quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

VENERÁVEL ANTONIETA MEO

Antonieta Meo, chamada carinhosamente «Nennolina», nasceu em Roma (Itália), no dia 15 de dezembro de 1930. Quando tinha três anos de idade, frequentou o jardim de infância das religiosas e dois anos mais tarde inscreveu-na na Ação Católica Italiana, no grupo das mais pequeninas. Com seis anos de idade, um osteosarcoma obrigou-a a amputar a perna esquerda. Já nessa tenra idade, ela tinha um conceito do valor do sofrimento, incompreensível sem a graça de Deus. .

Uma religiosa enfermeira da clínica testemunhou: «Certa manhã, enquanto ajudava a enfermeira que arrumava o quarto da criança, entrou seu pai que, depois de a ter acariciado, lhe perguntou: “Sentes muita dor?”, e Antonieta retorquiu: “Paizinho, a dor é como a tela, quanto mais forte, mas valor tem”». Depois, a religiosa acrescentou: «Se eu não tivesse ouvido com meus próprios ouvidos, não teria acreditado!».
Começa a frequentar a escola primária com seis anos de idade, com uma prótese que muito a incomoda, mas oferece tudo a Jesus: «Cada passo que dou, que seja uma palavrinha de amor!». No dia do aniversário da amputação, deseja celebrá-lo com um grande almoço e uma novena à Virgem de Pompéia, porque graças a este evento podia oferecer seu sofrimento a Jesus.
Na noite do Natal de 1936 recebeu com ardor a primeira Comunhão e, poucos meses depois, a Confirmação. A amputação da sua perna não bloqueou o tumor, que se difundiu e chegou à cabeça, à mão, ao pé, à garganta e à boca. Tanto as dores da enfermidade como os tratamentos com que se procura curá-la eram muito intensos.
Quando encontrava um pobre, queria oferecer-lhe os vinténs de que dispunha. Gostava de frequentar a escola e o catecismo, e a Jesus assim escrevia: «Vou com entusiasmo, porque aí se aprendem muitas coisas bonitas sobre Ti e teus Santos».
Faleceu no meio de sofrimentos terríveis, ainda antes de ter completado sete anos de idade!
Foi declarada «Venerável» pelo Papa Bento XVI no dia 17 de dezembro de 2007. Sua vida constitui uma testemunha da santidade de todas as crianças que sofrem.
A respeito dela, o Papa Bento XVI chegou a dizer: 

«Fiquei feliz por terdes citado uma menina, Antonia Meo, conhecida como Nennolina. Exactamente há três dias decretei o reconhecimento das suas virtudes heróicas e espero que a sua causa de beatificação possa concluir-se depressa com bom êxito. Que exemplo luminoso deixou esta vossa pequena coetânea! Nennolina, menina romana, na sua brevíssima vida somente seis anos e meio demonstrou uma fé, uma esperança e uma caridade especiais, e deste modo também as outras virtudes cristãs. Embora sendo uma frágil menina, conseguiu dar um testemunho forte e robusto do Evangelho e deixou um profundo sinal na Comunidade diocesana de Roma. Nennolina pertencia à Acção Católica: certamente hoje estaria inscrita na A.C.R.! Por conseguinte, podeis considerá-la uma vossa amiga, um modelo no qual vos inspirar. A sua existência, tão simples e ao mesmo tempo tão importante, demonstra que a santidade é para todas as idades: para as crianças e para os jovens, para os adultos e para os idosos. Cada estação da nossa existência pode ser oportuna para se decidir a amar seriamente Jesus e para o seguir fielmente. Em poucos anos Nennolina alcançou o cume da perfeição cristã que todos somos chamados a escalar, percorreu velozmente a “superestrada” que conduz a Jesus. Aliás, como recordastes vós próprios, é Jesus a verdadeira “estrada” que nos leva ao Pai e à sua e nossa casa definitiva que é o Paraíso. Vós sabeis que Antónia agora vive em Deus, e do Céu está próxima de vós: senti-a presente convosco, nos vossos grupos. Aprendei a conhecê-la e a seguir os seus exemplos».


(Audiência aos jovens e às jovens da Ação Católica Italiana, 20 de dezembro de 2007)

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