terça-feira, 20 de maio de 2014

Paternidade e Maternidade: desordem e caos, a negação do sentido da família

Salve Maria Imaculada!

Em meio a tantos pensadores, tantos formadores de opinião, sempre aparece alguém falando que a sociedade está um caos. Dizem que tudo está desordenado na sociedade. Manifestações, guerra, morte, destruição. Mas qual a fonte disso? A sociedade nasce de algo chamado família. Se a sociedade está desordenada, é porque a desordem começou na família; se queremos restaurar a sociedade, comecemos restaurando as nossas famílias. Já dizia a Beata Teresa de Calcutá ao ser questionada como promover a paz mundial: “Vá para casa e ame sua família!”. De fato, o caminho para a paz, mas paz verdadeira, não a falsa paz oferecida pelo mundo e por ideologias que prometem o paraíso terrestre, virá pelo amor verdadeiro as famílias. Amor que não destrói, que não joga fora, que não rompe, que não trata de qualquer jeito, mas amor que constrói com firmeza e restaura, mas nunca, jamais, joga no lixo. A família é descartável para muitos setores da sociedade, por isso a sociedade como um todo tem virado um grande lixão. Pois a beleza, a santidade da sociedade, está no seio familiar.

O que falo não é nenhuma loucura, uma vez que no próprio Catecismo Maior de São Pio X encontramos esta bela definição de sociedade civil: “A sociedade civil é a reunião de muitas famílias, dependentes da autoridade de um chefe, para se auxiliarem reciprocamente a conseguir o mútuo aperfeiçoamento e a felicidade temporal.” - Ora, se vemos que a sociedade civil é na verdade a união de muitas famílias, entendemos de fato o porquê a sociedade está desordenada: a família entrou em desordem. Ou melhor: a família não, mas sim estes “projetos de família”, estas “famílias” falsificadas. Quer uma sociedade ordenada? Ordene a família naquilo que ela é de fato. O nosso atual Catecismo vai nos dizer o seguinte: “A família é a célula originária da vida social. É a sociedade natural na qual o homem e a mulher são chamados ao dom de si no amor e no dom da vida. A autoridade, a estabilidade e a vida de relações dentro dela cosntituem os fundamentos da liberdade, da segurança e da fraternidade no conjunto social. A família é a comunidade na qual, desde a infância, se podem assimilar os valores morais, tais como honrar a Deus e usar corretamente a liberdade. A vida em família é iniciação para a vida em sociedade.” (CIC 2207)(destaque nosso) – A Igreja nos mostra de forma muito clara neste trecho a importância da família para a sociedade. Mas conseguem compreender a profundidade da frase colocada em destaque? Caros irmãos e irmãs, reflitam bastante sobre isso.

A vida em família sendo a iniciação para a vida em sociedade, passamos a entender o motivo de tanta bagunça: muitos nem família tem. Lembro que quando fui uma vez fazer evangelização em uma casa de menores infratores aqui em Brasília, um jovem que estava na ala pra quem tava com mal comportamento, e por isso teve de ser atendido entre as grades, me pediu que rezasse pela mãe dele. Foi muito forte o seu pedido porque ele me falou mais ou menos assim: “reza pela minha mãe, eu queria passar o feriado com ela, mas ela está presa também...”. Aquele jovem sabia que logo sairia, onde ele estava só ficaria por quarenta dias. Mas a questão é: a mãe dele estava presa. Aí nós entendemos que aquele jovem tinha uma grande feridade difícil de ser cicatrizada. Este jovem viveu em um seio familiar conturbado. Esse jovem não teve verdadeiramente uma família. A mazela da sociedade estava em sua realidade. Aprendeu desde o berço. E o pai? Ele não falou do pai. Mas sabemos que este jovem estava na vida do crime por um grande motivo: a família estava destruída, se não na questão de ter pai e mãe casados, mas sim na moral. Ora, como querer ter filhos santos se os pais não o são. E outra: o que viveu essa mãe pra entrar no mundo do crime e ser presa? E pior ainda: deixar o filho ser preso. Eu já vi moradoras de rua, viciadas em crack, que abandonaram os filhos com os avós da criança ou outra pessoa, e sentem saudades. Uma mãe, em suma, mesmo numa situação dessa quer proteger seus filhos, não querem que entrem no mundo das drogas e do crime. Mas nesse caso, meu coração se parte e pergunto: como é a família desse jovem? Por que ele e a mãe estavam presos? A questão não é porque a sociedade está violenta, a questão é: porque fizemos as famílias serem destruídas ao ponto da violência se expandir como vemos? Sinceramente, eu não acho que aquela mãe escolheria, em sã consciência, eu e meu filhos seremos presidiários. Da mesma forma aquele jovem, uns 14 ou 15 anos, não iria sonhar ser preso e ter sua própria mãe atrás das grades. O grito do meu coração é: porque a família está assim?

Fora que existem outros tipos de falsas famílias. Tem um espantalho que o governo e a televisão dizem “toma, isso é uma família, é sua família...” Mas mesmo com a mídia querendo empurrar goela abaixo, nunca que dois homens juntos vão ser uma família! Nunca que duas mulheres juntas serão família. Nunca que dois homens e uma mulher, ou o contrário, ou com cachorro, ou qualquer outra coisa será família. A família é algo sagrado. A família é homem e mulher e seus filhos. Nunca que esses espantalhos apresentados pela mídia conseguiram ser a base da sociedade. Pelo contrário, tem crescido sim a quantidade desses espantalhos de família, e o que vemos? A desordem. A desordem e o caos total.

A vida em família é iniciação para a vida em sociedade.”Ah, como que essa frase deveria ecoar em todos os cantos do mundo. Nós católicos temos uma grande culpa nisso tudo. Aliás, católicos e protestantes que se dizem cristãos, seguidores de nosso Senhor Jesus Cristo, mas que na verdade seguem os prazeres da carne. Pra não jogar tudo na conta da mídia e certos órgãos esquerdistas que visam a destruição da família, devo ser bem verdadeiro: se nós cristãos vivêssemos o matrimônio como verdadeiro sacramento, como de fato o é, a sociedade se salvaria. Acontece que o matrimônio virou nada mais do que algo da carne. Enquanto que quem compreende de fato o valor da família, sabe que o matrimônio é todo espírito. Porque o matrimônio sendo sacramento, Deus está presente. No amor conjugal Deus se faz presente. Tanto que o fruto do amor de um casal são os filhos. Filhos estes que se tornaram filhos de Deus. Aí você vê a desordem social: OS CRISTÃOS NÃO QUEREM TER FILHOS! Que barbaridade! Se falássemos isso a séculos atrás, chamaríamos de loucos. Mas é a realidade, os cristãos querem tudo, o prazer, o egoísmo, menos ter filhos. E um casal que não quer ter filho de forma alguma é um idólatra, porque idolatra sua própria vontade, sem bem estar, porque um casal dá glória a Deus pelos filhos que ele dá a Deus. Claro que Deus é o criador de todas as coisas, mas nessa participação que o casal tem, da abertura para cooperar na criação, isso é uma glória que se da a Deus. Casais que não podem ter filhos por algum motivo, dão glória a Deus pela sua abertura, pela sua vontade. Agora quem pode ter filhos e não tem por egoísmo, que faz uso de diversos métodos para evitar e até tirar a vida dos filhos, este é um verdadeiro idólatra.

O grande problema da família é este: o homem não quer ser pai, e a mulher não quer ser mãe; caso tenham filhos, o pai não quer ser e nem age como pai, e a mãe não quer e nem age como mãe. Aí você quer sociedade feliz e ordenada? A sociedade é aquilo que você é na sua família. Imagina um médico que não quer ser médico, fez faculdade e se formou pensando no salário ou porque outros “obrigaram”, e então ele tem que atender as pessoas e fazer cirurgias. Esse médico trabalha forçado mesmo. O que tenho é só lamentar pelos pacientes. Com certeza vai ter erros cirúrgicos. Enfim, agora imagine a mesma coisa com a família: um pai que não quer ser pai, uma mãe que não quer ser mãe, vivendo obrigados, arrastados, não suportando o companheiro(a) e nem os filhos... Desordem!

E é isso que temos visto. De fato eu me questiono muito sobre onde que esconderam a maternidade no coração da mulher. Claro, e também onde está a paternidade no coração do homem. Eu vejo que de fato as coisas estão catastróficas quando vejo mães que não suportam seus filhos, que não querem criar seus filhos, deixando-os numa creche do Governo. Como pode uma mãe preferir morrer trabalhando fora, do que assumir o papel da maternidade? Claro, sei e conheço de várias realidade diferentes. Não me julguem dizendo que estou julgando. Este texto é apenas uma reflexão. Mas reflitam comigo: como pode uma mãe, que conheço, não doer o coração – ou pelo menos não fazer nada positivo para mudar – ao ver um filho chorando para não voltar pra casa, mas querendo ficar na creche? Explico-me: conheço uma mãe e os filhos, em que deixava seu filho, desde muito novo (acho que 5 ou 6 meses, por aí) com uma cuidadora. Ora, a mãe saía muito cedo de casa pra trabalhar fora e chegava já a noite. A criança chorava quando a mãe ia buscar. A criança sempre queria ir pra casa da cuidadora. Eu sou homem, e apesar de a paternidade estar no coração do homem (pois todo homem será pai, nem que seja espiritual, assim como a mulher nasce pra ser mãe), e o homem ter menos “frescura”, eu imagino se fosse um filho meu que preferisse ficar com outra pessoa e não comigo. Eu imagino o ciúme de um pai para com um filho. Aí imagino uma mãe. Talvez ela de fato sinta essa dor. No entanto, continua-se a trabalhar. E apesar de muitos serem por necessidades, vemos que muitos são simplesmente para aquisição de bens materiais. E trabalha, trabalham, morrem de trabalhar, dão até de tudo pros filhos, menos o que eles precisam: sua presença. Principalmente se tratando da mãe que tem este papel natural de cuidar e educar os filhos.

Quando vejo mães que largam os filhos em creches o dia todo (agravando quando a creche é do Governo Comunista do PT que quer perverter nossas crianças desde cedo) eu fico me questionando o porque fazem isso? Tem mães que nem trabalham fora, e são doidas pra ter mais colégios integrais para que fique mais “folgada” pra assistir “vale a pena ver de novo” (vale a pena mesmo? Será?) e demais futilidades. Tem mulher que trabalhava, saiu do emprego, e ao sugerirem que começasse a cuidar de crianças, logo indagou que não aguenta nem o dela. Detalhe: criança de três ou quatro anos que mesmo com ela (mãe) estando desempregada continua na creche integral. Como eu disse, é apenas uma reflexão. E pegando esses casos soltos, reflitamos: essa é a vida em família que nossos filhos e filhas iniciarão na vida em sociedade?

Como é triste ver que cada vez mais a mídia enaltece a mulher que larga tudo – até os filhos ou o sonho de tê-los – para cuidar da cerreira profissional. E mais triste ainda ver o arrependimento de muitas que ao conseguirem os sucesso profissional que queriam logo se chocam com o grande vazio existencial, porque conseguiram fama, carreira, dinheiro, mas agora que muitas dizem que teriam condições de ter um filho, o corpo não acompanhou e passou o tempo. Passou o tempo de fertilidade. E quantas mulheres caem no vazio porque conseguiram tudo, mas não tiveram filhos. E a mulher de fato se angustia, pois a mulher que vive no século (secular, leiga) nasceu pra ser mãe, pra gerar. Como diz o Frei Paulo Maria, a mulher será salva por sua maternidade. E quantas e quantas mulheres hoje tem jogado fora essa salvação, o dom da maternidade. Claro que se você mulher que lê isso, e ve que de fato jogou fora a maternidade e não é mais fértil, você pode restaurar isso. Como? Sendo mãe espiritual de tantos abandonados. Não só adotando, mas sendo conselheira para tantas jovens mulheres que são iludidas pelo pensamento feminista corrupto que quer cada vez mais destruir a maternidade e por consequência disso destruir a família. Seja corajosa.

Mas também a paternidade precisa ser restaurada nos homens. O homem e a mulher não querem mais viver a vocação de esposos. Assim fica difícil viverem a vocação de pai e mãe. Ora, se eu me caso por causa do sexo, do bem estar, interesse material, ou se casa pensando que será as mil maravilhas, ou seja lá por qual motivo for, mas não me caso de fato pensando em constituir uma família sólida com filhos, o rumo será terrível. E o homem também procura tudo hoje em dia, menos ser HOMEM de verdade. O homem não é mais viril. O homem moderno está muito afeminado, sensível, covarde, vagabundo, não quer nada com nada. Por isso eu vejo muito que para restaurar a maternidade, é preciso restaurar a paternidade também. Não só na questão biológica que para se ter a criança é necessário o espermatozoide do homem e o óvulo da mulher; mas na questão social, na estrutura da família nos moldes que Deus a criou. O homem não é, como dizem algumas correntes feministas, só uma máquina que serve apenas para procriar, ou seja, fornecer espermatozoide; assim como a mulher também não tem só este papel de procriar. Ora, a paternidade e a maternidade se complementam. Se tivermos um olhar mundano, só olharemos o matrimônio, ou melhor, o ato sexual como algo que gera prazer e pode ter filhos. Olhando nesta ótica mundana, filhos e doenças dão no mesmo, é indesejável. Forte, não? Mas se hoje em dia arrancar um tumor ou abortar uma criança, pra muitos é a mesma coisa. Talvez seja mais fácil abortar do que fazer determinadas cirurgias. E olha que na teoria o aborto é crime... Nesta ótica mundana, o ato sexual só serve pra isso: prazer; e um prazer que corre o risco de ter filhos que são indesejáveis (para os mundanos). E este esboço de casal são de pessoas casadas na Igreja. Pessoas que casam pensando na lua-de-mel – e muitas vezes já tendo abusado do “mel” durante o período de namoro – e no bem e bom. Já casam com estoques de preservativos, pílulas anticoncepcionais, DIU, e outros métodos que como os dois últimos citados são abortivos. Ora, se não quer ter filho, pra que casar? Isso tudo ocorre porque o homem e a mulher moderna não vêm o matrimônio como sacramento, e o ato sexual como uma união esponsal, um ato de amor mútuo onde dão glória a Deus dando abertura para a vida. Aí está a complementariedade entre paternidade e maternidade. Isso tanto na sexualidade, como na função que cada um exerce no período de gravidez da mulher e após o nascimento da criança. O homem e a mulher são complementares. O Criador foi perfeito ao criar as coisas assim. Ele é perfeito em tudo. Quando falamos que esses “espantalhos” que a mídia chama de família, não é e nunca será família de verdade, não é preconceito, é lógica. Homem e mulher unidos em matrimônios, abertos para a vida, garantem não só a ordem social como garantem sua existência.

E vendo tudo que foi colocado, devemos resgatar o papel da paternidade. Fica complicado uma mulher assumir o papel de mãe integralmente, se o marido não acompanha. Como uma mulher exercerá em plenitude esse papel, se o homem na verdade é um moleque ou um porco egoísta? Muitos homens tratam o matrimônio como um videogame: no início é uma empolgação, mas logo enjoa daquilo. E comparando com videogame, alguns só se contentam se mudarem de jogo (entenda-se jogo aqui como cônjuge). Enjoou larga. Com os filhos é a mesma coisa: é uma empolgação quando a criança nasce, mas passados alguns choros na madrugada e aparecidas algumas responsabilidades, eis que “enjoa” do filho(a) e quer largar a criança. E muitos largam mesmo. Esposo(a), Filho(a) virou objeto que eu largo ou eu cuido de maneira errada. E quando eu usei comparação com videogame, é porque de fato tem muito homem (e mulher também) que ainda brinca, não cresceu, precisa virar homem. Só que é um moleque que vai ser pai. Só que se não tomar jeito, que família sairá daí? Por isso, para o homem a paternidade é a prova de fogo para separar os homens dos moleques.

E isso que falo em relação a colaboração direta da paternidade com a maternidade é tão séria, que é de se espantar o que se lê em um livro chamado O Maior Blefe dos Últimos Séculos, os maiores segredos da maçonaria, onde o autor vai falar: “Uma mulher desmoralizada não será capaz de ser nem mãe nem esposa. Só irá pensar e sonhar na carreira, fama e libertinagem. Só admitirá ter apenas um ou dois filhos. Um homem desmoralizado é uma ameaça ainda maior do que a mulher. Nem marido, nem pai, nem trabalhador, alcoólatra, dependente químico, preguiçoso, bandido, viciado em jogos de azar, libertino, etc. Sem ainda acrescentar o aborto, a eutanásia, então tudo se torna real.” (sublinhado nosso)- Aí podemos ver com nitidez o que vem acontecendo com nossas famílias. As mulheres desmoralizadas, deixando-se seduzir por essa doutrina feminista que tem pervertido as mulheres cada vez mais. Mas por outro lado, vemos uma grande verdade: o homem pervertido torna-se um perigo maior. Claro que o Papa Pio XII disse que transformaria a sociedade dando mulheres santas. E se você quer perverter a sociedade você não precisa de outra coisa senão perverter a mulher. Se você perverte a mulher, já era. E porque um homem desmoralizado é pior do que a mulher? Ora, como que a mulher vai viver sua vocação de mãe se ela não encontra sua base que é um esposo santo? É muito fácil querer mães santas que renovem o mundo, mas e os pais santos que darão apoio para essas santas mulheres, onde estão? É muito fácil querer que a mulher abandone o emprego e viva para o lar, cuidado dos filhos. Melhor, é bom querer que a mulher primeiro tenha os filhos (porque muitas nem o tem). É bom querer ter famílias gigantes (que sonho e que testemunho!) Só que tem um detalhe? Nós dizemos que a mulher precisa ser tudo isso, só que o marido é um bebum, badido, preguiçoso, não quer trabalhar de jeito nenhum, é um viciado, só quer saber de sexo, e nem fale a palavra “filho” perto dele. Como disse Padre Leo uma vez “antigamente um filho significava duas mãos a mais para trabalhar, hoje significa uma boca a mais para comer”. E por aí anda a sociedade. Por isso devemos lutar para restaurar a maternidade e a paternidade. Pois triste é a mulher que reconhece o dom da maternidade, mas não encontra nenhum homem que entenda a paternidade e queira dividir com ela esse sonho, não só deles, mas de Deus. Pobre homem que vive uma moral, mas não encontra a mulher para viver um santo matrimônio. Pobre mulher que vive a moral, mas não encontra um santo rapaz para viver com ela um santo matrimônio.

E enquanto são poucos que compreendem a família, a paternidade e a maternidade, e consequentemente assumem essa vida de santidade; o que temos são pessoas que vivem a vida mundana. E assim temos famílias mazeladas, destruídas. A cultura do descartável impera justamente por não viverem um matrimônio santo. E isso começa no tempo de namoro e noivado. Se casa de qualquer jeito, se vive a dois de qualquer jeito. E vivem assim até ter jeito, caso contrário tem o divórcio. Que chaga é o divórcio em nossa nação. Mas precisamos pregar, anunciar a beleza do matrimônio. O matrimônio não é essa coisa retrógrada que a mídia coloca. Se as pessoas que vivem em pecado soubessem o que é o matrimônio e a beleza de dar glória a Deus se abrindo ao dom da vida, todos buscariam regularizar sua situação e ter uma família gigantesca de acordo com a vontade de Deus, e de fato aí sim seria uma igreja doméstica.

E para finalizar essa pequena reflexão, pegando ainda a frase do catecismo que diz que a vida em família é iniciação para a vida em sociedade, quero expor o seguinte: os filhos de hoje não tem amor do pai e da mãe, mas tem o dinheiro deles. Por isso os jovens hoje aderem tão fácil ideologias comunistas, afinal, querem viver dependentes de alguém, sempre viveram de mesada, de alguém custeando suas farras na adolescência, e agora querem que o Estado banque tudo. Em casa não tiveram ninguém para corrigir, dar uma palmada boa. Por isso temos uma geração que tudo chora, tudo diz ser agressão, tudo é preconceito, “ninguém me ama”, e cresce número de suicídio com pessoas com baixa auto-estima. Em casa os filhos – como já dito – ganham dinheiro dos pais, e nem fazem nada pra merecer: não trabalham, não lavam uma louça, não limpam a casa, não fazem nada. Por isso temos uma geração de vagabundos sustentados pelos pais, que mesmo depois de saírem da casa dos pais, vivem de qualquer jeito e até entram na vida do crime porque querem a vida mais fácil. Muitos filhos estão no mundo da prostituição, não só vendendo seus corpos, mas vivendo namoros desregrados, vivendo de sexo, orgias, bailes... Mas vale lembrar que dentro de casa assistiam com os próprios pais novelas imorais, programas do mesmo tipo, festas com músicas indecentes em casa, e quando chegou na adolescência quantos e quantos pais deixavam seus filhos(as) dormirem com suas namoradas(os) em casa. Muitos dizem que a geração de hoje é atéia, não crê mais em Deus. Mas como crerão, se muitos pais não rezavam com seus filhos e nem ensinaram estes a rezar, não iam com eles à Igreja assistir a Missa. O máximo que fizeram foi mandar obrigado os filhos pra catequese, e estes iam só por ir, afinal, ouviam falar de uma fé que não via ninguém vivenciar, pois os pais mandavam os filhos irem pra Igreja, mas eles mesmo não iam. Então não foi bem as universidades e escolas que tornaram nossa geração descrente, mas sim as famílias que deram tudo, até o desnecessário, menos o essencial, o mais importante: a santa fé. Que triste saber que crianças de 4 anos tem rotina de gente grande, escola integral, caratê, inglês, balé, etc, mas não tem convivência com os pais e nem oração com Deus. Precisamos voltar a geração que cantava “Mãezinha do Céu eu não sei rezar, só sei Te dizer: quero te amar”. Precisamos voltar a ensinar nossas crianças a rezarem. Precisamos rezar com nossas crianças. E para isso uso o exemplo da Serva de Deus Irmã Lúcia, vidente de Nossa Senhora em Fátima, que dizia em suas memórias que a primeira palavra que ela falou foi a Ave Maria. E sabe porquê? Porque sua mãe ensinava pra sua irmã mais velha, tanto a rezar, como o catecismo, e fazia isso segurando ela pequenina no colo. E eis que de ouvir sua mãe rezando e ensinando, foi a primeira coisa que ela aprendeu a falar. Quando você ver algo de absurdo na sociedade, crimes, guerras, corrupção, desordem total, lembre-se: em suma, hoje as primeiras palavras das crianças não são a Ave Maria ou coisas piedosas, mas sim Lepo Lepo e coisas profanas. As crianças não se ajoelham mais diante de uma imagem da Santíssima Virgem ou diante do Sacrário, mas rebolam cantando essas músicas profanas. Pense nisso. E reze pelas famílias.

Jesus, Maria e José, nossa família Vossa é.

Salve Maria Imaculada, nossa Co-Redentora e Mãe!

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