segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Os escarnecedores de Deus


“nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências”. (2Pedro 3,3)
            Salve Maria Imaculada!
            Queridos irmãos em Cristo, sabemos que este “últimos tempos”, descrito por São Pedro, são os nossos dias. Infelizmente, a sociedade em que vivemos perdeu o Temor de Deus, e as pessoas vivem como pagãs. Vemos no nosso meio, uma cultura tão pobre, tão podre, tão cheia de pecado, que é uma verdadeira bestialidade. Deus não é mais “objeto” de adoração, mas de zombaria. E, por meio de algo demoníaco chamado “Respeito Humano”, os crentes tem se ocultado à zombaria feita a Deus; e os zombadores, os escarnecedores, crescem com a sua “liberdade de expressão”.
            Qualquer elemento do Cristianismo presente na sociedade é repudiado por uma minoria, que muitas vezes ganha força pela superproteção dada pelo governo e mídia, amparados pelo direito à liberdade de expressão. Podemos ver isso claramente quando católicos se manifestam a favor da moral. Os princípios cristãos estão sendo pisoteados pelos escarnecedores, por essas pessoas que querem viver segundo suas próprias concupiscências. Todo mundo se acha no direito de detonar a Igreja, inclusive fazendo uso de mentiras; mas, no entanto, a Igreja e os católicos não podem falar nada contra essas pessoas, mesmo usando da verdade, porque, para os falsos defensores da liberdade de expressão, é uma opressão feita pela Igreja, que os católicos são alienados, etc. Nós podemos ver claramente isso acontecer na tentativa de se impor em nosso país a “ditadura gay”. Mas não quero adentrar neste assunto, pois falo a respeito aqui.
            Mas abordemos nos ultrajes diretos (não que nos citados acima não seja diretos, mas são mascarados por uma busca de “direitos”). A CF/88 vai nos garantir o direito de expressão: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato (Art. 5º,IV). Só que as amebas de nossos dias, acha que livre manifestação do pensamento é defecar pela boca, ou sair defecando ataques via internet. Por que falo isso? Vamos primeiramente a legislação para depois citar os graves ataques contra Deus. Na Constituição Federal também vai falar o seguinte: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e as suas liturgias (Art. 5º, VI). E cito ainda o atual Código Penal Brasileiro: Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso: Pena - detenção, de 1 (um) mês a 1 (um) ano, ou multa. Parágrafo único - Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência (Art. 208). Agora eu te pergunto: você já viu algum desses neo-ateus e escarnecedores, como militantes gays que usam símbolos católicos para escarnecer da fé católica, sendo presos? Nem mesmo prestam depoimento... Mas com certeza você já viu muitas zombarias...
            Citei logo a legislação para não dizer que cito apenas a Bíblia e Catecismo, é um Direito e uma proteção – ao menos teórica – que o Estado tem que cumprir: o país é laico mas a prática religiosa está protegida. Mas o que se vê é totalmente o contrário: quem é protegido na realidade são os neo-ateus e os que creem em um deus que tudo pode, e então fazem zombaria de Nosso Senhor Jesus Cristo. Nós temos que tolerar os insultos, eles não toleram a verdade. E nós vemos isso acontecer estritamente com a Igreja Católica e Nosso Senhor Jesus Cristo. Chamam-nos de intolerantes, mas vejamos: a algum tempo, um irresponsável fez um vídeo zombando Maomé, o que aconteceu? Manifestações tremendas, até Chefes de Estado tiveram que se pronunciar para não acabar em uma guerra. Mas, vemos todos os dias piadas, calúnias, zombarias, blasfêmias, ataques de todo tipo contra Jesus Cristo, e muito mais pesadas do que as feitas ao “profeta” Maomé, e ninguém se manifesta. Por que isso? Na realidade, as pessoas querem um deus que tudo pode, que falam tudo de Deus, acham que tudo pode. Eu tenho pena dessas pessoas no dia do Juízo Final.
            A algum tempo atrás militantes homossexuais usaram fotos de santos católicos em posições sensuais. Profanação total. O que aconteceu? Deu em “PTzza”. Os mesmos usam paramentos católicos, cálices com camisinha, e tudo mais. É um atentado contra o Artigo 208 do Código Penal, estão escarnecendo dos santos católicos, vilipendiando as imagens dos santos.
            Nós vemos que a CF/88 diz que está garantida a proteção aos locais de culto e a suas liturgias, mas não é isso que vemos. A poucos dias, estudantes da PUC-SP, influenciados pelo marxismo maldito infiltrado no sistema educacional brasileiro, em que até as universidades católicas estão afetadas por causa da maldita “Teologia da Libertação”, invadiram local da Santa Missa, hostilizando Dom Odilo. Xingaram, fizeram chacota, perturbaram a liturgia, etc. Mas também deve dar em “PTzza”. O que me causa maior espanto nesses escarnecedores, em particular da PUC-SP, é que as amebas pedem a retirada da influência da Igreja na universidade. Mas meus amigos, é o mesmo que eu em uma universidade federal, como a UnB, por exemplo, pedir a retirada da influência do Estado. PUC = Pontifícia Universidade Católica. Não quer ter influência da Igreja então estude em uma MUC = Marxista Universidade Comunista (também conhecida como Universidades Federais).
            Outro dia, feministas da “Marcha das Vadias” queriam invadir uma Igreja, na saída da Missa. Teve até pessoas machucadas. Precisa citar novamente o “PTzza”? Não dá nada para este povo criminoso.
            Na internet é que os escárnios contra Deus tomam de conta. Nas redes sociais existem várias páginas que tem um único objetivo: denegrir a imagem de Deus e dos crentes. Páginas como “Igreja Apocaliptica do Oitavo Dia” postam imagens escandalosas, blasfêmicas, como de Jesus fazendo sexo, bêbado, fumando maconha, postam imagens profanadoras de Nossa Senhora. E o horrível é ver “católicos” curtindo essas páginas demoníacas. Escarnecem na cara dura, e o que acontece pra eles? Nada. Muitas páginas católicas são denunciadas pelo fato de postar imagens contra o aborto, diratura gay, contra promiscuidade, contra o sistema comunista do PT. Até bloqueados são. No entanto, estes satanistas que se dizem ateus, escarnecem e não acontece nada. Não digo somente nada do ponto de vista dos responsáveis das Redes Sociais, digo nada do sentido jurídico, pois a justiça deveria fazer alguma coisa. Ora, já vimos casos de processos contra pessoas que disseram besteiras no Twitter. Então deve ser movida ações sim contra esses canalhas que blasfemam contra Deus.
            Várias páginas postam fotos horríveis, como por exemplo, fotos colocando a Virgem Maria de forma vulgar. Existem outras páginas blasfemadoras: “Igreja Universal do Reino de Goku”, que detonam contra o Evangelho, colocando o personagem Goku de um desenho japonês satânico como deus. Páginas de neo-ateus como “ATEA” também gostam de publicar mentiras, escarnecer. No entanto, esse tipo de gente nunca é levado à justiça. Já o jornalista Datena, foi condenado em um processo por ter dito no ar que um determinado assassino “não tinha Deus no coração”. Coisas muito piores essas pessoas falam e nunca são levadas à justiça. Tem sempre o velho discurso de liberdade de expressão. No entanto, o que eles estão expressando é crime, pois escarnece da fé alheia.
            Mas fala-se de ser coisa de adolescente, de gente de resde social, que não acontece com veículos sérios. No entanto, em meio a renuncia do Papa Bento XVI, o Jornal O Globo, em sua versão online, publicou um texto totalmente ridículo fazendo chacota contra o Santo Padre o Papa Bento XVI e contra os católicos. Todo o texto tem conotação sexual. E além de fazer chacota do Clero, fala também de nós, fiéis católicos. Chamam até a juventude católica que vai participar da JMJ-Rio 2013 de “impúberes depilados”. O texto que fala coisas horríveis contra a Igreja está publicado como autoria de um humorista, que aparece como “Agamenon”, aonde ao que parece, é escrito pelo humorista do “Casseta e Planeta” Humbert. Mas o que dá pra esse povo? Eles podem tudo, neh? O problema é que muita gente diz pra levar “na boa”, na “esportiva”, porque é uma piada. Só que é por opiniões assim que cresce o ódio contra Deus. É comum ver piadas contra Deus, é só ver os grandes humoristas de hoje: Barbixas, grupo que tem uma peça blasfemadora contra a Santa Seia, que para nós Católicos é a instituição da Eucaristia. Eles ainda, em espetáculos de improviso, detonam a Igreja, padres, religião, etc. Outros da mesma linha, em um programa chamado “quinta categoria” são adeptos do “pode tudo pra fazer rir”, e também fazem piadas de Deus, da Igreja, Papas, Nossa Senhora. O problema é que dão audiência pra esse povo. Assim como a Cia os Melhores do Mundo, que tem peças exclusiva de deturpação das Sagradas Escrituras, como a peça “Hermanoteu na terra de Godáh”, nessa peça além da mesma gozação acerca da Eucarista, ainda insinuam a presença de Santa Maria Madalena com Jesus. Eles têm outra peça só de piadas com religiões. E, um dos atores, disse que uma época o teatro não lotava, e, de repente, passou a lotar; então descobriu que foi porque um padre da região tinha dito pro povo que era pecado, então o povo passou a ir, pois, segundo ele, tudo que dizem na Igreja que é pecado o povo faz. E, ele tem razão, espero que você deixe de ver essas coisas, ou se nunca viu, continue preservado dessa zombaria. Isso é generalizado já, posso até citar atores globais como o Leandro Hasson. E também novos “famosos” da internet como Pc Siqueira, que em um programa incita a pincharem as Igrejas dizendo “Deus é gay”. E você ameba que crê em Deus, ainda dá audiência pra este blasfemador...
            Muitos que dizem ser católicos, que creem em Deus, são covardes, porque acham que tudo bem fazer piadas maliciosas de Deus. A Palavra de Deus já vai nos dizer: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba. O que o homem semeia, isso mesmo colherá”(Gálatas 5,7). Cadê os Apóstolos dos últimos dias, para fazer como o dos primeiros séculos de Cristianismo: morrer defendendo a Igreja e as honras de Jesus! Já dizia Santa Teresinha do Menino Jesus: “Quisera morrer num campo de batalha em defesa da Igreja”. Muitos acham Santa Teresinha uma menina boba, mas ela, se não estive num claustro, não deixariam fazer isso com o Deus que ela tanto amava e ama agora no Céu em plenitude.
            Normalmente, em discursões e piadas, sempre é dito “não pode por a mãe no meio”. No entanto, a mãe não é mais respeitada, e agora nem falam “não põe Deus no meio”. E xingam, detonam, ultrajam Deus. Isso tudo profetizado por Nossa Senhora em La Salette. Então, sejamos católicos verdadeiramente, e que possamos defender as honras de Jesus e Maria, e realizar na nossa vida o desejo de Santa Teresinha do Menino Jesus: morrer defendendo a Igreja. Só que tem um detalhe: como diz o Papa Bento XVI, o martírio dos dias atuais é o “martírio da ridicularização”, ou seja, pra defender Jesus, Maria e a Igreja das chacotas, você será chacoteado junto. De fato, temos que nos unir a cruz de Cristo, pois nos dias de hoje, para fazer parte da Ressurreição de Cristo é preciso passar pela cruz, e a cruz da zombaria.
            Mas contra a zombaria, o ódio contra Deus, ultrajes, sacrilégios (incluindo tantos roubos que acontecem da Eucaristia para “missas” negras para profanar o Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo), temos armas poderosas: o Rosário. Além da promessa de Jesus de que as portas do inferno não venceriam a Igreja Católica (Mateus 16,18-19), tenho a promessa de Nossa Senhora de Fátima: “Por fim o meu Imaculado Coração triunfará”. Então que caia por terra as potências infernais junto com os zombadores, somos guerreiros da Imaculada, somos escravos de Jesus Cristo por meio de Maria Santíssima, e estamos aqui pra defender Cristo e Sua Igreja, até o derramamento do nosso sangue se preciso for. Porque com Jesus e com Maria, o inferno se arrepia. Pode zombar a vontade, no dia do juízo os zombadores receberão o peso de suas zombações, e serão escarnecidos também, e passarão a eternidade no tanque do fogo do inferno. Porque Deus triunfará. Volte a Deus enquanto é tempo, a boca que maldiz a Deus, pode bendizer e louvar, e transformar a condenação em salvação eterna.
Ps: Não acesse as páginas aqui citadas para não se contaminar. Se entrar e cair em pecado, ou acabar gostando das zombarias, é de extrema responsabilidade sua. Uma vez que o texto é para alertar contra os escarnecedores, e não para divulga-los. E eu tenho NOJE de você, se você for católico e acessa e/ou assiste programas imorais e escarnecedores como estes e outros.

            Salve Maria Imaculada! contra os escarnecedores invoco a Virgem Maria! 


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deus é seu garçom?




Salve Maria Imaculada!
Nos dias atuais em que a moral cai por terra, parece que até Deus perdeu o conceito de Deus, de soberano, de Senhor. Não falo nem do sincretismo, nem mesmo das falsas divindades (cada um chamar de “deus” o que quiser). Mas do que falo então? Falo das pessoas que não querem servir a Deus, mas serem servidas por Deus. A impressão que tenho é de que estamos todos sentados em uma mesa de um estabelecimento comercial (ex. pizzaria) esperando vim Deus com seu uniforme de garçom, com nosso alimento (alimento aqui entenda como bens temporais) na bandeja a nos servir.
Sei que a comparação é baixa, mas não consigo prender isso em meu coração. Nós esquecemos o dom do serviço, a graça de ter um Deus próximo, que nos ama; e em “gratidão” nós damos ordens a Deus. O Senhor vai nos dizer: “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai”(João 15,15); mas no entanto, queremos ser como os filhos rebeldes que dão ordens a seus pais, queremos mandar em Deus, queremos fazer a vontade nossa e não a do nosso Pai. Talvez para os jovens seja até incoerente a seguinte pergunta, mas os mais velhos podem responder mais lúcidos: Por acaso tu deu ordens a seus pais? – Se você foi um bom filho, tenho certeza que não.
Muitos usam este versículo bíblico para não servir a Deus, dizendo que não somos servos, mas sim amigos. Virou tipo um Jesus light , que tudo pode. Aliás, que tudo pode mesmo: eu tudo posso fazer porque “Deus é misericórdia”, e Deus tudo pode me dar para o meu conforto nessa terra. Mas, Jesus nos chama de amigos, certo? Um pai ama seu filho certo? Deus nos ama? Então... “Eu repreendo e castigo aqueles que amo. Reanima, pois, o teu zelo e arrepende-te.”(Apocalipse 3,19); e isso Jesus fala no Apocalipse, posterior ao que disse em Jo 15,15. Queremos ser amigos de Deus, mas um amigo diz a verdade, repreende. Mas aí rejeitamos a amizade de Deus. Até porque, Antes de Jo 15,15 Jesus já alerta quanto ao significado de sermos amigos d’Ele: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.”(João 15,13) Jesus é seu amigo, certo? Você tem dado sua vida por Ele? Pois é...
O fato de iniciar falando sobre a criação de uma mentalidade de um “Deus garçom” que nos serve, comparando com o nosso servir a Deus, e refletindo a amizade com Deus, tem a intenção de mostrar ainda o seguinte: Em Isaías 6 vemos o profeta inflamado, desejoso de servir a Deus, de ser enviado. Bendito aquele que serve ao Deus verdadeiro! No entanto, pouco se ouve o “Envia-me” dito por Isaías, ou “Eis-me aqui”... O que desejas de mim, hoje e sempre, Senhor? Hoje o que queremos é um Deus que me dará um carro zero, uma mansão, um super emprego, poder político, mulher (homem), vida feliz e farta, dentre todas as coisas terrenas.
Para muitas pessoas, a teologia da prosperidade – que infelizmente tem se infiltrado até mesmo na Igreja Católica – é a única razão de crer em Deus. Aliás, não creem em Deus, creem no que podem ganhar de Deus. Não se ouve mais testemunhos de pessoas que viviam nas drogas, ex prostitutas, ex homossexuais, ex pecadores assumidos, verdadeiros pagãos que se converteram; o que é comum mesmo é o famoso: eu andava a pé, de ônibus e hoje eu tenho carro; eu estava desempregado e agora eu tenho bom emprego (Aleluia?); eu estava falido e agora sou bem sucedido, sou empresário de grande porte; eu era bandido, etc. E o pior é que obviamente tem o “animador” dessa bagaceira toda. O pastor protestante Valdomiro fazendeiro Santiago fez até campanha próxima do Natal pedindo dízimo de 30% (segundo ele é 10% para o Pai, 10% para o Filho e 10% para o Espírito Santo). “Deus vai abençoar a sua vida irmão”... Sinceramente? Não sei como tem gente que cai nessa. O demônio não te faz pecar, o demônio te faz ser pobre, vai pra seção de descarrego, faz tua oferta que os “paxtor” vão queimar teu dinheiro na Terra Santa. Vai trouxa, cai nessa. O “bispo” Edir Macedo, fundador da Universal, diz em um vídeo ensinando como roubar o povo. Segundo ele, o pastor tem que ser o “super-herói” do povo. Na prática, ele se torna “super-herói” passando a imagem de um Deus que não é servido, mas que serve. Você está na mesa, faz seu pedido, e recebe (Aleluia?). Critica inclusive padres católicos pelo jeito mais suave de falar. O negócio deles (universal) é ganhar dinheiro.
Só que existe um pequeno problema nisso tudo. Usam tanto o Nome de Jesus pra ganhar dinheiro, que Deus vai de fato agir como um garçom. Sabe como? Jesus vai aparecer, não com vestes de garçom, mas glorioso como um Rei, com poder de Supremos e Eterno Juiz, e vai apresentar a sua conta. Você que tem ganhando dinheiro, pedido riqueza pra Deus, cuidado pra você não pedir muito e no julgamento ter uma conta alta. Seu dinheiro, seu ouro, suas roupas chiques, sua tecnologia, tudo que você possui (incluindo fazenda com gados) não paga essa conta. Pois a conta que paga a nossa entrada no Céu é a Cruz, é o Sangue de Jesus. Cruz de Jesus que é desprezada por dinheiro, poder e coisas terrenas. Maldito o homem que usa do Céu para ganhar coisas da terra. Repito, PARE DE FAZER DEUS DE GARÇOM, DE SEU SERVIDOR, POIS QUANDO ELE TROUXER A CONTA VOCÊ NÃO TERÁ COMO PAGAR A CONTA, E, DEPENDENDO DO CASO, VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE NOS QUINTOS DOS INFERNOS.
“Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar a sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?”(Mateus 16,26) Vai fazer trocar o seu pelo inferno? Tudo é verme. Faça uma visita a um cemitério, e veja o teu fim. Saiba que aquele é o teu fim. Os ricos e os pobres, Ricos e Lázaros, ambos terão o mesmo fim. Veio do pó e para o pó voltarás. São Francisco de Assis andava com um crânio humano para lembrar do fim dele. Os santos ao lembrar de seu fim, convertiam-se, serviam a Deus, desejavam e de fato despojaram-se de tudo aqui na terra, para ganhar o tudo no Céu. Quem quer só a prosperidade na terra, não prospera no Céu; ou seja, quem quer prosperidade nos bens temporais, não evoluiu no espiritual, e assim, pede o tudo que é Jesus pelo nada que são os bens terrenos. “Em tudo o que fizeres, lembra-te de teu fim, e jamais pecarás.”(Elesiástico 7,40) Então lembra-te do teu fim que é a morte, que é ficar só os ossos no caixão (já que neste mundo é o que restará), pede a graça da perseverança final, de estar preparado para a volta do Senhor ou para a tua ida até Ele, a graça de salvar a tua alma. E pare de ficar pedindo por pura vaidade carro, moto, mansão, dinheiro, mulher, inferno.
“porque o Senhor castiga aquele a quem ama, e pune o filho a quem muito estima.”(Provérbios 3,12)
E se ainda acredito nos “paxtor” protestantes e/ou católicos protestantizados dentro da Igreja, que dizem que o verdadeiro servo, o filho de Deus, não sofre; devo te dizer que São Paulo não concorda com isso: “à medida que em nós crescem os sofrimentos de Cristo, crescem também por Cristo as nossas consolações. Se, pois, somos atribulados, é para a vossa consolação e salvação. Se somos consolados, é para  vossa consolação, a qual se efetua em vós pela paciência em tolerar os sofrimentos que nós mesmos suportamos.”(2Corintios 1,5-6) – “Muitas vezes, vi a morte de perto. Cinco vezes recebi dos judeus os quarenta açoites menos um. Três vezes fui flagelado com varas. Uma vez apedrejado. Três vezes naufraguei, uma noite e um dia passei no abismo. Viagens sem conta, exposto a perigos nos rios, perigos de salteadores, perigo da parte de meus concidadãos, perigos da parte dos pagãos, perigos na cidade, perigos no deserto, perigos no mar, perigos entre falsos irmãos! Trabalhos e fadigas, repetidas vigílias, com fome e sede, frequentes jejuns, frio e nudez! Além de outras coisas, a minha preocupação cotidiana, a solicitude por todas as igrejas! Quem é fraco, que eu não seja fraco? Quem sofre escândalo, que eu não me consuma de dor?”(2Corintios 11,23-29)
Valdomiro Santiago vende tijolo “santo” para abençoar a casa. São Paulo nos ensina a nos unir na cruz de Cristo pra irmos pro Céu. Qual você prefere? O Apóstolo Paulo, ou o Apóstata (herege) Valdomiro e seus “parças”?
Salve Maria Imaculada!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Músicas protestantes nos meios católicos


               

              Este é um dos temas mais polêmicos internamente nos meios católicos: é lícito ou não cantar músicas protestantes? Veja que não quero nem dizer somente nos grupos e movimentos católicos, mas mesmo um católico ouvir e propagar individualmente estas músicas. De antemão quero dizer que sou radicalmente contra a utilização de músicas protestantes nos meios católicos, principalmente na Liturgia da Santa Missa. Mas tentarei ser imparcial. Na realidade, tentarei expor o porquê de eu ser radicalmente contra.
            Primeiramente devemos lembrar que somos Católicos, e não protestantes. Não é a mesma coisa. O primeiro ponto do perigo de usar as músicas protestantes, principalmente do neopentecostalismo protestante, é a confusão de fé que pode causar. Santo Agostinho vai dizer que “um homem Cristão é Católico enquanto vive no corpo; decepado deste, torna-se um herege. O Espírito não segue um membro amputado.” Seguindo essa linha de pensamento de Santo Agostinho, podemos ver que facilmente pode haver confusão e heresia nas músicas protestantes. Para quem não sabe, o protestantismo é tido como HERESIA. E, como afirma Santo Agostinho, separado do corpo – este corpo que é o corpo da Igreja Católica Apostólica Romana, Corpo Místico de Cristo – o Espírito não o segue. E o protestantismo é heresia, justamente porque se separa deste corpo. E até mesmo pregadores católicos como o Moisés Rocha fala o seguinte: “eu não acredito em derramamento do Espírito Santo fora da Igreja Católica.”
            Quando se faz uma composição, ainda mais de cunho religioso, se compõe de acordo com sua fé e com a vivência desta fé. A fé protestante é totalmente diferente da fé Católica. Não somente em doutrina, mas em essência. Os protestantes não creem na presença real de Jesus na Santíssima Eucaristia, portanto, desprezam a Santa Missa; não creem na Virgem Maria e nas grandezas desta mulher que abala o inferno; não creem na intercessão dos santos; não creem nem mesmo na Igreja de Cristo visível (apesar de cada um fundar a sua); não creem no derramamento de sangue de Jesus no confessionário perdoando-nos dos nossos pecados, através do sacerdote, que age na pessoa de Cristo; na realidade não creem em praticamente nada do catolicismo. Não alonguemos no que cada um creem ou deixam de crer, até porque o foco é outro. Mas, queria saber dos católicos que ouvem essas músicas, o porque ouvem se não está de acordo com a fé que vivem? Talvez não vivam... Falo isso pelo fato de que os próprios autores protestantes reclamam dizendo que não gostam de ver os católicos cantando suas músicas para “adorar pão”; e nós sabemos que não é para adorar pão, mas sim o próprio Senhor que está presente no Santíssimo Sacramento! É tanta música e pregação pra “aceitar Jesus” que acabam negando o próprio Jesus que se dá na Comunhão. Devemos ser realistas: quando se ouve música protestante é mais por sentimentalismo. Então, se o dono da música não quer que cantemos para o nosso Deus, então que tal realizarmos seus desejos?
            A música protestante causa grande confusão no meio católico. Afinal, se canto uma música protestante, posso ouvir pregações, aí posteriormente poderei ir em um culto protestante (que a Igreja proíbe), aí eu começo a ver a Santa Missa que é o Sacrossanto Sacrifício de Cristo como um mero teatro, como uma ceia protestante, e quando menos espera, já está na assembleia, universal, ou qualquer “boteco de esquina, fundo de garagem” que se diz “igreja”. E quase sempre começa pela música. Os católicos que defendem a música protestante dizem que é mais algo “ecumênico”, que une, já que ambos –segundo eles – servimos o mesmo Deus. No entanto, a gente deveria lutar mais pela unidade dos movimentos católicos, e acabamos usando coisas protestantes que é a grande causa de grande divisão no meio dos católicos (no caso movimentos de leigos). Ou vai me dizer que a bronca maior com a RCC não é a desgraça que ela está fazendo, no Brasil, de transformar os grupos de oração semelhantes a cultos protestantes? Transformando a Santa Missa em ceia... E por aí vai.
            O ecumenismo é válido quando abrimos as portas para que quem está fora possa entrar, e não arregaçar pra quem está dentro sair. Os santos da Igreja não tinham essa mentalidade de falso ecumenismo que se tem hoje. Vou citar um santo até recente: São Padre Pio. Este grande santo da Igreja Católica era ecumênico pelo fato de que quem ia se confessar com ele, ou mesmo ver a Santa Missa celebrada por ele, acaba se convertendo. Até os ateus se tornavam católicos, quanto mais vários protestantes... E ele dizia algo muito sério: dizia ele que como o Catolicismo tem um fundador (Jesus Cristo) o protestantismo também tem um fundador, que é um anjo: Lúcifer. São Pio, um místico de grande importância para nós, que era estigmatizado, dizia que o criador do protestantismo foi o demônio. E deve de ser mesmo, afinal temos a visão da Beata Serafina de Lutero no inferno. E nós, que nos intitulamos católicos, ouvimos a música do meio criado pelo demônio.
            Muitas comunidades estão perdendo vocações verdadeiras por causa disso. Um jovem que sente o chamado de viver uma vocação nas novas comunidades, e que talvez não tenha uma maturidade para separar o joio do trigo, acaba por se afastar, porque quer viver a radicalidade evangélica, a Tradição da Igreja, e a comunidade que ele se identifica parece um covil de protestantes. Fora outras práticas que falaremos em outros posts (algumas já até faladas aqui).
            Mas, por outro lado, eu nem chego a criticar tanto quem canta música protestante por causa de um pequeno detalhe: alguns não tem escolha. A culpa de muitos, na ignorância, usar músicas protestantes nos meios católicos é dos próprios músicos católicos. Já ouviu falar de algo chamado testemunho? Tem cantor “católico” famoso que vive com pastores protestantes, indo pra culto ecumênico com pessoal da Batista. Aliás, chegou a mim que este cantor, em seus shows, tem até pedido para tirar a imagem de Nossa Senhora para poder fazer show ecumênico, afinal, ele não quer ofender os protesta. Só não citarei quem é, porque não sou testemunha ocular do ocorrido. Vamos cantar músicas genuinamente católicas? Mas quais? Bom, temos Padre Marcelo Rossi. Só que canta muita música protestante. Reflitamos: muitos defensores do uso de músicas protestantes citam músicas do Padre Marcelo, dentre outros, que são de autoria protestante. Só que se esquecem de uma coisa: a 20, 30 anos atrás não existia música católica praticamente. Somente o excelente canto gregoriano. As músicas protestantes eram mais textos bíblicos, sem tanta heresia... E o povo simples, principalmente no nordeste, cantava juntamente com os “benditos” e músicas marianas. Querer comparar a realidade fechada de 30 anos atrás com a de hoje é no mínimo safadeza para querer infiltrar o protestantismo no seio católico. Ouve música cantada pelo Padre Marcelo Rossi (não estou criticando ele, afinal escuto desde criança) ou de qualquer outro intérprete católico, que é de autoria protestante, ai vai no google pesquisar, e vê o verdadeiro autor. Aí começa a ouvir as músicas deste autor, ai vê seu depoimento de vida, sua “igreja”, suas pregações, “kabum” foi contaminado pela heresia protestante. Ainda mais se for da Ana Paula Valadão: ou verá vídeo dela falando bem da Igreja Católica à respeito da Patrística, ou verá a cômica profecia do término da Igreja Católica. Isso causa confusão.
            Sabe o que me causa irritação? Músico católico que sabe compor um discurso para promover a música protestante, mas não sabe compor música católica, da fé católica, dos mistérios da música católica. Por mais que achem lícito usar cantos protestantes, ao verem os mesmos serem cantados nos templos protestantes, ou seus compositores cantando, a música que você usou para adorar o Santíssimo Sacramento, usa para puxar do Santíssimo. Como já disse aqui: autores protestantes dizem que não gostam de ver os católicos adorando pão com suas músicas. Aí me irrito, porque muita gente de talento musical, ungida, que cantava muito, para de cantar música de louvor, adoração, genuinamente católica, para ir cantar forró, axé, rock... Por isso vejo a sede dos meios protestantes: os católicos só fazem música pra dançar, pular e suar nos grupos de oração; já as músicas pra louvar, rezar, honrar a Virgem Maria, pedir o Espírito Santo de Deus e não o de divisão, não tem. Aí ou fica nas mesmas músicas, ou aderem ao protestantismo. A segunda opção é a menos recomendada, porque fará o povo sair da Igreja. A solução é: “morar” na Capela do Santíssimo Sacramento, e compor músicas de verdadeira adoração Eucarística, músicas ungidas mesmo. Se não tem música católica de verdade no mercado (aliás no mercado tem neh, afinal é só show, dinheiro e hotel de luxo), vamos compor, e através da música resgatar o que o lobo tem devorado.
            Se em grupos de oração isso é um câncer, imagina na Santa Missa. E isso nem é algo da RCC, é um câncer geral aqui no Brasil. Participei de uma Santa Missa em São Miguel-RN em que o próprio padre, talvez por ignorância mesmo, puxava o canto “entra na minha casa...” Óh Céus! Sei que este não é o principal motivo, mas na hora da comunhão o povo parecia que estava indo receber pedaço de bolo de festas de aniversário das cidades, aquele quase “empurra-empurra”. Não se fala do Santíssimo Sacramento, param de dizer que a Missa é Sacrifício, não se compõe nem cantam mais músicas de adoração Eucarísticas, aí cantam a referida música, e já trata Jesus Eucarístico como algo qualquer... Triste realidade.
            Não adentrarei muito na bomba infernal que é a música protestante na Santa Missa porque o Padre Paulo Ricardo fala muito bem a respeito disso. Mas, para os modernistas de plantão, que usam o Concílio Vaticano II para aprovar tais heresias, o Concílio afirma que em primeiro lugar a música para a Santa Missa continua sendo o Canto Gregoriano. Tirando Missas Tridentinas, você tem ouvido músicas em Latim na sua diocese? Graças a Deus, em algumas comunidades, carismáticas até, o Espírito Santo tem suscitado a importância do latim, e se vê ao menos o ato penitencial, o Santo, e o “Cordeiro de Deus...” em Latim. Já é alguma coisa, em uma realidade em que é comum ver “entra na minha casa” e afins.
            Sei que acabei mais pegando os erros doutrinais protestantes do que o próprio fato da música em si. Mas falei assim, para que tenhais cuidado, a música ela é mais fácil de ficar gravado no psicológico. Cuidado! Vamos ouvir e cantar coisas genuinamente Católicas! As vezes você querendo unir os crentes em Cristo, acaba dividindo o Corpo Místico de Cristo.
            Antes de finalizar: já perceberam que quase não existe mais música pedindo reparação? Nem se fala de Eucaristia, Nossa Senhora é quase sistema de cotas nos CDs católicos. Mas pedir milagre por cima de milagre e afins, o beleza heim amados? Saudades dos CDs da Toca de Assis, essas sim poderíamos tocar sem receio nas Missas. Aliás, Toca de Assis me lembra Padre Roberto Lettieri, que antes de ser afastado tanto combateu isso. Lembro de uma pregação, que citaram o Padre Roberto, que em uma missão fora do Brasil, colocaram no carro o CD do “Diante do Trono” – se não estou enganado -, e então, o Padre Roberto mandou parar, pegou o CD e pisou dizendo “não deixa isso cair nas mãos dos meus filhos”; será que Padre Roberto Lettieri não já via o perigo de tais cantos? O triste é saber que muitos falam com júbilo do Padre Roberto, mas quando ouvem isso, como a pregação do relativismo e do Rock, passam a não gostar tanto dele assim. Como disse, ouvi falar isso... Mas quase ninguém dá atenção aos profetas, a não ser que estes “profetas” te deem curas, e digam que tudo bem, tudo leva a Deus... Existem também tantos outros ministérios católicos, que nos shows se canta não só música protestante, mas também música secular mesmo. É, enfrentemos a apostasia.
           "Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco. Mas isso se dá para que se conheça que nem todos são dos nossos"(1João 2,19)
            Salve Maria Imaculada!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI renuncia ao papado!


Papa_Bento 


Bento XVI anuncia a decisão de deixar o cargo. Sede vacante a partir de 28 de fevereiro. Eleição do novo Papa em março
Eis as palavras com que Bento XVI anunciou a sua decisão:
Caríssimos Irmãos,
convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.
Fonte: http://pt.radiovaticana.va/Articolo.asp?c=663817

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A dor invade minha alma. Mas ainda assim digo: SOMOS SUA JUVENTUDE BENTO XVI!
Viva o Papa! E que o Espírito Santo dê a assistência necessária para a escolha do novo Sumo Pontífice. Maria Santíssima os guie. Salve Maria!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Você tem vergonha de Jesus Cristo?




“Portanto, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus. Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus.” (Mateus 10,32)
            Salve Maria!
            Esta passagem contida no Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus era difícil de crer que se cumpriria. Pelo menos não no meio dos crentes em Jesus e Sua Igreja. Sabemos que nos tempos mais difíceis da Igreja houve negações dos seguidores de Jesus. Um exemplo clássico é Judas que traiu Jesus, e pereceu; e também Pedro que negou três vezes, mas com o arrependimento prosseguiu o chamado de Cristo em sua vida. Este, aliás, após Pentecostes, ficou com tanta certeza da missão, sem respeito humano algum, que invés de voltar a negar Jesus como fez outrora, morreu em Roma crucificado de cabeça para baixo.
            No tempo da perseguição feita pelo Império Romano tivemos muitos mártires, porém, também pessoas que negaram Cristo por medo da morte. Não que elas se condenaram, pelo que Jesus disse na passagem acima, até porque houve tempo para arrependimento (como no caso de São Pedro).
            Mas hoje, começamos um novo tempo de perseguição ao cristianismo. O mundo odeia tudo aquilo que remete a Cristo e à Sua Igreja. “Se o mundo vos odeia, sabei que me odiou a mim antes que a vós [...] Se me perseguiram, também vos hão de perseguir.”(João 15,18;20) Só que existe um pequeno problema neste novo tempo de perseguição: o povo esta se acovardando! Sim, pra tristeza da Igreja Celestial e também da militante, o povo tem se acovardado. O martírio que outrora era um coroa de glória – e continua sendo, apesar do povo que recusa esta coroa – agora virou uma coisa de fanáticos, de gente alienada, que não respeita nada, etc. Todo tipo de coisa ouvimos/lemos de gente que quer negar as verdades da Igreja. Hoje, para não causar desconforto, vemos até mesmo padres em programas de televisão negar as verdades da fé católica. Vemos católicos que movidos por um sentimentalismo barato, dizem que Deus é amor, mas não amam a Deus o suficiente para deixar a vida de pecado. Aliás, as pessoas que são coniventes com o pecado, que dizem que tudo bem, que dizem que quem quer viver a radicalidade do Evangelho está “perseguindo” os outros, são os mesmos que perseguem de fato os verdadeiros fiéis da Igreja. Tanto que conheço algumas missionários católicos que são proibidos de pregar em várias dioceses, jovens expulsos de grupos por não aderirem a erros, outros deixado de lado pelos “amigos” por causa da escolha radical da vivência do Evangelho... E por aí vai.
            Mas a questão não é nem essa. Nós chegamos a uma fé tão rarefeita (péssima palavra para expressar) que estamos a minguas e achamos isso bonito, evolução... Por exemplo: perdeu-se o costume de passar em frente a uma Igreja e fazer o sinal da cruz. Isso é tão simples, e tão deixado de lado. As pessoas tem vergonha de fazer o sinal da Santa Cruz em frente a uma Paróquia, Capela, Santuário... É preciso resgatar alguns costumes antigos, que nos tempos de hoje se perdeu.
            Já perceberam que as pessoas tem até receio de falar Santo SACRIFÍCIO da Missa? Não sei se entra aqui no assunto de vergonha de Jesus, mas parece que no meio de muitos lugares as pessoas temem falar Sacrifício, porque as pessoas se sacrificam em coisas fúteis, e não querem afastar essas pessoas ao dizer de um Deus que se sacrifica.
            Mas vamos falar da vergonha em si. Já repararam que diminuiu o número de gente que usa objetos religiosos que são sinais da nossa fé? É mais fácil ver crucifixo em shows de Rock, mesmo com o sentido do uso deturpado, do que no pescoço dos jovens católicos. Talvez por vergonha. Afinal, não querem causar atrito com jovens protestantes que irão dizer “Ele ressuscitou, meu Deus não tá na cruz...” e essas baboseiras todas (Afinal, como Jesus nos amou senão na Cruz?). Lembro-me quando ainda estava indo para a faculdade, uma jovem que era praticamente atéia, apontou para o meu crucifixo rindo e disse “wont, nessa idade e ainda usando isso...” Como se o fato de usar crucifixo fosse coisa de criança; ou pior ainda, só quem crê em Jesus são crianças que ainda não tem uma mentalidade madura. Acho que a pobre era tão pobre de espírito, que tinha essas idéias malucas, porque é como muitos que “frequentam” as Igrejas hoje: vão obrigadas pelos pais. Mas e você, ia deixar o crucifixo para evitar zombarias? Afinal, Cristo não quer divisão neh? Vai nessa, que a tua vergonha, o teu respeito humano na terra tendo vergonha de Cristo, o fará ser rejeitado (negado) por Cristo no teu julgamento.
            Da mesma forma que os crucifixos, caiu em desuso o escapulário. Na verdade até se usa, mas de forma indiscriminada. Ou seja, usa sem saber o significado. Não se tem a devoção, se tem o carinho pela pessoa que te deu ou coisa do tipo. É preciso saber que quem usa o escapulário – assim como todo cristão católico – tem que viver uma fé digna, e dar testemunho do amor a Cristo e a Virgem Maria, e confiando em Seu socorro, saber e crer que ao morrer, ela nos levará ao Céu no sábado seguinte. Aliás, o demônio tem colocado mais vergonha por coisas marianas do que por crucifixos. Quase não se usam mais as medalhas milagrosas de Nossa Senhora das Graças (a não ser no mesmo caso do escapulário: sem saber pra quê serve), ou medalhas de outros santos. A pessoa vai pra Missa com camisa de time de futebol, banda de rock, e até do Agnelo se brincar, mas recusa-se usar uma camisa de Nossa Senhora para evitar discussão.
            Já repararam que pessoas de algumas religiões quando dá o horário de rezar, eles param no meio da rua, se ajoelham e fazem suas orações? Não se vê um pingo de vergonha ou respeito humano. Já os cristãos... Muita gente fala que não reza o terço e/ou Rosário porque não tem tempo o suficiente. Mas anda muito, e porque não reza neste momento. Está em um ônibus, vai rezando. Mas não se reza porque não se quer. Vergonha, medo, falta de vontade de rezar. Medo de alguém falar alguma coisa, xingar, etc. O triste é ver que os terços viraram “penduricalho” de retrovisor de carro, mas rezar que é bom... NADA!
            Uma vez com um grupo de amigos, fomos sair pra evangelizar, somente cantando, com uma imagem de Nossa Senhora, e louvando a Deus. Um ser passa por nós, aponta pra Nossa Senhora Aparecida, e diz “que demônio é esse!?”, o inferno se levanta. O mundo odeia o sagrado, e se acham que esconder o sagrado fará Jesus se orgulhar de nós, triste pra você...
            Na Igreja sempre houve um costume muito belo: as procissões. Seja com o Santíssimo Sacramento, seja com imagens sacras como a de Nossa Senhora. E quando falo procissões, não é só dentro de uma Paróquia, mas nas ruas. Hoje é raríssimo se ver isso. Com o Santíssimo Sacramento só em Corpus Christi. Todo mundo é devoto de Nossa Senhora, mas na hora de sair com ela pelas ruas... Aí como dói, como é triste o respeito humano. Irmã Lúcia em seus escritos falava que em Portugal Jesus pedia orações PÚBLICAS pelas ruas em reparação aos pecados que se cometia no Carnaval. Que preces públicas, nas ruas, temos hoje? Se tem festa de todo tipo dentro da Igreja, queremos ser os “cheios do Espírito”, e agimos contrários ao que viveu Pedro e aqueles que estavam no Cenáculo. Veio o Espírito Santo e Pedro foi impelido a ir pregar pra multidão, correndo risco de morrer. Muitos se converteram. Hoje em dia nossa vergonha tem convertido é a gente mesmo, convertido nós mesmo em demônios. Nós nos escondemos em bancos de Igreja, porque lá podemos suar máscaras. Enquanto devemos abrir o peito para o martírio que nos espera.
            Se você quer evangelizar, mas não consegue abordar ninguém: reze. Santa Faustina em uma viagem que fez, sentiu que tinha que falar com uma moça, ela apenas rezou, aí a moça começou a puxar assunto com Santa Faustina. Dias atrás, eu, como de costume, vinha no ônibus rezando meu terço; quando terminei o terço e peguei o tratado, uma moça ao meu lado perguntou se eu era católico (pensei que era protestante), e ela veio me dizer que me vendo rezar, lembrou que também rezava, que era coroinha, e acabou se perdendo no mundo, e me vendo rezar começou a lembrar do tempo que ela era feliz. O que eu fiz além de unicamente rezar? Talvez muita gente nem lembre da existência de Cristo, porque você é um safado que tem vergonha d’Ele, de rezar em público quando necessita, e afins.
            Mas, os leigos normalmente tem esse problema do respeito humano, da vergonha das coisas da Igreja, pelo fato de ter exemplos no clero. Afinal, quer demonstração maior de vergonha da vida que tem, da fé que tem, do que sacerdotes que não usam o hábito eclesiástico? Pois é, para muitos é para o mundo se identificar, para quem tá no mundo, é apenas mais um na multidão. Já ouvi casos de pessoas que iam cometer suicídio, e ao ver um sacerdote com seu hábito, decidiu se confessar, e largou a idéia do suicídio. Se existe algum sacerdote católico lendo este texto, e que não usa hábito eclesiástico, por favor, peça perdão a Deus pelas almas que se perderam, que iriam até a ti, mas porque te viram como mais um na multidão, não viram o Cristo que morreu pro mundo. Aliás, peça perdão a Deus pela desobediência à Igreja que diz que todo sacerdote deve usar hábito eclesiástico obrigatoriamente.
            Citei coisas muito simples. Mas talvez por negar coisas tão simples, é que ouvimos coisas do tipo: “Sou católico, mas não concordo com tal coisa da Igreja; sou católico mas apoio o aborto; sou católico, mas a Igreja é homofóbica...” Mas o que mais me dói é: Sou católico, concordo com a Igreja, mas manifestar, falar assim, é exagerado, vai afastar as pessoas... Isso dói. Porque como diria o Papa Leão XIII: “A audácia dos maus se alimenta da covardia e da omissão dos bons”. E a gente vai achando bonito negar a Cristo, negar a Igreja.
            Mas, lendo as palavras do Santo Padre o Papa Bento XVI, dá para entender perfeitamente o porque as pessoas tem negado a Cristo de tantas meneiras. Sabemos que o martírio é semente de novos Cristãos. E, no Brasil, os católicos não são tão “cabulosos” como nos EUA que reuniram mais de 500 mil para protestar contra aborto. Nós somos açucarados, porque queremos estar bem com tudo mundo, evitar processo, evitar que percamos autorização para transmitir nossos programas com açúcar, e coisas do tipo. Mas se você é ridicularizado por ser Cristão CATÓLICO APOSTÓLICO ROMANO, relaxa, o Santo Padre nos ensina a nos prepararmos para o martírio, não de sangue, mas o da ridicularizarão. Não tema ser ridicularizado por usar crucifixo, andar com Bíblia, Terço/Rosário, de falar Salve Maria ou “Fica com Deus e Nossa Senhora” pra um protestante, por viver a castidade, por querer ser santo e não anta. Deixa falar o que quiser, não tenha vergonha de Cristo, tenha vergonha do mundo que vive a desgraça de se opor a Deus.
            Salve Maria Imaculada!

sábado, 2 de fevereiro de 2013

"Cristoteca", "balada santa", "barsinho de Jesus" e afins.


“Espero nunca ter ensinado nenhuma verdade que não tenha aprendido de Vós. Se, por ignorância, fiz o contrário, revogo tudo e submeto todos meus escritos ao julgamento da Santa Igreja Romana” (Santo Tomás de Aquino).
            Pela complexidade do assunto em questão, tenho que fazer minhas também as palavras de São Tomás de Aquino. Se a Igreja, na pessoa do Santo Padre o Papa, vier a aprovar - ou caso já tenha aprovado e eu por ignorância escrever algo contrário ao que a Igreja ensina – eu revogo tudo que escrevi contrário ao Santo ensinamento da Fé Católica.
            Para começar a abordar o tema, começamos com a Palavra de Deus: “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem”(Mateus 7,6). Quando falamos de “cristotecas” e festas do tipo, que em geral ocorre as mesmas coisas do mundo, podemos comparar com esta passagem. Só que com uma pequena diferença: Ao invés de jogar pérolas aos porcos, estamos jogando os porcos na pérola da Igreja; lançando os cães contra as coisas santas e vice-versa. Numa sociedade em que a Igreja pede uma nova evangelização, um novo ardor missionário, novos métodos, novas formas de anunciar o Evangelho e a doutrina da Igreja, fazem-se, muitas vezes, uma “evangelização” que o conteúdo é evangélico, mas a forma é condenada pelo próprio Evangelho. Eu não posso evangelizar um drogado usando droga. Infelizmente muitos grupos jovens da Igreja fazem o mesmo que o Governo Federal faz com dependentes químicos: É errado usar droga, mas se dá cachimbos para o drogado não inflamar a mão com a latinha. Do mesmo modo, ir para boates é errado, mas se tiver o nome de Cristo na música e sendo “para Deus”, tudo bem. Será mesmo que tudo bem? Quando a Madona pega coisas cristãs como crucifixo, terços, e coloca em seus shows fazendo profanação e provocação à Igreja, você acha correto? Certamente que não. Mas acha certo pegar o ritmo de música da Madona e colocar dentro da Igreja, só mudando a letra? Qual a diferença?
            Façamos uma pequena análise do contexto de onde surgiu as “raves”, e vejamos se este pode ser um meio para cristianizar alguém. As raves, surgiram na cidade de Londres, na Inglaterra. Cidade esta que é tida por exorcistas, como o Pe Gabriele, como a capital do satanismo. Essas festas eram realizadas em sítios, em lugares distantes, justamente pelo fato de que era tanta prostituição, tanta profanação, que tinham que se afastar para não ser preso. Levados pelo RÍTMO da música, muita droga, faziam bestialidades, sexo à vontade: homem com homem, mulher com mulher. Todo tipo de absurdo ocorria nesses ambientes. Agora seja sincero: você consegue ver uma cena dessa e dizer “rave católica”? Assim como o Rock, tais músicas e festas, nasceram para um culto ao demônio. O Rock pelo fato mais espiritual, que conduz ao ocultismo sem a pessoa se dar conta; e essas festas eletrônicas pelo pecado da carne, haja vista que, como dito, fazia-se (e se faz) bestialidades unicamente pelo ritmo.
            Não podemos nos enganar, ninguém vai para a balada por causa da letra de uma música. Ninguém peca estritamente pela letra da música. Quem é o “pegador” de balada, que “pegou” um monte na festa porque a música falava – claro que muitas letras induz a isso também – pra pegar? Pega-se pela forma que a mulher está dançando. E ela dança pela letra ou pelo ritmo? Não sejamos burros! Muita música eletrônica não tem nem letra! E o povo está se catando. Muitas estão em diversos idiomas, que a maioria que está na balada não entende, ou pelo remix não entende, ou – na grande maioria – não está nem aí pra entender. O importante é encher o corpo de droga e sexo.
            Então paremos de dizer que tudo que tem no mundo dá para ser usado para evangelizar. Sabe o que é ter criatividade para evangelizar? É fazer uma peça de teatro, com discernimento, profetismo, unção, e fazer as pessoas terem um encontro com Cristo através de uma peça de teatro. De fato muita gente, como diz o Papa Paulo VI, está saturada de discursos. Mas uma peça, há, peças verdadeiramente ungidas tem salvado muita gente das garras do demônio. O Papa João Paulo II admirava este tipo de evangelização. Criatividade, ousadia, é fazer uma lanchonete, em que as pessoas vão comer, e de repente vem gente falar de Deus, do amor de Deus, da Santa Igreja, e já tem grupo de oração, etc. Isso é criatividade, a Comunidade Católica Shalom nasceu de uma lanchonete idealizada pelo fundador Moisés Azevedo. Criatividade é fazer um Acampamento de jovens, que vão não por Deus, mas por lazer; e chegando lá, começam o dia com adoração ao Santíssimo, tem seu lazer, contato com a natureza, e a tarde e noite estão em oração, pregação, e Santo Sacrifício da Missa. Isso é uma santa criatividade do Espírito. Novos meios? Sim, a internet está aí, usemos deste meio para anunciar a verdade. O próprio Papa Paulo VI alertava para nunca deixarem de lado a pregação oral. O próprio fato de leigos poderem pregar é um novo meio, isso era raríssimo.
            Mas infelizmente, parece que por falta de oração, de recitar o Santo Rosário, estamos desesperados diante do demônio. Estamos apelando de todo jeito. Usando coisas do demônio, que não dá para ser transformada em santa, para ataca-lo. Estamos dando prazer ao demônio. Aliás, já dizia Santa Teresa de Ávila, que  quem peca não quer contentar a Deus, mas dar prazer ao demônio. Então usar algo que é pecado para querer que outros sejam santos, é dar prazer a Deus ou ao demônio?
            Infelizmente temos perdido a essência católica. Os católicos começaram a apelar, imitando o protestantismo. Começou infiltrando músicas protestantes nos grupos de oração mundo afora; aí entrou diversas outras heresias terríveis. Hoje, imitam a “Sara Nossa Terra” e afins, que ao final do culto deles, fazem baladas. Tem um templo protestante da referida seita, que as paredes são pintadas de preto, pra ficar bom pro jogo de luz e etc. Não é porque protestante faz que nós temos que fazer. Achou ruim? Vira protestante e deixa de profanar a Santa Igreja.
            “Cristoteca”, “balada santa”, “rave católica” ou qualquer outro nome que se dê a essas festas na Igreja, ou levando o nome de grupo de Igreja, pode até ajudar a salvar alguém. Mas vejamos: Os reis magos seguiam a estrela que levava a Belém, onde Jesus tinha nascido. Os reis chegaram à Jerusalém, e pediram informações a Herodes, que consultou os Príncipes dos Sacerdotes e os Escribas; e ao saber onde nasceria o Menino Jesus, este informou aos reis magos o local, e pediu informações sobre o Menino, pois ele também queria ir adorá-lo (cf. Mateus 2,1-12). Ora, sabemos que o objetivo de Herodes era matar Jesus, mas ele indicou onde o Menino ia nascer. Essas festas podem até indicar o lugar onde está Jesus, todo Santo, no entanto, o objetivo dela, o para quê o demônio a colocou no mundo, é para matar Jesus. É fácil olhar para uns que entraram na Igreja a partir dessas festas. O difícil é olhar para os milhares de “santos inocentes” que morreram por causa de Herodes. Algumas pessoas entram na Igreja a partir dessas festas, mas também por essas festas muita gente se perde. Se você entrou na Igreja por causa dessas festas, Rock, etc.; espero que faça como os reis magos, que avisados por um anjo (doutrina da Igreja) não retornem a avisar Herodes, pois ele queirerá matar a Igreja de Cristo.
            Mas vamos a exemplos. Em certa Paróquia, em uma festa junina, um certo grupo de jovens fez uma “quadrilha” fantasiados de zumbis (pois é, eu sei...) e dançando a música Thriller de Michael Jackson. Imagina a cena. Evangelizar? Pois é, aí uma amiga minha, muito católica, diga-se de passagem, ouviu um rapaz que não era da Igreja, e foi conhecer. E o rapaz disse: “Se isso é a Igreja Católica, eu prefiro ficar no mundo...” Aí lá vai a pobre da minha amiga conversar com o menino, explicar que aquilo não representa a Igreja. Uma outra pessoa me diz, que em sua Paróquia se faz o “barzinho de Jesus” (que benção, heim?), e um rapaz que ela lutou para ir pra Igreja, participou dessa festa, e este disse-lhe: “Ah, mas estar na Igreja e no mundo é a mesma coisa...” Aí lá vai ela ter que explicar que é aí que está o sentido de “Igreja Santa formada por pecadores”, afinal, a apostasia chegou (Já chegou, já chegou...).
            Como também tive momentos de ignorância a respeito dessas coisas, já participei de festas do tipo em minha paróquia. E em uma, fui recepcionado por uma garota, de 15 anos, mordendo meu pescoço, dizendo que “ia me comer feito pão”. Aliás, nem lembro em qual das festas dessa paróquia que foi, mas sei que a mordida foi na eletrônica (pra ter ideia de como estão os grupos de jovens na Igreja). Aí o ambiente escuro, música eletrônica (colocando o Sagrado naquilo que é profano), meninas com roupas imodestas, rapazes que bebem fora do local (quando não é tipo barzinho de Jesus neh), aí imagino no que pode dar? Existem vários exemplos do tipo, até indico os vídeos que tem abaixo, de dois sacerdotes (Padre Roberto Lettieri e Padre Mateus Maria) que falam a respeito. Afinal, atendem confissões e sabem como fica a alma dessas pessoas.
            Muitos ainda acham que deve evangelizar por estes meios. Aí lembro-me de Santa Faustina. Ela estava indo para um baile, quando Jesus falou-lhe ao coração “Até quando terei que te aguentar Faustina?” Ela se converteu de fato, entrou pra vida religiosa, e gastou sua vida sendo uma Apóstola da Misericórdia. Agora eu queria saber, se Deus quer essas festas hoje, porque Ele também não o quis no tempo de Santa Faustina (100 anos atrás, mais ou menos). Afinal, Cristo disse “Até quando terei de te aguentar”, e não “Pare de ir pra essas festas, faça uma festa com o mesmo ritmo de dança, só que falando coisas da minha misericórdia, as pessoas vão dançar umas com e para as outras, mas não tem problema, mesmo estando em perigo de pecado”. Jesus disse isso? Não! E a festa de Santa Faustina era ser toda do Amado Jesus. Leiam, por exemplo, escritos da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, onde ela fala que não iria mais dançar, porque desagradava a Deus, no sentido mundano mesmo. Os pastorinhos de Fátima não bailavam, mas rezavam. Porque a 100 anos atrás (aliás, em quase todas aparições de Nossa Senhora reconhecidas pela Igreja) Nossa Senhora vem dizer apenas isso: PENITÊNCIA! PENITÊNCIA! PENITÊNCIA! Hoje não se faz mais penitência, mas festa. Mas só para explicar, uma dança pura, aquela “na presença de Deus” não é errado, o errado é dançar as danças mundanas, que seduz e conduz a si e aos outros ao inferno.
            Em La Sallette Nossa Senhora exortava para as congregações tomarem cuidado com quem aceitavam para as suas congregações, pois o demônio ia infiltrar muita gente. E, as novas comunidades não prestaram atenção nisso. Tem muita gente de Novas Comunidades que foram infiltradas pelo demônio, para manchar o carisma, e perder almas.
            Em Fátima Nossa Senhora pediu que se rezasse e fizesse sacrifícios, pois – vai dizer Nossa Senhora –vão MUITAS almas para o inferno porque não há NINGUÉM que reze se sacrifique por elas. Aí o que vemos é, no lugar de oração e penitência, pregação profética da Palavra, vemos eventos eletrônicos e mundanos dentro da Igreja, com discurso diabético de que Deus é amor. Deus é amor, mas repudia o pecado. Em épocas de Carnaval, por exemplo, faz-se tudo o contrário da vontade de Jesus. Já exortava a muito tempo a Irmã Lúcia: “Em reparação por si e pelas outras nações, Nosso Senhor deseja que em Portugal sejam abolidas as festas profanas nos dias de Carnaval, e substituídas por orações e sacrifícios, com preces públicas pelas ruas”. Como vêem, Jesus pede, por meio de Irmã Lúcia, ORAÇÕES, SACRIFÍCIOS, E PRECES PÚBLICAS PELAS RUAS. Não vi Jesus pedindo em reparação as festas promiscuas, festas “santas”. Em reparação as baladas, “balada santas”; em reparação as discotecas, “cristotecas”; em reparação aos bares, “barzinho de Jesus”, em reparação ao pecado, “pecado disfarçado”. E o que me dói, é que em muitos lugares que fazia isso, evento de oração, aumenta um dia da agenda do evento de Carnaval, para ser feito festa eletrônica (e também, não tem tempo pra Missa de virada de ano, mas tem pra ter duas atrações artísticas pra colocar o povo pra dançar). Precisamos rever nossos conceitos de evangelização.
            Eu já quis evangelizar de forma “diferente”. Comecei a fazer Rap. Quem lê este blog a algum tempo sabe disso. Eu fiz alguns bem parecidos com os raps mundanos mesmo. E o pior, sem direcionamento espiritual. Quando um sacerdote me proibiu, eu parei. Mas, aconteceu comigo o que diz no final do versículo 6 do capítulo 7 de Mateus: “para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.” Eu condenava cristoteca e esses eventos, mas vinha “mas canta rap”. Postava coisa contra o Rock, aí alguém jogava a indireta “é, Rap é do demônio”. Então, larguei o rap, pois não posso trocar a missão profética que Deus me deu, por causa do meu gosto pessoal. Começaram a calcar aos pés, e despedaçar contra mim. No caso, contra a Igreja. Pois como já dito, muita gente escarnece da Igreja por causa destas prostituições que fazem do sagrado. Em um exorcismo, o demônio obrigado por Deus e pela Virgem Maria, foi forçado a lembrar uma velha profecia de uma beata da Igreja: que viria tempos em que, havendo um grande buraco entre o mundo e a Igreja, o povo da Igreja iria querer tampar este buraco para as pessoas do mundo virem pra Igreja. Aí pegavam a Liturgia (a Santa Missa, Santíssimo Sacramento, enfim) e jogavam neste buraco; o mesmo faziam com a devoção a Virgem Maria, as imagens das Igrejas, relíquias, etc. Aí quando o buraco ficou chegio, as pessoas do mundo atravessaram para a Igreja. Mas chegando na Igreja, ficaram tristes, pois não havia nada que os atraísse, e saíram da Igreja. Ou seja, o que atrai as pessoas do mundo para a Igreja, é o sagrado, e nós estamos jogando fora o sagrado para agradar ao mundo. A santidade, o silêncio, o zelo, está no buraco hoje em dia, e na Igreja um jovem procura a santidade, o diferente, e encontra as festas da mesma forma que no mundo, mudando a letra, mas a letra ele nem presta atenção.
            Sem faço a seguinte comparação: Um jovem indo pra balada, chega em casa drogado, daquele jeito, todo detonado pelo pecado, muita droga, muito sexo. Aí, quando consegue acordar, ele lembra que alguém falou sobre determinado evento (sempre uso o exemplo do Hallel), e ele quer mudar de vida. E toma coragem junto com água gelada com açúcar. Aí quando ele chega, o primeiro lugar que ele aparece é na “tenda eletrônica”, as pessoas ouvindo as mesmas músicas que ele ouvia, dançando da mesma forma que ele dançava, pessoas “ficando” como ele ficou com umas duzentas na noite anterior, bebendo, etc. Aí ele vai pensar: “Igreja e o mundo é a mesma coisa”. E ele preferirá o mundo, pelo menos não tem responsabilidade. E infelizmente o mau exemplo de muitos católicos, tem feito muita gente virar churrasco do diabo.
            Por fim quero lembrar o que tem escrito no livro de Isaías (sem que não diz respeito necessariamente a este tempo, mas é muito parecido os aspectos em relação o desgosto de Deus sobre as festas religiosas): “As luas novas, os sábados, as reuniões de culto, não posso suportar a presença do crime na festa religiosa. Eu abomino as vossas luas novas e as vossas festas; elas me são molestas, estou cansado delas. Quando estendeis vossas mãos, eu desvio de vós os meus olhos; quando multiplicais vossas preces, não as ouço. Vossas mãos estão cheias de sangue.”(Isaías 1,13-15)
            Mais uma vez lembro que se eu tiver falado algo contra a doutrina da Igreja, ou contra o que ela vier a ensinar por meio do Papa, revogo o que disse. Se Roma fala, que sou eu pra ser contra. Mas, lembrando que, o Papa Bento XVI não gosta deste tipo de coisa. Ele já condenou o Rock, e onde ele condenou o Rock, ele disse uma frase bem interessante: “Não se pode tornar alguém cristão, com um som que é anticristão”. E vimos que as baladas são totalmente anticristãs.  Já diria o Papa Paulo VI sobre a Evangelização: “[...] sem a mínima traição à sua verdade essencial, para a linguagem que esses homens compreendam [...] a evangelização correria o risco de perder a sua força e de se desvanecer se fosse despojada ou fosse deturpada quanto ao seu conteúdo, sob o pretexto de a traduzir melhor”(Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi,63) Mas como saber o que pode e o que não pode? Papa Paulo VI na mesma exortação apostólica fala “O sucessor de Pedro é assim, pela vontade de Cristo, encarregado do ministério preeminente de ensinar a verdade revelada”. Se o Papa aprovar, beleza. Porém, sabemos que na questão de moral e doutrina o Papa é infalível, e este condena estas coisas, como citado acima.
            Por fim, de verdade, uma frase de um santo sobre festas: “os cristãos que entram num baile deixam o seu anjo da guarda na porta, e é um demônio que o substitui; portanto, logo passa a haver na sala tanto demônios quanto dançarinos”. (São João Maria Vianney) Aliás, como ele converteu quase toda a cidade de Ars? Jejum, oração, e horas diante do Santíssimo Sacramento. O demônio batia nele, e dizia que se tivesse mais 3 sacerdotes como ele, o reino dele (satanás) estaria acabado. Será que o reino de satanás está sendo destruído com tantas festas? Na época de São João Maria Vianney, os prostíbulos viraram casas de caridade, porque todos se convertiam; hoje estamos fazendo da casa de Deus, um lugar de prostituição. Pense nisso, e procure não pecar em pensamento ou em palavras me xingando (risos).
            Salve Maria Puríssima!