sexta-feira, 7 de junho de 2013

A SANTA MISSA É SACRIFÍCIO!


Salve Maria Imaculada!
É inegável que nos últimos anos o significado da Missa tem sido deturpado no conceito e no ensinamento de muitas pessoas. A Missa sempre foi, é, e sempre será o Sacrifício de Cristo na Cruz! Hoje querem transformar a Santa Missa em uma festa, show, altar dos ídolos ofertando coisas aos demônios e não a Deus (no caso aqui a chamada “missa” Afro), e todo tipo de coisa. Dizem que a Missa é partilha, reunião, uma ceia apenas, mas nunca dizem o que a Igreja sempre disse: A MISSA É SACRIFÍCIO! E as pessoas tem perdido o conceito de sacrifício por dois motivos: a impiedade dos sacerdotes ao celebrar e a falta de ensino. Não se pode cobrar conhecimento de quem não teve ninguém que lhe ensinasse, ou que teve mas ensinaram mentiras.
Por isso, quero dizer que a Missa é sim Sacrifício, sem citar tantos documentos da Igreja, mas fazendo algumas comparações. No Brasil, a TL colocou tanto na cabeça das pessoas a falsa ideia de inculturação, que para ensinar pro povo irei usar de comparações, para ver se caem na real que a Missa é o Sacrifício de Cristo, e não o show dos horrores.
Sabemos que na Santa Missa está presente não somente o sacrificar-se de Jesus, obviamente, está contido também o louvor. Na Missa nós louvamos, honramos, adoramos ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o fato de louvar a Deus na Santa Missa não quer dizer que devo cometer excessos, pois devemos lembrar que estamos diante do Calvário. Nós cantamos o glória, glorificando a Deus, nosso Senhor, que nos resgatou e nos redimiu NA CRUZ! Bendizemos a Deus pela CRUZ! Adoramos a Jesus pois nos resgatou NA CRUZ! Sem a cruz o que seria de nós? Nós fomos comprados pela Cruz. E é diante da cruz que estamos pelo menos todo domingo, mas parece que tiramos a cruz da nossa liturgia (a cruz continua, mas temos encoberto com nossa impiedade e falta de amor). Como reclamar que estão tirando a imagem do crucificado dos órgãos públicos, se nós temos tirado o próprio Sacrifício da Cruz, o real sacrifício, de nossas igrejas? Antigamente, quando criança, eu tinha um desejo de ter vivido no “tempo de Jesus” para ver o sacrifício do Senhor. Não para ser um zombador, mas para ver a manifestação do amor (obviamente eu não tinha essa ideia formada, acho eu). Mas hoje, sei que estou diante do mesmo sacrifício, diante da mesma oferta, diante da mesma entrega de amor de Cristo na Cruz. A Igreja Católica Apostólica Romana nos ensina isso: O Sacrifício da Missa é o mesmo sacrifício da Cruz. E as pessoas querem negar isso. E, por isso, tenho que unir-me ao coro de São Paulo: “Os judeus pedem milagres, os gregos reclamam a sabedoria; mas nós pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.”(1Corintios 1,22-23). Como é interessante ver essa realidade hoje. Tem padres que já dizem que a Missa é a renovação da ressurreição de Cristo. Que absurdo! A Ressurreição é eterna, o sacrifício cruento é que foi único, e o mesmo sacrifício se renova no altar, no caso a Missa é o sacrifício incruento. Os judeus queriam milagres, como muitos católicos hoje, por isso muitos católicos começam a pregar na Missa a ressurreição, a glória, e pede-se milagres, mas esquecem-se do milagre maior: o milagre da transubstanciação, ou seja, da transformação do pão em carne e do vinho em sangue de Jesus Cristo.
Quando perguntaram para São Pio de Pietrelcina como deveríamos assistir a Santa Missa, ele não exitou em responder que devíamos assistir o Santo Sacrifício da Missa da mesma forma que Maria Santíssima, São João e Maria Madalena assistiram o Sacrifício no Calvário. São Padre Pio foi um grande místico, um santo que viveu da Missa, de fato ele foi um outro Cristo na terra que se sacrificava no altar. E ele confirma, como místico, o que a doutrina já diz: a Missa é o Calvário. Na Missa não estamos na gruta do nascimento de Jesus e tampouco diante da ascensão de Cristo, na Missa estamos no calvário. Então aí vemos porque a Missa não é sacrifício: as pessoas não vivem este mistério em sua profundidade. Fazem festa, algazarra, conversão, brincam, comem, namoram, tudo isso durante a Missa (e outras coisas mais). Uma coisa que pego no pé é o jejum Eucarístico. A Santa Madre Igreja, por meio do Código de Direito Canônico pede que façamos PELO MENOS uma hora de jejum eucarístico, ou seja, uma hora antes da Missa (no CDC traz a palavra Comunhão) não comer nem beber nada, exceto água e/ou remédios. E nós o que temos feito? Até acreditamos que a Missa é sacrifícil, mas não participamos, ou seja, não nos sacrificamos, não temos nada a oferecer como sacrifício, como LOUVOR, AÇÃO DE GRAÇAS, para o Senhor. Porque se a Missa é 8 horas da manhã, as 7:30 eu tomo um café da manhã ultra, mega reforçado, com ovo, cuscuz, linguiça, uns bolos, pão, queijo, mortadela (isso no café). E quando a Missa é a noite e o cidadão come antes? As pessoas estão pouco se importando com estes pormenores. E de coisas pequenas em coisas pequenas se perde o sacrifício de Cristo, porque eu não sei o que é sacrifício na minha vida. Antigamente o jejum Eucarístico era maior, chegava a 12 horas. Lembro da primeira comunhão da Beata Jacinta, vidente de Fátima, que a Missa atrasou algumas horas, e ela já caindo de fome, a mãe pensava em cancelar sua primeira Comunhão, mas ela prosseguiu. E nós, com apenas uma horinha, não nos sacrificamos. Engraçado, é que dizem que o que importa é o espírito, a fé, o amor. Mas será que quem enche a pança pouco antes da Missa, caso vomite a Sagrada Hóstia, vai ter coragem de ingerir tudo aquilo para que não se perca uma só parte do Corpo do Senhor? Não sejamos hipócritas! Eu, evito comer no período de uma hora antes da Missa, e já aconteceu que durante a celebração – me perdoe o termo – mas começar a arrotar a comida. Imagine quem come durante a celebração? Em eventos de massa, como em Pentecostes e no Corpus Christh, tenho percebido essa falta de respeito e zelo pelo Senhor. Vendem-se comidas no evento. Em plena sexta-feira vende-se churrasco e demais alimentos com carne. Mas a abstinência não é obrigado, certo? Mas e vender comida durante a celebração? A falta de respeito é tão grande, que em eventos de massa – fui testemunha em Pentecostes – durante a Missa, até na liturgia eucarística mesmo, as pessoas com espetos de churrasco, comendo, e bebendo bebidas que não era água. Uma prima minha, em certa edição, após a comunhão, foi comer pizza. Achei lindo por ter dado uma dor de barriga nela. Nós não temos a consciência que nós não estamos em um teatro, num show, NÓS ESTAMOS DIANTE DO CALVÁRIO, DIANTE DO SACRIFÍCIO DE CRISTO NA CRUZ! Nossa Senhora ficou aplaudindo de forma histérica e sem sentido o Cristo Crucificado? Então porque você, em plena liturgia eucarística fica batendo palmas? Tem lugar que o abuso de palmas é tão grande, que após a oração de consagração do Corpo e do Sangue do Senhor, e o sacerdote fala “eis o mistério da fé” o povo aplaude. “Por Cristo...” aplauso. Já pararam para perceber que Cristo está crucificado liturgicamente? São Leonardo de Porto Maurício vai usar a expressão “ao mesmo tempo morto e ao mesmo tempo vivo” para explicar este mistério da Missa.
O demônio quer fazer isso mesmo, porque a Missa sempre será sacrifício, mas ao profaná-la, além de o diabo zombar de Deus, ele tira o valor e o mérito da nossa Comunhão. Por que? Porque comungamos como assistimos a Missa: de qualquer jeito. A Missa é o único culto aceito por Deus. A Missa é a melhor oração, a mais eficaz, pois de fato pedimos a Deus as graças pelo nome de Jesus. Ou seja, pedir a nossa salvação. Na Missa está o nosso único mediador de salvação: Jesus Cristo! Só Jesus Cristo pode salvar. E a Missa é o que salva. Pois a Missa é o sacrifício redentor de Cristo. E eis que chega talvez no ápice da comparação que eu pretendia para mostrar o sacrifício de Cristo. Meus queridos, compare cada pedaço da Missa com o Calvário e você identificará algo. Mas eu quero mostrar algo, que pode não parecer nada, mas é tudo para quem tem fé e quer viver a Missa como ela é: Sacrifício. Na Santa Missa, em certo momento da oração Eucarística, o Sacerdote diz: “Por Cristo, com Cristo, e em Cristo, a Vós Deus Pai todo poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda glória, agora e para sempre. Amém.” - Você nunca viu que ergue-se o corpo do Senhor? Está sendo oferecido o Senhor Jesus. Cristo crucificado ou ressuscitado? CRUCIFICADO! A salvação veio a nós na pessoa de Jesus na cruz! Por Cristo, com Cristo e em Cristo = Pelo Cristo crucificado, com Cristo crucificado, em Cristo crucificado... A Santa Missa é o que segura a ira de Deus contra o mundo. Se não fosse a Santa Missa e a Virgem Maria já teríamos perecido. É o contínuo oferecimento de Cristo que traz salvação ao mundo. Quando olhar esta cena do sacerdote pronunciando estas palavras e erguendo o Corpo ou mesmo o Corpo e o Sangue do Senhor, lembre-se dessa passagem: “Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a Escritura, disse: 'Tenho sede'. Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: 'Tudo está consumado'. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito.”(João 19,28-30) Conseguem compreender na medida do possível a mística da Santa Missa? O sacerdote oferece o Cristo como o próprio Cristo, sumo sacerdote, se ofereceu ao Pai: “Jesus deu então um grande brado e disse: 'Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito'. E dizendo isso, expirou”(Lucas, 23,46). Peça a Virgem Maria para te fazer compreender, na medida do possível e necessário para sua salvação, a mística da Santa Missa. Saber do Sacrifício. Você pode dizer que é uma interpretação, e que devemos anunciar a Jesus ressuscitado. Sim, é verdade, devemos também dizer que Cristo ressuscitou. Mas devo dizer que pra humanidade encontrar salvação, só na Santa Missa. É necessário voltar a celebrar com piedade, e a Missa bem celebrada, o Sacrifício por si só atrai uma multidão, pois até Cristo nos falou: “E quando eu for levantado da terra, atrairei todos os homens a mim.” (João, 12-32) A Santa Missa, o Santíssimo Sacramento, atrai a todos. Quando sacerdote oferece o sacrifício, o Cristo que se sacrifica atrai todos os povos a Ele. Quando Ele é levantado da terra, já na consagração, seja no fim da oração eucarística, o Sacrifício de Cristo lava-nos da nossa miséria e nos dá força e nos atrai a Ele. Mas isso acontece, porque é o mesmo sacrifício da Cruz.
Como eu tenho certeza do que estou falando? Como sei que se deve pregar a Cristo crucificado? Por acaso Jesus não apareceu a uma Santa chamada Santa Faustina, ensinando-lhe a devoção a Divina Misericórdia? Como agiu a Divina Misericórdia? Não foi na cruz? A cruz não doeu na carne de Jesus? Vamos aos exemplos: Jesus ensinou para Santa Faustina o Terço da Misericórdia. Compare o terço da Misericórdia com a Santa Missa. É a liturgia! Pegue a oração citada “por Cristo...” onde o sacerdote oferece Cristo ao Pai em expiação dos nossos pecados, e agora compare com a oração do Terço da Misericórdia: “Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e o Sangue, Alma e divindade, de nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e os do mundo inteiro”. E depois ainda repetidas vezes “Pela sua dolorosa Paixão, tem Misericórdia de nós e do mundo inteiro”. Ora, Cristo disse que a misericórdia divina seria a última tábua de salvação, mas parece que Ele se enganou neh, já que Ele fala da Sua Paixão, mas o povo diz que deve-se falar só da ressurreição. Esquecem-se porém, que para alguém ressuscitar precisa-se antes morrer. E a morte de Jesus não foi uma morte qualquer. Foi a morte de um Deus. E, no meu entendimento, o Terço da Misericórdia é uma profecia em relação a liturgia: a Missa é Sacrifício. A Missa é este oferecer o Corpo e o Sangue, alma e divindade de Cristo no qual é falado no Terço da Misericórdia. Só na Santa Missa está presente o Corpo e o Sangue do Senhor. Nas ceias protestantes você encontra pão com suco de uva, mas mais chiques encontra um vinhosinho, mas na Santa Igreja Católica você encontra o CORPO E O SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO. E você que tira o mistério do Sacrifício de Crito da Santa Misa deve tomar cuidado, se arrepender e confessar, pois você tem feito almas se perder. O Senhor diz a Santa Faustina: “Uma hora de reflexão sobre a Minha dolorosa Paixão tem maior mérito do que um ano inteiro de flagelação até o sangue; a reflexão sobre as Minhas dolorosas Chagas é muito proveitosa para ti, e a Mim causa-Me grande alegria. “(Nº 369 Diário de Santa Faustina) Acho que as pessoas tem entristecido Jesus. As pessoas não somente não meditam mais sobre a Sua Paixão, como na própria Missa que é o Seu Sacrifício na Cruz, as pessoas não veem mais como sacrifício. Mas veem como algo qualquer. Uma simples reunião. As pessoas nem fazem penitência, e nem lembram da cruz, e diante dela (na Missa) agem como se fosse farra.
Sacerdotes, tenham zelo! Sejam fiéis a Cristo. Sejamos fiéis ao Missal. Sejamos fiéis a própria mística da Missa. O que leva a Missa a não ser sacrifício, não é de inspiração divina, mas humano (ou mesmo diabólico). Santa Faustina teve algumas visões semelhantes durante algumas Missas. Ela via o menino Jesus sobre o Altar, lindo, glorioso. Mas de repente, no momento da fração do pão onde o sacerdote parte a sagrada hóstia, ela via o sacerdote pegando o menino Jesus nos braços e partindo-o no meio e devorando-o. Ela ficou espantada, e até repudiando o sacerdote. Mas depois Cristo fez ela entender que era vontade d'Ele, e que Ele se contentava. O que isso nos ensina? Cristo é partido no altar. É o corpo do Senhor. É Jesus. Nós comemos a carne d'Ele verdadeiramente, e bebemos o Seu preciosíssimo sangue verdadeiramente. No altar, Jesus como criancinha, é aniquilado, para se fazer nosso alimento. Se todos nós tivéssemos a certeza em nosso coração que nós comemos o Corpo do Senhor e bebemos Seu Sangue, comungaríamos melhor, com menos impiedade, pois nos encheríamos de temor ao nos aproximar do momento da Comunhão.
Jesus fazia uma queixa a Faustina. Ele dizia que as pessoas iam comungá-Lo como se Ele fosse algo morto, sem vida. E isso acontece porque se perde o mistério do Sacrifício. Liturgicamente, próximo a Comunhão Cristo está ressucitado. Ainda é sacrifício, afinal, Deus está se fazendo alimento. Deus que é todo poderoso, todo glorioso, se fazendo pão e vinho é um sacrifício. Mas, como acreditar que ao comungar eu comungo Cristo que está vivo, real e ressuscitado, se quando Cristo ressuscitou Ele passou pela cruz? A fé fica abalada. E sabe porque? Comungamos, e cantamos ou músicas que não tem anda a ver, ou só pedimos milagre. Meus queridos ministros de música, a Missa sendo sacrifício, no momento da Comunhão devemos cantar músicas de louvor, de ação de graças pelo maior milagre da história: o milagre da transubstanciação, da transformação do pão em carne e do vinho em sangue. Quando comungamos devemos sim pedir, mas nosso coração deve ser levado ao louvor. E por isso Cristo se queixa, porque além destes citados, tem os casos de quem comunga e vai conversar não com Ele que está vivinho na hóstia consagrada, mas vai conversar com o(a) colega. Não faz ação de graças. Vai pros avisos. Recebe a benção de qualquer jeito. Sai da Igreja e vai trocar saliva com um rapaz ou moça fora da Igreja (ou dentro do templo mesmo, porquê não? Apostatou tudo de vez mesmo). Mas é triste ver que a Divina Misericórdia que Jesus ensinou a Faustina se concretiza na Missa e na Confissão, e é o que mais os modernistas tem destruído. É na Confissão e na Missa que de fato somos atingidos pelos raios de misericórdia divina.
Para concluir quero dizer que a Missa sempre foi sacrifício, o problema é que a humanidade também sempre foi impiedosa e orgulhosa. Se cuspiram em Jesus, bateram n'Ele, ultrajaram... achavam mesmo que não aconteceriam na liturgia? Muitos esperam um Deus glorioso, um Deus que nos servirá nos nossos caprichos, mas temos um Deus que é louco de amor, que desejou ardentemente comer a ceia conosco e que foi até a Cruz, e que renova a dois mil anos o Seu Sacrifício na Missa. Querem o Deus glorioso, mas o verdadeiro Deus foi parar na cruz e se esconde sob as espécies de pão e vinho. O orgulho humano é tão grande, que rejeitam o próprio Deus para adorar as suas próprias vaidades e caprichos. De fato, a linguagem da cruz é loucura e escândalo para pagãos, protestantes, e certos “católicos”.


Salve Maria Imaculada!

2 comentários:

  1. São Padre Pio foi um grande místico, um santo que viveu da Missa, de fato ele foi um OUTRO CRISTO???? na terra que se sacrificava no altar???? Misericórdia dizer tal coisa!

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