quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Você tem vergonha de Jesus Cristo?




“Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 10,32)
            Salve Maria!
            Esta passagem contida no Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus era difícil de crer que se cumpriria. Pelo menos não no meio dos crentes em Jesus e Sua Igreja. Sabemos que nos tempos mais difíceis da Igreja houve negações dos seguidores de Jesus. Um exemplo clássico é Judas que traiu Jesus, e pereceu; e também Pedro que negou três vezes, mas com o arrependimento prosseguiu o chamado de Cristo em sua vida. Este, aliás, após Pentecostes, ficou com tanta certeza da missão, sem respeito humano algum, que invés de voltar a negar Jesus como fez outrora, morreu em Roma crucificado de cabeça para baixo.
            No tempo da perseguição feita pelo Império Romano tivemos muitos mártires, porém, também pessoas que negaram Cristo por medo da morte. Não que elas se condenaram, pelo que Jesus disse na passagem acima, até porque houve tempo para arrependimento (como no caso de São Pedro).
            Mas hoje, começamos um novo tempo de perseguição ao cristianismo. O mundo odeia tudo aquilo que remete a Cristo e à Sua Igreja. “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós [...] Se me perseguiram, também vos hão de perseguir.”(João 15,18;20) Só que existe um pequeno problema neste novo tempo de perseguição: o povo esta se acovardando! Sim, pra tristeza da Igreja Celestial e também da militante, o povo tem se acovardado. O martírio que outrora era um coroa de glória – e continua sendo, apesar do povo que recusa esta coroa – agora virou uma coisa de fanáticos, de gente alienada, que não respeita nada, etc. Todo tipo de coisa ouvimos/lemos de gente que quer negar as verdades da Igreja. Hoje, para não causar desconforto, vemos até mesmo padres em programas de televisão negar as verdades da fé católica. Vemos católicos que movidos por um sentimentalismo barato, dizem que Deus é amor, mas não amam a Deus o suficiente para deixar a vida de pecado. Aliás, as pessoas que são coniventes com o pecado, que dizem que tudo bem, que dizem que quem quer viver a radicalidade do Evangelho está “perseguindo” os outros, são os mesmos que perseguem de fato os verdadeiros fiéis da Igreja. Tanto que conheço algumas missionários católicos que são proibidos de pregar em várias dioceses, jovens expulsos de grupos por não aderirem a erros, outros deixado de lado pelos “amigos” por causa da escolha radical da vivência do Evangelho... E por aí vai.
            Mas a questão não é nem essa. Nós chegamos a uma fé tão rarefeita (péssima palavra para expressar) que estamos a minguas e achamos isso bonito, evolução... Por exemplo: perdeu-se o costume de passar em frente a uma Igreja e fazer o sinal da cruz. Isso é tão simples, e tão deixado de lado. As pessoas tem vergonha de fazer o sinal da Santa Cruz em frente a uma Paróquia, Capela, Santuário... É preciso resgatar alguns costumes antigos, que nos tempos de hoje se perdeu.
            Já perceberam que as pessoas tem até receio de falar Santo SACRIFÍCIO da Missa? Não sei se entra aqui no assunto de vergonha de Jesus, mas parece que no meio de muitos lugares as pessoas temem falar Sacrifício, porque as pessoas se sacrificam em coisas fúteis, e não querem afastar essas pessoas ao dizer de um Deus que se sacrifica.
            Mas vamos falar da vergonha em si. Já repararam que diminuiu o número de gente que usa objetos religiosos que são sinais da nossa fé? É mais fácil ver crucifixo em shows de Rock, mesmo com o sentido do uso deturpado, do que no pescoço dos jovens católicos. Talvez por vergonha. Afinal, não querem causar atrito com jovens protestantes que irão dizer “Ele ressuscitou, meu Deus não tá na cruz...” e essas baboseiras todas (Afinal, como Jesus nos amou senão na Cruz?). Lembro-me quando ainda estava indo para a faculdade, uma jovem que era praticamente atéia, apontou para o meu crucifixo rindo e disse “wont, nessa idade e ainda usando isso...” Como se o fato de usar crucifixo fosse coisa de criança; ou pior ainda, só quem crê em Jesus são crianças que ainda não tem uma mentalidade madura. Acho que a pobre era tão pobre de espírito, que tinha essas idéias malucas, porque é como muitos que “frequentam” as Igrejas hoje: vão obrigadas pelos pais. Mas e você, ia deixar o crucifixo para evitar zombarias? Afinal, Cristo não quer divisão neh? Vai nessa, que a tua vergonha, o teu respeito humano na terra tendo vergonha de Cristo, o fará ser rejeitado (negado) por Cristo no teu julgamento.
            Da mesma forma que os crucifixos, caiu em desuso o escapulário. Na verdade até se usa, mas de forma indiscriminada. Ou seja, usa sem saber o significado. Não se tem a devoção, se tem o carinho pela pessoa que te deu ou coisa do tipo. É preciso saber que quem usa o escapulário – assim como todo cristão católico – tem que viver uma fé digna, e dar testemunho do amor a Cristo e a Virgem Maria, e confiando em Seu socorro, saber e crer que ao morrer, ela nos levará ao Céu no sábado seguinte. Aliás, o demônio tem colocado mais vergonha por coisas marianas do que por crucifixos. Quase não se usam mais as medalhas milagrosas de Nossa Senhora das Graças (a não ser no mesmo caso do escapulário: sem saber pra quê serve), ou medalhas de outros santos. A pessoa vai pra Missa com camisa de time de futebol, banda de rock, e até do Agnelo se brincar, mas recusa-se usar uma camisa de Nossa Senhora para evitar discussão.
            Já repararam que pessoas de algumas religiões quando dá o horário de rezar, eles param no meio da rua, se ajoelham e fazem suas orações? Não se vê um pingo de vergonha ou respeito humano. Já os cristãos... Muita gente fala que não reza o terço e/ou Rosário porque não tem tempo o suficiente. Mas anda muito, e porque não reza neste momento. Está em um ônibus, vai rezando. Mas não se reza porque não se quer. Vergonha, medo, falta de vontade de rezar. Medo de alguém falar alguma coisa, xingar, etc. O triste é ver que os terços viraram “penduricalho” de retrovisor de carro, mas rezar que é bom... NADA!
            Uma vez com um grupo de amigos, fomos sair pra evangelizar, somente cantando, com uma imagem de Nossa Senhora, e louvando a Deus. Um ser passa por nós, aponta pra Nossa Senhora Aparecida, e diz “que demônio é esse!?”, o inferno se levanta. O mundo odeia o sagrado, e se acham que esconder o sagrado fará Jesus se orgulhar de nós, triste pra você...
            Na Igreja sempre houve um costume muito belo: as procissões. Seja com o Santíssimo Sacramento, seja com imagens sacras como a de Nossa Senhora. E quando falo procissões, não é só dentro de uma Paróquia, mas nas ruas. Hoje é raríssimo se ver isso. Com o Santíssimo Sacramento só em Corpus Christi. Todo mundo é devoto de Nossa Senhora, mas na hora de sair com ela pelas ruas... Aí como dói, como é triste o respeito humano. Irmã Lúcia em seus escritos falava que em Portugal Jesus pedia orações PÚBLICAS pelas ruas em reparação aos pecados que se cometia no Carnaval. Que preces públicas, nas ruas, temos hoje? Se tem festa de todo tipo dentro da Igreja, queremos ser os “cheios do Espírito”, e agimos contrários ao que viveu Pedro e aqueles que estavam no Cenáculo. Veio o Espírito Santo e Pedro foi impelido a ir pregar pra multidão, correndo risco de morrer. Muitos se converteram. Hoje em dia nossa vergonha tem convertido é a gente mesmo, convertido nós mesmo em demônios. Nós nos escondemos em bancos de Igreja, porque lá podemos suar máscaras. Enquanto devemos abrir o peito para o martírio que nos espera.
            Se você quer evangelizar, mas não consegue abordar ninguém: reze. Santa Faustina em uma viagem que fez, sentiu que tinha que falar com uma moça, ela apenas rezou, aí a moça começou a puxar assunto com Santa Faustina. Dias atrás, eu, como de costume, vinha no ônibus rezando meu terço; quando terminei o terço e peguei o tratado, uma moça ao meu lado perguntou se eu era católico (pensei que era protestante), e ela veio me dizer que me vendo rezar, lembrou que também rezava, que era coroinha, e acabou se perdendo no mundo, e me vendo rezar começou a lembrar do tempo que ela era feliz. O que eu fiz além de unicamente rezar? Talvez muita gente nem lembre da existência de Cristo, porque você é um safado que tem vergonha d’Ele, de rezar em público quando necessita, e afins.
            Mas, os leigos normalmente tem esse problema do respeito humano, da vergonha das coisas da Igreja, pelo fato de ter exemplos no clero. Afinal, quer demonstração maior de vergonha da vida que tem, da fé que tem, do que sacerdotes que não usam o hábito eclesiástico? Pois é, para muitos é para o mundo se identificar, para quem tá no mundo, é apenas mais um na multidão. Já ouvi casos de pessoas que iam cometer suicídio, e ao ver um sacerdote com seu hábito, decidiu se confessar, e largou a idéia do suicídio. Se existe algum sacerdote católico lendo este texto, e que não usa hábito eclesiástico, por favor, peça perdão a Deus pelas almas que se perderam, que iriam até a ti, mas porque te viram como mais um na multidão, não viram o Cristo que morreu pro mundo. Aliás, peça perdão a Deus pela desobediência à Igreja que diz que todo sacerdote deve usar hábito eclesiástico obrigatoriamente.
            Citei coisas muito simples. Mas talvez por negar coisas tão simples, é que ouvimos coisas do tipo: “Sou católico, mas não concordo com tal coisa da Igreja; sou católico mas apoio o aborto; sou católico, mas a Igreja é homofóbica...” Mas o que mais me dói é: Sou católico, concordo com a Igreja, mas manifestar, falar assim, é exagerado, vai afastar as pessoas... Isso dói. Porque como diria o Papa Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia e da omissão dos bons”. E a gente vai achando bonito negar a Cristo, negar a Igreja.
            Mas, lendo as palavras do Santo Padre o Papa Bento XVI, dá para entender perfeitamente o porque as pessoas tem negado a Cristo de tantas meneiras. Sabemos que o martírio é semente de novos Cristãos. E, no Brasil, os católicos não são tão “cabulosos” como nos EUA que reuniram mais de 500 mil para protestar contra aborto. Nós somos açucarados, porque queremos estar bem com tudo mundo, evitar processo, evitar que percamos autorização para transmitir nossos programas com açúcar, e coisas do tipo. Mas se você é ridicularizado por ser Cristão CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, relaxa, o Santo Padre nos ensina a nos prepararmos para o martírio, não de sangue, mas o da ridicularizarão. Não tema ser ridicularizado por usar crucifixo, andar com Bíblia, Terço/Rosário, de falar Salve Maria ou “Fica com Deus e Nossa Senhora” pra um protestante, por viver a castidade, por querer ser santo e não anta. Deixa falar o que quiser, não tenha vergonha de Cristo, tenha vergonha do mundo que vive a desgraça de se opor a Deus.
            Salve Maria Imaculada!

2 comentários:

  1. "Simplesmente, viver a fé católica é viver como os santos a viveram, como a Madre Igreja ensinou os seus filhos a viverem. Como podemos então viver a fé da forma que bem quisermos? Eliminando e escolhendo os dogmas que iremos seguir? Seguir o que apenas achamos o que é certo é a mesma coisa que recusarmos a verdade, e a recusa da verdade não salva o homem." (Papa Bento XVI)

    ResponderExcluir
  2. “Sofrermos com paciência as injúrias que nos atingem é digno de louvor, mas é excesso de impiedade tolerar pacientemente as injúrias feitas contra Deus.”

    (São Tomás de Aquino)

    ResponderExcluir