segunda-feira, 19 de maio de 2014

Estudo psiquiátrico aponta relação entre suicídio, músicas modernas (ex: rock) e tatuagens

Tatuagem Suicídio
Jornal Brasileiro de Psiquiatria (vol.58 nº1, RJ, 2009) publicou há alguns anos um documentado trabalho que continua candente: trata-se da relação entre preferência musical e suicídio.
Os autores – Carlos Eduardo Pimentel; Valdiney V. Gouveia; Neliane Lima de Santana; Wises Albertina Chaves; Carolina Andrade Rodrigues, da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) – apelaram a estudos feitos sobretudo em países de língua inglesa, não existindo trabalhos sobre o assunto em língua portuguesa.
Porém, músicas e letras modernas, especialmente dos principais estilos relacionados ao suicídio, circulam largamente no Brasil: especificamente o rock, o heavy metal, a country music, e também o blues.
O trabalho verificou empiricamente que:
1. a preferência musical se relaciona com risco de suicídio;
2. a preferência musical age como um indício para o risco de suicídio.
Os autores também verificaram que as moças fãs de heavy metal apresentaram maior risco de suicídio do que os rapazes.
A preferência musical não é um indicador superficial. Ela serve como um fator de identificação entre os jovens.
E também influencia seu comportamento social e/ou antissocial, seu modo de vestir, de se comunicar, seus gostos comuns (por exemplo, por filmes de terror ou esportes radicais, como o skate), além de tatuagens e modificações corporais como o body piercing.
Os pesquisadores apontam outros estudos demonstrando as relações entre adolescentes que têm tatuagens com baixa autoestima, delinquência, abuso de drogas, comportamento sexual de risco, participação em rituais satânicos e suicídio.
Outro estudo constatou que 21% dos jovens que cometeram suicídio tinham tatuagem.

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