segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Somos SACRÁRIOS VIVOS da Eucaristia



Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.” (João 6,56)

Salve Maria Imaculada!

Bendito seja Deus porque somos Católicos! E bendizer a Deus por isso não é de forma alguma desrespeitar outras denominações. Mas é, antes de tudo, uma questão de essência. Não quero entrar no mérito da patrística; do primado de Pedro; de Jesus ter fundado a Igreja. Aqui tem outros posts sobre isso. Mas a questão é a essência. Nós somos alimentados pelo Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Sim! Somos alimentados pela Carne e pelo Sangue Precioso de Jesus Cristo. E quem come a carne de Jesus e bebe o Seu Sangue, permanece nEle; e Jesus permanece nessa pessoa. Bendito seja Deus, pois nós nos alimentamos verdadeiramente do Corpo e do Sangue de Cristo.

Meus queridos irmãos e irmãs, não podemos fazer da Eucaristia um alimento qualquer (cf. Malaquias 1,12). Ela é toda a fonte da nossa vida. Quem não come a carne de Jesus e não bebe Seu sangue, não encontra a vida em si mesmo (cf. João 6,53). Então, porque muitos católicos têm deixado a verdadeira adoração eucarística? Ah, como é triste ver que Jesus é abandonado não somente nos sacrários das Igrejas pelo mundo todo; mas pior ainda, é esquecido nos corações das pessoas que comungam mas não adoram. Talvez seja mais doloroso para Jesus ser esquecido num coração frio, gelado, de pedra, do que estar esquecido no sacrário sem ninguém visitá-lo. Como dói ver a indiferença de muitos no Santo Sacrifício. Ah, como deve doer o coração de Cristo. Deus que manifesta Seu amor de forma escandalosa na cruz, e depois fazendo da sua carne alimento, tomando a forma e gosto de pão e vinho, o homem despreza o seu Deus. Quantos acham que a Missa é demorada? Quantos ainda comungam sem nem mesmo ter consciência de que se trata da Carne de Jesus? Quantos ainda mais, até mesmo sabendo, comunga e não faz ação de graças? Quantos já estão doidos para a benção final para irem embora...? Isso quando não vão embora antes da benção final... E quantas paróquias tiram a adoração a Deus, tanto na profanação do culto, mas também tendo maior tempo para avisos paroquiais do que para momento de ação de graças? Dói, mas parece que Cristo não é mais Senhor em algumas comunidades.

Nós temos que ter essa consciência bem formada, que nós nos unimos com Deus. Quando nós comungamos o Corpo e o Sangue de Cristo, é como se fosse um casamento; eu passo a ser uma só coisa com Cristo. Eu permaneço n'Ele, e Ele em mim. Por isso, quando comungamos em estado de graça, deveríamos dizer o mesmo que Jesus diz sobre o matrimônio: o que Deus uniu, o homem não separe! Sim, se Deus Pai nos uniu com Seu filho na Eucaristia, e consequentemente com ele, que nada e nem ninguém nos separe do Seu amor! Jesus diz para Santa Faustina que somente o pecado mortal O afasta da alma. Ou seja, peçamos a Cristo, quando comungarmos, que o pecado nunca nos separe de sua graça. E quantos e quantos comungam em pecado. Que tristeza. Que o Senhor nos dê a graça do autoconhecimento, da contrição, e a graça de confessar todos os nossos pecados, para assim, de forma digna – pela dignidade do sangue de Cristo e do Coração de Nossa Senhora, porque por nós mesmos não somos dignos de nos aproximarmos do banquete do Cordeiro de Deus – possamos comungar com os frutos necessários para a nossa salvação.

Sabendo que Cristo permanece em nós, deveríamos ser raios luminosos que espalham Cristo pelo mundo inteiro. Se só o pecado mortal separa Jesus da alma, Cristo está 24h em comunhão conosco. Por mais que estudiosos falem que as espécies permaneçam cerca de 15 minutos na pessoa (tempo mínimo recomendado de ação de graças que deveríamos fazer), Jesus mostrou na vida de muitos santos, como Santa Faustina, que se fazia sentir presente durante todo o dia, ou melhor, até a próxima Comunhão. Claro que não devemos procurar a sensibilidade necessariamente, mas se Cristo se distancia de nós, e se pior, depois de sairmos da Igreja, não agimos como Cristãos, cometendo pecados por cima de pecados, logo após, 10, 15 minutos depois de ter comungado, é porque nós não cremos. É porque nós comungamos o Corpo de Cristo, e logo depois já desviamos o pensamento de Cristo. Já pensamos em coisas, pessoas, diversões. Enfim, se Comungássemos Cristo, e deixássemos Ele agir em todo o nosso ser, nosso corpo, nossa alma, nossas faculdades, a luz de Cristo brilharia em nós, e através de nós, o mundo a nossa volta seria revestido da Misericórdia de Deus.

Meus irmãos, se nós ao sairmos da Igreja, tivermos a consciência plena de que Cristo está dentro de mim, que sou um sacrário vivo, o mundo seria diferente. Sabe por quê? Porque enquanto você sai da Igreja em direção a sua casa ou para onde você vai, não será apenas um caminhar, mas será uma procissão; sim, uma procissão do Santíssimo Sacramento em via pública. Meus irmãos, neste mundo cada vez mais ateu, desviado, largado, com o espírito de satanás triunfando no mundo; se você crer mesmo na presença de Jesus na Eucaristia, você sairia da Missa cantando louvores a Deus, andando pelas ruas abençoando aquele lugar; ou com o terço rezando em ação de graças, unido ao Coração de Maria, fazendo se cumprir a profecia de Dom Bosco: a coluna do Santíssimo Sacramento e da devoção Mariana sustentando a Igreja. Meus irmãos, olhem a quantidade de gente que comunga nas nossas Missas... Agora imaginem essas pessoas andando pelas ruas, com a chama eucarística em seus corações... Olhem como que de um radar... Conseguem imaginar o fogo eucarístico se espalhando? Conseguem ver Jesus chegando em tantos lugares? Meus irmãos, talvez você sonhe com uma procissão do Santíssimo Sacramento na sua cidade. Mas talvez seu pároco ou Bispo não permitam. Mas acorda! Quando você comunga, você pode sair andando pelas ruas, Cristo está dentro de você, e o próprio Senhor vai abençoando os lugares e pessoas por onde você passa; você se torna um sacrário, um ostensório vivo, imitando a Virgem Maria. E se quando nós voltamos da Missa, e saudamos as pessoas, e elas não se tornam cheias do Espírito Santo, é porque talvez nós não estejamos crendo na presença do Cristo que acabamos de comungar. Porque quando comungamos, nós nos tornamos novas Maria no mundo, a levar o Cristo para tantos doentes, tantos fracos, tantos exilados, talvez na desgraça do pecado mortal.

O que falo pode parecer loucura. Mas é a verdade, e vemos isso na vida dos santos. Olhem a vida dos três pastorinhos de Fátima. Meu Deus! Como me encanta ver a vida dessas três crianças, Beata Jacinta, Beato Francisco, e Irmã Lúcia. Meu Deus! Que santidade! Que pureza! Que amor mariano! Que amor eucarístico! Quero citar algo que ocorria entre Jacinta e Lúcia, que muito me toca, em relação ao amor que a Beata Jacinta alimentava por Jesus Eucarístico; ou melhor, por Jesus escondido, como chamava a mesma. Jacinta não podia comungar na Igreja. Então, Imã Lúcia nos narra o seguinte: “Quando, às vezes, voltava da igreja e entrava em sua casa, perguntava-me: 'Comungaste?' Se lhe dizia que sim: 'Chega-te aqui bem para junto de mim, que tens em teu coração a Jesus escondido.'” Meu Deus do Céu! Isto é belo! É belíssimo! É magnífico! Ela não podia comungar nosso Senhor, mas o seu amor por Jesus era tão grande, que, ela sim cria em Sua presença real na Eucaristia, chegava próximo de Irmã Lúcia, ou melhor, lhe puxava, e reclinava sua cabeça no peito de Irmã Lúcia, pois o peito de Irmã Lúcia (no casa ainda a criança Lúcia) era naquele momento um Sacrário vivo, era onde estava reinando o Rei Jesus, sendo adorado por Lúcia, e pela Jacinta. E digo mais, adorado também pelos anjos. Quando comungamos, não duvidaria de ver aos pés de cada comungante uma legião de anjos adorando a Jesus; até porque se nós mesmo abandonamos Jesus, nossos anjos da guardo e outros anjos tem que adorar em reparação.

Meus irmãos, minhas irmãs, devemos ser como Lúcia e como Jacinta. Devemos ter essa santidade, essa pureza, esse amor por Jesus Eucarístico. Primeiro, ao comungar, devemos ser como Lúcia: com a graça do próprio Deus que comungamos a carne, nos preservarmos de cair em pecado mortal, e nem mesmo venial na medida do possível; e partir na missão, sair, nos vizinhos, nos hospitais, nos presídios, nas ruas, pros mendigos, a presença de Jesus Eucarístico. Meu Deus! Devemos deixar que as pessoas reclinem suas cabeças sobre nosso coração, e não escutem o nosso coração, mas o coração de Jesus que comungamos, a bater, e a derramar amor para a pessoa que está a precisar do amor de Jesus. Ó! Que mistério grandioso. Eu não sou padre, eu nem ministro EXTRAORDINÁRIO da Eucaristia sou, mas ao comungar eu posso levar a Eucaristia para um doente em estado terminal em um hospital. Sim, eu posso. Eu posso porque levarei não para que ele comungue, mas para que a presença de Jesus se faça real ali, e, unidos a oração, ele obtenha a cura do corpo (se for vontade de Deus), mas principalmente da alma. Que mistério. Podemos rezar o terço da misericórdia pelos doentes, é promessa de Jesus agir com Sua misericórdia nos doentes pelos quais rezarmos este terço. E se nos hospitais não tem mais capelas, ou então querem proibir os católicos de entrarem com o Sacramento, eles não podem me impedir com o Sacramento em meu peito, e do meu peito Jesus se faz presente, e como num cortejo, a graça de Deus alcança a muitos. Isso vale pros hospitais, presídios, pastorais de rua, enfim, aonde muitos não querem ir, nós podemos levar Deus com o nosso testemunho, e com Ele vivo dentro de nós. Se todos cressem de verdade, seria diferente... Uma escola com milhares de estudantes SACRÁRIOS VIVOS não seria mais a mesma! Da mesma forma uma faculdade, empresa, enfim... E vocês sabem que nesses ambientes muitos comungam, mas poucos deixam-se revestir do Cristo.

E da mesma forma devemos ser como Jacinta. Devemos deixar-nos nos inebriar de um amor profundo, ardente, forte, que tome de conta de nós, e nos consuma por Jesus Eucarístico. Ao ponto de se um dia não pudermos comungar, ao ver que alguém comungou, reclinar a cabeça, fazer um gesto de amor. Sei que num mundo tão bagunçado como está, muitos até pensariam besteira de uma pessoa abraçando a outra por Jesus. Mas, ao ver aquela pessoa que porta Jesus em seu coração, deveríamos ver que Jesus nos visitou, e elevar mais fortemente nosso pensamento a Ele, adorando-O, manifestando nosso amor e nossa gratidão por Ele está ali, e por ter usado essa pessoa como um SACRÁRIO, ou melhor, como um ostensório. Ah meus irmãos, seriamos como brasas, andando de um lado para o outro levando o fogo do divino amor para onde nós andássemos. Ah, como nos falta ser como Lúcia e como Jacinta. Principalmente como Jacinta, que é amor acima de todas as coisas. Ela amava profundamente a Jesus, porque sofria por não poder comungar. E você? Já chorou por não ir a uma Missa? Claro, podes dizer que não é obrigado a ir todo dia. Mas, o domingo é, juntamente com os dias de preceito, e você já chorou por ter perdido uma Missa dessa? Meus irmãos, amor não é o que eu e você sentimos, amor é o que Jacinta sentia. Quando ela mesmo sem poder comungar, ia à Missa todo dia, e lhe perguntavam porque ela ia todo dia sem a necessidade por não ser domingo, sabe o que ela dizia? Ela dizia: “Não importa! Vou pelos pecadores que nem ao domingo vão.” - Olha que belo! O amor a Jesus Eucarístico e o espírito de reparação, de penitência pelos pecadores. Me perdoe, mas o que muitas vezes eu e você sentimos, não é amor, é uma paixão, que se alimenta de emoções, sentimentos, gostos, prazeres. Amar é ir pra Missa todo dia, mesmo ela não podendo comungar, em reparação e porque amava. E ainda mais quando via alguém, como sua prima Lúcia, que comungava, achegava-se para perto, para adorar a Jesus. Ah, isso é amor. Eu fico agora imaginando, o quanto o coração desta menina exultou, o quanto ela amou a Jesus, no dia em que o Anjo apareceu para os três pastorinhos, e lhe deu de beber do Sangue do Senhor num cálice. Aquela pequena criança deve ter se tornado uma gigante em matéria de adoração, deve ter amado o Senhor de uma maneira a fazer inveja a qualquer serafim.

Meus irmãos, nos alimentemos, até diariamente se for possível, do Corpo e do Sangue do Senhor. Mas o amemos, amemos de todo coração. Não busquemos consolações, se elas vierem, bendito seja Deus! Mas se não vierem, amamos de coração. Deus não é obrigado a nos fazer favores. Deus os faz porque é misericordioso e bom para conosco. Ah, amemos, amemos, adoremos, adoremos a Jesus na Eucaristia. Imitemos Lúcia, que adorava, e a partir de agora, quando comungarmos, vivamos toda a nossa vida, como um cortejo, uma procissão, tendo consciência que tem um Rei dentro do nosso coração, e estamos levando-o para que seus súditos O adorem por onde quer que nós andemos. Cuidado com suas ações. Além de manchar o coração onde está o Rei Jesus, ainda afasta as pessoas deste Rei pelo teu péssimo testemunho. Por isso ame, adore, e mostre isso com o teu testemunho de vida. E seremos para sempre, brasas vivas, lâmpadas, iluminando onde tem trevas. O que me vem a mente é em Fátima, a procissão das velas. Quando comungamos, se todos nós crermos, acontecerá isso: velas acesas iluminando tudo ao redor. Olhem fotos, e vejam que em cada pessoa que comunga, é como se se acendesse esse foto, a levar claridade a quem jaz entre as trevas.

Para concluir, quero citar mais uma coisa que Lúcia fala em suas memórias sobre a Beata Jacinta: “Noutra ocasião, levei-lhe uma estampa que tinha o sagrado cálice com uma hóstia. Pegou nele, beijou-o e, radiante de alegria, dizia: 'É Jesus escondido! Gosto tanto d'Ele! Quem me dera recebê-Lo na igreja! No Céu não se comunga?! Se lá se comungar, eu comungo todos os dias. Se o Anjo fosse ao hospital levar-me outra vez a sagrada comunhão, que contente que eu ficava!'” O que mais dizer do amor desta pequena por Jesus? Semelhante a Beata Imelda, 8 anos de idade, que perguntava “como vocês podem comungar e não morrer de amor?”; certo dia, Jesus voou do altar para sua boca, e ela comungou Jesus pela primeira vez; quando as irmãs foram olhar, pois demorava demais sua ação de graças, verificaram que ela estava morta. Ela morreu de amor. Isso não nos impulsiona a amar Jesus? Se nós, até aqui, não amamos Jesus de verdade, Ele é misericórdia, e nos chama a amarmos. Deus não olha a perfeição do nosso amor, amor perfeito só o d'Ele. Ele olha a sinceridade. Peçamos a Deus a graça de que aumente a chama do nosso amor por Ele. Ao ponto de, como Jacinta, querer comungar todos os dias. Pois muitos de nós comungamos todos os dias, mas não alimentamos tanto amor. Peçamos ao próprio Amor que é Deus, que nos incendeie, nos inflame em seu divino amor.


Salve Maria Imaculada, primeiro Sacrário Vivo da Eucaristia! 


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