamos pra ela que o milagre aconteceu após termos acendido as Velas de Pentecostes. Aqui não é uma guerra entre Protestante e Católicos, onde quero dizer que Deus cura aqui e não lá; mas quero dizer que, eles reconhecendo ou não, Deus operou maravilhas, e eles são testemunhas disso. Meus tios protestantes desacreditaram, mas tem que reconhecer que graças as Velas de Pentecostes e a intercessão de Nossa Senhora minha avó ficou curada. Aquela que já davam como morta, vive pra glória de Deus.
* * *

Aproveitando que estou escrevendo sobre graças pelas Velas de Pentecostes, quero aproveitar e contar outra graça. O pai da minha madrinha descobriu que estava com tumor na cabeça. Apesar de não ser maligno, havia um grande risco. Acendemos as Velas de Pentecostes e a cirurgia foi bem-sucedida assim como também a recuperação.


sexta-feira, 4 de julho de 2014

Copa do mundo de Futebol: Alegria ou devassidão? Festa ou perdição?



Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

Meus queridos irmãos e irmãs, quero fazer uma breve reflexão sobre este evento que ocorre em nosso país. Sim, quero falar sobre a Copa do Mundo de Futebol. Em sua maioria o povo brasileiro é apaixonado por futebol. Quando uma mulher dá a luz a um garoto, é bem provável que este ganhe bem cedo uma bola de futebol. Quando um filho ou uma filha nasce, os pais e parentes logo discutem pra qual time a criança torcerá. E não poucas vezes quando a criança cresce contraria os pais mais fanáticos e torcem para seus rivais. Enfim, o futebol está na vida do povo brasileiro. Aliás, não só do povo brasileiro, mas boa parte do mundo respira, de certo modo, o futebol. Não é atoa que o futebol é o esporte mais popular no mundo. Mas por que quero falar de futebol neste blog religioso? Eis que provavelmente você faz esta pergunta e acrescenta “Todo mundo falando de futebol, Neymar, seleção brasileira, etc., e até você com o blog católico está falando disso?”. Eu sei que parece estranho, mas meu coração anseia em fazer uma reflexão sobre esta Copa; ou melhor dizendo, quero refletir como o povo tem apreciado tal evento. Deixando mais as claras: os cristãos, de maneira particular, os católicos, como estão assistindo os jogos do Brasil: como seguidores de Cristo ou como pagãos?

Algumas seitas protestantes exageram na dose e chegam a pregar de veementemente que futebol é pecado. Sabemos que jogar e torcer por um time de futebol não é pecado. É bem verdade que em volta do futebol há muita idolatria. Um caso fácil de percebermos isso são as chamadas “Torcidas Organizadas” onde existe um verdadeiro crime contra a vida; onde ser humano mata outro por causa de um jogo ou por causa de camisa de torcida (Escrevo mais ou menos sobre essa idolatria e/ou fanatismo em um outro post aqui do blog, clique aqui e confira). Entretanto o esporte em si não pode ser colocado como um pecado por ele mesmo. Se alguém coloca o futebol, um time ou qualquer coisa acima de Deus, está pecando; mas não podemos generalizar. Até porque o próprio São Paulo para evangelizar usa o esporte como exemplo quando diz “Nenhum atleta será coroado, se não tiver lutado segundo as regras.”(2Timóteo 2,5). São Paulo não diz que o atleta está em pecado, ou que o esporte por ele mesmo é pecado. Mas usa de uma comparação para dizer que também para entrar no Reino dos Céus é preciso seguir as regras, ou seja, os santos mandamentos de Deus.

Sabendo que o futebol não é pecado em si mesmo, quero dizer a todos que possamos torcer como cristãos, e não como pagãos. No livro bíblico de Tobias, quando este se casa com Sara, eles não vão direto para as núpcias, mas passam três dias em oração. Tobias sabiamente inspirado diz o do porquê: “porque somos filhos dos santos patriarcas e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.”(Tobias 8,5). Fazendo uma pobre analogia do casamento de Tobias e Sara, com o futebol, quero dizer que também nós não podemos assistir um jogo de futebol ou comemorar uma vitória como os pagãos. Futebol não é pecado, é verdade, mas como eu reajo em um jogo pode ser pecado sim. E se somos católicos verdadeiramente, devemos assistir os jogos como autênticos católicos, não como pagãos. Somos filhos da Igreja, e não filhos da serpente. Como temos reagido aos jogos? Palavrões? Bebedeiras? Até mesmo orgias? Absurdo o que falo? Bom, é o que o barulho vindo das ruas e das casas sugerem...

O futebol gera alegria. A alegria por sua vez é um fruto do Espírito Santo. Mas infelizmente muitos fazem daquilo que é fruto do Espírito, oportunidade de pecar contra o próprio corpo. A alegria que o futebol gera naturalmente, pelo pecado enraizado no homem, tem sido transformada em oportunidade de ofender a Deus. E reflitamos sinceramente: a cada vitória do Brasil o que fica: alegria sadia pela vitória, ou a oportunidade de um carnaval fora de época?

Muitos têm extravasado nas comemorações. É claro que – como bem diz um narrador - “haja coração!”. Bom, de fato é bem natural uma certa agitação. Entretanto, virar esse carnaval todo é algo preocupante. Muito preocupante. Deus tem sido ofendido. Devemos reparar. Aliás, comecemos reparando o nosso próprio pecado...

Nós podemos e devemos torcer de forma cristã. Você sabia que o Papa Bento XVI aprecia futebol? Nosso “Pastor Alemão” é torcedor do Bayer de Munique. Mas não consigo imaginá-lo assistindo jogo com palavrões sujos, mandando adversários a lugares e fazer coisas que não mencionarei. Não consigo imaginá-lo após uma vitória do seu time ou da seleção alemã, fazendo carnaval com músicas imorais.

Ah mas isso era Bento, agora temos Francisco. Ótimo. Também não consigo imaginar o Papa Francisco com comportamentos do tipo. E olha que como um bom sulamericano aprecisa o futebol. Aliás o Papa Francisco vem da Argentina que tem fama de ter torcidas de futebol bem calorosas. Ele é torcedor do San Lourenzo. Enfim, não consigo imaginar o Papa Francisco num carnaval desse... Até porque o que ele mesmo tem pregado é que só Jesus dá a alegria verdadeira, a alegria que não passa. E é bem verdade isso, e talvez por não conhecerem a Jesus, pelo Brasil necessitar de ser catequizado, é que após termos uma alegria natural gerada pelo futebol, não a conservamos no espírito, mas abastecemos o corpo com os nossos pecados, porque no fundo somos vazios. E como a alegria do futebol acabou algum tempo depois do apito final, devo alimentá-la com outra coisa. E aí é que entra o alcool, drogas, sexo, rebeldias, etc.

Um grande exemplo de pessoa que apreciava por demais o esporte, é o nosso queridíssimo São João Paulo II. Já quando Papa, dizem alguns, foi esquiar onde costumava ir. Dizem que estava remando quando recebeu a notícia que foi nomeado para ser Bispo (ouvi dizer algo do tipo, não sei se é verdade ou eu mesmo estou confundindo as coisas). Mas sinceramente, vocês conseguem ver João Paulo II aprovando essa bagunça toda de pecados da carne após uma vitória de futebol? Logo João Paulo II, nosso querido santo de nossos dias, que escreveu a Teologia do Corpo, iria aprovar isso? Acho que não. São João Paulo II amava o esporte, mas ele praticava e torcia como um autêntico cristão, como santo, e não como pagão.

É triste você sair na rua e ver que mal acabou o jogo e já tem gente sendo carregada por outros de tão bêbada. Farras, alcool. Garotas andando com suas roupas “tapa-sexo” de tão curta. Músicas imorais com suas danças pecaminosas. Casas que mais parecem danceterias. Fora as brigas que ocorrem, mortes por assassinatos. Outros por excesso no alcool e outras drogas. Quantos serão os contaminados pela Aids? Quantos agravarão a cirrose? Quantos nessa noite e no restante dos jogos terão overdose de drogas e morrerão agonizando? Quantas crianças serão assassinadas no ventre de suas mães, porque essas, atraídas pelo prazer pelo prazer, tiveram ato sexual após uma noite de luxúria, e ao se ver grávida, não desejando a criança, prefere matar? Quantos e quantos são os casos semelhantes? E tudo camuflado de comemoração. Joga-se um manto verde e amarelo e dizem que são brasileiros com muito orgulho, com muito amor. No outro dia a ressaca não passa, e nem o vazio interior.

Em meio a esse carnaval fora de época, as pessoas fazem toda essa pederastia verdadeiramente camuflando como comemoração. São “patriotas” e festejam não sei se a vitória do time ou a oportunidade de mais um dia de – perdoe-me o termo pesado – prostituição. Muitos gritam “vai Brasil! Tamo Junto! Força Brasil!”. Mas pergunto-me: será que existe alguém que olhe para o Céu e grite com a alma: “Jesus Cristo, tamo junto! Eis que quero reparar as ofensas que se cometem contra ti!” É meus irmãos, nessa Copa, assim como nos Carnavais, deveríamos publicar dias de penitência, jejum, orações públicas, pois o cálice da ira de Deus está transbordando, e até no momento de alegria – como é a Copa- estamos ofendendo mais a Deus. Mas com tanta gente apoiando a seleção brasileira, não terá ninguém que apoie o coração de Cristo sofredor? Não terá ninguém que responderá positivamente o pedido de Nossa Senhora aos três pastorinhos em Fátima: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?” Óh, como é urgente o aparecimento de católicos com corações adoradores, corações reparadores. Será que não há nenhum? Por isso o próprio Deus nos fala: “A população da terra se entrega à violência e à rapina, à opressão do pobre e do indigente, e às vexações injustificáveis contra o estrangeiro. Tenho procurado entre eles alguém que construísse o muro e se detivesse sobre a brecha diante de mim, em favor da terra, a fim de prevenir a sua destruição, mas não encontrei ninguém. Por isso, vou desencadear sobre eles o meu furor e exterminá-los no fogo da minha exasperação; farei cair sobre eles o peso de sua conduta – oráculo do Senhor Javé.”(Ezequiel 22,29-31) – Meus queridos irmãos e irmãs, sejamos nós estas almas que construirão este muro, e sobre a brecha, com nossas orações e sacrifícios, por meio do Doce Coração de Maria, detenhamos o braço da ira de Deus previnindo a destruição da humanidade. Jesus é o nosso salvador; mas também será nosso juiz. Nosso Senhor já está muito ofendido. Por isso nestes tempos de grande ofensa feita à Deus, reparemos o coração de Cristo e o de Maria, pela própria Imaculada, pois é Ela quem tem detido o braço da ira de Deus. No número 686 do Diário de Santa Faustina, ela descreve: À noite, via a Mãe de Deus com o peito descoberto transpassado por uma espada, derramando lágrimas amargas e nos defendendo do terrível castigo de Deus. Deus quer nos aplicar um terrível castigo, mas não pode, porque a Mãe de Deus nos defende.” Por isso recorramos sempre à Imaculada, e neste tempo de desordem, de grandes ofensas a Deus e também a Nossa Senhora, possamos oferecer a nossa Co-Redentora, a Virgem Maria, nosso Terço ou Rosário aos que podem mais.

É, meus irmãos, torcer por futebol não é pecado. Mas se formos sinceros, vemos nessas oportunidades o quanto a humanidade geme e sofre longe de Deus. O Brasil que segundo alguns é o maior país católico do mundo, dá sinais que precisa de uma nova evangelização. Precisamos de novos São Josés de Anchieta. Precisamos de novos mártires. Precisamos de você, meu irmão(a) pra dar a vida pra salvar uma alma. Como bem ensinava Santa Catarina de Sena a seus filhos espirituais, devemos dar mil vidas, se possível for, pra salvar uma alma do inferno. E falando em inferno, Nossa Senhora disse em Fátima que MUITAS ALMAS VÃO PARA O INFERNO POR NÃO HAVER QUEM REZE E SE SACRIFIQUE POR ELAS. E sabendo que a cada comemoração de vitória – imagine com o título da Copa? - o que se vê são ofensas feitas a Deus, encerro este post com as palavras da Virgem Imaculada em Fátima: PAREM DE OFENDER A DEUS QUE JÁ ESTÁ MUITO OFENDIDO!

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!