sexta-feira, 29 de junho de 2012

São Pedro e São Paulo, exemplos de santidade.


Neste dia de São Pedro e São Paulo (29), tenho particularmente um desejo enorme de meditar na vida destes dois santos que são as colunas da Igreja Católica. Muitos podem ter a impressão que ambos nasceram santos, e assim adquiriram graça diante de Deus. Mas, na verdade, acho que somente a Virgem Maria no quesito nascer sem pecado (risos). Claro que todos sabem da história de pecado de ambos, mas mesmo assim, temos o deslize de achar que eles tinham algo incomum para terem superado suas fraquezas. Na verdade, o que eles tinham de diferente é o mesmo que nós temos pela graça do Batismo: O Espírito Santo. Se quisermos ser santos, e mudar de vida completamente, renascer da água e do Espírito, precisamos nascer novamente (cf. João 3,1-21); e foi isso o que aconteceu com estes dois grandes apóstolos de Jesus Cristo.
Vemos o exemplo de São Pedro, nosso primeiro Papa. Este homem, pescador, e mais, pecador. Era um ignorante, talvez para muitos que vêm hoje SS Papa Bento XVI tão culto, seja um escândalo ao meditar que o primeiro Papa era um ignorante. Quantas vezes não vemos no Evangelho este homem sendo repreendido por Jesus? Claro, ele já tinha dentro dele o chamado, pois somos consagrados desde o ventre materno. Mas, sua cultura era pobre. Mas este homem fez algo que talvez eu e você ainda não tenhamos a coragem de fazer: largou tudo e a todos para seguir Jesus Cristo (cf. Lucas 18,28)! Como é difícil largar tudo e a todos para seguir a Jesus, não? E não digo somente em casos de vocações religiosas e/ou sacerdotais. Digo mais ainda no dia-a-dia, de fazer o que Jesus faria, falar o que Jesus falaria e, agir totalmente pela ação de Deus. Recusar as coisas do mundo. São Pedro, assim como os outros discípulos e apóstolos, talvez tivessem capacidade para tocar suas vidas normalmente no meio secular (por assim dizer), e continuar com suas vidas – que sem Deus seria medíocres -, e se apegar ao passageiro, como fez o jovem rico. Mas não, Pedro sempre tomando a frente, foi um dos primeiros a abandonar tudo.
Até mesmo quando se realizou as escrituras, ele foi o primeiro a querer abandonar a barca de Jesus. São Pedro, o mesmo ao qual Jesus edificou Sua Igreja declarando: “Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei a minha Igreja; as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus. E tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.” (Mateus 16,18-19). Como todos sabem, São Pedro veio negar Jesus três vezes. E não foi para pessoas grandes não, foi para servos. E nós, muitas vezes queremos dar uma de convertidos, de santos do pau oco, e até em meio a grandes nos saímos bem, fingimos ser o que não somos. Mas quando chega o aperto, em meio aos pequenos, em meio à ameaça de morte, negamos a Cristo. Silenciamos o brado de Deus. Praticamente dizemos não ao Espírito Santo. Mas, São Pedro me fascina por outro aspecto. Além de ter vivido uma vida de pecados, ser ignorante, bruto, e até cometer um dos maiores pecados da humanidade que foi negar Jesus; ele tem um novo encontro com Cristo (cf. João 21, 15-23), e ali Deus o cura na mesma medida em que Pedro feriu Jesus. Por três vezes Pedro negou, e por três vezes Cristo perguntou se ele O amava. O amor de Pedro, a obediência e o chamado, o sentido da vida de Pedro, era tão ligado a Jesus Cristo, que ele foi conduzido a glorificar a Jesus da forma que ele quis evitar ao negar Jesus: na cruz! Você sabia que Pedro foi crucificado? Mas, seu martírio é tão impressionante, que ele não foi simplesmente crucificado. Ele foi crucificado de cabeça para baixo, pois dizia ele que não era digno de morrer como seu Senhor morreu. Nós muitas vezes queremos tudo que Jesus teve e fez, mas só as glórias, e não a humilhação. Pedro é um belo exemplo para você se converter de verdade (nós na verdade). E assim como Pedro, após o Pentecostes, sair pregando aos quatro cantos do mundo que Cristo ressuscitou (cf. Atos dos Apóstolos 2ss).
E de São Paulo, o que dizer? Este cidadão que era um perseguidor dos cristãos. E ele não era um perseguidor como se acham alguns “neo-ateus” modinhas de nosso tempo, que fazem vídeos na internet com argumentos fajutos e insanos para tentar “provar” que Deus não existe; e declaram ofensas aos Cristãos. São Paulo, além de ser um “perfeito” pecador, era também um assassino de Cristãos. Ele tocava o terror em quem tocasse no nome de Jesus. Aí podemos ver irmãos, que assim como Pedro e Paulo, não adianta negar sua vocação, se Deus te chama, uma hora você terá um choque com o Ressuscitado que te fará ver que sua vida não tem sentido se não tiver Deus. Paulo caiu do cavado quando Cristo lhe aparece, e fica cego (por três dias) (cf. Atos dos Apóstolos 91ss). Já ouviu aquela frase que Deus escolhe os fracos para confundir os fortes (mais ou menos isso)? Foi parecido com Paulo, apesar de ele ser forte, mas Deus escolheu um perseguidor para pregar o Evangelho, e o povo ficava confuso, como podemos ver no seguinte versículo: “Este não é aquele que perseguia em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus? Não veio cá só para levá-los presos aos sumos sacerdotes?” (Atos 9,21). O povo fica confuso, porque Deus faz milagres para mostrar Sua glória. E qual milagre maior do que a conversão? E a conversão de Paulo foi um milagre. Por isso, o povo foca muito na vida passada de Paulo, sem ver muito aquilo que ele se tornou: anunciador do Evangelho de Jesus Cristo. Acontece muitas vezes conosco, de as pessoas não quererem dar créditos as nossas palavras por conta de nosso passado. Mas, se meu passado foi de um pecado horrendo, como o foi, que a Virgem Maria interceda pelo perdão, que de regra – sem presunção – foi perdoado pelo Sacramento da Penitência (Confissão); e que meu futuro seja santificado pelo Espírito Santo. “Não vos lembreis mais dos acontecimentos de outrora, não recordeis mais as coisas antigas, porque eis que vou fazer obra nova, a qual jpa surge: não a vedes?” (Isaias 43,18). São Paulo viveu isso, abandonou o passado na Misericórdia de Deus, e o futuro na Providência divina (como vai dizer mais ou menos assim São Padre Pio)
Acho incríveis os preceitos de Deus. São Pedro se torna Papa; São Paulo um grande pregador, inclusive de grande mérito por ter várias de suas cartas incluídas no Canon da Bíblia Sagrada. E eles foram de carne e osso como eu e você. Tiveram as mesmas dificuldades, barreiras. Até a graça foi a mesma: receberam o Espírito Santo. O problema é o que eu e você fazemos com o Espírito. Ou melhor: o que deixamos o Espírito Santo fazer em nós. E não digo de forma “Carismática”, pois quem é cheio do Espírito é aquele que dar a vida por Cristo e Sua Igreja, independente de dons e carismas. Você pode ministrar curas e prodígios milagrosos, mas se não ministrar o maior milagre que é, pela ação do Espírito Santo, se converter... A coisa fica feia para você meu caro(a). Converta-se! Foi o que fez Pedro e Paulo antes de pregar a conversão para os demais. Você pode ter feito coisas horríveis no seu passado, mas o que vale é o desejo e a vida de santidade atual e futura. Tenha uma vida de oração, confissão, Rosário diário, etc. Pois somente assim, você poderá amar a Jesus a tal ponto de querer ser mártir como São Pedro e São Paulo. Não de forma presunçosa, mas de forma vocacional. Pois nascemos para amar aquele que nos amou primeiro. E seguindo o exemplo de São Pedro e São Paulo, como poderei eu não morrer de amor por quem morreu de amor por mim?
“Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.” (João 16,33)

Veja aqui o filme de São Pedro: http://catolicoargrade.blogspot.com/2012/01/seguir-um-filme-que-fala-da-vida-do.html

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