sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reflexões pós natal – O ódio de satanás contra a encarnação do Verbo



Salve Maria Imaculada!

Após este Natal fiquei refletindo sobre algumas coisas. O que é mesmo Natal? Como é difícil ver que as pessoas celebram algo que desconhecem. As pessoas tem o Natal simplesmente como um feriado qualquer tirado para cometer pecados. O que as pessoas fazem nesta data tão especial para nós católicos, é o mesmo que fazem em festas mundanas como Carnaval.

No Natal celebramos (celebrar, alegrar-se, e não farrear mundanamente) o nascimento do Senhor Jesus Cristo. Aliás, é muito mais que um nascimento de uma pessoa. O nascimento de Jesus marca para nós a encarnação do Verbo, ou seja, é Deus quem se encarna e se faz homem no meio de nós. Mas muitos cristãos parecem não se importar com isso...

Muita gente acha que o Natal é tempo de filantropia. É comum vermos as velhas campanhas de pseudo caridade. Obviamente que não sou contra a ajuda ao próximo. Mas é que parece que morador de rua só come no Natal, só sente frio no Natal... Se o Natal é a celebração da encarnação do Verbo, ou seja, Deus está no meio de nós; será que não seria interessante, e muito mais cristão da nossa parte, ajudar os mais pobres durante todo o ano?

Nessa época as pessoas desejam paz, felicidade, alegria, amor, etc., e tal. Mas muitos nem acreditam na existência de Cristo. Sejamos sinceros: o que é paz? Nós só teremos paz em Cristo. Aliás, Cristo é o nosso Shalom! Cristo é a verdadeira paz. Como Ele mesmo diz para Santa Faustina: “o mundo não encontrará paz enquanto não se voltar para a minha misericórdia”. Ora, como desejamos a paz se estamos em meio a guerra do mundo e queremos continuar nela? Que guerra? - podem me perguntar alguns -. A guerra da bebedeira, da prostituição, das drogas, do divórcio, da sodomia, da bagaceira geral. Paz? Só na vida em Cristo! Felicidade? Em Cristo! Alegria? Nunca encontrei nos vinhos velhos que bebi, na vida passada, mas só encontrei no vinho novo da vida em Cristo! Amor? Só encontrei no Ressuscitado que passou pela Cruz! Até quando essa sociedade será hipócrita e ficará procurando a felicidade onde não tem? Só em Deus podemos ser felizes.

Não sou melhor do que ninguém. Antes seja pior que todos. Mas Deus, através de Nossa Senhora, em Sua infinita Misericórdia, me deu a graça de na véspera de Natal ir para o Santo Sacrifício da Missa celebrada por Dom Aparecido, comungar o Corpo e o Sangue de Cristo, celebrar o Natal lá, voltar pra casa na verdadeira paz que só encontro na Eucaristia. Mas em contrapartida no caminho a gente vê a degradação do mundo, a falsa paz, o ódio do encardido à encarnação do Verbo. Tanta bebedeira, latas de cerveja, farras, músicas mundanas dos piores níveis... Em casa dava para ouvir. E era tanta festa por perto que tinha hora que era bem três ritmos diferentes ao mesmo tempo. Muito mundanismo no dia que celebramos a encarnação daquele que veio, se encarnou, morreu na Cruz e ressuscitou para nos tirar do mundo pecaminoso.

Mas não quero simplesmente dizer “poxa, ninguém celebra o Natal direito, ninguém quer saber de Deus.” Não! Na verdade, nesses dias natalinos eu refleti de uma forma diferente. Na realidade eu não vi tanto o pecado ao meu redor. Eu simplesmente vi que o pecado que me rodeia é reflexo do pecado que está dentro de mim. Sim! O pecado da minha omissão. O pecado da minha falta de oração. Não adianta eu dizer que ninguém lembra de Cristo no Natal, se durante todo ano eu não fiz a vontade de Deus que era evangelizar e levar Cristo para essas pessoas que não O conhecem. Muitos sabem de Jesus só de nome; vão pra Igreja, até servem, mas não tiveram uma experiência com Cristo. Sim, eu deveria ter me mortificado, sangrado, dado a vida para que Cristo fosse adorado neste lugar. Então, se eu não consumi a minha vida pela evangelização, que direito eu tenho de apontar o dedo? O mais podre sou eu que não fiz a vontade do meu Amado. Maior pecado tem eu, porque eu O conheço e não O transmiti para as pessoas. Para que alguém tenha fé, é preciso que alguém pregue. Eu não preguei como deveria.

Nossa Senhora quando apareceu em Fátima disse de forma direta: “Muitas almas vão para o inferno porque não há quem reze e se sacrifique por elas”. Talvez neste Natal muitos se encaminharam para a perdição. Mas o que me dói é: eu rezei e me sacrifiquei para que se convertessem? É, meus caros irmãos, é preciso dar a vida. Conversão! Conversão! Conversão! Nossa Senhora, também em Fátima, disse aos pastorinhos que se o povo rezasse o terço todos os dias acabaria a guerra. Se essa guerra do pecado não cessa, e até no Natal vimos o que vimos, é porque nem o povo Católico tem rezado o Terço (vamos nem citar o Rosário para não passarmos vergonha). Então busquemos sempre ao ver essas situações rezar “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim pecador”, pois o pecado da nossa omissão em anunciar Cristo, denunciar o pecado, enfim, esse nosso calar tem feito o mundo se afogar em pecados. E se não nos convertermos o mundo se afogará na ira de Deus.

Mas toda essa onda de pecados nesta celebração do Natal é instigada pelo demônio. Meus queridos irmãos, o demônio odeia o mistério da encarnação de Jesus no seio da Virgem Maria. Lembro-me que em um retiro em que uma garota manifestou o inimigo, fomos rezar o Rosário pedindo a sua libertação da opressão do mal. Quando rezávamos o Credo e falamos “...nasceu da Virgem Maria” o encardido começou a rir e meio que zombar (se não me engano até disse “não creio não” – e rindo). Por quê? Porque ele odeia tanto a Virgem Maria, pois a Virgem Santa disse SIM a Deus, foi humilde, obediente, e Ela se tornou o primeiro Sacrário vivo de Jesus. E depois porque odeia a encarnação do Verbo em si. Ou seja, o demônio odeia ver o amor de Deus por nós. Deus se humilha ao se fazer homem. Para nos salvar. Para nos tirar das garras do demônio. E se o demônio não conseguiu derrotar Jesus durante Sua missão na terra. Cristo morreu na Cruz e ressuscitou. Se ele não conseguiu tocar na Virgem Maria (que foi Imaculada e não cometeu pecado nenhum na terra, nem mesmo venial, foi toda pura); ele então toca na humanidade podre a fazendo profanar no dia santo do Natal. Se ele não conseguiu impedir a encarnação do Verbo, ele profana essa celebração. Faz que os homens cometam os pecados mais horríveis e cometam atos de ódio contra Deus, no dia da Sua encarnação. Sim, tudo pra provocar a Deus. O demônio é sujo. Tanto é verdade que vemos o Carnaval, por exemplo, sendo uma época que com certeza é a que mais se cometem pecados mortais, sendo festejado no início da Quaresma. Ou seja, na época de conversão o demônio faz as almas se perderem. Na época em que nos preparamos para a Semana Santa para meditarmos a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, o demônio faz com que os homens cuspam na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo com seus pecados.

E quero encerrar essa meditação, lembrando a você que esteja em pecado mortal, que esteja festejando, farreando, nas drogas, na prostituição, na vida podre... Seja sincero, você não é feliz. A tua felicidade é Cristo. Volto a lembrar o que disse Jesus à Santa Faustina: “O MUNDO NÃO ENCONTRARÁ PAZ ENQUANTO NÃO SE VOLTAR PARA A MINHA MISERICÓRDIA!” Volte para Cristo! Confesse os teus pecados para um padre. Seja santo. Essa é a vontade de Deus. “Sede santo, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo” (Lev. 19,2). Não há pecado que não possa ser perdoado, pois a Misericórdia de Deus é infinita. VOLTE PRA DEUS!

Ninguém é tão pecador, que não alcance misericórdia. A misericórdia divina é maior que nossas maldades. Mas sob a condição de que desejemos nos corrigir na santa confissão, com o propósito de preferir a morte ao vômito (Pr26,11)” (Santa Catarina de Sena)


Por agora satanás pode estar fazendo almas se perderem. Mas eu creio nas promessas de Nossa Senhora em Fátima: “POR FIM O MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ!”

Salve Maria Imaculada!

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